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O Sri Lanka e o estado do Ocidente

por jpt, em 22.04.19

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Não há muito para dizer sobre os terríveis atentados no Sri Lanka que a imprensa não tenha já relatado (ou venha a relatar, acontecida que foi há pouco outra explosão) - talvez lembrar que nos últimos dias houve um ataque do ISIS no Congo, e que a "insurgência" islamita em Moçambique se vai disseminando para sul. Entre tantos outros países onde formas super-agressivas de islamismo político se vão disseminando, isto para além das habituais formas de ditaduras políticas e intolerância sociocultural - os militantes "activistas" e "identitaristas", bem como os Estados europeus, são completamente excêntricos ao autoritarismo religioso do Islão, patente nas formas inaceitáveis de tratamento da apostasia e de perseguição dos ateus, bem como da perseguição e discriminação de minorias religiosas. Tanto nos países de maioria muçulmana como nas práticas das populações muçulmanas residentes na União Europeia "dos direitos humanos". Alguém se interroga sobre como actuam os líderes religiosos muçulmanos em Portugal (e na UE) face aos que querem abandonar a sua religião, como pregam sobre o assunto, que pedagogia da tolerância praticam, que modalidades institucionais instauram? De facto, a liberdade de culto, um dos valores fundamentais conquistados na Europa é posta em causa no interior de núcleos crescentes da população sem que isso seja apontado pela maioria dos intelectuais dos países europeus (algemados aos pós-marxismo identitarista) e sob o silêncio (timorato) dos Estados. 

Um dos grandes problemas é o do negacionismo do processo em curso. Trata-se de uma "guerra civil" islâmica, uma "guerra santa" endógena, uma enorme conflitualidade interna ao islamismo, uma religião política por excelência, talvez a mais política de todas, promovida pela desvairada violência do "integrismo", querendo esmagar (converter ou exterminar) outras correntes. Aquilo  que é um "ur-fascismo", para usar a problemática definição de Umberto Eco. Mas também, concomitantemente, de uma "guerra santa" contra os cristãos (e também contra os hindús, mas mais calma em termos de atentados ainda que a conflitualidade latente entre Índia e Paquistão não augure nada de bom neste domínio). É tendencialmente uma guerra universal, inegociável, pois os "integristas" tudo querem, não há como negociar.

Nesse âmbito temos o supremo problema de que o "ocidente", ao confundir democracia com "multiculturalismo" - versão secularismo, à qual em Portugal Rebelo de Sousa deu carta de corso logo que tomou posse, diante do silêncio ignorante e estuporado da classe intelectual e dos políticos (dos jornalistas já nem se fala) - não coloca o problema tal e qual ele existe. Começa isso por não o nomear, em requebros e meneios que são verdadeiramente suicidários. O exemplo do dia, tonitruante por vir de quem vem, é a forma como Obama e Clinton se referiram às vítimas dos horríveis atentados no Sri Lanka. Repare-se bem nisto: se há um mês o desgraçado morticínio numa mesquita neo-zelandesa foi enunciado pelo ex-presidente americano como uma agressão à "comunidade islâmica" (e não aos "Adoradores do Profeta" ou aos "Adoradores do Pedregulho"), agora os atentados são por ele (e pela sua ex-vice) considerados como atingindo os "Adoradores da Páscoa" (e não a "comunidade cristã"). Nesta vergonhosa pantomina retórica reina o substrato negacionismo, o propósito de não identificar, sonoramente e com exactidão, os alvos: os cristãos.

O inimigo é, evidentemente, o ur-fascismo islâmico. Mas é evidente que Obama, e os tantos "Adoradores do Obama", são perigosos. Chamberlains actuais, nada mais do que isso.

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50 comentários

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De Luís Lavoura a 22.04.2019 às 14:29

os líderes religiosos muçulmanos em Portugal [...] como pregam sobre o assunto

Uma vez, numa visita à mesquita de Lisboa, o xeque disse aos (dezenas de) visitantes que qualquer pessoa pode livremente ir assistir às suas prédicas, às sextas-feiras cerca da uma da tarde. A entrada é livre, as prédicas são em português. Não há segredo nenhum.
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De jpt a 22.04.2019 às 16:36

Lavoura, este seu comentário não dialoga - ou seja, não comenta - com o texto.
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De Luís Lavoura a 22.04.2019 às 16:53

