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O socratismo e o Guronsan

por jpt, em 28.05.19

guronsan.jpg

Um administrador das prestigiadas empresas EDP, Jerónimo Martins e Mota e Engil goza os seus consumidores e potenciais contraentes. Mesmo na impunidade do prebendismo socratista é um bocado ... intoxicante. 

Venha de lá um Guronsan, que isto assim até dá ressaca.

gr.jpg

 

 


17 comentários

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De João Sousa a 28.05.2019 às 12:47

Para diplomata de carreira, a pessoa em questão mostra uma imensa falta de chá. Tal como já o demonstrara há poucos meses ao disparar (igualmente no Twitter) "javardos" na direcção de um treinador de futebol e vários grupos de adeptos.

PS: notei que se esqueceu de incluir nesse currículo o cargo no Conselho Geral Independente da RTP - sem surpresa, por nomeação do governo de Costa.
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De jpt a 28.05.2019 às 13:04

Bem, a antiga profissão do locutor não me parece relevante para o caso. Pois o que me surpreende é que estas renomadas empresas considerem normal que a sua administração invective e/ou goze com os clientes. Mas enfim, elas lá saberão das suas políticas de comunicação empresarial e da imagem pública que perseguem ...

Não me esqueci. Mas a RTP é uma empresa estatal, é normal (não bom, mas normal) que se esteja nas tintas para nós, meros javardos ...
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De Vorph Valknut a 28.05.2019 às 13:54

https://mobile.twitter.com/seixasdacosta

Contando os 80% de votos nulos, brancos e abstenção teria de haver alguma reflexão sobre a legitimidade da representatividade destas, e de outras eleições. Mas apenas vejo um ensejo do ganhar pelo ganhar...

Pergunto-me como é que alguém, licenciado em Ciências Politicas, percebe de "obras", de corrente alternada e de showbusiness?

"A construtora da Barragem da EDP no Rio Tua chama-se Mota-Engil.
O Embaixador Seixas da Costa é administrador da Mota-Engil.
O Embaixador Seixas da Costa vai tornar-se, em breve, administrador da EDP.
Haverá alguma alma vermelha, ou cor-de-rosa, que tenha lido esta notícia? Protestado? Exigido uma Comissão de Inquérito? Feito perguntas? Comentado?"

https://o-antonio-maria.blogspot.com/2016/03/o-novo-boy-cor-de-rosa-da-edp.html?m=1

Admito, o PS é uma excelente Escola Técnico- Profissional....Jorge Coelho, e António Vitorino que o digam, também.

Sobre Sérgio Conceição, temos também esta pérola trumpiana, do "nosso homem de Paris":

"até não parece ser um mau treinador, mas é, sejamos claros, um javardo"

https://www.cmjornal.pt/tv-media/detalhe/trabalhadores-da-rtp-contra-insulto-a-sergio-conceicao?ref=Mais%20Sobre_BlocoMaisSobre


Pergunto-me se ainda se mantem no Conselho Geral da RTP. Aliás:


Embaixador foi nomeado pelo governo para o Conselho Geral. O ex-candidato à Presidência Paulo Morais afirma existirem “fortíssimas incompatibilidades”

O ex-candidato à Presidência da República, Paulo Morais defendeu, esta terça-feira junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), o afastamento do embaixador Seixas da Costa do Conselho Geral Independente (CGI) da RTP. Em carta dirigida ao presidente da entidade, Carlos Magno, a Frente Cívica entendeu que Seixas da Costa tem fortíssimas incompatibilidades para o exercício do cargo".

De acordo com a carta, a que a SÁBADO teve acesso, Paulo Morais recorda as actuais ligações profissionais de Seixas da Costa (já reformado enquanto embaixador): administrador do grupo Jerónimo Martins que, em Portugal, mantém uma parceria com o grupo Unilever, tendo a representação de várias marcas. "A Unilever foi a empresa que mais dinheiro gastou em publicidade no mercado português no primeiro semestre deste ano. Investiu mais de 170 milhões de euros, com a maior fatia a ter destino a televisão (151 milhões de euros)", lê-se no documento. O movimento argumenta ainda que Seixas da Costa é também administrador da Mota-Engil e da EDP, "grupos relevantíssimos no mercado publicitário nacional", acrescentou a Frente Cívica.

https://www.google.com/amp/s/www.sabado.pt/portugal/amp/paulo-morais-defende-afastamento-da-seixas-da-costa-da-rtp

Qual a média para ingressar na Universidade Socialista? Alguém sabe?

