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Obama e o atentado de Orlando

por José António Abreu, em 14.06.16

A resposta timorata de Barack Obama ao atentado terrorista de Orlando, evitando relacioná-lo com o Islamismo radical e parecendo atribui-lo exclusivamente à perturbação de uma única pessoa, parece demonstrar que ele ainda não entendeu ser componente essencial do modus operandi do Daesh no Ocidente (e em particular nos Estados Unidos, geograficamente distante dos países onde tem presença militar) o uso de indivíduos perturbados a cujas vidas confere sentido. Ainda que tal não seja verdade e os cuidados de linguagem procurem apenas - por razões tácticas e/ou de convicção - evitar a ideia de que existe uma guerra de civilizações, há momentos em que, não apenas por respeito às vítimas e aos seus familiares, mas também por necessidade de garantir aos cidadãos que se está consciente do grau e das características da ameaça, a ambiguidade é um erro. Estranhamente, Hollande percebeu-o. Obama, não. Donald Trump já está a capitalizar.


21 comentários

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De jo a 14.06.2016 às 15:25

Vejo que está melhor informado do que se passa em Orlando do que o presidente dos Estados Unidos.

É espantosa a certeza que se atinge quando se abdica de conhecer os pormenores dos casos.

É o Daesh que se serve de indivíduos perturbados ou andará alguém a empurrar para o Daesh as culpas de não conseguir evitar surtos destes?

Repare que tem havido numerosos massacres destes género nos EUA. Se não se consegue empurrar a culpa para o islamismo dizemos que são loucos. Se o louco grita Inch Alá, então a culpa é do profeta.
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De José António Abreu a 14.06.2016 às 15:33

Claro, pode ser que ele tenha gritado "Inch Alá" como poderia ter gritado "Viva Castro", "Sexo anal é contranatura" ou "Orlando Magic". Calhou.
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De gwer a 15.06.2016 às 00:35

Nos Estados Unidos houve um atentado e em França houve um outro, brutal. Deve ser algum alçapão da legislação anti-armas francesa.
E a França - um democracia vive - ou viveu - meses debaixo do estado de excepção - para, entre outras coisas, evitar que a banlieu parisiense se transformasse (trasnforme) num campo de batalha. Minudências - e se não são, a culpa - mesmo em França - não deixa de ser da NRA.
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De Luís Lavoura a 14.06.2016 às 15:57

Não percebo nada deste post. Poderá o autor esclarecer-me:

(1) Não é verdade que haja uma guerra de civilizações mas devemos afirmar que há?

(2) Não há uma guerra de civilizações mas não podemos ser ambíguos?
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De José António Abreu a 15.06.2016 às 08:15

Então estamos empatados porque eu também não percebo o seu comentário.
Obama quer evitar dar a ideia de guerra de civilizações. Deveria, ainda assim, ser muito mais claro na forma como reage. Quanto à minha opinião, é que ela existe - mas isso é irrelevante para o post.
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De cristof a 14.06.2016 às 18:02

Há por aí muito convencido que deve ter perdido o seu deus; qualquer coisa lhe serve para o substituir : anti...homo,... muslim...,radicais. é preciso é que pareça ser charlie qualquer coisa.
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De José António Abreu a 15.06.2016 às 08:39

Devo estar um pouco lento esta manhã, cristof , porque não entendo bem como o seu comentário encaixa no meu post . É um comentário genérico sobre a perda de sentido da vida da maior parte das pessoas? Ou está a dizer que há quem se esteja a aproveitar da matança de homossexuais hipocritamente - porque até os detesta - para fins políticos? É provável. Mas também é de considerar que, para quase toda a gente, existem valores mais importantes do que as tendências sexuais. O direito à vida, por exemplo. E o indivíduo que se tem aproveitado mais do massacre Trump ), por muito oportunista que esteja a ser, creio que não é homofóbico.
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De BELIAL a 14.06.2016 às 22:30

Não foi uma conspiração.
Foi uma inspiração.
De lobo solitário.

A culpa é das armas vendidas à coboiada.

Tudo vale para evitar vitória do trumpázio balázio.

O meu lado nero, bipolar - anseia por trump, brexit e phodemos castelhano.

Depois olho para conta bancária, salário, vidinha - e quero que tudo corra na santa paz e sossego de nosso senhor jhs...
No sofá, de pantufas - sou um Gengis khan.
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De José António Abreu a 15.06.2016 às 08:18

:)

É a atracção do abismo.
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De felix a 14.06.2016 às 22:47

Sobre o bar onde ocorreu o atentado, diz Obama:

"The place where they were attacked is more than a nightclub -- it is a place of solidarity and empowerment where people have come together to raise awareness, to speak their minds, and to advocate for their civil rights. "

Resolvi investigar (googlar) e no próprio site do bar pode-se ler-se
"The hottest gay bar in Orlando, Pulse offers live entertainment, tantalizing libations and three unique rooms for an unforgettable night of fun and fantasy."

