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Os beijos dos mais-velhos

por jpt, em 18.10.18

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(Escola Portuguesa de Moçambique, Maputo)

 

 

1. Esta historieta que corre em Portugal lembra-nos, cá em casa, um episódio. Em Março de 2010 Sócrates visitou Moçambique. Em época tão avançada do seu poder só os Santos Silva, Vieira da Silva, Leitão Marques e quejandos, mais os seus propagandistas a la blog Jugular ou Eixo do Mal, secundados pela mole de aficionados deficientes cívicos, podiam ainda negar o quão corrupto e corruptor do país o energúmeno seguia, e o quão abjectos eram os apparatchiki, essa rede clientelar que hoje de novo tanto se (ka)move no poder.

Nessa ida a Maputo Sócrates, como é da praxe ali, visitou a Escola Portuguesa, onde estudava a minha filha, então com 7 anos. Lá enfileiraram as criancinhas para a recepção a Sua Excelência, como sempre se faz. Por coincidência o escroque avançou para o ror de petizes e pediu à nossa Carolina e à colega que a ladeava "dão-me um beijinho?". Conta ela ainda hoje "eu lembrei-me do mal que dele dizias e tive medo". Mas, claro, nos seus 7 anos não teve a autonomia para se esquivar, e creio que até sentiu a excitação do falso brilho do poder, pois "o nem tudo o que reluz é ouro" é algo que se aprende mais tarde.
À noite, em casa, irei-me ao saber da história. Quis ir à escola reclamar, escrever para o ministério, que direito tinha a equipa docente em expor a minha filha a tão pernicioso e indecente contacto.? "Não vale a pena", foi a derrotada conclusão a que cheguei. Pois parte dos funcionários lambuza(va)m-se com o imundo, a outra tinha medo. Chamando-lhe respeito. Seria envolver, ainda que indirectamente, a minha filha no asco pelo governo e seus apoiantes. Semeando até, quiçá, antipatia entre o corpo docente.

Mas lá está, há que controlar os contactos físicos dos mais-velhos com as crianças, não as obrigar ao indesejado, ao temido, ao naturalmente repugnante.

 

2. O professor Daniel Cardoso que tantos nas redes sociais agora gozam e insultam não disse nada demais. Os pais medianamente informados e sensíveis educam os filhos a ser polidos - ou seja, pulem os filhos, adequam a sua autonomia a regras sociais. O professor, que tal como tantos outros colegas, bota Foucault a torto e a direito (pelo menos na tv) - não é nada de especial, no meu tempo era o Althusser, daqui a uma década será outro - esquece-se um bocado disso, que a "autonomia" desses monstros egocêntricos que são as crianças é burilada por nós, mais-velhos. Mas ao polirmos os filhos não devemos rasgar-lhes essa liberdade decisória.

E nisso da sua gestão dos beijos e outros contactos físicos com os mais-velhos, e os algo externos ao núcleo da família elementar. Quando fui criança era muito mais usual que gente da parentela ou amigos de pais ou avós nos beijassem, beliscassem as faces, acariciassem a cabeça. Coisas de carinho, sem a malícia que hoje em tudo se coloca, pela actual sobre-erotização da vida.

Tal como refere o professor educámos a nossa filha sem nunca a obrigar a beijar ou abraçar. Cumprimentar e agradecer sim, é uma regra. Contacto físico não, é uma decisão. E quantas vezes se recusou a beijar adultos, até próximos, por desconforto ou timidez (mas não por humores, por "birra", que isso é coisa diferente e não aceitável). E no ambiente actual, em que a consciência educada é diferente das vigentes nas anteriores gerações, também as pessoas não impõem às crianças esse contacto. "Dás-me depois" ouvi tantas vezes dizer. A mim acontecia-me isso com as minhas sobrinhas-netas, eu chegado a Lisboa uma ou duas vezes por ano, gordo, encanecido, barbudo, fedor a tabaco entranhado. Elas beijavam a minha mulher, abraçavam a prima, não me beijavam. Viam o carinho de mana mais-velha que a sua avó me dava, o relativo apreço das suas mães para comigo, mas nem isso as convencia. E ficou como nosso código, ainda hoje aos quase 10 anos risonhamente jogam essa negação de me beijarem.

O que nós, pais, fazemos é induzir a extroversão, aquilo de que o corpo não é um cofre, combater os medos e a excessiva timidez: cuidado com as festinhas aos gatos que são erráticos, atenção aos cães, os quais se podem acariciar desde que os conheçamos, se se pode ou deve (no sentido de "ficar bem", ser "gentil") beijar fulano - e quantas vezes a minha pequenina filha me olhou indagando se devia ou não beijar alguém, esperando um aceno ou um encolher de ombros quase imperceptível, consoante o caso. Tal como, depois, mais crescidos, a questão tão portuguesa do tratamento, na segunda ou terceira pessoa (complicado código), onde a regra de oiro cá de casa foi "não tratas ninguém por tio, a não ser os tios mesmo ...", que não há paciência para estes patetas arrivistas de agora.

