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O recuo

por Cristina Torrão, em 20.10.20

Governo recua e retira proposta para app Stayaway Covid obrigatória.

Oh, que pena!

Mas ninguém deve ficar triste. A eficácia da App deixa muito a desejar. Na Alemanha, calcula-se que cerca de 50% dos utilizadores infectados com o vírus não actualizam os dados na "Corona-Warn-App" (assim se chama a aplicação, por aqui), dando falsas informações a quem se acha muito seguro, por presumivelmente não ter contactado com ninguém infectado.

Mas Costa não seria Costa se não desse o tal nó no ponto:

Verifiquei que das duas propostas que fizemos houve uma razoavelmente consensual - estranhamente, para mim: a obrigatoriedade do uso da máscara na rua e outra que houve muitas dúvidas e rejeição.

O PSD prontamente apresentou uma proposta apenas relativa às máscaras e Costa garante: Nas máscaras há um consenso grande (...) e vamos resolver já o problema das máscaras.

Impagável, o nosso Primeiro...

 

Nota: na Alemanha, a instalação da App não é obrigatória, nem nunca ninguém por aqui pôs essa hipótese (fosse do governo ou da oposição).


16 comentários

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De Anónimo a 20.10.2020 às 12:33

Faz-me confusão como é que a lei da obrigatoriedade das máscaras pode ser consensual. Pela simples razão de que essa lei é indefinida, ou seja, não se sabe bem quando é que ela está a ser violada.

Suponhamos que eu ando pela rua da minha aldeia. A rua está, normalmente, deserta. Logo, eu posso perfeitamente ir sem máscara.

Agora suponhamos que, em vez de andar pela rua da aldeia, ando pela rua de uma cidade. Essa rua tembém tem normalmente pouca gente e, se eu me cruzar com alguém, posso em geral afastar-me um pouco. Logo, também posso andar sem máscara.

Conclusão: ande por onde ande, eu posso andar sem máscara.

Onde é que este raciocínio falha?

Será que eu vou ser multado se andar pela rua da minha aldeia sem máscara?

E se eu não estiver na aldeia, mas sim na estrada que liga a minha aldeia à aldeia vizinha? Também posso ser multado?

E se, em vez de estar na estrada, eu estiver a percorrer o campo ou um bosque, sem máscara?
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De Cristina Torrão a 20.10.2020 às 18:33

Vou mais uma vez usar o exemplo alemão, porque é o único que realmente conheço, além do português. Sobre o uso de máscara ao ar livre, a lei alemã estabeleceu (devido ao aumento de casos) que se torna obrigatório quando não é possível verificar-se a distância mínima de 1,50m, o que frequentemente acontece numa cidade grande. De resto, não há essa obrigação.
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De Anónimo a 21.10.2020 às 09:34

Pois, mas como é que uma pessoa sabe a priori que não vai ser possível respeitar a distância de 1,5 metros?
Se eu vou pela rua sozinho e de repente me cruzo com um grupo de 3 pessoas, não poderei respeitar a distância de 1,5 metros. Mas como poderia eu antecipar que me iria cruzar com tal grupo?
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De Cristina Torrão a 21.10.2020 às 09:59

Caro Anónimo, ao cruzar-se com alguém, ou um pequeno grupo, sem conseguir manter a distância recomendada, o risco de apanhar a doença é mínimo. Já andando por uma rua cheia de gente, durante vários minutos, o risco aumenta. Em todas as cidades, há zonas que sabemos, "a priori", serem muito frequentadas (pelo menos, a certas horas). Em princípio, se não vive numa cidade grande, pode prescindir da máscara ao ar livre. A não ser que o local onde vive passe a ser considerado de alto risco e se tomem medidas excepcionais. O melhor é estar atento às indicações das autoridades, não só nacionais, como locais.