Comenta, sim.
Há muitos líderes políticos europeus que se queixam de que os xeques muçulmanos nas mesquitas nesses países pregam em línguas estrangeiras e que, por isso, ninguém pode ir lá verificar se eles não estarão a pregar coisas indesejáveis.
Ora, em Lisboa (pelo menos na mesquita principal) não é isso que se passa e, se qualquer pessoa quiser saber o que o xeque prega, pode ir lá escutá-lo, porque a entrada na mesquita é livre e as pregações são em português.
Ficarão assim a saber o que o xeque prega sobre qualquer assunto.
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De Corvo a 22.04.2019 às 17:15

Caro Luís Lavoura.
Também era só o que mais faltava ministrarem cursos de bombistas nas mesquitas. Para mais em Portugal e na língua portuguesa.
:)
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De jpt a 22.04.2019 às 17:15

Lavoura eu não coloco essa questão. Até porque acho que as prédicas podem ser em qualquer língua, e mal seria se houvesse uma proibição de usos linguísticos. O que digo - e é coisa que muito ultrapassa a questão linguística - é que ninguém explicita preocupações com as pressões exercidas sobre os muçulmanos pelas suas próprias instituições religiosas ou pelas vizinhanças e parentelas, que ninguém pergunta ou investiga (não no sentido policial, mas no sentido sociológico) quais são as práticas dos líderes religiosos e outros no sentido de garantir total livre-arbítrio religioso aos de origem muçulmana, que tipo de pedagogia da tolerância face à apostasia (que é um direito fundamental) e ao ateísmo. Com isto não estou a afirmar que há uma universalidade repressora em contextos europeus - estou a dizer que não se pergunta. E também digo que essa discriminação, atentado à liberdade, não é tomada em conta nas relações com os países muçulmanos. Não só pelos Estados, mas também pelos indivíduos, mui democratas, mui indignistas, mas sempre prontos para irem comprar tapetes, fumar haxixe, praticar devaneios sexuais ou pura e simplesmente apanhar sol e ver as belezas culturais e naturais, onde as pessoas são perseguidas pelas suas crenças. Depois voltam para casa, bronzeados, e toca de ser "multiculturalistas" e "democratas".

Quanto às preçes e prédicas? Que quem as quer fazer e ouvir o faça na língua que mais lhe dá jeito.
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De Luís Lavoura a 22.04.2019 às 17:42

ninguém explicita preocupações com as pressões exercidas sobre os muçulmanos pelas suas próprias instituições religiosas ou pelas vizinhanças e parentelas

Era o que mais faltava, o Estado andar a impedir as pessoas de exercerem pressões umas sobre as suas vzinhas e parentes, ou a impedir as instituições religiosas de exercerem pressões sobre os seus fiéis.

O Estado tem obrigação de respeitar a liberdade religiosa. Mas não tem o direito de procurar impedir as pessoas de doutrinarem religiosamente os seus familares ou amigos.

quais são as práticas dos líderes religiosos e outros no sentido de garantir total livre-arbítrio religioso

Geralmente as pessoas não pretendem garantir o livre-arbítrio religioso dos outros. Praticamente todas as pessoas educam os seus filhos na religião que consideram correta e não gostam que eles se afastem dela. Os muçulmanos, como os restantes.
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De jpt a 23.04.2019 às 00:20

Lavoura, v. está a perorar. É conhecido, descrito, sabido - eu só conheço textos sobre França, mas quero crer que haverá alguns noutros locais - que os oriundos de contextos islâmicos sofrem pressões de elementos, congregados, para seguirem comportamentos, posturas e crenças. Coisas que nós não aceitamos para o global dos habitantes - não se trata da influência das famílias, do proselitismo das associações religiosas. Trata-se de condicionamento e de perseguição, de exclusão. V. pode continuar a elaborar mas saiba que está num registo que é desinteressante, em torno de palavras apenas. Eunuco.

O livre-arbítrio é a base da sociedade europeia. Nós distraimo-nos sobre isso. E o multiculturalismo quer apagar isso: está no casamento, tão ao invés de imensas outras situações. Se há práticas sociais que condicionam e obstam ao livre-arbitrio elas devem ser combatidas pelo Estado, é para isso (e não para gerir os transportes ferroviários ou as contas da água) que ele existe. E quem não percebe isso não percebe nada. Nem mesmo de blogs.
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De zazie a 22.04.2019 às 15:27

Muito bom!
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De jpt a 22.04.2019 às 16:37

