Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




50098856_303.jpg

Ribbentrop, chefe da diplomacia nazi, e Estaline (Moscovo, Agosto de 1939)

 

Se fizermos a lista das cem personalidades mais marcantes do século XX, lamentavelmente, verificamos que grande parte delas inspiraram, criaram ou desenvolveram sistemas ditatoriais.

Isto diz muito do que foram aqueles cem vertiginosos anos que alguns chegaram a antever como uma vanguarda libertadora da História. E confirma que a longa aventura da espécie humana, ao contrário do que sucedia nos filmes de Walt Disney, não é um caminho fadado para desembocar num final feliz.

 

Entre os cem mais influentes temos forçosamente de incluir gente que espalhou à sua volta a fome, a opressão, a ruína e a guerra.

Gente tão sedenta de sangue como de poder.

Gente para quem uma vida humana era apenas um dado estatístico.

 

Entre esses cem, figuram necessariamente Adolf Hitler, Josip Estaline, Benito Mussolini e Mao Tsé-tung, ditadores dos mais diversos matizes e dos mais variados quadrantes. Alguns representantes de velhas monarquias absolutas, como Guilherme II, Nicolau II e os imperadores Hirohito (do Japão) e Reza Pahlevi (titular da coroa iraniana, deposta em 1979). Ou arautos dos novos tempos que se revelaram ainda mais devastadores do que os tempos antigos, como Vladimir Lenine, Lev Trotsky e Fidel Castro.

Franco, Enver Hoxha, Nasser, Joseph McCarthy, Khomeiny, Krutchov, Ho Chi Minh, Che Guevara, Saddam Hussein, Pol Pot, Chiang Kai-Chek e Ataturk integram esta lista cheia de políticos que suscitaram amores e ódios, consoante as épocas e as modas.

Também há, felizmente, figuras hoje incontroversas pelo seu legado no pensamento e na acção. Como Roosevelt, Churchill, De Gaulle, Mandela, Gandhi, Sakharov, Sun Yat-Sen, Kennedy, Václav Havel, Madre Teresa e Luther King.

 

Mas é sobretudo fora da política que o século passado projecta uma luz de esperança sobre o actual. Porque esse foi também o tempo de criadores artísticos como Picasso, Prokofiev, Stravinsky, Gershwin, John Ford, Sinatra e Greta Garbo. De heróis na Terra e nos céus, como Amundsen, Lindbergh, Gagarine e Neil Armstrong. De cientistas como Einstein, Marconi, Marie Curie, Alexander Fleming e James Watson.

Foi o século de Freud e de Chaplin. De Kafka e de Orwell. De Ravel e de John Lennon. Um século que forjou e derrubou mitos. O século que legou à posteridade uma palavra arrepiante: totalitarismo. Um século em que o sonho deu tantas vezes lugar ao pesadelo. O século de uma menina que simboliza afinal um pouco de tudo isto. O século de Anne Frank.


63 comentários

Sem imagem de perfil

De balio a 16.09.2020 às 11:11

Se fizermos a lista das cem personalidades mais marcantes do século XX, lamentavelmente, verificamos que grande parte delas inspiraram, criaram ou desenvolveram sistemas ditatoriais.

Há que ter em conta que, sendo-se um ditador, se tem mais hipóteses de ser uma personalidade influente e marcante do que de outra forma.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:32

Porquê? A influência impõe-se à força bruta?
Imagem de perfil

De Isabel Paulos a 16.09.2020 às 11:12

Excelente.
É bom que haja memória.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:32

Obrigado, Isabel.
Sem imagem de perfil

De balio a 16.09.2020 às 11:15

figuras hoje incontroversas pelo seu legado no pensamento e na acção. Como Roosevelt, Churchill, De Gaulle, Mandela, Gandhi, Sakharov, Sun Yat-Sen, Kennedy, Václav Havel, Madre Teresa e Luther King

Algumas destas figuras não são nada incontroversas:

Luther King Jr. era um mulherengo. Kennedy era outro.

Václav Havel elogiou muito os EUA, quando a política de apoio a ditaduras desse país não era nada bonita.

Kennedy fomentou fortemente a guerra do Vietname.