Enfim, o medíocre obama no seu melhor.
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De José António Abreu a 15.06.2016 às 08:22

Para mim, esse é um ponto irrelevante. As pessoas morreram quando estavam a exercer o seu direito à liberdade. Concorde-se ou não com o seu estilo de vida, Obama tinha de as respeitar. Ou estaria a colocar-se do lado do(s) assassino(s).
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De JS a 14.06.2016 às 23:00

Caro Luis Lavoura.
Há uma guerra de civilizações ?.
Há. Entre o Islão e o Ocidente.
Toca a todos mesmo aos ateus. Azar.

Como sabe o Islão ainda está numa Idade Média.
Os desciplinados "zelotas", os Cruzados versão islâmica, vão direitinhos para o céu.
Nada de novo de há uns milhares de anos para cá. Só mudam os nomes dos Deuses e dos Papas.

LL é demasiado inteligente e culto para não saber muito bem tudo isto.

Claro que fica sempre bem a qualquer um defender a "honra de Deus".
Só resta saber se é isso mesmo que Ele quer ... ou precisa.
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De Manuel a 15.06.2016 às 15:26

Há algo de novo nesta Guerra de civilizações, mas ninguém fala, ou se falam, dizem pouco.
Quando vejo trabalhos que jornalistas de investigação nos apresentarem sobre este tema, eu vejo: algodão e petróleo low-cost a entrar na Europa; vejo colecionadores ocidentais de arte a comprar peças que o DAESH retira dos templos que vai destruindo por onde passa e vai vendendo a preços low-cost e vejo o DAESH armado com armas fabricadas por países que alegadamente pretendem destruir esta ameaça. Mas vejo algo mais. Algo que disto tudo é o que mais me choca, que é a quantidade de jovens ocidentais que o DAESH vem recrutar nas barbas do seu inimigo.
Porque se aliam estes jovens a esta causa? Que causa é esta? Estas são duas perguntas que o Ocidente devia fazer e procurar as suas respostas. No entanto, por cá, ninguém a faz.
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De Anónimo a 15.06.2016 às 20:38

Segunda geração com progenitores islãmicos. Não conseguem inserção numa sociedade europeia e norte-americana elas mesmo em crise.
Na realidade estão a ser carne para canhão de interesses de conquista pelo islão.
Com a ajuda dos medinas construtores de
mesquitas.
"... peace in our time ..." negociada com um Hitler versão actual.
Políticos de aviário metem a cabeça na areia para não verem o leão.
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De Manuel a 16.06.2016 às 12:01

"Segunda geração de progenitores islâmicos"
Não só. São recrutados jovens europeus que emigram para a Síria ao encontro de um desconhecido qualquer que "conheceram" no facebook. Em muitos casos, isto é tão simples quanto isto, sem mais fundamentalismos nem lavagens cerebrais.
Tive oportunidade de ver o trabalho de uma jovem francesa, uma jornalista freelancer, que decidiu se infiltrar na organização e ir o mais fundo possível. Ela ficou surpreendida, e eu também, com a facilidade e até com a naturalidade com que milhares de jovens raparigas entram nesta aventura.
Desde contactos, redes sociais, ida para a Turquia até que finalmente são recolhidas por elementos da organização.
As mulheres, ou melhor, as raparigas vão atrás de promessas de casamento e emancipação de uma vida social e familiar desestruturara.
Da parte dos jovens homens, pouca informação recolhi sobre o processo de recrutamento, mas sabemos que alemães, belgas e franceses são aos milhares e grande parte deles não tiverem educação muçulmana, apenas converteram-se numa fase da vida em que o normal seria que os mais rebeldes acelerassem de carro ou mota e fizessem drogas e sexo como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, estes decidem que a solução para a sua crise de identidade está em se revoltarem contra a sociedade que os gerou, passando assim a pertencer a uma nova sociedade que é antagónica àquela que os concebeu - será que estamos perante um comportamento associado à rebeldia e a perturbações do foro psicossocial?
Outro aspecto interessante que observei, em uns poucos vídeos que vi, são os papeis dos homens e das mulheres nesta "nova" sociedade. O homem é o centro de decisão e poder e a mulher não tem direitos. Esta é propriedade do seu senhor, que pode ter até 4 "esposas" e tantas quantas escravas conseguir ter ou manter. Portanto, não precisam de morrer para terem 72 virgens.
Depois a adversão que manifestam pelos sodomitas é tão forte que chego ao ponto de desconfiar que há alguma coisa de errado com estes rapazes ocidentais que se vão convertendo ao Islão. É que se para o povo muçulmano é natural que a sua cultura condene os sodomitas, para os ocidentais isso já não é normal, talvez para estes, os ensinamentos do Corão possam estar a funcionar como um escape para perturbações como a homofobia e outras fragilidades da identidade do género.
E finalmente a motivação para matarem.
Primeiro parece-me que é alimentada pela adversão à sociedade que os gerou; depois, quando engrenam na máquina terrorista ficam obrigados a matar; depois, numa sociedade machista há que competir para reforçar a masculinidade e depois cada soldado recebe um prémio monetário por cada combate vitorioso. Consta que cada soldado, notem que é o posto mais baixo da escala, recebe 50 dólares de salário, mais 50 por cada "esposa" e por cada escrava, mais 50 por cada filho, mas como motivação para matar os infiéis, recebe 2.000 mil dólares por cada vitória/conquista do Daesh.
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De Manuel a 15.06.2016 às 15:26

