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O sectário-geral

por Pedro Correia, em 25.04.16

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 Foto: Lisa Soares/Global Imagens

 

Por uma vez, a cortesia institucional cumpriu-se. O final do discurso de hoje do Presidente da República no Parlamento foi sublinhado com aplausos vindos de quase todo o hemiciclo. PSD, PS e CDS aplaudiram de pé, enquanto a generalidade dos deputados bloquistas e comunistas bateram palmas sentados nos respectivos lugares - incluindo Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. O mesmo sucedeu em relação aos convidados - com destaque para os capitães de Abril (Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho, Sousa e Castro e Martins Guerreiro, entre outros), o conselheiro de Estado Francisco Louçã e o eurodeputado Marinho e Pinto.

Todos? Todos não. Numa das galerias alguém decidiu permanecer sentado no final do discurso, enquanto todos se levantavam em seu redor. Alguém que permaneceu com cara de chumbo, sem o menor respeito pelo Presidente de todos os portugueses eleito ainda há bem pouco pela maioria dos eleitores que se deslocaram às urnas - incluindo largos milhares com as quotas sindicais em dia.

Refiro-me a Arménio Carlos. Secretário-geral da CGTP. Sectário-geral. Hoje mais que nunca.


12 comentários

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De ariam a 25.04.2016 às 18:19

Se existe alguém, com quem eu consigo discordar em, quase, tudo, um bom exemplo será Arménio Carlos. Quando ele fala na necessidade de criar empregos e, ao mesmo tempo, querer mandar e desmandar, nas ações de quem os cria, enquanto o ouço, vou falando com "os meus botões" e, definitivamente, antes de ele mandar tantos bitaites, devia pedir um empréstimo ao Banco, para fundar uma empresa e tentar gerir qualquer coisa, criando postos de trabalho e, depois, talvez aprendesse qualquer coisa como, por exemplo, o stress, das pequenas e médias empresas, para cumprir pagamentos, seja aos funcionários, como ao Estado que as tenta "espremer", com infindáveis impostos que podem mudar quando bem lhes apetecer. Isto, para aqueles empresários que não têm amigalhaços na política, nem a "capa protetora" de fundos ou negócios que "caiam do céu".

Isto foi apenas uma introdução para, tirar qualquer dúvida, sobre a independência do meu comentário.

Neste caso, como tenho uma ideologia individualista, apesar de ter que suportar um sistema colectivista, iria contra os meus próprios princípios se não concordasse que, ele, tem a liberdade de ficar sentadinho com cara de chumbo porque, neste Sistema, onde não há respeito pelo homem individual na sua qualidade de homem, isto é, na aceitação dos seus gostos e opiniões como sendo supremos dentro da sua esfera e, em vez disso, temos os direitos e as responsabilidades de um indivíduo, definidas pelo colectivo e para o colectivo, atendendo que o "bem-comum", é um termo que abrange tantos significados, que acaba por servir e justificar inúmeras acções, por mais transgressoras que elas sejam e, onde a expressão "bem-comum", não passa de um tratado de boas-intenções, raramente verdadeiras que dá para encaixar tudo, até a nossa dependência de Bruxelas que, começou com a ideia do "bem comum", para alargar e simplificar as trocas comerciais e, agora, além da subserviência, se há alguma economia que, verdadeiramente, ganha com isso, serão aquelas a quem compramos automóveis até à, simples, carne de porco (neste último caso, algo que até conseguíamos produzir para satisfazer 100% das nossas necessidades e, vai no caminho de ser mais uma atividade em vias de extinção).

Resumindo, por muito agradável que fosse, concordar consigo, e dar ao Arménio "um gostinho do seu próprio veneno"(querer interferir com tudo e com todos), neste caso, perdia o respeito à minha pessoa, condenando algo que prezo muito, a liberdade individual que não quer tirar nada a ninguém e, muito menos, ao contrário das mentalidades colectivistas, não querem obrigar os outros a fazer o mesmo do que eles, nem que seja à força de leis, taxas, multas ou "carimbos verbais", não esquecendo uma breve referência, àqueles que, agora, até começaram a embirrar com o género das palavras, uns colectivistas imparáveis, semelhantes a carros sem travões ;)

Como há sempre dúvidas sobre isto do colectivismo e individualismo, este último, com má-fama, associado a egoísmo ou egotismo mas, que não tem nada a ver com isso está, apenas, em oposição ao socialismo e a todas as outras formas de colectivismo, mais uma vez (ou serão duas ou três), deixo os mesmos links, para quem sabe explicar, melhor do que eu porque, hoje em dia, fala-se de muita coisa mas, por vezes, na simplificação, vão-se perdendo os verdadeiros significados das palavras e, antes, que lhes mudem o género ou proibidas, de vez, com o "Politicamente Correto", outra novidade, vinda "dos carros sem travões";)

