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O sucesso de Mário Centeno.

por Luís Menezes Leitão, em 05.12.17

O mal do governo de Passos Coelho (entre muitos outros) foi nunca ter tido um Ministro das Finanças de jeito. Escolheu Vítor Gaspar porque ele próprio se candidatou ao cargo, depois da recusa de Vítor Bento, e foi um desastre. Basta recordar que foi dele a ideia louca de aumentar a TSU dos trabalhadores, com custos brutais para o PSD. Quanto a Maria Luís Albuquerque, nunca passou de uma secretária de Estado promovida, certinha mas sem rasgo. A única ideia que se viu dela foi a devolução da sobretaxa, medida tão absurda que ainda hoje cobre de ridículo o seu governo. Paulo Portas teve toda a razão na crise do irrevogável, quando lutou para que Paulo Macedo fosse para o lugar, tendo mais uma vez perdido face à obstinação de Passos Coelho. É por isso que quando há um Ministro das Finanças a sério como, diga-se o que se disser, é o caso de Mário Centeno, as diferenças vêm ao de cima. Por isso, enquanto o centro-direita continuar a chorar pelo governo perdido de Passos Coelho, estará a contribuir para a sua derrota.


1 comentário

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De Anónimo a 05.12.2017 às 10:05

Um ministro das finanças a sério? Enfim, lá se saberá - mas percebe-se que assim seja - desde os governos de Cavaco Silva que as finanças foram sendo ocupadas ora por personagens menores, um ou outro mais oportunista, ora por uma especie de bombeiros "tapa-buracos".
Não tem razão nenhuma em relação a Gaspar, e é injusto com MLA. Uma diferença com o "Ronaldo do Ecofin" é o de não terem sido dissimulados e aldrabões com os cidadãos e empresas a quem sacam impostos - o aumento de impostos foi "brutal", os cortes nas despesas não eram maquilhados por cativações, as contas eram escrutínadas seriamente pela xuxa prensa da capital (e muito bem!), um tribunal constitucional dissecava e rejeitava tantas vezes em causa propria e os retificativos permitiam perceber o que estava a ser feito, mal ou bem. Mas mais importante, os ministros de PPC nunca foram convertidos a uma especie de chefes de repartição a lidar com as responsabilidades dos seus ministérios pautados por o dinheiro em caixa de mercearia. Ou melhor, como relevava Teodora Cardoso, não se tinha o financiamento publico a ser gerido como no tempo do Professor de Santa Comba. A autonomia (politica e de actuação) dos ministros do governo "pós-bancarrota" socretina - Paulo Macedo, Nuno Crato, Aguiar Branco, Moreira da Silva, Poiares Maduro já para não falar dos ministros CDS, desde Portas a Cristas ou Pires de Lima - foi uma constante, o que contrasta com esta banda de "poucochinos" que pouco mais servem que para as encenações de "focus groups" e eventos de Web Summit - por exemplo, o actual ministro da Economia, professor respeitável, só dá de si em Web Summits ou outros focos de auréolas dadas por luzes emprestadas.
O que é que faz do ex-emprateleirado do BdP- que desde o primeiro dia como ministro fez da faida contra quem o encostou no BdP uma ronha e um 'smear' constante - uma especie de "maravalha" tão catita para mandarinato "Europeu" ? - Maria de Fátima Bonifácio explicíta algumas das razões, que se podem sintetizar no 'soundbyte' (antecipado por Miguel Morgado no Parlamento logo no ínicio da legislatura) - o geringonço Centeno é um marxista tipo Groucho - "Those are my principles, and if you don't like them...well I have others”.
Mas a diferença principal, em solo luso e luso estômago, entre o "Ronaldo do Ecofin" e os seus antecessores no governo PPC, causa dos ressentimentos mais agudos contra Gaspar e MLA e das condescendências mais alarves perante a gestão descricionária e de rasa politica das finanças geringonças, é outra, mais epidérmica:
com Gaspar, e prosseguido com MLA, as natas da Capital, do Estado, para-Estado e academias, foi directamente convocada a contribuir tambem para a "austeridade" [anteriormente, com a inflacção, ou no tempo do escudo, com a desvalorização cambial, também estes sectores acabavam tocados, mas tal permitia muita dessimulação politica como não se cansou de explicar o falecido Medina Carreira ]. O xuxa Costa, espertalhaço na alarvidade de legitimação do seu governo, não sufragado pelo voto, fez das "reposições" para o Beau Monde e funcionariado, com umas migalhas para as corporações dos seus aliados da extrema esquerda, a sua bandeira para tentar re-estabelecer o paradigma da inoxibilidade das "natas" e alto funcionariado perante as crises de banca-rotas [a culpa era da banca internacional, especialmente 'amaricana', e do 'sub-prime', zurrava então o xuxa Costa no bem remunerado, tributariamente mitigado, comentário da Quadratura] e ganhar os votos que não teve, e como "spin-off", chutar para cima o ministro dos "erros de percepção mutuos" e de outras manigâncias de troca-tintas para dele fazer um "ministro a sério".

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