Ou seja, o professor não disse nada de errado. Como todos os de bom senso e educação percebem. Daniel Cardoso está a ser canibalizado por uma enxurrada de imbecis, mal-educados ainda por cima. Principalmente por razões sociológicas, pois o homem não é "Lisboa", notório até nisso de ir à plateia do "Prós e Contras" para botar opinião, coisa mais "Preço Certo" do que "Quadratura do Círculo" na indústria de entretenimento. E os blasés não lhe perdoam o aparente berço, visível no sotaque, no léxico e na en-to-a-ção. Os blasés gostam da desenvoltura televisiva do Marques Lopes ou da Clara Ferreira Alves ("aqui no programa só nos enganámos numa coisa - 4 de nós 5 -, sempre acreditámos que havia uma campanha da direita contra Sócrates", vi há dias a referida indivíduo, num trecho de youtube partilhado no facebook, sem mostrar qualquer vergonha e com toda a fluidez televisiva e sotaque lisboeta. E toda a gente acha elegante ... a ninguém apetece lapidar este "avençadismo"), mas detestam berços diferentes, a não ser que sejam patuscos objectos etnográficos, "emplastros" risíveis.

E depois há as razões moralistas, moralistóides. O professor é um tipo sui generis (conversando entre amigos eu diria "uma ave rara") e mostra-o. E depois? Não parece um forcado da Chamusca ou o terceira-linha do CDUL. E depois? Mostra que vive com várias mulheres. E depois? É um bocado piroso naquilo do "poliamoroso"? É, mas nem sequer é particularmente novidade (que tal a gente ler sobre os anos 60s? ou ouvir a música e ver os filmes?). E a quantidade de gente que tem vários casos, ou que vai aos "profissionais do sexo" (é a expressão agora correcta, mas eu recuso-me a abandonar o masculino universal, como os patetas actuais fazem)? Faz fotografia erótica? E depois? Não há tantos facebuqueiros que fotografam ocasos e lhes chamam "sunset", há coisa mais indigente do que isso? Não há tantos luxuriosos que fotografam os camarões que comem, há menoridade estética maior do que essa?

Porquê este meu lençol, irritado? Porque me fartei de ver gente a botar coisas estúpidas sobre o homem, de gente obtusa. E perversa, uma perversão explicitada nas críticas ao facto de Daniel Cardoso ser professor, de ataques à empresa onde ele trabalha. Não conhecem o conteúdo do trabalho dele, as capacidades que tem. Mas põem-lhe, só para botar mais um "post" (como, rastejantes ignorantes iletrados, chamam aos postais), em causa o emprego, até o direito ao trabalho. Eu não conheço o homem mas espero bem que a sua universidade saiba defendê-lo, saiba garantir a sua imagem pública afirmando a pertinência dos seus critérios de recrutamento. Apoiando-o. E menosprezando a torpeza desta mole de morcões ululantes.

 

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88 comentários

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De Psicogata a 18.10.2018 às 14:19

As pessoas perderam completamente o respeito pelos outros e pela vida privada de cada um. Sinto vergonha alheia pelos comentários imbecis que li e ainda mais pelo compactuar da imprensa ávida de sangue.
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De jpt a 18.10.2018 às 15:00

As pessoas, nós, não são, somos, piores do que antes. Só fazemos mais barulho
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De Psicogata a 18.10.2018 às 15:48

Já pensei assim, mas considero que a sociedade e os valores estão a alterar-se para pior e que as pessoas deixaram de ter noção do certo e do errado, estão muito egoístas, não são assertivas e coerentes, mudam conforme o cenário, há demasiada competição, demasiada valorização das aparências.
As pessoas nunca foram boas, temos a história para nos lembrar disso, mas hoje até pessoas que são tidas como boas e razoáveis têm atitudes incompreensíveis.
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De jpt a 18.10.2018 às 15:59

Permita-me a franqueza, deselegante: está a envelhecer, é só isso. A crueldade é ontológica, a agressão feitícica recorrente, a imprecação e praga constantes. A gente julgava é que melhoraria. Mas não ...
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De Psicogata a 18.10.2018 às 16:02

Talvez seja isso :) Talvez esteja a perder a esperança que algum dia as pessoas possam mudar para melhor.
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De jpt a 18.10.2018 às 16:14

Socialista ao vinte, conservador aos quarenta, do optimismo ao pessimismo (aliás realismo) antropológico, é só isso
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De Pedro a 18.10.2018 às 17:23

Diria antes biológico. O pessimismo da velhice, associado ao conservadorismo, relaciona-se com a novidade trazida pelo progresso do tempo, sendo esta novidade uma ameaça ao antigo que era o nosso. Mas sendo natural e compreendendo o vício desta mundividência podemos contrariá-la.
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De jpt a 18.10.2018 às 18:08