Mas olhe, o seu comentário fez-me lembrar uma situação caricata em que me vi metida, algumas vezes, na minha estadia em Portugal. Moro em Macedo de Cavaleiros, com pouco mais de 5.000 habitantes, pelo que andava sempre sem máscara na rua. Tendo eu um marido alemão, quando andamos juntos, logo se nota que somos forasteiros. Havia gente, normalmente idosos, que andavam sempre de máscara - nada contra, cada um ajuíza por si, dentro das normas estabelecidas. Algumas dessas pessoas lançavam-nos olhares irritados. Não sei se era por nos ver sem máscara, se por acharem que não tínhamos nada que vir de longe, em tempos complicados. Enfim, compreende-se e eu tentava logo manter uma certa distância. Mas essas pessoas, muitas vezes, enquanto nos lançavam os olhares irritados, cruzavam-se rente a nós, quase a roçar-nos os ombros. Penso que se tratava de ignorância, pois há quem pense que o uso da máscara dispensa a distância.
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De João Pedro Pimenta a 21.10.2020 às 19:31

Julgo que a ideia é sempre se não se puder manter uma distancia mínima. Também tenho pensado na aplcabilidade concreta dessa medida. Se fosse mesmo obrigatória, então até um pastor a apascentar o rebanho na serra do Barroso teria de usar máscara, o que seria um absurdo. Se bem que em Espanha exista esse absurdo, pelo menos a avalar pela obrigatoriedade de usar máscara até em praias.
Estou um pouco na situação da Cristina, vejo pessoas mais velhas a usar máscara em locais com pouca densidade que por distracção ou despeito fazem questão em passar perto.
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De Bea a 20.10.2020 às 15:21

Sempre julguei ser assunto que caía sozinho. Já aconteceu. Acerca das máscaras logo se vê.
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De João a 20.10.2020 às 15:34

A minha opinião sobre a stay away.
Não percebo por que é que não tem um nome em português.
É pouco eficiente. Mas não faz peso no bolso, não ocupa espaço nem é paga. Não viola a privacidade (garantem os entendidos). Decidi instalá-la nos meu telemóvel. Se não assinalar nada (que é o mais provável) não faz mal, antes pelo contrário. Se, por acaso, assinalar, telefono para a saúde 24.
Não percebo tanto alarido por tão pouco. Ser obrigatória é ridículo e inexequível. Muito provavelmente A. Costa só quis que as pessoas se distraíssem do orçamento. De facto é difícil que nem ele nem os Ministros tenham percebido que nunca poderia ser obrigatória. Se muita gente instalasse poderia ter mais utilidade.E não percebo as declarações de vários intelectuais de que nunca em caso algum utilizariam a aplicação. Provavelmente foi só para não estarem calados ou birra mais ridícula que a aplicação.
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De Cristina Torrão a 20.10.2020 às 18:36

A instalação e a utilização da app devem ser sempre voluntárias, como aliás ficou definido num acordo em Abril pelos vários países da UE:

https://visao.sapo.pt/atualidade/2020-10-20-stop-corona-corona-warn-e-stop-covid-apps-europeias-de-rastreio-ao-coronavirus-estao-a-funcionar-em-rede-e-sao-todas-voluntarias/

Costa deve ter memória curta...
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De António a 20.10.2020 às 20:37

Arreda Covid era um bom nome, mas (em bom português), os clusters de opinion makers decidiram outro após várias sessões de brainstorming.
Agora a minha opinião sobre a StayAway:
Duvido que uma pessoa - qualquer pessoa - a quem foi diagnosticado o vírus, e que tem obrigatóriamente de estar em isolamento profiláctico, e ande por aí às voltinhas, leve o telemóvel com a app ligada, sujeitando-se a uma série de problemas. Se for uma pessoa civilizada isola-se. Se não for, também não se denuncia.
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De Anónimo a 20.10.2020 às 17:28

A eficácia da App deixa muito a desejar.