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De jpt a 28.05.2019 às 15:31

Pedro Vorph é possível fazer suposições sobre as formas como o pessoal político sai do poder e integra as administrações das grandes empresas privadas - mas são suposições, a não ser que se descubram comportamentos lesivos do Estado e/ou da sociedade. Esse não é o meu assunto, se visto de modo avulso.

O que me chama a atenção é o facto dessas grandes empresas privadas aceitarem que quem as integra em cargos de responsabilidade e de visibilidade pública (a qual é reforçada por se tratarem de pessoas com passado político) tenham posições de arreigada confrontação com parcelas relevantes do seu público consumidor e dos interlocutores económicos empresariais. É certo que as pessoas são livres de exprimirem as suas opiniões políticas independentemente das funções profissionais que têm (com excepção, julgo, de militares e polícias, e talvez de funcionários da justiça e do clero, mas destes dois últimos universos não tenho a certeza). Mas ainda assim surpreende-me a aceitação dessas grandes empresas em se associarem a este tipo de posicionamentos.

Por outro lado, isto mostra como indivíduos que têm este tipo de atitude pública, ainda que estejam na esfera laboral económica ainda não saíram da política. E isso permite questionar as tais ligações do (ex?)pessoal político com a economia.

Por último, e até em ligação com o comentário anterior, também me é surpreendente que as pessoas que o governo escolhe para administrar uma empresa pública, em particular a RTP, com as suas funções e necessidade de equidistância política face à sociedade, tenham este tipo de intervenção política. É menos surpreendente, dada a triste história de governamentalização da comunicação social pública, mas ainda assim é relevante. E gravoso. Pois denotativo do que o poder político quer das empresas públicas, e da RTP em particular.
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De Vorph Valknut a 28.05.2019 às 16:39

A suposição que faço, ou melhor, a certeza que tenho, é que existem muitos "empregos" neste país que servem de tenças pelos serviços prestados, não tanto ao país, mas sobretudo ao partido. E muitas empresas são, com estes, coniventes pois esses partidos, responsáveis, moderados, do "arco governativo" confundem o interesse nacional com o interesse de duas ou três empresas....porque empregam muita gente, dizem-nos!!

A certeza que tenho é que existem jovens e outros menos jovens, altamente competentes, que procuram lá fora o reconhecimento, que por cá, não os deixam ter - o filho do meu vizinho, do 4frente, que com média final de curso de 18, em Arquitectura, pela Faculdade do Porto, ficou atrás, num concurso público, de um outro, com média de 16, provindo de uma Privada qualquer, pois na "entrevista" cilindrou o juri (filho de um amigo de....). E muitos outros cujos pais são professores, ou carpinteiros e não conhecem o sicrano ou o beltrano que os ponha na Câmara, na Protecção Civil, ou num qualquer instituto público ou, mesmo numa empresa, que pague 5000€, por reunião. Ou que conheçendo, possuam principios morais incompativeis com o pedinchar de favores, ou com a genuflexão (não por causa dos joelhos, têm é feitio dificil, dizem-lhes).

Estes exemplos, tão frequentes, tão conhecidos de todos, são lesivos quer para o Estado (não estão lá os melhores, mas os mais "conhecidos") e para a Sociedade ( os "jobs for the boys" é o que tem conduzido ao crescimento quer da abstenção, quer dos extremismos).

PS: falo no geral e não no particular.

PS2: No outro dia fiquei a saber que só para abrir um Processo, contra o Estado, no Tribunal Administrativo, teria que desembolsar mais de 300€....chiça penico....Vá lá que conheço o Costa e o Justiniano e talvez o Luís Lavoura.

