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Obrigado, João Almeida

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.02.16

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"Estudei sempre em escolas públicas, em relação aos meus filhos, se isso for viável, também estudarão sempre em escolas públicas." – João Almeida, deputado, vice-presidente do CDS-PP

 

Vamos todos fazer para que seja sempre viável, mesmo que alguns dos companheiros dele não sejam da mesma opinião e prefiram todo o dinheiro público e mais algum a subsidiar escolas privadas.


18 comentários

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De Sol Garlic a 26.02.2016 às 09:10

Concordo com o João Almeida, mas também considero que cada contribuinte deve poder escolher por uma escola privada se considerar que é o melhor para os seus filhos.
Talvez este governo também seja a favor da escolha, já que diminiuiu as verbas atribuidas à escola pública e aumentou os gastos com os colégios privados.
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De Sérgio de Almeida Correia a 26.02.2016 às 11:02

Também me parece.
Mas uma contribuição para a escola privada por parte do Estado só deverá ser dada depois de satisfeitas as necessidades da escola pública.
O subsídio deverá ser para o ensino, para que os mais filhos dos mais desfavorecidos que queiram escolher a escola privada o possam fazer; e não para que os donos de algumas escolas privadas passem a ter meios para comprarem carros topo de gama e fazerem a vida que não fariam sem os subsídios públicos ao ensino privado.
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De Luís Lavoura a 26.02.2016 às 11:33

O subsídio deverá ser para o ensino e não para que os donos de algumas escolas privadas passem a ter meios para comprarem carros topo de gama

Quando se paga por um serviço, nunca se sabe que parte do preço é destinada efetivamente a pagar o custo do serviço e que parte é destinada ao lucro do prestador do serviço.

Eu pago a um filho meu para ele frequentar uma escola privada (que não é subsidiada pelo Estado), e não faço ideia se aquilo que pago se destina integralmente a pagar os salários dos professores ou se também se destina a que as donas dessa escola comprem carros topo de gama.
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De Sol Garlic a 29.02.2016 às 11:13

Então parece-me que poderia concordar que uma forma de financiar o ensino seria a através do cheque-ensino, deixando aos contribuintes a escolha de onde colocar os seus filhos.
O papel do estado seria o de ter uma "ASAE" para o ensino, que controlaria não só os resultados mas também o processo (pois nem só a nota dos exames interessa).

Entre uma escola 100% pública e este modelo limite deverá estar a ideal...

NOTA: entretanto surgiram esclarecimentos no Observador que indicam que:
- o anterior governo diminuiu os apoios à escola privada de ano para ano.
- o atual governo também não aumentou (a inclusão dos patrocínios ao ensino artistico nos números deu essa ideia errada).
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De JAB a 26.02.2016 às 09:36

Esta é uma questão meramente ideológica.
Eu paguei praticamente todos os meus estudos e não compreendo como é que o Estado tem que pagar os estudos e depois ainda dar emprego. É que, no fundo, nesta como em outras coisas muitos acabam por pagar a dobrar.
Entre hipocrisia, demagogia e oportunismo, muita gente se vai safando. E o resultado está à vista de todos.
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De Sérgio de Almeida Correia a 26.02.2016 às 11:06

Também não vejo por que razão há-de o Estado dar emprego.

Os meus pais pagaram-me os estudos (agora sou eu quem continua a pagar os cursos que vou fazendo). E a mim nunca o Estado me deu trabalho, quanto mais um emprego.
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De T a 26.02.2016 às 10:32

E o Colégio Moderno? Malditos privados;)
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De Sérgio de Almeida Correia a 26.02.2016 às 11:10

É só isso que tem a comentar? Compreendo.