Podemos. Mas é um erro, o bicho é "imelhorável" no seu ânimo
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De Luís Lavoura a 18.10.2018 às 14:23

Quem é (o professor) Daniel Cardoso? Pode jpt explicar-me, para que eu tente perceber este post?
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De Luís Lavoura a 18.10.2018 às 15:18

Obrigado.
Eu como não vejo o Prós e Contras estava completamente a leste.
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De jpt a 18.10.2018 às 15:26

Nem eu. O postal é fruto de facebooking ...
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De Tiro ao Alvo a 18.10.2018 às 19:50

JPT, pelo que diz não ouviu o homem e veio aqui defendê-lo por uma questão de princípio e pelo pouco que leu.
Se me fosse possível, obrigava-o a ouvir a intervenção do professor universitário no Prós e Contras, de princípio ao fim. Mais a intervenção da Varela, também ela professora universitária. Pena ligeira, como vê...
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De jpt a 19.10.2018 às 05:47

Não sei o que quer significar com "pena ligeira" mas posso-lhe ainda assim responder. Não percebo a origem do seu comentário. Não vi o programa, nunca vejo o Prós e Contras, terei visto um ou outro no seu longínquo início, sempre o abominei (passa muito pela apresentadora, que me é basto desagradável) e de aí para a frente só vi um sobre o Acordo Ortográfico - no qual infelizmente Vasco da Graça Moura e Maria Alzira Seixo estiveram muito inconsequentes. O que eu vi, agora, foram os excertos em que este professor falou, devido ao coro de impropérios e de ilegitimações profissionais - acabo de ler no FB um professor da faculdade de medicina da universidade de coimbra escrever que é inadmissível que as universidades não façam o controlo moral de quem contratam. E não há nem ordem profissional nem sindicato nem opinião publica que reaja contra esta aleivosia. E também vi a reacção da Raquel Varela. A qual não é significante para o que eu aqui escrevo. Mas como há pessoas que não querem perceber o que lêem, ou são incapazes, eu explico: os putos não devem ser obrigados mas devem ser educados, polidos, induzidos, é o que está no meu postal, é o que estará na breve declaraçào da Varela (que não estou a ver espancar os filhotes se se recusarem a lambuzar a vetusta D. Celeste da lavandaria do bairro) e é o que o desgraçado do estranho professor disse. Que a confederação nacional dos avós ande para aí aos gritos é sinal de pandemia de senilidade precoce que por aí grassa
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De Tiro ao Alvo a 19.10.2018 às 08:15

Não se zangue, JPT, mas o que aquele professor marado disse não tem pés e cabeça, mas apenas pés que não servem para andar.
E escusa de dizer que também estou senil, por ser avô e por achar (lá está "achar") que a intervenção parva daquele senhor Cardoso não deve ser aplaudida, mas antes censurada.
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De jpt a 19.10.2018 às 12:50

Tiro ao Alvo eu não digo que seja senil, apenas critico a escolha do alvo para apontar. O que meti eu no postal (no "post", pronto, para não desagradar as modas)? Que o homem se esquece do fundamental, que está algemado ao Foucault, que não tem jeito. Ok. E que não diz nada demais, quanto à novidade. E que também não inova quanto a disparates televisivos botados por universitários. Que possa ser "censurado", como V., (arqueiro?) propõe. Se calado, não. Se criticado com toda a certeza que sim. Que se questione o seu emprego, que se invective quem o contrata, que se vasculhe o seu passado. Francamente, isso não são tiros que se aceitem ...
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De Luís Lavoura a 18.10.2018 às 14:25

pulem os filhos

"polem", do verbo "polir", que significa "dar polimento".
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De jpt a 18.10.2018 às 14:52

Não. V. agora até me fez ir googlar ... Mas obrigado pela "intensão"
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De Luís Lavoura a 18.10.2018 às 15:05

Fui ver dois dicionários online de português. É "polir" mesmo. E daí "polem". Que, por sinal, se lê com o "o" aberto, pelo que não faz qualquer sentido escrever "pulem" (que é do verbo "pular").
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De jpt a 18.10.2018 às 15:23

Ok Lá fui eu reconfirmar, até porque me farto de fazer erros ortográficos (então as hifenizações é uma desgraça). Que é o verbo polir é óbvio, aliás o texto tem-no: mas é um " verbo irregular, havendo a substituição do radical pol- pelo radical pul- nas formas rizotônicas do presente do indicativo: eu pulo, tu pules, ele pule, eles pulem. Essa irregularidade ocorre também nas formas verbais formadas a partir do presente do indicativo." https://www.conjugacao.com.br/verbo-polir/
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De Luís Lavoura a 18.10.2018 às 15:31