PS3: levam reforma, mais uns subsidios, umas pensões e por cima, ainda outro ordenado.
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De jpt a 28.05.2019 às 16:49

É possível que isso aconteça, Portugal é uma sociedade muito estratificada. Mas não é o meu assunto neste postal, estou mais interessado - como já referi - nas peculiares formas de relacionamento das grandes empresas privadas com os seus públicos-alvo
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De Vorph Valknut a 28.05.2019 às 17:09

Meu caro isto é simples. Os públicos-alvo não são os consumidores, mas os Homens do leme, neste, ou num distante país. Quiça a Venezuela, Polónia, Angola.....
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De marta a 28.05.2019 às 19:01

Hm... Talvez o português consumidor médio não faça ideia da composição dos CA das grandes empresas e nao saiba quem é o pavão do "Senhor Embaixador". Achará que é mais um daqueles que fala lá sobre política no Twitter ou lá o que é...

E creio que nenhum departamneto de comunicação dessas empresas estará a espera de receber queixas dos consumidores por este comentário.
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De jpt a 28.05.2019 às 19:34

Marta tem V. toda a razão. Mas é isso mesmo o verdadeiramente surpreendente. Que não nos queixemos nós às administrações das empresas por este compormento pouco curial - a rapaziada adepta do Porto a dizer, alto e bom som, Viva a Sonae, Abaixo a Jerónimo Martins e a traduzir a palavra de ordem em actos de consumo, por exemplo
Já quanto à RTP, da qual todos somos accionistas, enfim ... as coisas são assim, um tipo pode administrá-la e andar nestes propósitos. Tudo lhes é permitido. E sabem-no. E, como tal, usufruem-no.
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De Anónimo a 28.05.2019 às 15:20

Até pode ser um "conceituado e respeitado" administrador de tudo e mais alguma coisa, mas se recomenda Guronsan para tratar a azia, isso diz volumes sobre a "meritocracia" neste (deste) país ?

https://www.jaba-recordati.pt/guronsan/guronsan/guronsan-para-que-serve
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De jpt a 28.05.2019 às 15:36

Pois, também me chamou a atenção para a patacoada (arrogante) da "boca" - daí ter referido a "intoxicação" e a "ressaca" no meu postal, em registo algo diferente de utilização do conhecido medicamento. Mas entendo que cada um tem direito a tratar as suas "azias" como entende, e se o senhor as trata com Guronsan quem sou para o negar, desprovido que estou de conhecimentos médicos?
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De Vorph Valknut a 28.05.2019 às 16:44

Jpt, ainda existem personagens renascentistas. Ele é politica, bola, corrente eléctrica, betão armado, novela mexicana e farmacologia.
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De Anónimo a 28.05.2019 às 17:34

O lacaio/cortesão quase perfeito - não fora , de quando em vez, atraiçoar as origens...



JSP
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De Vorph Valknut a 28.05.2019 às 17:54

Ex-embaixador, reformado, Seixas da Costa é hoje administrador da Jerónimo Martins, representante da Unilever, um dos maiores anunciantes do mundo, incluindo na RTP. É administrador da EDP Renováveis, um dos maiores anunciantes em Portugal, incluindo na RTP. É administrador da Mota-Engil, uma das maiores construtoras nacionais, também anunciante. Sobre a dimensão ética de Seixas da Costa, escreveu Paulo Morais, da Frente Cívica, que ele, na UNESCO, "ajudou a EDP a obter autorização para construir a barragem do Tua e destruir parte do Alto Douro. A construção da barragem do Tua ficou a cargo de consórcio liderado pela Mota-Engil. Seixas da Costa é agora administrador... da EDP; e administrador... da Mota-Engil". É este homem do viscoso ‘sistema’ político, ligado em simultâneo ao grande capital privado e ao PS, que o governo queria e quer pôr à frente da empresa estatal de serviço público de rádio e TV.

Quando há anos se propôs o nome do professor e crítico João Lopes para o CGI foi um corrupio por ele escrever crítica de cinema e também de TV na imprensa. Essa tenebrosíssima incompatibilidade teve por objectivo, concretizado, impedir o independente João Lopes de ir para o CGI.