Salve Zazie
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 15:57

Na minha opinião tem razão quanto à critica a Obama e Clinton. Contudo tentar associar intrinsecamente o islamismo ao terrorismo é, na minha opinião, limitado. O Corão, na sua essência, pouco diverge do Antigo Testamento ( também por lá se encontra o desejo da expansão/conquista mundial do judaismo,entre outras coisas como o Povo Eleito). Na génese do terrorismo temos de ter também em consideração a politica externa do Ocidente, e as consequências da Globalização. No primeiro caso o apoio, pelos governos ocidentais a ditadores sanguinários que praticaram durante décadas um terrorismo de Estado ( ex: Indonésia e Suharto, Egipto e Mubarak) ou favoreceram uns Estados como Israel
e a Arábia Saudita em detrimento de outros como o Irão, ou a Palestina sem outro argumento (ex:direitos humanos,etc) que não o de interesses económicos/geostratégicos (ex: 7%do PIB americano depende do investimento saudita). Por exemplo e escrevo de cor a génese da Irmandade Muçulmana foi o regime politico brutal, de perseguição, ostracismo e assassinato politico, promovido por Mubarak com o apoio do Ocidente. E o mesmo se podia dizer sobre o Bahrein, ou o Iemen...quanto à Globalização recordo o Congo e a Indonésia onde são/foram injectados milhões pelo BM sabendo que uma parte significativa era desviada para os bolsos dos ditadores amigos do ocidente, ao mesmo tempo que se confiscavam terras em nome do Progresso, destruindo um tecido social milenar, e se atiravam para a miséria abjecta o população rural (tipico na África subsariana)...isto já para não falar nas Escolas de Recrutamento de Terroristas que são os campos de detenção no Iraque, ou os "danos colaterais", tão bem revelados pelos videos tornados públicos pela Wikileaks - o ataque cego por drones (para se matar um lider terrorista é aceitável mandar pelos ares um quarteirão inteiro).....jpt isto é tudo muito complicado.

https://youtu.be/UaqY12VHFv4

Curioso como muitos documentários, ou videos reportando a hipocrisia poltica ou a violência dos danos colaterais causados pelo "Ocidente", pela " Guerra pela Democracia" estão bloqueados no youtube....

https://youtu.be/PpokeMU_60I


https://www.fnac.pt/Guerras-Sujas-Jeremy-Scahill/a922010?gclid=EAIaIQobChMI1PPfnPrj4QIVUUPTCh3RNg4HEAQYASABEgLSF_D_BwE&Origin=google_pla_livro

Através de um relato corajoso, Jeremy Scahill revela a verdadeira natureza das guerras sujas que o Governo dos Estados Unidos se esforça por ocultar. Do Afeganistão ao lémen, à Somália e mais além, Scahill traz-nos um relato da linha da frente, numa investigação de alto risco que explora as profundezas da máquina assassina global da América.
Enquanto os líderes dos EUA arrastam o país, cada vez mais, para conflitos em todo o planeta, criando terreno fértil para uma enorme desestabilização e para a retaliação, não só os Americanos enfrentam um risco maior como a própria nação está a mudar.
Em "Guerras Sujas - O Mundo é Um Campo de Batalha", Jeremy Scahill desmascara os guerreiros das trevas que travam estas guerras secretas. Dá também um rosto humano às baixas causadas por uma violência pela qual ninguém se responsabiliza, e que é, hoje, a política oficial: vítimas de ataques noturnos, prisões secretas, ataques com mísseis de cruzeiro e drones, e grupos inteiros de pessoas consideradas "suspeitas de extremismo".
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De jpt a 22.04.2019 às 16:47

raisparta, detesto ouvir ecoar patacoadas ..."tentar associar intrinsecamente o islamismo ao terrorismo". Onde é que isso está no texto? Não está, mesmo. E é explícito que não está. O que são as patacoadas? É a quantidade de vezes que se refere que há terrorismo islâmico (o que está afixado no texto e é uma verdade factual) e surge alguém com o choradinho a dizer que "o islão não é terrorista" (o que não está afixado no texto). É esse pensamento não só incompetente (islamofilo) como falsário (deturpador dos textos, como é este seu caso) que é preciso pontapear.

O que está no texto, ao qual você acorre com ligações para barafustar com coisas que lá não estão? Que o que se passa é uma guerra interna ao islão, com estas formas, facções, terríveis e terroristas combatendo outras doutrinas, facções, realidades islâmicas. E que essa guerra interna é acompanhada por guerras com o exo-islão - um postal é curto demais para articular tudo, mas há bastante literatura sobre o assunto. Como é que pode vir para aqui botar que eu associo intrinsecamente o islão ao terrorismo? Raisparta o "multiculturalismo" de pacotilha que conduz a tudo isso.