Churchill foi basicamente um imperialista.
Sem imagem de perfil

De Vento a 16.09.2020 às 12:09

"Luther King Jr. era um mulherengo. Kennedy era outro."
Tá bem, balio. Mas temos de dar um desconto a estas aberrações na medida em que nessa época não existia a Educação para a Cidadania.

"Václav Havel elogiou muito os EUA, quando a política de apoio a ditaduras desse país não era nada bonita."
Tá bem, balio. Mas agora já existe o Trump, prova que os americanos aprenderam a evoluir.

"Churchill foi basicamente um imperialista."
Graças a Deus, balio. Caso contrário estaríamos na mão de Hitler.

Sem imagem de perfil

De Miguel a 16.09.2020 às 12:17

«Luther King Jr. era um mulherengo. Kennedy era outro. «

Novo sinónimo da palavra incontroverso no dicionário online: choninhas.

É de notar, não obstante, e independentemente dos seus inquestionáveiss méritos, que Churchill foi durante toda a vida um personagem muito controverso. Não, não era por causa dos charutos. De Gaulle também.
Sem imagem de perfil

De Elvimonte a 16.09.2020 às 14:32

"Kennedy fomentou fortemente a guerra do Vietname."

E fomentou-a tão fortemente que pretendia de lá retirar todas as tropas americanas. Consta-se até que a "bala mágica" foi disparada em consequência disso, vá-se lá saber porquê.
Sem imagem de perfil

De balio a 16.09.2020 às 15:06

Uma coisa é aquilo que Kennedy, factualmente e de forma bem documentada, fez.
Outra coisa são as suas alegadas boas intenções, que ele nunca chegou a realizar nem sabemos se alguma vez realizaria. De boas intenções está o inferno cheio, como se sabe. E, com a morte de Kennedy, terá ficado ainda um pouco mais cheio delas.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:33

Você lembra-me o Lavoura, ó Balio. Produz o mesmo género de bacoradas.
Sem imagem de perfil

De Elvimonte a 16.09.2020 às 23:15

"John F. Kennedy had formally decided to withdraw from Vietnam, whether we were winning or not. Robert McNamara, who did not believe we were winning, supported this decision".

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 23:24

Hoje é um facto incontroverso.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.09.2020 às 01:40

"E fomentou-a tão fortemente que pretendia de lá retirar todas as tropas americanas.

Leia a história da guerra...
Claro que fomentou a resistência ao Comunismo e isso não tem nada de mal. Também apoiou- mas não fomentou - o golpe dos militares contra Diem o ditador idiota esperando que alguém menos idiota aparecesse.

Quando Kennedy foi assassinado mais de 16000 "advisers" já estavam no Vietname a apoiar e combater.

Como não existia percepção alguma de dificuldades como as que vieram a surgir o mais certo é que Kennedy não só iria continuar no Vietname com eventualmente aumentar o envolvimento que ele próprio exponencialmente tinha feito.
Um Presidente não investe forte numa política e abandona-a sem também razão forte.

lucklucky
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.09.2020 às 09:20

Sinal dos tempos. Falo em totalitarismo e desata tudo a falar no Kennedy. Como se fosse ele o totalitário.
Esta confusão de valores, típica da era pós-moderna, não augura nada de bom.
Sem imagem de perfil

De Zé Camarinha a 16.09.2020 às 18:32

"Luther King Jr. era um mulherengo. Kennedy era outro." Ena pá, não sabia que ser mulherengo era crime. Estou tramado, é que também sou. Terei de mudar? É difícil, eu gosto á brava de mulheres, isto é de nascença.
Sem imagem de perfil

De Francisco Almeida a 16.09.2020 às 19:55

Porque não se atira à da Intersindical?
E olhe que a medicina tem evoluído e há coisas de nascença que já têm cura.
Sem imagem de perfil

De Zé Camarinha a 17.09.2020 às 00:21

" há coisas de nascença que já têm cura."
Não me diga que é dos que acreditam que a orientação sexual com que se nasce tem "cura". Aqui entre nós: no meu caso duvido.
Sem imagem de perfil

De Francisco Almeida a 17.09.2020 às 10:46

Não creio que haja qualquer necessidade de cura. Foi ironia propositada, porque o que eu tenho visto é que alguns homens que sentem a necessidade de afirmar publicamente a sua heterogeneidade com afirmações machistas, acabam na fase final da vida a gostar de machos jovens e, em alguns casos de maior gravidade, a gostar de meninos.
Fique bem que ainda deve ser novo e ter muito tempo à sua frente.
Sem imagem de perfil

