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Obviamente chumbada

por Pedro Correia, em 05.02.20

A proposta da deputada Joacine Katar Moreira, agora libertada do Livre, para «descolonizar» museus e monumentos estatais em Portugal foi derrotada por larguíssima maioria na Assembleia da República. Contou apenas com o apoio do BE e do PAN.

Alguns sentirão pena. Eu aplaudo este chumbo. Obviamente.


40 comentários

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De Luís Lavoura a 05.02.2020 às 14:33

Eu não acho nada óbvio que esta proposta devesse ter sido chumbada.

A devolução das obras aos seus locais de origem é, em princípio, perfeitamente adequada e justa. Embora o momento mais adequado para a realizar possa não ser o atual.
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 14:35

Diga isso lá no seu partido, que também chumbou esta proposta.
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De Luís Lavoura a 05.02.2020 às 15:52

Não acho desadequado que a IL tenha votado contra a proposta, sendo que ela não tem cabimento num Orçamento de Estado e sem qualquer discussão pública (e diplomática, porque ela diz também respeito a países estrangeiros) prévia.
Mas, com outros enquadramento, seria uma proposta não necessariamente de rejeitar.
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 16:32

Três vezes a palavra "não" em tão poucas linhas.
Próprio de quem anda às voltas, sem saber bem o que escrever sobre o tema.
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De Luís Lavoura a 05.02.2020 às 16:36

Antes não saber bem o que escrever do que escrever mal, que é o que o Pedro Correia fez neste post.
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 16:44

Mais um não. Para a colecção.
Sem dizer nada. É lavourada.
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De Anónimo a 06.02.2020 às 00:16

Locais de origem? Apenas por isso? Teríamos de devolver o Bosch aos holandeses? E todos os quadros de autores italianos teriam de voltar para Itália?
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De Pedro Correia a 06.02.2020 às 08:54

O Bosch, nem pensar. Já dizia o outro: Bosch é bom.
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De Pedro Correia a 07.02.2020 às 17:05

Peço perdão pela gralha: Bosch é brom.
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De jo a 05.02.2020 às 15:46

Pena que a proposta levasse as almas confusas a misturarem alhos com bugalhos,

A proposta é discutível ,mas dizer que a Joacine é menos portuguesa por ter nascido na Guiné e que devido a esse facto só deve falar do que se passa na Guiné Bissau, é indiscutivelmente vistas curtas.

Isto para não falar do apoio encapotado à afirmação desse magnífico deputado que disse por outras palavras "vai pr'á tua terra ó preta".
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 16:29

Quem a expulsou foi o Livre. Racismo?
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De jo a 05.02.2020 às 18:04

Pelo menos não alegou como argumento a origem da deputada.

Que argumentos utilizaria se a proposta fosse feita polo Bloco, por ex.?

Estranha argumentação que tem que se adapta à pessoa e não ao que é proposto.
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 19:58

Chega aqui a defender a deputada e termina a defender aqueles que a expulsaram do partido.
Cuidado. Tanto contorcionismo pode causar lesões.
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De jo a 06.02.2020 às 21:55

Não estou a defender ninguém. Estou apenas a fazer notar que a sua argumentação ao apoiar-se somente na origem da deputada é racista. Porque julga preconceituosamente a partir de quem emite a proposta e não a proposta em si.
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De Pedro Correia a 07.02.2020 às 17:04

Outro contorcionismo. Desta vez para evitar chamar racista ao partido que expulsou a deputada.
Por causa destas coisas é que ninguém vos leva a sério.
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De JPT a 05.02.2020 às 16:44

Antes de escrever dislates, vá lá ler o art.º 122.º da Constituição e o n.º 1 do art.º 1.º da Lei da Nacionalidade. O Ventura é um boçal e um aldrabão, mas entre sugerir à senhora que regresse ao país de onde é originária (o que é um facto objectivo, tanto quanto sei, a senhora não é cidadã portuguesa originária, a nacionalidade portuguesa foi-lhe concedida por naturalização, por efeito de residir no país, e por ela a ter requerido) e chamar ladrões aos nossos antepassados venha o diabo e escolha. É, aliás, francamente insólito que tais acusações provenham de pessoas que activamente procuram a nacionalidade portuguesa. Era como eu deixar de ser sócio do Sporting CP, fazer-me sócio do SL Benfica, e ir às assembleias-gerais desse grémio verberar os padres e as toupeiras e propor que o título de 2015-2016 fosse entregue em Alvalade.
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De Luís Lavoura a 05.02.2020 às 17:16

(1) Que eu saiba, nem o Livre nem Joacine chamaram ladrões aos nossos antepassados. Apenas disseram que, sendo certas obras originárias de outros países, elas deveriam ser devolvidas a eles. Não fizeram qualquer qualificativo a quem trouxe as obras para cá.