A eficácia de qualquer aplicação depende crucialmente da diligência dos seus utilizadores. Não basta ter a aplicação instalada, é também necessário utilizá-la corretamente para aquilo para que ela serve. E isso, não há nenhum polícia nem fiscal que possa verificar.

É preciso (1) que o utilizador traga sempre o telemóvel consigo, (2) que o traga ligado e com a geolocalização ligada, (3) que a pessoa infetada informe a app de que está infetada, e (4) que a pessoa que é informada pela app de que esteve em contacto com uma pessoa infetada se disponibilize para ir fazer o teste para verificar se ficou infetada. Ora, nenhum destes 4 passos é certo, e nenhum deles pode ser fiscalizado pela polícia.
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De Antonio Vaz a 20.10.2020 às 23:03

Parte I:
Cristina Torrão, diga-se o que se disser, a tal proposta de lei enviada à nossa AR até, de facto, serviu para aquele “safanão” de que o PM até mencionou como necessário: é que ela pôs a vasta maioria da nossa “intelligentsia” opinante a elaborar, não surpreendentemente, argumentos de toda a ordem contra o seu conteúdo. Eu li muitos deles (com páginas no Facebook – e até julgo eu, todos eles portadores de Cartão de Cidadão”!) a evocarem o nosso sacro direito à “protecção dos dados pessoais”. Mas até mais: li numa notícia que «De acordo com dados revelados hoje pelo INESC-TEC, mais de 177 mil pessoas descarregaram a aplicação StayAway Covid desde ontem, quarta-feira (14 de Outubro).»
Mas eu até dou de barato a histeria que geralmente estas coisas das “apps” (aplicações informáticas) provocam no “povo”: a vasta maioria ignora as verdadeiras ameaças na Net para se concentrar em idiotices conspiratórias, ao sabor do que até lhes convém: não há quem recorra, por exemplo, ao Facebook para denunciar a crescente tentativa de os governos controlarem de algum modo, a opinião dos seus cidadãos!
Voltando à proposta de lei apresentada pelo governo: sejamos sinceros, só pseudo-ingénuos até podem insistir que ela era uma ameaça de controlar a Nossa opinião… é que basta olhar para a constituição política da nossa AR para saber que ela nunca poderia ser aprovada! Porquê? Começo apenas por isto: honestamente, quem é que até acredita que os 108 deputados do PS votariam, na sua maioria, favoravelmente essa proposta de Lei? Acho que nem necessito de mencionar os deputados do BE, PCP, PEV… Os deputados do PSD? Não contam, como sabe, neste raciocínio!
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De Anónimo a 21.10.2020 às 15:17

O senhor é o mestre da escrita rococó: verve não lhe falta, já a simplicidade...!
A forma como escreve diz muito sobre a sua personalidade!
Duma vez por todas deixe de confundir os verbos invocar e evocar - faça o trabalho de casa e deixe-se de peneiras provincianas.
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De Antonio Vaz a 21.10.2020 às 22:20

Caro Anónimo, obrigado pelo "elogio" («O senhor é o mestre da escrita rococó: verve não lhe falta, já a simplicidade...!).
Quanto ao resto:
a) «A forma como escreve diz muito sobre a sua personalidade!» - sim, é uma evidência, que “a forma” como cada um de nós “escreve diz muito sobre a” nossa “personalidade!”… mas nem isso chega para justificar o seu “argumentum ad hominem”!
b) «deixe de confundir os verbos invocar e evocar» - e até fiz «o trabalho de casa» que me recomendou:
«in·vo·car - Conjugar
verbo transitivo
(…)
3. Implorar; evocar.
"invocar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/invocar [consultado em 21-10-2020].»
c) «e deixe-se de peneiras provincianas.» - devo confessar que até me descobri surpreendido com o seu “pedido”: é que, quase a conseguir a atingir a meta dos 60 anos, dos quais, (quase) 20 anos passados em Luanda e até (um pouco) mais de 36 anos, passados na Ásia, nunca me julguei vir a ser acusado de esse suposto "crime" ("pecadilho"?) de que me acusou: eventualmente, confesso, até serei culpado de “peneiras provincianas" ultramarinas ou post-coloniais.
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De Antonio Vaz a 20.10.2020 às 23:04

