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Onde tudo começou

por José António Abreu, em 29.06.15

A Grécia entrou no Euro em 2001. Desde essa altura, teve um crescimento imparável.

Muito superior ao registado em Portugal - ou na Alemanha. Convém ver os números (PIB, salários, consumo) e perceber porquê. Leitura essencial, n'O Insurgente. Por Carlos Guimarães Pinto.


16 comentários

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De da Maia a 30.06.2015 às 10:27

Essa é uma boa questão, porque a actuação de um governo tem arrastado os seguintes para o desvario anterior.
Um governo está legitimado para uma actuação no seu mandato, e não para fazer contratos para a eternidade. Senão poderíamos ter concessões de séculos ou milénios.
O que se tem passado, veja-se o caso das PPP, é que numa democracia basta haver um governo inconsciente para arrastar o país para compromissos de décadas... muito além do seu mandato real.
Para os credores isso é uma situação legal, mas é claramente um risco... Se os governos querem usar dinheiro que não têm, isso fica por conta e risco dos credores. Seria um jogo demasiado fácil e distorcido, se os credores tomassem conta de um país pela simples corrupção de um governo.
Agora, os credores podem proteger-se, e é claro recusar a continuar a financiar um governo que quebra o contrato anterior.
Por isso a opção é continuar ligado à máquina do crédito, e aceitar a hegemonia externa, ou então quebrar isso e refazer a economia sem o crédito externo. É claro que a segunda opção é bem mais radical, mas pode ser opção a considerar quando as condições sobre o crédito são consideradas incomportáveis.
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De José António Abreu a 30.06.2015 às 10:45

Claro que pode. E ninguém - ou pouca gente - contesta o direito da Grécia (ou de Portugal) dizer "basta", arcando com as consequências. Agora exigir - para mais em nome da democracia e da soberania - uma renda permanente para não fazer ajustamentos...

(Quanto às heranças entres governos, talvez então a ideia da inclusão de limites constitucionais ao défice e/ou à dívida faça sentido.)
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De da Maia a 30.06.2015 às 11:33

A Grécia está agora a jogar com a promessa de "união" que foi vendida pela UE... é um activo que acaba por estar em cima da mesa, quando se coloca o afastamento. Aí entra o valor da política na economia, e esse preço é de avaliação mais sensível.

O limite à acumulação de dívida no mandato, é claro que faria muito sentido... mas na prática estar ou não na constituição não altera muito, quando ela pode ser revista por 2/3, e isso tem sido a soma dos governos do arco, que se têm endividado.

Depois, o problema base - o que acontece aos partidos dos governos que não cumprem? Não acontece nada... continuam alegres nas novas promessas.
A ser eficaz, o partido deveria ser proibido de concorrer às eleições seguintes. Alguém quer proibir o PS de concorrer?... sendo que este governo igualmente fez disparar a dívida, e seguindo os números da dívida, seria então igualmente impedido de concorrer, por mais que argumentasse que isso resultava do desvario anterior!

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