(2) Mesmo que tivessem chamado ladrões aos nossos antepassados, isso não era motivo de ofensa para nós. Os erros dos antepassados não nos são transmissíveis. É sabido que os nossos antepassados praticaram diversas coisas feias. O meu avô, por exemplo, batia na mulher, segundo me afiançaram.
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De Anónimo a 05.02.2020 às 20:03

(1) Se não roubaram, porque têm de devolver? Tenho de devolver o meu Yaris ao Japão? (2) Há pelo menos um erros dos seus antepassados que foi transmissível.
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De Pedro Correia a 06.02.2020 às 09:02

Ao Japão devolvem-se os haikus. Eles consideram cada haiku património seu.
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De Anónimo a 06.02.2020 às 00:19

Explique lá: o meu avô, em 1919 foi a Espanha e comprou um quadro a um pintor espanhol que trouxe para Portugal e agora está, por herança, em minha casa.
Devo enviar-lo para Espanha em nome de quê?
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De Pedro Correia a 06.02.2020 às 08:58

Depende. Se for um Miró, o Estado fica com ele. E até inaugura uma "colecção" com esse nome:
https://jpn.up.pt/2018/10/24/colecao-miro-fica-no-porto-por-25-anos/

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De jo a 05.02.2020 às 17:58

Vejo que só se sente insultado com quem não tem a nacionalidade portuguesa de origem. Ou talvez faça exceção para brancos arianos de olhos azuis.

O artigo 122 refere-se à eleição do presidente da república. Não consigo ver o que isso tem a ver com os guineenses só deverem falar da Guiné Bissau. Mas não devo ser suficientemente de raça pura.

Cá para mim quem tem raça é cão. Ou se é português ou não, não há distinção de origem.

"e chamar ladrões aos nossos antepassados venha o diabo e escolha"
Meu caro amigo: Neste mundo, das poucas coisas que temos a certeza é de que não temos a certeza de quem foram os nossos antepassados.
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De Anónimo a 05.02.2020 às 20:01

Não escrevi nada do que garatujou para aí, como sabe, pelo que nem lhe respondo. Não tenho dúvidas, todavia, pelo que escreve - neste caso, com todas as letras - que a lei só lhe interessa se lhe convier. Tem a tal "ética republicana". Quanto aos meus antepassados, são Portugueses de todas as raças, incluindo os árabes, os judeus, e os negros de cuja descendência, muito me orgulho. Arianos, pela minha cor, imagino que tenham sido poucos.
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De jo a 06.02.2020 às 22:03

"e chamar ladrões aos nossos antepassados venha o diabo e escolha. É, aliás, francamente insólito que tais acusações provenham de pessoas que activamente procuram a nacionalidade portuguesa"

Se não procurarem a nacionalidade portuguesa já não é insólito? Há bitolas deferentes para os portugueses de cepa e para os nacionalizados?

"Quanto aos meus antepassados, são Portugueses de todas as raças, incluindo os árabes, os judeus, e os negros de cuja descendência, muito me orgulho. Arianos, pela minha cor, imagino que tenham sido poucos."

Se imagina não tem a certeza. Nem tem a certeza se os seus antepassados são portugueses. Dá-lhe jeito para a argumentação. Veja lá não tenha algum dos seus antepassados procurado ativamente a nacionalidade portuguesa sem a merecer.
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De Anónimo a 06.02.2020 às 01:05

Pessoalmente não acho boçal nem aldrabão. Sei que é doutorado em direito, num país em que se dicutiu o pensamento de um falso engenheiro que falava na gestão da dívida com o que teria, presumivelmente, aprendido no 9º ano do secundário (onde não se aprende).
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De Luís Teixeira Neves a 06.02.2020 às 06:29

É muito futebol...
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De Bock a 05.02.2020 às 19:30

A joacine não é menos portuguesa por ter nascido na Guiné. A joacine cria a idéia de que é menos portuguesa, porque é que é ela que a cria, porque na qualidade de deputada da AR, ainda não se viu qualquer proposta que de facto tenha consequência na vida dos portugueses, ou do país. E é esta inoperância que dá a idéia de se estar a marimbar para o tuga.
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De Anonimus a 05.02.2020 às 16:06