De Zé Camarinha a 17.09.2020 às 17:27

"a sua heterogeneidade com afirmações machistas,"
Não sou heterogéneo, sou até muito homogéneo.
E não fiz afirmações machistas. Mas é um facto que me comporto como macho.
Imagem de perfil

De AntónioF a 16.09.2020 às 11:29

... a propósito de Estaline, Roosevelt e Churchill, aqui falados:

«O MACARRÃO COM MOLHO DE CARNE DE ESTALINE
(…)

Estamos no dia 10 de fevereiro de 1945. O mundo está em chamas. As tropas soviéticas avançam rumo a Berlim. E o exército alemão está despedaçado.
A Segunda Guerra Mundial aproxima-se do fim e os líderes dos aliados encontraram-se em Ialta, na costa do Mar Negro, para decidirem como será o mundo quando a guerra terminar. À volta de uma mesa sentam-se Estaline, Winston Churchill e Franklin D. Roosevelt. Comem macarrão com molho de carne. Bebem vinho e vodca e fumam cigarros. Diz-se, contudo, que o ambiente foi pouco contido. Por exemplo, Estaline ter-se-á servido de vodca quando os outros não estavam a ver.
Torna-se, aparentemente, uma conferência bem-sucedida. Vencem a guerra. Marcham unidos rumo a Berlim. No entanto, as coisas não são o que aparentam. Muitos veem a conferência como o ponto de partida para a Guerra Fria. Constrói-se o Muro de Berlim. Divide-se o Leste do Ocidente. E começa a grande corrida às armas.

INGREDIENTES
(para 4 pessoas)
500 g de carne picada
1,5 dl de cebola picada
2 latas de polpa de tomate
1 1/2 pimentos verdes cortados
2 colheres de sopa de molho inglês
sal e pimenta
2,5 dl de água
macarrão para 4 pessoas

MODO DE PREPARAÇÃO
1. Refogue a carne e a cebola num tacho até a carne ganhar cor e a cebola ficar translúcida.
2. Junte os vários ingredientes e deixe a ferver. Tempere com sal e pimenta a gosto.
3. À parte, coza o macarrão e, por fim, misture-o com o molho de carne.»


In: Rönström, Jon – O macarrão de Estaline. Lisboa : Bertrand. 2015. p. 8
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:34

Tomei nota da receita, António. Obrigado.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.09.2020 às 09:19

Embora "duas latas de polpa de tomate" me pareça um manifesto exagero.
Sem imagem de perfil

De xico a 16.09.2020 às 23:20

O macarrão é glúten free?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 18.09.2020 às 15:51

Muito bem arranjada.
Seria interessante pessoalizar o refogado, a carne e o macarrão.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 16.09.2020 às 11:30

Caro Pedro Correia,

Parabéns pelo seu post. Absolutamente realista.
Uma perspectiva da floresta,vista do topo da árvore mais alta.
Permita-me apenas uma modesta sugestão: Conrad Adenauer, pelo papel de reconciliação desempenhado no período pós guerra.
Um grande abraço para si.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:34

Bem lembrado, sim.
Grato pelas suas palavras.
Sem imagem de perfil

De marina a 16.09.2020 às 12:37

Nenhum deles chega aos calcanhares de Genghis Khan ou Alexandre o Grande .
Sem imagem de perfil

De balio a 16.09.2020 às 15:08

É um facto.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:36

Nunca um tirano de outros séculos produziu tanto morticínio, e em escala "industrial, como os do século XX: Hitler, Estaline, Mao, Pol Pot e tantos outros.
Sem imagem de perfil

De marina a 17.09.2020 às 10:08

talvez , mas nem Genghis nem Alexandre dispunham de bombas ou aviões e tal armas xpto e a Terra era bem menos povoada....
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.09.2020 às 12:49

Voltamos, portanto, ao ponto inicial. O século XX foi aquele onde foi inventada a palavra totalitarismo. Para definir a destruição sistemática e deliberada de seres humanos à escala global, recorrendo à tecnologia desenvolvida em moldes industriais, sob o comando absoluto do poder estatal. "Tudo pelo Estado, nada contra o Estado", como proclamava Mussolini.
Sem imagem de perfil