Quanto ao resto - enfrentar o islamismo radical, terrorista, ur-fascista, não nos deve fazer esquecer a convivência, "intra-portas" e internacional, com formas autoritárias, discriminatórias, persecutórias, que estão presentes não só nas sociedades islâmicas como nos contextos islâmicos quando estes minoritários. Isso não é dizê-los terroristas ... é dizê-los o que são, ateofóbicos (quantas vezes assassinos), anti-democráticos. Por cada cem patetas que aparecem a protestar por alguém dizer "maricas" há uma mera unha de mindinho que reclama contra a perseguição dos ateus, e apenas um macaco de nariz que treme relativamente às pressões sofridas pelos oriundos de contextos islâmicos que se querem laicizar.

É disso que eu falo, mal ou bem, E não que o islão é o terrorismo. E isso está escarrapachado no texto. É uma vergonha intelectual dar-lhe outro sentido
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 16:55

Bom, aqui vão as minhas desculpas. Obrigado pelo esclarecimento
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De Vento a 22.04.2019 às 15:58

O seu postal contém conteúdo implícito tão importante quanto o que explicitamente aborda.
Mas permita agora, ainda que parcialmente, mostrar outra face da moeda:

O ocidente tem vivido da hipocrisia. Graças a putrefactos intelectuais e políticos, a coberto de jornaleiros ditos científicos, o ocidente tem vindo a ser ludibriado por uma agenda escondida do grande público.
Em síntese, esta agenda teve início e ficou bem patente com a criação do Club de Bilderberg; e que, graças a Deus, Putin conseguiu contrariar. Com a anexação da Crimeia e a divisão da Ucrânia deu-se inicio a este processo.

Adicionalmente, anteriormente à entrada em cena de Putin, entre outros objectivos a prosseguir não faltou desvirtuar os valores substantivos construídos com muito sangue vertido no ocidente. E não faltou a ajuda dos iluministas do século XX para fazer um ataque, que continua, à Igreja Católica Apostólica Romana, vulgo ICAR. Camuflando suas misérias, os iluministas, influenciando "sedativos" governamentais, procuraram também outros alvos que não a ICAR: sendo que o alvo principal ou a abater seria o princípio religioso que rege a humanidade. E não faltaram as matanças legalizadas, como o aborto.

Neste sentido, o proselitismo político, também apoiado pelo(a)s neo-esquerdistas avançados civilizacionais, procurou em simultâneo ajuda e deu cobertura aos movimentos a quem agradava também ver diminuído o princípio moral e religioso, a saber: o lóbi feminista e gay. Sendo que através da ONU pretendeu-se estender universalmente esta nova religião e ordem, o relativismo moral e até mesmo científico.
Não faltou que paulatinamente a catequese da nova religiosidade fosse implementada usando as crianças em idade escolar para concretizar tais objectivos.
Não contaram estes senhores e senhoras que o processo religioso que levavam a efeito acabasse um dia por se virar contra ele(a)s mesmo(a)s; e as reacções surgiram: primeiro a revolta dos fundamentalistas islâmicos, que também é fruto do proselitismo desta nova corrente, e depois a entrada em cena de Putin, a que, Muito Bem, se seguiu Trump e nos últimos tempos Bolsonaro. Outros semelhantes a estes virão.

A todos os cristãos deixo o meu mais profundo pesar, e chamo a atenção para os erros que muitos cometeram em não ter vindo em socorro da ICAR. Estes outros também eram os alvos a atingir, ainda que sub-repticiamente, numa outra fase. Os luteranos, evangélicos, pentecostais, católicos e todos os demais cristãos, UNAM-SE. O perigo está dentro das próprias fronteiras. E não são só os fundamentalistas islâmicos que devem ser combatidos! Há outra espécie de fundamentalismo, incluindo o legislativo, que merece atenção.
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 15:59

O que é isso do pós marxista identitarista? Em que escrito de Marx se baseia?
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De jpt a 22.04.2019 às 16:49

Não me baseio em nenhum escrito de Marx. A malvada, assassina e genocida exegese foi enterrada em 1989. Aleluia por isso, danados sejam os seus apoiantes, em particular os actuais.
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 16:57

Parece-me que se deveria falar em pós modernismo, pós-capitalismo, uma vez que Marx morreu nos idos anos 90
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De jpt a 22.04.2019 às 17:16

parece-lhe a si, tem esse direito à parecença
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 16:05