Você foi ver um saite brasileiro, daí talvez o erro. É "eles polem", com o "o" aberto. Tal como "tu poles" e "ele pole". Já em "nós polimos" e "vós polis" o "o" é fechado. Mas continua a ser "o".
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De jpt a 18.10.2018 às 15:40

Não LL, escrevi como sei. V. colocou a dúvida e eu fui confirmar (nunca a um saite mas sim a um sítio, já agora, e não vai com pirraça);
Mas já que V. insiste http://www.conjuga-me.net/verbo-polir
https://www.conjugacao-de-verbos.com/verbo/polir.php
https://pt.bab.la/verbo/portugues/polir
e
grand finale
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/verbo-polir/10200
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De Sarin a 23.10.2018 às 13:34

Não gosta de :D nem de ...

E onomatopeias? Clap clap clap com hahaha para o grand finale antecedido por, imagino, deliciosas invectivas mentais
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De jpt a 24.10.2018 às 07:07

"Vénia", "aplausos", "sorrio ao que diz", "gargalho com isso", prefiro, como é óbvio
"Brindo" também, apesar de usar menos (ainda que costume brindar, até sozinho)
:D não sei que seja
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De Sarin a 24.10.2018 às 07:51

Se me fizer o favor de rodar o queixo à direita e botar os olhos um nadica mais próximos da paralela aos "dois pontos"...


:D

não acha que parecem dois olhinhos e uma bocarra escancarada em gargântua gargalhada?
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De jpt a 25.10.2018 às 08:43

Assim fiz. Encontrei um ricto assustador. Mas o que haverá de mais demoníaco do que o gargalhar?
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De Sarin a 25.10.2018 às 08:52

Porquê demoníaco e não beatífico? Serão as ondas libertadas maléficas? Bom, se forem as gargalhadas dos vilões da Marvel, talvez - mas e as gargalhadas inocentes de infantes dobrando o riso? Será essa a prova de a sua concepção ser pecado? Nada original, aliás, dado que, por diversas razões, o que não falta por aí são gentes a fornicar outras gentes.

Por mim, gargalhar é coisa de gente bem - bem humorada, bem com a vida, bem aberta ao mundo. De outra forma, serão roncos assustadores de quem nim (não deve ser fácil modelar uma gargalhada para sair entre lábios semi-abertos num riso amarelo)
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De Anónimo a 18.10.2018 às 14:26

E quem não sabe quem é o senhor, o que faz ou como se comporta, e mesmo assim acha aquela opinião uma imbecilidade?
Onde se enquadra?
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De jpt a 18.10.2018 às 14:54

Considera (ou acha, consoante o que apanhou do caso) que a opinião é uma imbecilidade. Enquadra-se assim no âmbito dos opinadores, dos intépretes.
Os que daí saem para o teclado e afins dizer que o homem não pode ser professor, que é uma vergonha, que lhe publicam fotos e com isso gozam e sublinhando a inadmissibilidade laboral e a incúria do empregador: enquadram-se na categorias de ogres javardos
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De Anónimo a 18.10.2018 às 16:03

Não sei de quê o senhor é professor.
A opinião dele quanto a beijinhos, enquanto encarregado de educação, espero que mantenha privada.
Mas ele disse uma coisa que me deixou preocupado (sabendo agora que lecciona), ainda que não espantado.
Porém, ele disse algo interessante: fez uma extrapolação para uma conclusão (curiosamente, bate certo com o que pensa), baseada na amostra que conhece. Ora isso é algo que é completamente contra o método científico, o que é deveras preocupante falando de um educador.
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De jpt a 18.10.2018 às 16:19

Não é, mesmo nada, contra o método científico. Mais, como educador (coisa que de facto não é, é um professor universitário e, presume-se, investigador) não estaria algemado ao método científico. As pessoas não têm que ter conhecimentos sobre todos os assuntos, é-nos impossível. E podemos ter indignações e repúdios por razões estéticas, morais, sensitivas ou até indescritíveis (eu e o Galamba, por exemplo). Mas quando as queremos fundamentar com argumentos substantivos, porque achamos que é necessário,conviria perceber um pouco do conteúdo desses argumentos. E há livros disponíveis, até "introduções" ... (menos ao Galamba, claro)
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De Anónimo a 18.10.2018 às 17:36

Não é um educador? Bem...