(eu quero lá saber dos "colégios modernos"...; não me aquecem nem me arrefecem, e quem quiser que os pague)

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De M. S. a 26.02.2016 às 11:44

Senhor T:
O senhor parece não perceber uma coisa básica.
A criação de escolas privadas é uma liberdade que cada um pode ter.
Outra coisa é querer mantê-las à conta do Estado, mesmo que não sejam viáveis.
E como se faz?
Estabelecem-se contratos de associação com o Estado, em que este paga um valor por turma/ano, cerca de 80 mil euros.
Quando nessa zona não há escolas públicas que cubram as necessidades, isso até se pode justificar pois assim se evita que o Estado invista na construção de uma escola e na contratação do pessoal.
O pior é a degenerescência do processo, em que alguns oportunistas criam escolas privadas onde existem públicas que satisfazem as necessidades, e, depois, o Ministro da Educação, através de influências político-partidárias, ou outras, proíbe as escolas públicas existentes de criar mais turmas para que as escolas privadas as criem e recebam o valor correspondente.
Negociatas em nome da chamada liberdade de escolha.
Liberdade de escolha? Tretas.
Quer um exemplo: o caso dos colégios do Grupo GPS, nas Caldas da Rainha, formado por gente pouco recomendável do PSD e do CDS e do PS.
Recebeu ultimamente 102 milhões de euros dados pelo Nuno Crato.
Mas nas Caldas da Rainha há uma rede de escolas pública que cobre as necessidades. E algumas dessas escolas públicas até estão em lugares cimeiros nos rankings dos exames: por exemplo, a Escola Secundária Raul Proença.
O caso que refere do Colégio Moderno é apenas um truque seu de natureza partidária para atacar os Soares.
O senhor sabe se o tem contratos de associação com o Estado?
Não sabe.
E eu digo-lhe que o Colégio Moderno não tem.
Como a maioria das escolas privadas no país não têm contratos de associação.
Portanto, não fale do que não sabe apenas para fazer chicana política.
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De T a 26.02.2016 às 21:56

Maya és tu?
Se 3 ou 4 palavras dão nisto, imagine-se se eu tivesse realmente argumentado.
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De M. S. a 27.02.2016 às 09:42

Senhor (ou Senhora) T:
Não é preciso muitas palavras para se dizer muito.
Especialmente quando as poucas palavras que se dizem querem dizer muito, como foi o seu caso.
Há em Lisboa dezenas de colégios católicos mas logo o senhor foi esbarrar no único da família Soares.
Coincidência.
Em Lisboa, tanto quanto sei, não há contratos de associação com escolas privadas.
Sabe porquê?
Porque as públicas cobrem as necessidades, não sendo preciso suprir faltas como ensino privado.
Estes negociatas, do tipo da vergonhosa negociata do Grupo GPS que lhe falei, nas Caldas da Rainha, fazem-se noutros sítios onde passam mais despercebidas, a coberto dos olhares das pessoas, onde apenas há um para mamar: como nas Caldas da Rainha.
De contrário, não havia OE que desse tanto leite.
Moral da história: não devemos ser sectários ideologicamente, muito menos fundamentalistas fanáticos.
A opções político-partidárias, legítimas, devem fazer-se com seriedade, não subrreptíciamente.
-----------------------------
P. S. Não pertenço ao clã Soares, não simpatizo com as personagens mais destacadas desta família, não tenho interesses em escolas públicas ou privadas.
Mas detesto a canalhice, seja contra quem for.
Como por exemplo, esta canalhice-criancisse do BE com o cartaz com a cara de Jesus, uma ofensa gratuita à Igreja e aos católicos.