Deixo a versão curta e a longa:
https://www.youtube.com/watch?v=005cahIsSXE
G. Edward Griffin: How Socialism, Communism, Fascism are All the Same

https://www.youtube.com/watch?v=jAdu0N1-tvU
G. Edward Griffin - The Collectivist Conspiracy
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De Pedro Correia a 25.04.2016 às 18:55

Ele tem a liberdade de se comportar como entender tal como eu tenho a liberdade de o criticar sem pedir licença a nenhum controleiro ideológico.
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De ariam a 25.04.2016 às 20:06

Eu também critiquei aquilo que ele diz, só que, geralmente (nem sempre, porque ninguém é perfeito), opto por criticar as coisas que acabam, desrespeitosamente, por entrar, à força, "no meu quintal" ou em "quintal alheio" (a chamada entreajuda) mas, não considero uma falta de respeito, o Arménio gostar de fazer birra ou ficar amuado, são daquelas coisas que não fazem mossa, a mim, nem a ninguém ;) E, com franqueza, se não prejudica ninguém, não me diga que a sua, felicidade ou liberdade, aumentariam se visse o Arménio, sorridente e a bater palminhas? Claro que posso não o convencer com os meus argumentos mas, como também não me afeta em nada, cada um pode ficar com a sua opinião e, felizmente, sem amuos nem caras de chumbo
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De Pedro Correia a 25.04.2016 às 21:20

A. Carlos não assistiu, como convidado do Parlamento, à sessão solene da Assembleia da República a título pessoal. Fê-lo na qualidade de secretário-geral da CGTP. Ou seja, em representação dos milhares de filiados nesta central sindical. Incluindo muitos que votaram Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente da República.
As opções políticas pessoais do Sr. Arménio Carlos são uma coisa. Outra é o seu papel institucional. Que, com o seu habitual sectarismo, não soube honrar. Ficar sentado, sem aplaudir, enquanto todos à volta se levantavam em sinal de respeito pela figura do Presidente da República - a começar pelos capitães de Abril - é de uma grosseria inenarrável.
Gostava de saber se o Sr. Arménio Carlos também procedeu assim nas ocasiões em que participou em cerimónias oficiais em Cuba, como representante máximo da CGTP. Sou capaz de jurar que não.
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De ariam a 25.04.2016 às 22:34

Quem sabe se "esses milhares de filiados" não serão apreciadores de birras e de caras de chumbo... se não gostarem, problema deles ;) Quanto a ser grosseria, se calhar, no compêndio dele, pode ser um acto revolucionário e como não somos filiados, o melhor é fazer como se faz aos miúdos, quanto mais se liga, mais eles ficam convencidos que as birras resultam e, à primeira oportunidade, tentam repetir a "gracinha"
Quanto a sinais de respeito, os políticos, já nos desrespeitaram tantas vezes que, isso de respeito por obrigação institucional, não é possível. O respeito ganha-se, não se exige nem se pode legislar ;)
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De Pedro Correia a 25.04.2016 às 23:27

Pois claro, só a ditadura castrista merece respeitinho. A democracia portuguesa não.
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De ariam a 26.04.2016 às 10:35

Pois nesse ponto, temos opiniões diferentes, a palavra Democracia é muito "traiçoeira" e, pelo que vejo, não viu a explicação do link que lhe deixei:
https://www.youtube.com/watch?v=jAdu0N1-tvU
G. Edward Griffin - The Collectivist Conspiracy

Se eu lhe disser que pode escolher entre uma maçã, uma pera e uma laranja, pensa que está a escolher alguma coisa mas, não sabe que poderia escolher morangos, uvas ou avelãs. Na verdade, este sistema que a boa propaganda diz ser o melhor que existe ou o único possível, apenas lhe dá a escolher o Grupo de "capatazes" que irão mandar, do nosso berço até à cova. Não há Liberdade, seja qual for a escolha, a base é sempre a coerção.

Este sistema foi pensado há muitas décadas mas, vamos a factos históricos, recuemos a 1870, a Inglaterra e à Universidade de Oxford, John Ruskin que não foi o criador do colectivismo mas, um colectivista convicto, eloquente, agradava aos alunos privilegiados da cidade de Londres que frequentavam as suas aulas, eram recetivos aos seus ensinamentos e à mensagem de que a elite, que herdou a riqueza cultural e as tradições do Império Britânico, tinham a obrigação de governar o mundo e assegurar-se que os menos afortunados e os estúpidos seguissem na direção correta. E aqui, nasceu a ideia de que, nem teriam de sentir complexo de usufruir dos luxos e privilégios que contrastavam com os pobres e as massas famintas. Aqui, começaram a aparecer movimentos e, apesar de Jonh Ruskin dar parte do seu dinheiro aos mais pobres, nem todos os colectivistas gostavam de dar o que era seu. Relevante para este assunto, com poder até nos nossos dias, em 4/01/1884 nasceu uma sociedade, mais ou menos, secreta "The Fabien Society" por onde passou George Orwell e Aldous Huxley (aqui pode ver onde eles foram buscar as previsões sobre o possível futuro).
O objetivo era embeber a sociedade no colectivismo, disfarçadamente, sem muito tumulto e, em 1928 H.G.Wells escreveu o livro que seria o Guia que, meticulosamente, tem sido seguido para o Mundo Ocidental.
Como não posso, contar aqui a História toda, um outro elemento importante será, Cecil Rhodes, um aluno de Ruskin e a criação de outra sociedade secreta mas, onde os seus participantes não consideravam nada de imoral falar em The New World Order. Naturalmente que a História e as ramificações só são interessantes para quem se interesse por este assunto e, o mais importante, foi quando chegaram à altura de pensar como se poderia fazer, para dar a perceção de escolha ao povo, sem ele escolher nada.