Quanto ao que ele fez, é totalmente contra todas as regras investigação científica. Quero provar algo, arranjo um grupo, este grupo comprova a minha teoria, logo ela está certa. Se isto não é perigoso...
Isso é táctica de rede social, de pessoas que se juntam de quem pensa igual a elas (algo natural), e que extrapolam para uma realidade em que a maioria pensa como tal. É por estas que os "Trumps" são eleitos e a malta fica espantada, é que segundo as suas "sondagens", aqueles tinham menos de 1% dos votos.
Posso arranjar, eu, um grupo de pessoas que fumou toda a vida, e nunca teve problemas pulmonares. Para provar a minha teoria de que o tabaco não provoca problemas nos pulmões.
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De jpt a 18.10.2018 às 18:01

Eu aqui não posso nem quero contrapor: você leu o trabalho dele e eu não li, como tal as suas críticas metodológicas têm muito mais autoridade do que qualquer "achar" meu. Mas, se me permite, eu não estou a falar do trabalho dele. O que eu digo é algo completamente diferente. Se o homem é incompetente os "pares" (palavra tétrica, eu sei) que o desmontem (e você também, pois conhecedor do trabalho). Não pessoas que viram um péssimo programa de televisão (ou brevíssimos excertos de um péssimo programa de televisão) no qual o homem disse coisas de que não gostaram (tais como não obriguem os putos a beijarem porque isso lhes constrange a autonomia; ou porque vive com um harém de messalinas e a gente não gosta disso ..). É assim tão estranho distinguir as coisas?
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De Anónimo a 18.10.2018 às 18:21

Eu não estou a falar do trabalho dele. Estou a falar do que ele disse na Televisão (e nessa altura, nem sabia quem ele era, ou o que fazia).
Quanto à parte da resistência aos beijinhos, é lá a opinião dele. Acho uma estupidez, mas adiante.
Mas ele seguiu com uma intervenção em que diz que tem uma turma de 50 alunos que acham que o homem viola a mulher porque naturalmente não se controla, e extrapola para uma relação causa-efeito entre esses 50 terem sido obrigados a receber beijinho do avô e portanto desvalorizarem a privacidade íntima.
É a típica metodologia de, quero provar algo, logo vou arranjar um exemplo que comprove.
Eu também posso ir a um pros e contras e dizer que conheço 20 pretos que foram presos porque assaltaram lojas, e 20 brancos que nunca cometeram um crime. O que prova que os pretos são ladrões e os brancos honestos.
Se não vê nada de errado nisso...
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De jpt a 18.10.2018 às 18:31

Quer que lhe diga o quê? Que do pouco que lhe ouvi não me parece que tenha grande jeito? Que não tem experiência de retórica televisiva, de encontrar o encadeamento? De certa forma foi o que tentei colocar no texto. O que lhe digo é que a) o cerne do que o homem disse não é nada de excepcional, não ofende o bom senso (mas ofende, pelos vistos, o senso comum) nem está longe do que especialistas dizem. b) que está a ser profissionalmente linchado, por pessoas que não o conhecem e que lhe pegam numa intervenção entre o infeliz e o demagógica. Mas as pessoas têm noção da quantidade de professores universistários e investigadores cientificos que vão à tv, assentes na autoridade profissional, e dizem atoardas? As únicas diferenças é que não questionam a sacrossanta imagem do amor avoengo e não dizem que vivem com várias mulheres. É isso que choca, nada mais.
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De Anónimo a 19.10.2018 às 21:35

Essa do preto faz lembrar JÔ :
Quando um branco corre na calçada, dizem : Atleta.
Se for um preto : Ladrão.
Essa história dos beijos aos avós não tem pés nem cabeça. Agora, cumprimentar o Sócrates com um beijinho é violência.
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De jpt a 19.10.2018 às 21:53

Nem mais, três vezes
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De Anónimo a 19.10.2018 às 08:14

A opinião do "Prof" no pros e contras, em modo, tempo e conteúdo, é uma palermice e um desgarrado "show off"!!!
E converte-se numa aleivosidade, quando introduz a correlação avulsa de assim " estamos a educar para a violência sobre o corpo do outro ou da outra"no contexto de uma discussão sobre violência, sexual ou emocional, sobre as mulheres (ou até homens)!!

A educação, no sentido de 'upbringing', é algo bem mais exigente (e emocionalmente bem mais complexo, como alias o jpt discute parcialmente no seu post) da nossa atenção e da nossa expressão de opinião, indo para além de andar plantar, sob holofotes mediáticos, uma serie de "buzzwords" e "buzzphrases" que acabam por relevar mais os personagens que as dizem do que algum orientação para reflexão de acertado conteúdo.