De Anonimus a 16.09.2020 às 12:38

Não discordando do teor, mas será verdade que o séc xx nos trouxe o totalitarismo?
A Europa é História de Impérios e Totalitarismo, desde o César aos Habsburgos.
Os hunos, os mongóis, os chineses, os árabes, destruíram e forjaram impérios.
A destruição das grandes guerras não se deveram a um aumento na agressividade do ser humano, mas antes a uma capacidade tecnológica de destruição. Por vezes leio que hoje o mundo está mais perigoso que nunca, como se sentiriam aqueles agricultores (os que não morressem aos 30 por uma qualquer doença) na expectativa diária de levarem com uma horda bárbara em cima, ou ao verem chegar o seu senhor feudal.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:37

O morticínio programado, em escala gigantesca, pondo a tecnologia mais moderna ao serviço do homicídio em larga escala - por raça, religião, etnia ou classe - é típico das ideologias totalitárias do século XX.
Sem paralelo com qualquer acontecimento anterior.
Sem imagem de perfil

De marina a 17.09.2020 às 10:36

È isso mesmo . Cronocentrismo é mal de muita gente -:)
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.09.2020 às 13:03

Hunos, mongóis, tártaros, vândalos, astecas e tantos outros praticaram atrocidades numa escala limitada. Nunca com capacidade para dizimar populações em dois terços do planeta, como sucedeu (por exemplo) com o Eixo germano-italo-niponico, que chegou a engolir largas dezenas de países e a suprimir milhões de pessoas quase em simultâneo.

Noutros tempos houve sacrifícios rituais de seres humanos. E práticas generalizadas de canibalismo. As várias inquisições, com esta ou outra designação, lapidaram, degolaram e queimaram vivas milhares de pessoas acusadas de heresia.

Mas comparar as atrocidades programadas por Estados alegadamente civilizados cometidas no século XX com outros crimes ocorridos noutras épocas históricas é uma tentativa sempre fracassada de relativizar e atenuar o vírus totalitário.
Sem imagem de perfil

De marina a 17.09.2020 às 13:14

mas não se trata de relativizar o vírus totalitário , trata-se apenas de mostrar que a estrutura do vírus está presente em todas as épocas , é inerente ao homem , ande este nu , de toga ou jeans. ou capacete de astronauta.
quem mais inventaria um Deus único omnipresente e todo poderoso ? quem quer ser assim .-:)
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.09.2020 às 09:23

Concordo com a base do seu raciocínio: o homem saiu da caverna, mas esta, verdadeiramente, nunca saiu do homem. Daí alguns maiores crimes contra a Humanidade terem sido cometidos pelas nações supostamente mais civilizadas: raspa-se um pouco desse verniz civilizacional e logo surge o grunho rupestre.
Imagem de perfil

De Robinson Kanes a 16.09.2020 às 12:38

Bem visto e a lista seria bem maior... Apenas alguns reparos, que podem complementar:

Mohammad Reza Pahlavi foi colocado no poder pelo Ocidente que cobiçava o petróleo Persa e que durante o seu reinado foi nacionalizado por Mossadegh, o primeiro-ministro que acabou com a anglo-iranian e sofreu um golpe de estado patrocinado por Inglaterra e sobretudo pelos Estados Unidos . Cometeu um erro grave, enquanto se ocidentalizava para as elites e até libertava os seus de anos de opressão, fechava-se com a repressão da SAVAK. Uma oportunidade perdida.

Kemal Atatürk, e aquele a que se refere, o do pós-guerra, é um exemplo claro das reformas que permitiram que a Turquia não fosse mais uma espécie de Afeganistão ou Iraque. Olhando para os dias de hoje, até parece deixar saudades. Se este surge nos ditadores ou "tipos violentos", o falso pacifista "Gandhi também lá poderia estar.

Nomear Freud é sempre comum, todavia, nesse campo esteve longe de ser o "grande promotor de", eu escolheria Wilhelm Maximilian Wundt e William James (embora falecido na primeira década de XX, o seu pensamento influenciou largamente a disciplina).

Finalmente, podia ter apontado Salazar, o ditador Ocidental com o maior reinado do século XX e uma clara figura história mundial, para o bem e para o mal.