Sobre o Congo deixo esta preciosidade:

https://youtu.be/ll7aUgeK3-o

É de lá que a Microsoft vai buscar o Tântalo (onde são usadas crianças como animais)...a tal empresa que Bill Gates fundou e "alimenta" a Fundação Bill Gates. A Fundação que protege as crianças em risco....tudo uma hipocrisia sem limites.
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De jpt a 22.04.2019 às 16:50

O Gates é horrível, os americanos também. Coitados dos "pretinhos". E dos "pretos", tão inocentes eles são. Pobres de Deus, por assim dizer.
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 16:07

E vai outro:

https://youtu.be/JcJ8me22NVs

Depois admiram-se que uns se façam explodir acendidos pela Raiva da Injustiça
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De jpt a 22.04.2019 às 16:52

a decência é não estar atrás de um ecrã a dizer coisas dessas: são estes que são explodidos, abatidos, massacrados. Não são eles que se fazem explodir. Você está a aparvalhar tanto neste texto que não lhe aprovarei mais comentários, cruzou a indignidade.
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 16:58

Jpt e o respeito pela liberdade de expressão/opinião?
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De jpt a 22.04.2019 às 17:24

eu disse que não lhe aceitava mais comentários (neste texto) mas aprovei estes últimos para explicitar o que devia ser conhecimento adquirido: isso que invoca não se aplica aqui, isto não é um órgão de comunicação social, é um blog, uma conversa. Não há censura, só se fala com quem se quer - há um comentador cujo "nome" é corruptela da personagem de Morris (e Goscinny) que uma vez veio aqui deixar imprecações num postal em que ecoava o susto por causa de umas manifestações violentas perto de casa e de me ter esquecido de avisar a minha filha, imprudente descuidado, e lá veio o indivíduo elogiar os holigões que nos desassossegaram. Continua a meter comentários nos meus postais: apago todos. O gajo não me respeita, e à minha família, eu não falo com o indivíduo. Percebe?

Eu gosto de conversas acesas, e até azedas. De debate ríspido. Que venha até o insulto se vier. Agora que me venha aqui, como veio, deturpar o que escrevi para debitar a habitual ladainha do coitadismo não aceito. Quer arengar nas caixas dos comentários? Ok. Mas sem deturpar o que está no texto acima.

Quanto ao resto: não há pingo de ética neste apropriar de sofá do sofrimento das populações para sublinhar a retórica do dia, deturpando os factos. Que é que V. está aqui a fazer a propósito do Congo - e por arrastamento, de uma situação que poderá ser similar, em Moçambique. Massacres em aldeias, gente camponesa desgraçada, são essas as vítimas. Não são esses os "mártires islâmicos" que você "contextualiza", em vero elogio. É uma vergonha. Uma vergonha de sofá.
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 17:47

Estimo-o intelectualmente. Mas jpt não deve haver grande diferença "de classe" entre quem mata, fazendo-se explodir. Ambos, na maioria das vezes, são desgraçados, ao contrário dos lideres religiosos que lucram com a guerra. Deixo aqui um link do relato de um pai judeu que perdeu a filha - minuto 17). Abraço. E não me interprete mal. Abomino a violência

https://youtu.be/d8mvBUI9s8E

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De Anónimo a 22.04.2019 às 16:52

Para queimar "étapes" : valha-nos a "Santa , e Ortodoxa, Rússia"...


JSP
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De jpt a 22.04.2019 às 17:28

O Putinismo tem marcado a inflexão generalizada, parece-me
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De Anónimo a 22.04.2019 às 21:19

Não sei se será o Putinismo que nós salvará mas sei que a única esperança que nós cristãos temos está na Rússia ,
esse é um dos segredos de Fátima .
Luis Almeida
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De jpt a 23.04.2019 às 00:22

Por essa de Fátima não estava eu à espera. Mas respondo (à letra): então bem pode esperar sentado.
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De Anónimo a 23.04.2019 às 01:28

Os russos são os únicos que sabem como se devem tratar os muçulmanos , veja o caso da Chechênia .

Luis Almeida
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De Anónimo a 22.04.2019 às 18:20

Parece-me que o que está a acontecer no Sri Lanka é uma resposta ao que aconteceu na Nova Zelândia.
Uma resposta à letra (grande).
Entre estados, a guerra é diferente.
Os cristãos guerreiam pelo petróleo.
Os muçulmanos, pela fé.
Outra razão para lutarmos (todos) pelas energias renováveis.
João de Brito
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De jpt a 23.04.2019 às 00:23

Para raciocínio lógico não está mal pensado
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De Anónimo a 22.04.2019 às 19:40

Excelente texto.

A.Vieira
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De jpt a 23.04.2019 às 00:23

obrigado pela sua simpatia

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