Jorg
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De jpt a 19.10.2018 às 13:18

Jorg grosso modo concordo com o que coloca. E como já referi em comentários acima (e algo que julguei que estava escarrapachado no texto, pelos vistos mais incompetente do que o que me é habitual pois por vários não apreendido) não se trata de defender as posições do professor - ele que se amanhe - mas sim de referir que não disse nada de particularmente novo, que tirou extrapolações que são as dele e que está a ser supra-atacado por razões sociológicas (não gostam da forma) e de moralismo pateta. E que é inadmissível que lhe ponham o emprego em causa. Não faltam universitários (e de outras profissões) a borregarem na tv e na imprensa. Mas não lhes cai o mundo em cima, pois não ofendem os "bons sentimentos" do sindicato dos (proto)avós. Num comentário anterior dizem-me que devia ter ouvido a reacção da Raquel Varela - a qual é uma locutora com cujas opiniões costumo discordar mas que me é simpática, pois bem apessoada (e não me venham dizer machista por isto). Sim, mas vi-a a semana passada num programa que foi partilhado no facebook pelo Rodrigo Moita de Deus, bloguista que costumo ler. O programa, desses de convívio e conversa morna, era algo que desconhecia e era péssimo: RMD a dizer atoardas sobre a diplomacia portuguesa e vacuidades sobre a ligação do poder político com as empresas, Inês Pedrosa indigente a falar sobre a justiça (vá lá Joaquim Vieira a por alguma ordem naquela mediocridade) e Varela a botar inanidades desactualizadas e desinformadas sobre Angola (inaceitáveis para quem recebe para comentar política). E no final um dos participantes falou da questão da racialização dos censos e ela disse, com ar definitivo, "que é óbvio que é necessário por razões científicas". Isto é muitissimo mais socialmente relevante do que a historieta dos beijinhos e o vozear da professora universitária muito mais gravoso, mostrando uma apressada e demagógica confusão entre ciência e técnica, usada como argumento de autoridade. Veja bem, nesta caixa de comentários já me vieram falar de método científico em relação a este professor. Mas uma monumental atoarda daquelas, sobre uma assunto tão mais importante, passa ao lado do crivo da crítica canibalesca: porque Varela é desenvolta e é personagem habitual, "faz parte". Eu não ponho em causa o emprego da senhora, o que me parece é que esta sanha contra este professor é fruto de um moralismo pateta e ignorante. E inaceitável. E ainda por cima muitissimo distraído.
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De Irra a 18.10.2018 às 14:35

jpt,

aquilo do "post", é que me estilhaçou. Só mesmo por achar quase insultuoso para os verdadeiros postais, de papel, chamar postal a estas "publicações virtuais".

De resto, na mouche, seu delituoso da pena astuta e sabida.
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De jpt a 18.10.2018 às 14:56

o melhor é chamar-lhe texto, se tem esse cuidado
Mas como até temos este cuidado de meter imagens em cada texto (às vezes até um bocado forçadas) penso que "postal (ilustrado)" se adequa perfeitamente
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De Irra a 18.10.2018 às 15:33

- espero não estar a abusar da sua paciência -

E blog, ou blogue? Há anos que escrevo blogue e sou olhada de lado por fazê-lo.

- ainda os posts/postais -

Creio que o WordPress, no seu backoffice, chama-lhes "artigos".

É verdade, sim senhor: mantive "post", converti "blog" em "blogue". Incoerente, sim.
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De jpt a 18.10.2018 às 15:53

Blog é uma novidade, dá para tudo. Eu uso blog, há quem use blogue, mais português. Eu gosto de bloguista, contrariamente aos que diziam blogger. E usei, antes do português, bloggard só para chatear. É como com os "links", sempre usei "elos", que ainda mais é mais curto e tem o conteúdo semântico de reciprocidade que as ligações interneticas têm (ou tinham), dadas as notificações de ligação. Eu mexi no meu sistema wordpress mas agora nem me lembro como: não gosto de "artigo", dá um ar composto demais para algo que é, por definição, pessoal e relativamente irresponsável. Para "artigo" recomenda-se texto ponderado em publicação editada - aquilo a que os académicos mais imbecis (que grassam, que grassam) chamam "paper" ou até mesmo, em expressão que me apelo o Bolsonaro que vegeta em mim, "papel"
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De JPT a 18.10.2018 às 15:36

Aquela opinião, no contexto "ex catedra" em que foi proferida, é, literalmente, uma imbecilidade. Aliás, é por isso que o senhor professor foi convidado a produzi-la na tv e é por isso que ela é profusamente divulgada. Hoje os media vivem de cliques e de "pageviews" e de comentários (como este), por isso, quanto mais escandalosamente imbecil a "boutade", melhor. E ser for proferida por uma criatura estrambólica, melhor ainda. Quanto ao facto de a criatura estrambólica ser professor universitário, o triste facto é que, dada a inexistência de qualquer actividade produtiva em Portugal, para entreter a mole de jovens desocupados, há cursos a mais, com professores a mais, e um mar de estudantes, licenciados, mestres e doutores a mais. Enquanto escrevi este comentário, publicaram-se 20 teses de mestrado em ciências sociais a dissecar a inanidade, findas as quais, ou se vai conduzir um tuk-tuk, ou, se a inanidade for excepcional, vai-se para professor de ciências sociais, ensinar inanidades aos outros. Até aos 16 anos a lei entende uma pessoa não tem maturidade para dispor do seu corpo. Afirmar que, com metade dessa idade, ou menos, tem maturidade para dispor do seu corpo quanto aos actos de cortesia que deve ter com a família é, dito por um professor, uma imbecilidade. Dito por si, a falar dos seus filhos, é outra coisa, bem se entenda. Por enquanto, cada um cria os seus como entende. No meu caso, diria que ensinar a um miúdo que tem de fazer coisas de que não gosta, porque as deve fazer, é a chave da educação. Na minha família, isso incluía tratar com estima todos os parentes (mesmo os que cheiravam a velhote). Lembro-me perfeitamente que não gostava nada de dar beijos à minha avó, mas felizmente tinha pais que não me ligaram nenhuma. Mas isso foram eles e sou eu.
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De Anónimo a 18.10.2018 às 16:00

