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O socratismo e o Guronsan

por jpt, em 28.05.19

guronsan.jpg

Um administrador das prestigiadas empresas EDP, Jerónimo Martins e Mota e Engil goza os seus consumidores e potenciais contraentes. Mesmo na impunidade do prebendismo socratista é um bocado ... intoxicante. 

Venha de lá um Guronsan, que isto assim até dá ressaca.

gr.jpg

 

 


17 comentários

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De jpt a 28.05.2019 às 15:31

Pedro Vorph é possível fazer suposições sobre as formas como o pessoal político sai do poder e integra as administrações das grandes empresas privadas - mas são suposições, a não ser que se descubram comportamentos lesivos do Estado e/ou da sociedade. Esse não é o meu assunto, se visto de modo avulso.

O que me chama a atenção é o facto dessas grandes empresas privadas aceitarem que quem as integra em cargos de responsabilidade e de visibilidade pública (a qual é reforçada por se tratarem de pessoas com passado político) tenham posições de arreigada confrontação com parcelas relevantes do seu público consumidor e dos interlocutores económicos empresariais. É certo que as pessoas são livres de exprimirem as suas opiniões políticas independentemente das funções profissionais que têm (com excepção, julgo, de militares e polícias, e talvez de funcionários da justiça e do clero, mas destes dois últimos universos não tenho a certeza). Mas ainda assim surpreende-me a aceitação dessas grandes empresas em se associarem a este tipo de posicionamentos.

Por outro lado, isto mostra como indivíduos que têm este tipo de atitude pública, ainda que estejam na esfera laboral económica ainda não saíram da política. E isso permite questionar as tais ligações do (ex?)pessoal político com a economia.

Por último, e até em ligação com o comentário anterior, também me é surpreendente que as pessoas que o governo escolhe para administrar uma empresa pública, em particular a RTP, com as suas funções e necessidade de equidistância política face à sociedade, tenham este tipo de intervenção política. É menos surpreendente, dada a triste história de governamentalização da comunicação social pública, mas ainda assim é relevante. E gravoso. Pois denotativo do que o poder político quer das empresas públicas, e da RTP em particular.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 28.05.2019 às 16:39

A suposição que faço, ou melhor, a certeza que tenho, é que existem muitos "empregos" neste país que servem de tenças pelos serviços prestados, não tanto ao país, mas sobretudo ao partido. E muitas empresas são, com estes, coniventes pois esses partidos, responsáveis, moderados, do "arco governativo" confundem o interesse nacional com o interesse de duas ou três empresas....porque empregam muita gente, dizem-nos!!

A certeza que tenho é que existem jovens e outros menos jovens, altamente competentes, que procuram lá fora o reconhecimento, que por cá, não os deixam ter - o filho do meu vizinho, do 4frente, que com média final de curso de 18, em Arquitectura, pela Faculdade do Porto, ficou atrás, num concurso público, de um outro, com média de 16, provindo de uma Privada qualquer, pois na "entrevista" cilindrou o juri (filho de um amigo de....). E muitos outros cujos pais são professores, ou carpinteiros e não conhecem o sicrano ou o beltrano que os ponha na Câmara, na Protecção Civil, ou num qualquer instituto público ou, mesmo numa empresa, que pague 5000€, por reunião. Ou que conheçendo, possuam principios morais incompativeis com o pedinchar de favores, ou com a genuflexão (não por causa dos joelhos, têm é feitio dificil, dizem-lhes).

Estes exemplos, tão frequentes, tão conhecidos de todos, são lesivos quer para o Estado (não estão lá os melhores, mas os mais "conhecidos") e para a Sociedade ( os "jobs for the boys" é o que tem conduzido ao crescimento quer da abstenção, quer dos extremismos).

PS: falo no geral e não no particular.

PS2: No outro dia fiquei a saber que só para abrir um Processo, contra o Estado, no Tribunal Administrativo, teria que desembolsar mais de 300€....chiça penico....Vá lá que conheço o Costa e o Justiniano e talvez o Luís Lavoura.

PS3: levam reforma, mais uns subsidios, umas pensões e por cima, ainda outro ordenado.
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De jpt a 28.05.2019 às 16:49

É possível que isso aconteça, Portugal é uma sociedade muito estratificada. Mas não é o meu assunto neste postal, estou mais interessado - como já referi - nas peculiares formas de relacionamento das grandes empresas privadas com os seus públicos-alvo
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 28.05.2019 às 17:09

Meu caro isto é simples. Os públicos-alvo não são os consumidores, mas os Homens do leme, neste, ou num distante país. Quiça a Venezuela, Polónia, Angola.....
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De marta a 28.05.2019 às 19:01

Hm... Talvez o português consumidor médio não faça ideia da composição dos CA das grandes empresas e nao saiba quem é o pavão do "Senhor Embaixador". Achará que é mais um daqueles que fala lá sobre política no Twitter ou lá o que é...

E creio que nenhum departamneto de comunicação dessas empresas estará a espera de receber queixas dos consumidores por este comentário.
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De jpt a 28.05.2019 às 19:34

Marta tem V. toda a razão. Mas é isso mesmo o verdadeiramente surpreendente. Que não nos queixemos nós às administrações das empresas por este compormento pouco curial - a rapaziada adepta do Porto a dizer, alto e bom som, Viva a Sonae, Abaixo a Jerónimo Martins e a traduzir a palavra de ordem em actos de consumo, por exemplo
Já quanto à RTP, da qual todos somos accionistas, enfim ... as coisas são assim, um tipo pode administrá-la e andar nestes propósitos. Tudo lhes é permitido. E sabem-no. E, como tal, usufruem-no.

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