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Oiçam este tipo

por Paulo Sousa, em 11.03.20

Ao ouvir esta excelente intervenção do Carlos Guimarães Pinto no âmbito das Convenções do Movimento Europa e Liberdade, lembrei-me da Escola da Minha Terra, de que já aqui vos falei, e das voltas que foram dadas até ser necessário o seu alargamento.
O caso que ele relata é de maior gravidade e por isso deveria causar mais vergonha aos nossos governantes. Mas isso só seria possível se a tivessem.
Recomendo que oiçam todo o discurso, mas este é o excerto em que CGP fala da escola da terra dele.

 


11 comentários

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De Vento a 11.03.2020 às 16:29

Há qualquer coisa que não bate certo. Surpreende-me que no século XXI se apontem questões sobre um tema que nem na altura da outra senhora existia na escola pública e até mesmo na privada. E nem mesmo ocorreu nos anos após Abril, onde a escola se manteve de excelência até que acabaram com os cursos industrias e comerciais.

Duas ilações posso tirar: Ou não existiu Abril ou existem complexos que não foram sanados?

A Universidade não garante uma outra vida. Devia abrir uma perspectiva diferente perante a vida e o saber.

Quando usei um voo em uma companhia privada de aviação que levava a aeronave para Copenhagen, no sentido de fazer a manutenção nas oficinas de uma extinta companhia nórdica, falei com uma amigo já falecido, engenheiro de voo nessa mesma companhia, que me informava que uma das atitudes que teve de tomar quando tomou posse foi precisamente chamar o alfaiate para tirar medidas aos demais engenheiros portugueses que se encontravam baseados em certo aeroporto para lhes fazer um fato macaco, para, à semelhança dele, dinamarquês, sempre que iniciassem o dia estivessem nos hangares com os demais mecânicos.
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De Paulo Sousa a 11.03.2020 às 22:32

Já não se diz "gente de outra condição" mas existem de facto portugueses que nascem, crescem e morrem dentro de mundos estanques que existem neste pequeno país.
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De Marta a 11.03.2020 às 17:25

Eu oiço... o que estamos a fazer às nossas crianças - há décadas - é criminoso e miserável. E aparentemente, com "excelentes" resultados.

Infelizmente basta ir de Lisboa à Damaia, Amadora, Cacém, Massamá e etc... e perceber qual é o horizonte que é apresentado a boa parte das crianças que lá mora (já nem vou entrar na discussão cor da pele, que é todo um outro tema).
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De Paulo Sousa a 11.03.2020 às 22:40

Insistir na formula que repetimos há mais de 40 anos sem ter resultados satisfatórios... é idiota. O liberalismo utópico seria tão perigoso como perigosas foram outras utopias. O que precisamos é, a partir do actual status quo socialista, mudar de direcção no sentido de uma sociedade mais liberal, menos centralizada, em que o cidadão possa decidir em liberdade. O estado não deve nunca sair da equação, deve sim ter um ponderador menor.
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De Anónimo a 12.03.2020 às 00:48

Pois, pois e quem paga são os empresários liberais de sucesso alavancados em bancos de sucesso ainda mais liberais.
O vosso liberalismo sei eu bem qual é...
Fizeram da saúde um negócio de todo o tamanho com o beneplácito e forte apoio dos xuxas que tanto dizem desprezar e desde há muito a educação e ensino vai pelo mesmo caminho criando uma sociedade liberal e progressista como todos os xuxas também gostam.

WW
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De Paulo Sousa a 12.03.2020 às 06:39

Veja o que passa hoje. Quanto maior a guerra contra a gestão privada, mais contratos de seguros de saúde são negociados. Os hospitais que satisfazem são arrastados para a gestão pública e as queixas disparam. O que acontece é que quem tem dinheiro pode escolher e quem não tem tem de se sujeitar. Se por absoluto radicalismo fossem encerrada totalmente a oferta privada, quem tivesse dinheiro passaria a ir ao estrangeiro o que acentuaria a mesma lógica perversa. O seu problema é realidade.
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De Vento a 13.03.2020 às 00:24

Paulo, quantos desses seguros não são subscritos por empresas, deduzindo no IRC, como alavancagem de ordenados de funcionários e, assim, melhor reduzir os encargos sobre os ordenados? E quantos desses seguros dão uma cobertura razoável a quem os detém?
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De Paulo Sousa a 13.03.2020 às 11:42

Tem dados sobre isso? E quantos deles foram subscritos particularmente após uma ida às urgência ou após a longa espera por uma consulta?
Se tiver dados sobre isso, observe a evolução desses contratos e compare-a com o volume das queixas diárias do SNS.
No final pode chegar às conclusões que entender ou que preferir, e provavelmente já chegou a uma conclusão mesmo sem ter esses dados.
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De Marta a 12.03.2020 às 17:11

Subscrevo cada palavra. E precisamos também - para ontem - de recuperar as nossas cidades de média dimensão, a começar pelas capitais de distrito.
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De Paulo Sousa a 13.03.2020 às 11:57


Se houvesse uma visão para um país mais coeso as capitais de distrito, especialmente as do interior, deveriam poder tornar-se atraentes para fixar pessoas. E não falo em dar benefícios porque isso está mais que tentado. A solução passaria por diminuir as normais complicações que o estado cria a todas as empresas. Pergunte aos empresários criadores de emprego se a descomplicação não seria o melhor subsídio que o estado podia dar à economia. São aberrantes as energias que o cumprimento das obrigações estatais consomem às empresas. Os empresários têm má imprensa. Andam de bmw e pagam miseravelmente. Do que conheço posso dizer que já estivemos bem pior até porque a estagnação continua dos últimos 20 anos excluiu a maioria desses casos. O mercado já desnatou. Quem consegue sobreviver numa economia anémica como a nossa está mais que certificado.
Por mais voltas que dêem se não for a economia real a criar riqueza o estado acaba sempre por repetir a fórmula que garante um aumento de dívida negócios para o amigo do partido.
Quem acredita no estado e nos políticos deve continuar a votar à esquerda. Aos outros recomendo que procurem uma alternativa. E já agora ouçam este tipo.
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De Marta a 13.03.2020 às 15:36

Mais uma vez, sintonia total... Custa-me ir às nossas cidades e ver tanto potencial desperdiçado.

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