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De T a 27.02.2016 às 12:00

Já viu, tanta gente a falar nas escola publica e o Sérgio tinha logo que esbarrar num tipo do CDS. Não gosta destas coincidências, temos pena. Ando farto de ofendidinhos.
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De Tiro ao Alvo a 26.02.2016 às 12:47

Gostava de conhecer a opinião do Sérgio sobre o cheque/ensino, dando liberdade aos pais para escolherem as escolas dos filhos. E avanço já a minha opinião: uma solução desse tipo beneficiaria, sobretudo, os filhos das famílias mais desfavorecidas, permitindo que gente com menos posses pudessem frequentar escolas mais prestigiadas, com as vantagens que toda a gente sabe.
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De M. S. a 26.02.2016 às 20:53

Caro Tiro ao Alvo:
O cheque-ensino é um emblema ideológico de uns liberalóides citadinos que não conhecem o país.
Pior, nem fazem a mínima ideia quantos concelhos e freguesias tem, muito menos quantas escolas existem em cada concelho ou cada freguesia.
Pensam tudo à imagem das grandes cidades onde vivem, nas quais há escolas para todos os gostos, muitas públicas e muitas privadas.
Na maioria dos concelhos o cheque-ensino, mesmo que fosse pacífica a sua implementação (alguns países já viram o logro em que se meteram) é impraticável, por, pelo menos, 2 razões:
1.ª - não havendo diversidade de escolas como se realiza a liberdade de escolha?
2.ª - e se houver 2, 3 ou 4 escolas, como se realiza a liberdade de escolha?
Quem fica na melhor e quem fica na pior?
Mas primeiro tínhamos de construir o dobro ou o triplo do parque escolar para haver condições de escolha da escola.
Isto é, o processo levar-nos-ia a mais uma estratificação social artificial, promotora do compadrio e da corrupção, apenas para satisfação dos devaneios ideológicos de alguns.
Nem tudo o que parece bom é, de facto, bom.
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De lucklucky a 26.02.2016 às 13:36

Ou seja o autor como bom socialista não aceita que as pessoas escolham livremente, mas como há uns animais mais iguais que outros
já os escolher os médicos pela a ADSE pelos Funcionários Publicos é bom.
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De João de Brito a 26.02.2016 às 17:56

O custeamento nem sequer é o mais importante na dialética ensino público e ensino privado.
Há um histórico do custo/aluno, pelo que o Estado saberia quanto pagar ao privado.
O mais importante é de outra natureza.
O ensino que temos, sob o ponto de vista curricular, programático, pedagógico e didático é o mesmo no público e no privado. As diferenças poderão surgir no âmbito das atitudes.
É o mesmo e é mau. Muito mau!
Memoriza, menoriza, castra a criatividade e a iniciativa. Chega a ser imbecilizante!
O que acontece é que o privado, como norma, aplica o modelo com mais eficácia, transformando o ensino numa espécie de preparação intensiva para exames, que enfermam dos mesmos defeitos atrás referidos.
Parece absurdo, mas é do mais lógico que há: aplicando o mesmo modelo, que é muito mau, de forma mais eficaz, o resultado é que o privado acaba por ser mais pernicioso do que o público, no que respeita a uma verdadeira educação.
Enquanto houver tachos no aparelho do estado e empregos públicos entregues com base no critério único de um diploma académico, o privado terá sempre vantagem.
Na medida em que o aparelho do estado e a função pública diminuir em envergadura e aumentar em competência e transparência, avaliando-se pelos resultados obtidos, o caso mudará de figura e, de duas uma, ou o ensino muda, seja público ou privado, ou as famílias terão de encontrar alternativas.
Nota: O ensino a que me refiro é o ensino obrigatório, por ser o mais estruturante e por ser o que melhor conheço, após 40 anos de exercício exclusivo.
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De lucklucky a 27.02.2016 às 00:38

Você deve já ter percebido que os professores são todos formados por igual, e que no ensino a diferença é considerado uma coisa abominável.

Também não é difícil perceber que as crianças com capacidades são sacrificadas ao totem da igualdade.

Por isso explique-me lá como na igualdade pode ter qualidade e descoberta de novas estratégias? A educação vive num casulo totalitário e os resultados são dignos de uma União Soviética. E isto um pouco por todo o Ocidente.
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De cristof a 27.02.2016 às 00:16

Significativo que se queira o estado a decidir onde é lvre colocar os filhos, com os dinheiros publicos; mostra bem o conceito de democracia.

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