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Ontem, num jornal de referência

por Pedro Correia, em 29.09.19

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O analfabetismo vai galopando, dia após dia, nas colunas dos jornais. Até naqueles que presumem ser mais ilustrados e instruídos. Ontem, numa entrevista publicada num semanário, deparei com esta chocante confusão entre o verbo haver e a contracção de uma preposição com um artigo definido.

Antigamente, quando tais nódoas pousavam no papel, não faltava quem corasse de vergonha. Agora é tempo de encolher os ombros e partir para o dislate seguinte com toda a descontracção do mundo.


12 comentários

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De Anonimus a 29.09.2019 às 13:50

À dias assim.
Importa o conteúdo, não a forma.
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De Pedro Correia a 29.09.2019 às 14:10

Por vezes não são "hestagiários" a assinar estas arrepiantes prosas, mas "heditores".
Não admira assim que cada vez mais se escreva com os pés na imprensa que vai restando.
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De Anonimus a 29.09.2019 às 15:49

Há que proteger a gralha.
Não há extinção da gralha.
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De Pedro Correia a 29.09.2019 às 23:14

Como diria o engenheiro André Rúcula da Silva.
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De Anónimo a 29.09.2019 às 14:48

o Jornalismo bateu no fundo com o caso Tancos...ficamos a saber que o governo pode intrujar os cidadãos à vontade que o jornalismo da cobertura...que não é uma questão politica...
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De Pedro Correia a 29.09.2019 às 23:14

Isto é uma questão de cultura geral e de notória impreparação dos jornalistas no domínio da língua portuguesa. Nada tem a ver com Tancos nem com questões políticas. Tem a ver com gramática elementar.
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De Zé a 29.09.2019 às 18:11

A maior parte dos jornalistas não estudou verbos. Aliás penso que com o Eduquês ninguém estuda porque, dizem, pode arruinar a vida aos jovens. Onde se nota mais é quando dizem: "houveram muitos casos...". Neste caso, se se lhes disser que há um erro eles não conseguem descobrir onde.
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De Pedro Correia a 29.09.2019 às 23:13

Hei-de trazer aqui mais erros de palmatória como este, que vem na edição do 'Sol' desta semana. E o de ontem, no 'Expresso'.
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De Rita Barbas Calvo a 29.09.2019 às 22:29

Pois é sempre neste verbo que eu labuto, junto dos meus alunos.
Há minutos... (o tempo que existiu, logo foi/ser). "Houveram" não existe, a não ser no vocabulário de uma presidente de junta de freguesia, aquando da leitura de um conto: "Houveram muitos reis..." - logo os alunos repararam. E nem me venham com o "hadem" que isso então dá-me arrepios.
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De Pedro Correia a 29.09.2019 às 23:12

Faz muito bem em insistir, Rita.
Indigna-me ver erros primários como este impressos em jornais. Muitas vezes cometidos não por estagiários mas por editores - e às vezes até por membros da direcção.
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De Anónimo a 30.09.2019 às 03:02

Não seja "intolerante" e "moralista" é o que a cultura que criou isto lhe diria... na melhor das hipóteses, ou então o chamassem de "facista".
Lembra-me varias professoras e professores que professavam que os alunos não deveriam ser discriminados - Que foi uma das razões porque nos anos 80 as notas passaram de 0-20 para 0-5 do 1-2º ano ciclo preparatório e do 7-9º ano.
Com argumentos de esquerda destruindo num ápice a recompensa pelo esforço continuado da subida degrau a degrau que é precisamente o que os alunos mais desfavorecidos podem conseguir.

luckucky
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De V. a 30.09.2019 às 12:12

Confesso que tenho algumas dúvidas — este erro é bastante frequente mas o problema é que aqui não há um tempo infinitivo depois da contracção (que é quando não se contrai a preposição com o artigo) mas um verbo no presente antes.

O que resta das discussões é o que lhe interessa..

Ou estou a ver mal?

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