Seixas da Costa tem incompatibilidades brutais, inaceitáveis. Que decisão pode tomar a ERC na próxima semana senão um parecer negativo? Não preferirá o governo retirar a nomeação, tanto mais que o anterior governo nomeou uma mulher e o governo desrespeita assim a sua lei recente que impõe a paridade nos órgãos sociais de empresas públicas? A escolha não foi ‘sem querer’, como o tiro que Seixas da Costa deu em 1975 a um camarada militar, o jornalista Simões Ilharco, que esteve entre a vida e a morte. "Se eu te desse um tiro?", disse o impulsivo Seixas da Costa ao camarada. E deu. Na altura desculpou-se, que "foi sem querer". Agora, ele sabe muito bem o que quer, e António Costa também: uma RTP mansa e envolta nas negociatas do ‘sistema’.

https://www.google.com/amp/s/www.cmjornal.pt/opiniao/colunistas/eduardo-cintra-torres/amp/incrivel-inadmissivel-incompativel

https://www.google.com/amp/s/aventar.eu/2019/04/02/quando-seixas-da-costa-o-embaixador-pistoleiro-andava-aos-tiros-a-jornalistas/amp/
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De Costa a 28.05.2019 às 17:59

Eu diria que há neste caso mais uma manifestação do direito divino, ainda que necessariamente laico e republicano, claro, da família socialista à detenção do regime e associadas prebendas, sinecuras e impunidades.

Às grandes empresas privadas, mesmo que lhe questionem muito audivelmente as decisões, convém-lhes estar de bem com o poder. Optimiza-lhes a margem de manobra e a sua permanência enquanto tal (enquanto "grandes empresas"), desejavelmente bem para lá do ciclo político do momento. Afinal, o dinheiro não tem cor. As outras empresas privadas - as que não são "grandes" e, como tal, são pouco apetecíveis para o parasitismo dos "facilitadores", dos políticos em pousio ou dos quadros do partido necessitando de compor a conta bancária - , não têm, como se sabe, voto na matéria; aguentam o jugo do fisco, da burocracia, do ziguezague legislativo e regulamentar e, se não o aguentarem, fecham. É tudo e a culpa, já se sabe, é do empresário fatalmente antiquado, inculto e incapaz de se modernizar.

Das empresas do estado, sabe-se o que esperar: são do partido no poder. Verdade tão mais absoluta, irrestrita, quando o partido no poder é o PS. É aliás - na conhecida e tão emocionalmente declarada fórmula - como o dinheiro: é do estado, é do PS!

As coisas são assim, simples, muito ou pouco que sobre elas discorramos, e nada têm a ver com honra, ética, pudor, civilidade ou até a "mera" competência profissional. As coisas poderiam deixar de ser assim, se o "soberano" o quisesse.

Mas o soberano está visivelmente feliz com o que tem. Ele próprio tem geralmente uma noção muito fluída dessas coisas da honra, da ética, do pudor, da civilidade; se não lhes for pura e simplesmente hostil. O que é, aliás, muito conveniente.

Costa
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De Vorph Valknut a 28.05.2019 às 19:16

As outras empresas privadas - as que não são "grandes" e, como tal, são pouco apetecíveis para o parasitismo dos "facilitadores", dos políticos em pousio ou dos quadros do partido necessitando de compor a conta bancária - , não têm, como se sabe, voto na matéria; aguentam o jugo do fisco, da burocracia, do ziguezague legislativo e regulamentar e, se não o aguentarem, fecham. É tudo e a culpa, já se sabe, é do empresário fatalmente antiquado, inculto e incapaz de se modernizar.

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De Vorph Valknut a 28.05.2019 às 20:18

Parece que a piada da azia não é nova ("Há um visível concorrente de Valente no "Diário de Notícias" e na "Sábado", embora com uma azia vesicular que já começa a cansar"):

https://oinsurgente.org/2016/10/18/francisco-seixas-da-costa-o-trump-portugues/

https://observador.pt/opiniao/epicamente-saloios/

https://www.facebook.com/mariajoao.marques.355/posts/10202694352557242?pnref=story

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