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Oh meu!! A tua atitude é repugnante!!

por Paulo Sousa, em 28.03.20

Um fanfarrão que se preze sabe que há combates que não vale a pena travar.

Depois de começar a levar murraças do diabo invisível, aka covid-19, o António Arrasa Pandemias Costa convocou o “focus group” com urgência e foi-lhe recomendado que devia mudar rapidamente de nome artístico.

Foi tudo muito rápido. Ele ofereceu porrada à pandemia num dia e a ordem dos médicos desmentiu-o no dia seguinte. O público esquece as promessas, é certo, mas deviam ter passado mais umas horas.

O Conselho Europeu por video-conferência foi assim a ocasião ideal para fazer esquecer o desaire anterior.

Senhoras e senhores, e a nova estrela chama-se... António Arrebenta Ministros Holandeses Costa.

O bom senso recomenda que não se façam ameaças que não se esteja disposto a cumprir, mas isso não trava o António Arrebenta Ministros Holandeses Costa. Ou recuas ou a UE acaba!!

O público sabe bem que sem o dinheiro da UE para distribuir o PM português nunca teria público, mas a realidade é um detalhe, aqui joga-se com a ilusão. E ele não vacila, de mangas arregaçadas, grita para o écran, através do qual o holandês se protege: Oh meu, lembras-te do golo do Maniche no Euro? Não tás bem a ver com quem te estás a meter!! A tua atitude é repugnante!!

O público, que estava retraído já há uns dias (já havia quem dissesse que António Arrasa Pandemias Costa era um fanfarrão) levantou-se numa ruidosa ovação. Isto sim! Política espectáculo!

Agora que já só há futebol na RTP Memória, valha-nos o António Arrebenta Ministros Holandeses Costa para animar as hostes.

Por-tu-gal!! Por-tu-gal!! Por-tu-gal!!


25 comentários

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De Anónimo a 28.03.2020 às 00:35

Oh meu!! ???? não será antes Ó meu!!, que é como quem diz :
Ó Costa!! A tua atitude é repugnante!!
Já nem falando do que tem de ascoroso ou que possa criar vómitos o que ele disse, mas isso é conforme o estômago de cada um.
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 11:22

Estômago rijo é primeira condição para se ser político. Quanto mais rijo for maior o potencial de ascensão na carreira.
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De Anónimo a 28.03.2020 às 01:15

Não é fácil ser-se PM em Portugal.
Muito menos quando a imagem de brilhante administrador da coisa pública mistura altos impostos com cortes nas despesas dos serviços públicos e o resultado é o tal brilharete: saldo superavit de uns gigantescos 0,2% nas ditas aritméticas públicas!.
Não é fácil, ainda por cima quando a esperada esmola alemã esbarra com um acordo que usualmente era por baixo da mesa....
Não é fácil. Pelo menos já não há dedos pelo que também já não são necessários aneis
Como argumento racional o manter ligada à máquina esta UE, não deve chegar.
Pedinte aos berros em tele-peixeirada com os relutantes filantropos requer mestria.
É d'homem.
A ver vamos.
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 10:55

Acha que é mestria? A mim parece-me um fanfarrão tão desesperado que até faz ameaças que nunca seria capaz de cumprir.
O que é que do berreiro chegou aos holandeses? Talvez apenas a resposta do seu ministro, resposta essa a que a imprensa não nos deu conhecimento. O berreiro foi apenas para consumo interno bruto.
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De Anónimo a 28.03.2020 às 09:38

Oh PS !! Esta croniqueta atestada de Ódio
e ressabiamento é REPUGNANTE...


James
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 11:19

De entre os apoiantes do governo haverá certamente quem consiga usar a língua portuguesa com habilidade suficiente para não repetir sempre esse mantra do ressabiamento. Então agora já não se pode dizer mal apenas porque sim? A democracia está suspensa ou não está? Olhameste!

PS: Leia os clássicos que aguça o vocabulário.
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De Anónimo a 28.03.2020 às 12:03

"Dizer mal apenas porque sim"...compreendido Oh PS !!

Vou ler o "ensaio sobre a cegueira" que não é um clássico mas é de um Nobel.


James
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 12:17

Não se esqueça das recomendações da DGS. Lave as mãos com frequência. Esfregue durante vinte segundos, que no sec XVII equivalia a dizer, durante o tempo de uma Avé Maria.
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De Vento a 28.03.2020 às 11:16

O ministro holandês das finanças na realidade fez uma declaração repugnante. Não só repugnante como também abusiva, maquiavélica e de uma ignorância atroz e oportunista.

Porquê? Porque Itália e Espanha, se alguma dúvida existisse por sua falta de margem orçamental, há muito que deveria ter sido "investigada". E foi!!! A UE há muito sabe que Itália e Espanha não têm margem orçamental; e se não tinham margem orçamental anteriormente também não têm margem orçamental para fazer face a esta pandemia.
Mas a Rússia e Cuba têm capacidade orçamental para fazer o que fizeram: enviaram equipas de médicos e outras equipas sanitárias e de voluntários para ajudar os italianos a salvar sua população.