Há algo de novo nesta Guerra de civilizações, mas ninguém fala, ou se falam, dizem pouco.
Quando vejo trabalhos que jornalistas de investigação nos apresentarem sobre este tema, eu vejo: algodão e petróleo low-cost a entrar na Europa; vejo colecionadores ocidentais de arte a comprar peças que o DAESH retira dos templos que vai destruindo por onde passa e vai vendendo a preços low-cost e vejo o DAESH armado com armas fabricadas por países que alegadamente pretendem destruir esta ameaça. Mas vejo algo mais. Algo que disto tudo é o que mais me choca, que é a quantidade de jovens ocidentais que o DAESH vem recrutar nas barbas do seu inimigo.
Porque se aliam estes jovens a esta causa? Que causa é esta? Estas são duas perguntas que o Ocidente devia fazer e procurar as suas respostas. No entanto, por cá, ninguém as faz.
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De Manuel a 15.06.2016 às 16:45

Era suposto ser apenas um comentário, o segundo. Algo correu mal :-(
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De do norte e do país a 15.06.2016 às 11:47

Dois factos que devem estar na base de qualquer discussão mais alargada acerca destes temas:
1. Quem já teve a preocupação de se informar minimamente acerca do corão sabe que se trata de um livro violento (há mais livros no islão). É algo que não pode ser escamoteado. (Mesmo comparado com o antigo testamento que é violento mas já "nenhum" cristão usa, é bastante mais violento.)
2. Um muçulmano, tal como qualquer outra pessoa, pode ou não ser violento.



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De ariam a 16.06.2016 às 09:56

Até "arrepia" o desconhecimento que alguns têm do Islão e lhes basta resumir, tudo, a muçulmanos violentos e não violentos.

Deixo um vídeo que começa com outros assuntos (Bréxit) mas, imperdível na parte final, onde se pode ver um orador muçulmano, frente aos seus crentes, isto na Noruega, a explicar, muito bem, que não são radicais, só por seguirem os seus valores: apedrejamento como um bom castigo para o adultério, morte dos gays, separação de homens e mulheres no espaço público e daquilo que não fala mas, mais que sabido, como regras no vestuário, na comida permitida, nas leituras... uma infinidade de regras que já estão a ser introduzidas na Europa nas zonas que controlam mas, a caminho de controlarem as restantes. Uma religião onde não há democracia mas regras, para todos os aspetos da vida, não esquecendo que são grandes adeptos da pena de morte, basta olhar para o que se passa em, pelo menos, 11 países muçulmanos.
De qualquer modo, será importante ouvir diretamente da fonte porque contado, há muitos que ainda não acreditam que vamos a caminho de um retrocesso civilizacional. Naturalmente que, os novos criados da elite do 1%, os políticos, adoram tudo o que os ajude a controlar e aumentar o seu poder e, com uma religião subjugadora, quando estão no caminho de nos tirar o resto da nossas liberdades cívicas e individuais, incluindo a nossa liberdade de expressão, uma Religião como esta, vem mesmo a calhar para concretizar as suas reais intensões. A democracia acabou, as ordens vêm de Bruxelas, onde não temos voto na matéria, elegendo representantes para o Parlamento Europeu que não servem para nada, agora só falta, censura e uma religião que nos controle na base do medo ao castigo.
YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=sSPU4SgNH8Y
Brexit Threatens To Topple World Government
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De do norte e do país a 16.06.2016 às 13:02

É o Islão político e é como diz, não interessa ver.
Vai lá um jornalista qualquer, diz que fundamentalistas são uma minoria porque viu muitos de calças de ganga e/ou refere que não têm sido bem integrados e está o problema resolvido. Fica tudo na mesma.
Entretanto fazem-se umas leis para evitar que o Europeu em geral faça comentários "impróprios" na internet. Leis essas que obviamente passam completamente ao lado desses fundamentalistas.
A extrema-esquerda é em geral hipócrita e como necessita que existam situações que mostrem eventuais falhas do capitalismo (segundo as suas definições, claro está) cala-se quanto a este tema.

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De BELIAL a 16.06.2016 às 09:44

Allah, o Grande.
Alah, o misericordioso.

Misericordioso...humm...

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