Perguntou-me como alguma neo esquerda ainda não propôs mandar abaixo o Coliseu de Roma, esse símbolo do imperialismo europeu e da ausência de direitos dos animais.
Ou as pirâmides, construídas por escravos. No mínimo, o Egipto devia ressarcir os países de onde veio a mão de obra, pagando salários actualizados à inflacção.
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 16:33

No Coliseu de Roma, os animais tinham amplas liberdades. Os leões podiam comer cristãos, por exemplo.
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De Manuel a 05.02.2020 às 16:55

" No mínimo, o Egipto devia ressarcir os países de onde veio a mão de obra,"
Devia fazer-se a História rodar para trás. Quando com o comando da Televisão faço andar para trás, lembro-me sempre de como seria bom (parece que é o que alguns desejariam) se fosse possível obrigar a História a rodar ao contrário a fim de corrigir malas do passado. Parece que tudo começou mal. Logo á partida foi o pecado original. Penso frequentemente (não sei a resposta) se estes desejos de corrigir o passado não terão a ver com a noção de pecado original na cultura cristã.
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De Luís Lavoura a 05.02.2020 às 17:18

Você com o comando da televisão consegue fazê-la andar para trás, mas não consegue corrigir aquilo que ela transmitiu. Quando vejo na televisão o meu clube sofrer um golo, sinto sempre pena de não poder voltar a televisão para trás e eliminar esse golo...
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De Anonimus a 05.02.2020 às 23:44

Já me dava por contente aqueles senhores árbitros verem pisadelas e penalties na TV deles, quanto mais andar para trás minha.
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De Primo Basílio a 05.02.2020 às 19:33

O BE já anda a namorar a joacine. E esse namoro vai dar casamento .
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 21:56

Casamento, ignoro. União de fato não dará: no BE evitam usar fato.
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De Manuel Sousa a 05.02.2020 às 20:01

Internamento, precisa-se. URGENTE
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De Antonio Vaz a 05.02.2020 às 20:05

Pelos vistos não nos chegou ficar para a História como o “último império colonial”…

Aqui no DO, o PC resolveu divagar sobre o assunto, concluindo com um paternalista «Alguns sentirão pena?» – sentir pena? A AR não é a reunião semanal dos escuteiros que se reúnem na retaguarda da igreja paroquial do seu bairro... – e não contente com isso, assegura algo que ele, supostamente, até julga que nem se esperaria dele: «Eu aplaudo este chumbo» – uma verdadeira surpresa para os seus inúmeros fãs! – e para os que até ficaram surpreendidos com a sua posição (o Pai Natal talvez?), ele até resolveu explicar-se com um «Obviamente» onde, através de uma ligação a um seu anterior “post”, apresenta a sua última das suas mais gloriosas habituais justificações: ele “aplaudiu o chumbo” porque a deputada da nossa (a portuguesa) Assembleia da República, de nome Joacine, deveria era antes preocupar-se com o que se passa na terra onde nasceu.

Seria interessante, descobrir aqui, já amanhã, um “post” dele a explicar o imenso universo que separa a sua posição da “irónica” posição do “Ventura do Chega” de “devolver” a Joacine ao “seu” país natal, ou até a do mesmo teor, aquela do Trump em relação às congressistas democratas “de cor” que o afrontaram…
E é evidente que a minha condição de eleitor nascido em Angola e só tendo adquirido a nacionalidade portuguesa em 1980, com 19 anos de idade, nada tem a ver com a matéria… eu sou demasiado claro nisso!
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De Justiniano a 07.02.2020 às 13:46

Curiosidade de jurista, caro Vaz, permita-me!
Nasceu apátrida!? O seu pai não era Português!?
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De Justiniano a 07.02.2020 às 13:51

Curiosidade de jurista, caro Vaz, permita-me, ainda que já venha tarde!
Nasceu apátrida!? O seu pai não era Português!? Requereu ao Governo Português a concessão da nacionalidade Portuguesa!?
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De Anónimo a 05.02.2020 às 21:27

Eu estava aqui a tentar adivinhar a quem devolver Portugal.

Aos mouros? A Castela? A Roma?

Hum, será, olhando para o défice, para a demografia e para a "infelismência" que é este sítio, que eles aceitariam? Será que alguém quer propriedades com ónus?

No fundo este país é uma 'tourada' com IVA a 6%.

Smoreira
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De Pedro Correia a 05.02.2020 às 21:55

Devolver Lisboa aos mouros e o Porto aos suevos: em suma, «descolonizar Portugal.»

Aí está uma medida bem radical para o partido Livre apresentar quando voltar a ter um deputado na Assembleia da República.

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