Gostei de ver aí Gershwin. Na próxima, e aí é um favor pessoal, coloque também Bernstein.
Sem imagem de perfil

De Miguel Madeira a 16.09.2020 às 15:42

"Kemal Atatürk, e aquele a que se refere, o do pós-guerra, é um exemplo claro das reformas que permitiram que a Turquia não fosse mais uma espécie de Afeganistão ou Iraque. Olhando para os dias de hoje, até parece deixar saudades. Se este surge nos ditadores ou "tipos violentos", o falso pacifista "Gandhi também lá poderia estar."

Não é por um ditador ter governado bem que deixa de ser um ditador (isso parece aquelas pessoas que dizem que Cuba não é um ditadura porque supostamente terá um bom sistema de saúde); e o que faz o Gandhi um falso pacifista (já agora, esse nunca poderia ser chamado de "ditador" porque nunca governou país nenhum)?
Imagem de perfil

De Robinson Kanes a 16.09.2020 às 17:06

Bem, se chamar Kemal Atatürk de ditador é bom que comece a colocar no mesmo rol muitos "democratas, é que a lado de muitos era um aprendiz". Além disso, o exemplo que dá de Cuba é descabido, podia ter falado da China... Mas essa é que fabrica os computadores/smartphones que estamos a utilizar e não fica tão bem... Ou da Venezuela onde um democrata se auto-intitulou presidente para retirar do poder outro "democrata".

Ditador ou"tipos violentos", leia-se... Lamento que só tenha visto o primeiro. Mas uma coisa é certa, não consta que o turco, ao contrário do indiano, dormisse com meninas e tratasse por amigo Hitler e Mussolini ;-)
Na concepção actual seria considerado um pedófilo. E já nem vamos falar da concepção que tinha dos negros...
Finalmente, não-violência pode ser uma forma passiva de violência. Coisas boas? Sim, o"empowerment" das zonas rurais.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:43

Em vez de Ataturk, talvez pudesse mencionar o último sultão do Império Otomano, Abdul-Hamid II, deposto no final da I Guerra Mundial, e responsável pelo massacre de cerca de um milhão de arménios naquele que é considerado o primeiro genocídio do século XX. Terá provocado pelo menos um milhão de mortos.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:39

Gershwin é uma antiga predilecção minha. Do melhor que produziu o século XX.

Concordamos em larga medida, discordamos em pormenores - mas isso é salutar.
Sem imagem de perfil

De Francisco Almeida a 16.09.2020 às 13:25

Nesse século houve um único país na Europa (e creio que no Mundo) que viu dois chefes de Estado assassinados.
De que país se trata?
Imagem de perfil

De Isabel Paulos a 16.09.2020 às 16:28

E no período de 10 anos neste belo paraíso à beira mar plantado, com um povo dito de brandos costumes.
Sem imagem de perfil

De jo a 16.09.2020 às 20:13

A maior parte dos atuais países não existia como tal no princípio do século XX.

Realmente os russos e os alemães não assassinaram dois chefes de estado próprios. Isso é de países bárbaros.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:44

Nos EUA, pelo menos, houve dois presidentes assassinados no século XX: William McKinley em 1901 e John Kennedy em 1961.
Sem imagem de perfil

De Zeca a 17.09.2020 às 00:26

"iu dois chefes de Estado assassinados." E não esqueça um Primeiro Ministro.
Sem imagem de perfil

De Francisco Almeida a 17.09.2020 às 10:49

Por acaso até acredito que quem foi assassinado foi o ministro da Defesa. Os outros, incluindo o primeiro-ministro foram danos colaterais.
Sem imagem de perfil

De Zeca a 17.09.2020 às 17:29

Não me referia a Sá Carneiro mas sim a António Granjo. Quanto a Sá Carneiro fica-se na dúvida.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.09.2020 às 18:11

Dois chefes do Estado e um chefe de Governo assassinados em Portugal no século XX.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 16.09.2020 às 14:17

O Churchill não agrada aos indianos.
Sem imagem de perfil

De balio a 16.09.2020 às 15:11

Nem aos iraquianos.
Sem imagem de perfil

De Anonimus a 16.09.2020 às 17:30

Nem aos germânicos.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 21:44

Nem aos anónimos.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 16.09.2020 às 22:03

Nem aos nudistas
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.09.2020 às 22:38

Nem aos abstémios.

Comentar post


Pág. 1/2



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D