O que o repugnante ministro holandês pretende dizer é que alinha na política de um grupo que domina a UE no sentido de continuar a asfixiar os orçamentos que impedem uma resposta eficaz face à crise pandémica e também uma resposta eficaz face à crise financeira, que há muito se instalou na UE para salvar em particular as instituições bancárias alemãs e francesas e outras que colateralmente com estas se comprometeram.

Para este repugnante ministro holandês é bem mais importante investigar Itália e Espanha que ir em socorro das vítimas que todos os dias tombam às mãos do bicho e de outros que contraem o mesmo.

Assim, este virulento e repugnante ministro é tão danoso quanto o covid.
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 11:34

Esse ponto é claro.
Um ponto de vista alternativo está bem explicado nesta metáfora do nosso colega José Meireles Graça aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/hoekstra-o-canario-na-mina-11438990.
O que sei, e esse é o ponto do post, é que o António Habilidoso Costa soube rodar no ringue. Deixou a pandemia seguir caminho para apontar os punhos agora contra um alvo que lhe garante sempre aplausos do seu público. Acertou e abafou os assobios que já se começavam a ouvir.
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De Vento a 28.03.2020 às 11:59

Sim, existiram medidas iniciais do governo que eu contestei, e deixei por aqui sugestões que, com agrado, verifiquei que estão a ser implementadas. Incluindo aquelas sobre o diferimento do pagamento de juros e rendas aos bancos no que respeita ao crédito ao consumo e aos empréstimos contraídos, incluindo os de compra de habitação.

Portanto, creio que é importante criticar e apontar alternativas. Também em um post de José Meireles deixei claro que é um absurdo e um contra-senso que o BCE acumule lucros que não distribua por aqueles a quem estes pertencem: todos e os demais governos da UE. Um banco central não pode ter actividade de banca comercial e, neste momento, falamos sobre um acumulo de lucros superiores a 91 BI, 91 BI, 91 BI; sim, o nosso BI.

Alguns países da UE talvez prefiram a adopção de mais QE, exactamente para continuar com a política até agora seguida: continuar a fazer política para salvar a banca alemã e francesa ao invés de salvarem as populações que contribuem para os orçamentos de cada país.

A metáfora de José Meireles, que não comentei, é inadequada tendo em conta a magnitude desta nova crise.

Há uns anos, tendo um cliente em dificuldades de tesouraria, adoptei a seguinte política para que fosse ressarcido dos valores vencidos: Optei por fornecer-lhe à consignação os artigos (evitando assim uma sobrecarga do iva). E os pagamentos seriam feitos da seguinte forma:
por cada artigo consignado vendido, ele pagaria de imediato esse artigo, incluindo o iva. Do lucro da venda desse artigo consignado, 30% amortizaria a dívida vencida e 70% seria para o caixa do cliente.
Em menos de 1 ano o cliente saldou a totalidade da dívida a mim e a outros fornecedores que seguiram a minha decisão.
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 12:14

Se imaginarmos que a crise económica possa corresponder a uma perda global de valor de 15/20%, uma solução equilibrada passaria sempre por distribuir essa perda o mais homogeneamente possível. Claro que as reformas miseráveis teriam de estar excluídas destas contas, mas nem todas são miseráveis e, arrisco, que muitos dos que agora clamam solidariedade aos holandeses não aceitariam uma redução nessa ordem da sua reforma ou ordenado.
No privado isso acabará por acontecer e em proporção bem maior pela forma de desemprego, mas quem é remunerado pelo estado não aceitará tal coisa, nem o governo terá coragem sequer para o propor. E isso acabará por aumentar a fractura que já existe entre o sector público e o privado.
Sem dúvida que teremos tempos interessantes pela frente.
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De Vento a 28.03.2020 às 12:20

Tudo isso que afirma pode ser aplicado, SE acompanhado de outras reduções: valores de rendas das casas, artigos de grande necessidade, electricidade, gás, água, juros, reestruturação do valor dos empréstimos já concedidos indexado ao montante das perdas por sector, combustíveis etc. etc. etc.

Porquê? Porque assim permitir-se-ia a sustentabilidade das famílias, dos orçamentos e da segurança social.
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 12:59

Esse será o desafio.
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De Anónimo a 29.03.2020 às 17:05

Quando você acordar vai ver que não tem dinheiro (riqueza) nenhuma, somente 0 (s) e 1 (s) criados num computador, quando a "malta" der conta já vai ser tarde de mais...

WW
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De Paulo Sousa a 30.03.2020 às 00:14

"A vida é dura e depois morre-se"
Bart Simpson
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De Anónimo a 28.03.2020 às 12:39

O costa que leia umas coisas sobre a Guerra dos 30 Anos.
E que perceba o que lê, evidentemente...