Claro que resumir séculos fica difícil mas, na criação da Constituição Americana, eles pensaram, a fundo, nos perigos, e aquilo de garantir que o povo possuísse armas, não foi por acaso nem era para se matarem uns aos outros (1) apenas para, em caso de necessidade, se pudessem defender dos próprios Governantes e garantir a Liberdade do povo. Portanto, isto é só um "cheirinho" de uma História muito longa que, como muitas outras coisas neste Mundo, nem tudo é aquilo que parece ser e, este desejo de uma UE e agora quererem "rodear" a Constituição americana, porque não podem tirar o direito de possuir arma, já está pensado, criar a North American monetary union. Nada se passa por acaso e pense:
Fulanos que têm uma quantidade de dinheiro inimaginável, já compraram tudo o que o dinheiro pode comprar, qual será a motivação para sair da cama? ;) Suponho que, sem empatia por ninguém, estão viciados num tipo de jogo, onde o Poder já têm, agora, só falta, mesmo, o Objetivo Final, o Controle Total da Humanidade.

(1) Aqui quero falar de estatísticas, tendo em conta o nº de americanos, não é o país com mais crimes, aliás, nos Estados onde estão a fazer o controle de armas, conseguem ter mais crimes que, em comparação, desce quase a zero no Texas, onde praticamente, toda a gente, homens e mulheres, estão habituados a sair de casa com a carteira e a arma à cintura e, em caso de esquecimento, o mais provável é ser da carteira ;)
Portanto, quem sabe o que sabe, aquela lagriminha ao canto do olho de Obama, tenho que admitir que o homem é um verdadeiro artista e, aqui, quem realmente manda e subsidia Campanhas eleitorais, seriam outros quinhentos.
Mas uma coisa já aprendemos, uns milhões e já estamos subservientes a... credores.. incógnitos? Nem por isso.
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De Pedro Correia a 26.04.2016 às 13:01

Muito interessante, mas nada tem a ver com o que escrevi.
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De ariam a 26.04.2016 às 15:05

Tem tudo a ver, no entanto, entre estas duas modalidades, ambas colectivistas, prefere aquela em que pode escolher entre as três "frutas", em vez de uma, apesar de haver a mesma coação e, se não cumprir por, apenas, discordar, em ambos os casos, pode ir parar à prisão. De qualquer modo, há muitos exemplos mas, só "aquilo", de não nos terem deixado votar, em Referendo, para dizer sim ou não, à nossa entrada na UE, é quase tirado da "Bíblia" castrista, "eles" sabiam melhor que o "estúpido" do povo mas, se o voto servir para os pôr no "poleiro", aí, passam todos a ser inteligentes, com capacidade de decidir o melhor para o País e, vejam lá, com o direito de dar o seu voto (direito, mas até há quem quisesse torna-lo obrigatório, mais umas multas davam jeito, para alimentar um Estado cada vez mais gordinho)

Claro que há muitos interessados no status quo, não é por acaso que o Estado se vai endividando na distribuição de "benesses", rodam e, os que mais dão, mais nos "enterram".
Só tenho pena das futuras gerações, "engaioladas" e com dívidas, mesmo antes de nascer. Nunca saberão o que é, realmente, a Liberdade e, depois, ficam como "pássaros que nascem em gaiola, pensam que voar é doença" e, no caminho em que vamos, até a "alpista" pode vir a ser racionada.
Agora diga-me se, isto, não é um comentário, digno de um blogue que se chama Delito de Opinião mas, aceito, poder ter sido engano meu, na minha interpretação do título ;)
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De Pedro Correia a 26.04.2016 às 16:07

No dia em que assinalamos 250 mil comentários no DELITO DE OPINIÃO, obviamente, também os seus comentários são dignos deste blogue.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/duzentos-e-cinquenta-mil-8402114
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De ariam a 26.04.2016 às 16:13

Eu li, só hoje, já acrescentei mais uns três ;) já ajudei para os 250.003

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