Plenamente de acordo! É uma ideia aberrante!!! Eu cumprimento os meus pais sempre com dois beijos, vou dar o direito aos meus filhos de se poderem recusar... é só loucos!!!! Violencia é escutarmos tais ideias...ainda para mais alguem que defende a poligamia...destruir a nocao de familia tradicional é o objetivo desta seitas...simplesmente, aberrante!!!
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De jpt a 18.10.2018 às 16:21

Quais seitas? Há seitas polígamas? Os mormons é a única que me batiam à porta. Agora há muçulmanos, sacanas são levados do diabo mas os mormons podem ter mais mulheres, um gajo olha para eles todos aprumadinhos, os elderes, e afinal é um fartar vilanagem ...
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De jpt a 18.10.2018 às 16:12

Talvez o pessoal das ciências sociais, estas inanidades que ensinamos (ensinei no meu caso, que sou um has been) possam contribuir para resolver algumas das questões que implicitam: por exemplo a prática da indução de comportamentos na regulação de uma "cortesia" (foram também os patetas das ciências sociais que trouxeram até hoje o que significa cortesia, já agora) - por acaso reparou num parentesis sobre o olhar da pequenina a perguntar ao pai (e à mãe) sobre que atitude tomar? Ou seja, que isto não se divide entre pais a espancar crianças para beijarem avós violadores (dirimível pelas ciências sociais) e a empurrá-los para o trabalho infantil (gerível pelas ciências sociais) e pais libertários a deixarem florir crianças (pasto das ciências sociais).

Ok. A questão que coloca é mais vasta do que a do personagem em causa. É uma velha questão que, vivendo no estrangeiro, reencontrei quando o bloguismo surgiu, há cerca de 15 anos. Entre os que abominam as ciências sociais (mas são tão visceralmente estúpidos que nem sequer sabem o que é e qual o âmbito delas, e são capazes de escarrar imbecilidades e depois prezar gestores, economistas, demografos ou juristas; São umas bestas cientes de si próprias (e ainda para mais convencidas que "produzem"), crença polvilhada de dúvidas quando os filhos ou as mulheres começam a dar em malucos ou gordos ou bebedos e aí vão aos psicólogos e coisas assim, e os que não as abominam (por exemplo gente que gosta de história, seja a do Mattoso seja a do Hermano José Saraiva). Não vale a pena discutir com eles - fazem gala na ignorância, e quanto mais a bramem mais se convencem disso. São, aliás, um belo (no sentido de significante) objecto de estudo. Mas como eu não sou de antropologia forense não são o meu objecto de eleição
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De Anónimo a 18.10.2018 às 16:28

As ciências sociais merecem-me o maior respeito. Aliás, ocupam-me quatro paredes com 3 metros de pé direito. O que não merece qualquer respeito são as cloacas que hoje as propagam, em resultado da massificação e "marxização" do seu ensino e da endogamia dos seus corpos (in)docentes. Sendo um "has been" da coisa, poderia beneficiar do distanciamento para disso se aperceber. Mas percebo que matar o mensageiro seja mais fácil do que responder à mensagem.
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De JPT a 19.10.2018 às 10:16

Não está lá, mas sou o JPT. Mistérios da tecnologia. Bom fim-de-semana.
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De Pedro a 18.10.2018 às 17:29

Jpt, Naturalmente somos capazes de muito pouco. Naturalmente somos egocêntricos guiados pela única preocupação biológica de deixarmos descendência. Toda a Moral, dada pela Cultura, visa combater a ditadura selvagem do ser natural. Daí custe tanto ser Bom. Parafraseando um célebre biólogo : a natureza é imoral
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De jpt a 18.10.2018 às 18:09

De facto a Natureza é amoral. Os homens é que tendem, e de que maneira, para a imoralidade.
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De Pedro a 18.10.2018 às 18:48

Não. A natureza é imoral. Para viver não deveria haver necessidade de matança. O que nos leva mais longe. Se Deus nos criou, na sua Benevolência , porque deu ao sofrimento primazia? Porque nascemos chorando? Entendo a morte , mas não a dor. Diga-me jpt, se por um dia fosse super herói não era capaz de fazer um trabalho melhor que todos os deuses?
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De Pedro a 18.10.2018 às 18:50