JSP
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De Paulo Sousa a 28.03.2020 às 13:02

Ela já ouviu falar nisso, mas como a maior parte de nós, acha que o passado era povoado por gente idiota e bruta. Nós temos internet e tablets e por isso somos bem mais espertos que essa gente.
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De Costa a 28.03.2020 às 16:18

Escreve-se e comenta-se (e rejubila-se em exaltado desagravo) num texto mais acima sobre o que parece ser a proverbial falta de higiene dos holandeses. Aparentemente com base no aspecto deplorável, e sobretudo nos odores que libertam, quando por cá veraneiam. Por esse critério até nem são os únicos com hábitos menos felizes nessa matéria e que cá se aliviam de nunca suficientes - para nós - euros.

E talvez nós dos holandeses conheçamos maioritariamente um grupo longe de representar favoravelmente um povo: uma parte desse povo que na falta de dinheiro, ou de sofisticação de gosto para outras paragens vem em massa até cá, local genericamente barato e disposto a tudo para agradar ao dinheiro do turista, mesmo - ou principalmente - aquele que não se lava e que desce de paragens a norte dos Pirenéus, com bilhetes de avião a preços de carreira suburbana ou em decrépitos "pães de forma" (ou velha carripana análoga), local onde o álcool é barato e onde as sonoras bebedeiras a altas horas são largamente vistas, pelas autoridades e não só, como um normal custo de operação do modelo de turismo por cá geralmente adoptado. Modelo onde, entre uma praia que já teve águas mais agradáveis e uma densíssima "urbanização" de horrível dormitório suburbano, há uma "marginal" caótica, pejada de automóveis, de vendas de galos de Barcelos, de camisolas do Ronaldo e indescritíveis toalhas de praia, e onde se sucedem bares e restaurantes de básica cerveja em jorro e de "gastronomia" de oportunismo.

Certas paragens que por cá temos e em tudo opostas a isto, não invertem infelizmente a posição dos pratos da balança.

Conheço muito mal a Holanda. Nem deverei escrever que conheço; estive lá por breves períodos e poucas vezes. Retenho a ordem, o silêncio, a arquitectura preservada (e a muitíssimo moderna, mas que não esmaga a mais antiga), o tráfego civilizado; o verde estimado, o asseio geral das ruas (sim, com excepções; como em todo o lado). Aliás basta ver da janela de um lugar de avião uma aproximação ao aeroporto de Amesterdão e outra ao de Lisboa, para se perceber onde quero chegar. Se isso não chega, nada chega.

Dos Holandeses (daqueles com quem me cruzei por lá), não tenho razão de queixa. Mas cá está, brevíssimos contactos de mera e formal cortesia. A reacção decerto menos diplomática do seu ministro estará enquadrada no que Rentes de Carvalho escreve no seu Com os Holandeses (uma leitura, permita-se-me, muito recomendável): não haverá, salvo nos santos, virtudes sem defeitos e nós bem poderíamos ter algumas das deles. Quanto à elegante, subtil, elevada reacção do nosso PM, uma referência como estadista, um político que com rara nobreza rejeita firmemente a demagogia e sobre tudo preserva a verdade, nada há de novo.

E com muita pena minha, pois os anos passam e cá andamos uma e outra vez de mão estendida, ameaçando heroicamente fazer tremer os banqueiros alemães (ou lá de onde eram) com a colossal força dos berros da nossa falida condição, esta vai ser apenas mais uma vez e lá vamos todos penar duramente, entre a frieza do credor e a inimputabilidade do governante. Se é que alguma vez deixámos de o fazer.

Mas percebo, muito que isso me humilhe e desgrace, o receio dos holandeses de vir a responder por dívidas do PS, do PCP ou do BE (como do PSOE, do Podemos e mais não sei quantos, aqui ao lado). Pelo menos já há outros culpados por todos os males do mundo, a juntar a alemães e americanos.

Que é o que basta ao povo.

Costa

Costa
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De Joana a 28.03.2020 às 18:08

Leio isto tudo e concluo: são todos umas bestas incluindo o Corona.
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De Paulo Sousa a 29.03.2020 às 16:46

Metaforicamente é isso mesmo.
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De Anonimus a 28.03.2020 às 18:23

Rebeliões de pacotilha.
Quando a coisa corre bem o Costa é mais um bom aluno.
Quando corre mal mete o seu chapéu do Che e prega pela revolução. Pena que não a consiga pagar. Porque convém ter soldados a lutar de barriga cheia.
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De Paulo Sousa a 29.03.2020 às 16:43

Se tudo correr mal, será obra do destino. Se correr assim-assim, será mérito dele. Para que corresse bem não podia ser ele a governar.
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De Cristina Torrão a 29.03.2020 às 12:05

Polarizar é a palavra de ordem. O método é trumpiano, mas o Costa é um homem da esquerda democrática, ou seja, praticamente inatacável. Só assim se compreende que tenha saído incólume, depois de pôr grande parte da população portuguesa contra professores, médicos, enfermeiros e motoristas de pesados.

Nada a fazer, caro Paulo, ele é um mestre da política e conhece os portugueses como ninguém.
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De Paulo Sousa a 29.03.2020 às 16:40

Pois é Cristina. Considerando que o sucesso para ele é manter-se a flutuar, podemos dizer que é um fanfarrão bem sucedido.
O sucesso do país seria coisa diferente.

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