Jpt se a natureza fosse amoral também o homem seria incapaz de imoralidade
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De José Teixeira a 19.10.2018 às 07:16

Percebo-o, mas isso é reduzir o homem (na sua i/moralidade) a um epifenómeno da natureza. Nesse sentido a natureza será suicidária, o que não implica uma imoralidade ...
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De jpt a 19.10.2018 às 07:20

Percebo-o, mas isso é reduzir o homem (na sua i/moralidade) a um epifenómeno da natureza. Nesse sentido a natureza será suicidária, o que não implica uma imoralidade ...
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De Pedro a 18.10.2018 às 16:37

Jpt, só li o início. A prosa torna-se intragável de ter sido o ódio e não a mão que pegou na caneta.

Temo que volte ao registo de antanho. Querendo-lhe bem, abraço
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De jpt a 18.10.2018 às 18:13

Lamento que a prosa seja intragável. Não tem pinga de ódio, mas de risonha memória no início (condimentada com a constatação da ontológica malvadez do homo pêéssis). Quanto ao resto o que é odioso? perseguir e linchar moral e profissional um tipo algo peculiar ou andar por aí no politicamente correcto, versão direitinha?
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De Pedro a 18.10.2018 às 16:51

O dito professor ligou casuisticamente o beijo aos avós com a violência doméstica no namoro. Os miúdos muitas vezes não beijam os mais velhos por nojo destes - os sinais da velhice podem ser intrepretados biologicamente como sinais de doença, sendo a resistência ao beijo não um acto consciente/cogniscente de vontade - Córtex pré-frontal- mas sim um acto intuitivo ditado pela Amígdala cerebral.

Cabe ao adulto dentro de determidos limites incutir no mais novos actos de civilidade que contradigam os medos ditados pela infantil natureza. O modo como se tratam os velhos na infância pode ditar como os vemos na idade adulta. Uns citam os cientistas sociais como estudiosos da natureza humana. Eu opto pela neurobiologia.

É esta política de educação, de não contrariar os mais novos, que tem conduzido à preguiça da vontade e ao egoísmo infantil dos novos quando adultos. Afinal educar, dizem eles, é violentar. Domesticar.
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De jpt a 18.10.2018 às 18:15

Obrigado pelo comentário, que vejo muito conectável com o meu (intragável?, eu já nem sei com que Pedro "falo") texto
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De Papagaio Giló a 18.10.2018 às 17:35

Na baralhúsia que é este post, só agigantada e aprimorada antisublimemente pela náusea dos comentários ( incluo o meu!), a pessoa culturalmente menor e mal educada que é "mim" fica completamente convencida de que, afinal, as rodas redondas dos carros são quadradas, que a "mole" de portugueses estúpidos e inferiores está pontilhada de portugueses de filigrana, finos, eruditos, sensíveis e civicamente adoráveis; finalmente, também, baralhúsia na medida do "beijar José Corrupto, Escroque e Desprezível Sócrates", que, ao que parece, será exatamente a mesma coisa que abraçar o nosso avô ou a nossa avó, quer sintamos asco por estes, quer os amemos como aos nossos queridos ursinhos de pelúcia, aos pés da cama.
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De jpt a 18.10.2018 às 18:17

Baralhúsia é um belo termo, caro papagaio. Até fui googlar a ver se tinha antepassados, mas nada - vou passar a usar, se não se importar.
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De Anónimo a 18.10.2018 às 17:36

" Cumprimentar e agradecer sim, é uma regra. Contacto físico não, é uma decisão."

Cumprimentar e agradecer é uma regra de boa educação.
Ser obrigado a beijar é uma violência e uma humilhação.
Não fazer nem dizer nada para que o neto beije os avós é uma demissão negligente.
João de Brito
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De jpt a 18.10.2018 às 18:22

Um miúdo muito pequenino não é humilhado por isso. Pode ficar desconfortável mas não é "humilhação". Desculpe mas pegar no seu comentário para, abusivamente, ilustrar as tresleituras disto tudo: na "baralhúsia" (magnífico termo que acabo de aprender num comentário acima) deste texto tentei (na intragável prosa que outro comentador denuncia) deixar isso, a da diferença entre obrigar e induzir. "Não fazer nem dizer nada para que o neto beije os avós (ou a parentela, e nisso também a parentela espiritual) é uma demissão negligente", e isso é mesmo. Mas o homem não anda a pregar isso, fala de maneira algo pomposa, é um bocado arrebitado, mas não fez apologia disso. Disse que é mau para a formação de personalidades autonómas, rijas. Se falasse com a tal desenvoltura, menos pomposo e fosse igualzinho, sem tirar nem por ao Manuel Serrão, ninguém se escandalizaria

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