Parte II:
Adiantando ainda mais o meu raciocínio: por exemplo, aqui, o “João” (que é um dos confessos «mais de 1 milhão e 600 mil» de que o José Manuel Mendonça, o hoje pintado como o muito pouco humilde suposto “criador da aplicação”, diz que fizeram o seu “download” da maldita “app”) até “descobre” – tanto quanto eu! – que «Não perceb(e) tanto alarido por tão pouco. (é que) Ser obrigatória é ridículo e inexequível» mas depois, lá está, não consegue deixar de questionar uma “pitada qb” conspirativa no tal “alarido por tão pouco”: «Muito provavelmente A. Costa só quis que as pessoas se distraíssem do orçamento.» Que pessoas? As que constituem mais de 52% do eleitorado que criou o mosaico partidário que está envolvido activamente na actual negociação do Orçamento? Neles não há qualquer distracção! Essa é uma questão clássica política!
Não, para mim, o A. Costa apenas quis, de facto, dar um “safanão” e claro, até não foi pela sua suposta “costa” samaritana mas sim porque, desde que se tornou mais do evidente que se estava a desenvolver a segunda vaga de contaminados com Covid-19 ele, por todas as razões e mais alguma, se teve de preocupar com os efeitos catastróficos que ela provocaria no seu mandato: desenganem-se os que defendem que, pôr todos a viver como antes, tem efeitos menos catastróficos. A verdade é que a Humanidade se está a ver confrontada com uma situação, onde se pode aplicar com toda a propriedade, o nosso (e não só nosso!) ditado popular de equacionar “morrer pela doença ou pela cura”…
Assim, acredito que a posição individual de cada um de nós, os restantes seres racionais (excluídos os irracionais convictos que insistem que a Covid-19 “é uma gripezinha”! Para eles: já imaginaram que se a tal “gripezinha” até tivesse tido 1/10 da atenção que foi dispensada à Covid-19, o número das suas vítimas seria tão reduzido quanto o daqueles exóticos casos representados nos habituais filmes para TV, essencialmente da Walt Disney, dedicados ao público que insiste em ligar a TV em vez de contribuir para as estatísticas que, por “normalidade”, até engrandecem os “normais” que recorrem ao habitual “passeio dos tristes”?), até tem muito a ver com a nossa condição financeira e uma vez mais, com o nosso egoísmo: alguém como eu, reformado, a viver num país onde a minha reforma até me permite viver com um rendimento 5 vezes superior ao que é o salário médio mensal local, até poderia estar a pular de alegria se não tivesse de apoiar um filho desempregado que reside aí em Portugal. Uma situação desesperada? Não! Seria hipócrita se a reclamasse! E felizmente até tenho um filho construído há minha imagem!
O que tudo que escrevi não me permite é até ter uma posição que considere como séria, sobre tudo o que tenha a ver com a melhor maneira de se responder a esta nova questão com que a Humanidade se confrontou.
Mas isso até nem me poupa a sofrer da ansiedade, contra a actual ansiedade, de que sofro desde há mais de uma década: a de querer viajar quando até entro em pânico só de me imaginar fechado numa qualquer lata que é o que é, para mim, qualquer avião.
A. Costa é complexo? Sim, como eu! E até como V., que até sugere que a “questão” das máscaras passou a ser propriedade do PSD porque ele “apresentou” «uma proposta APENAS relativa às máscaras», ou seja, expurgada do “mal” original da proposta do governo: a “app” da maçã envenenada deixando de lado a eterna questão de que a Eva até é apenas, sempre, a culpada!
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De Cristina Torrão a 21.10.2020 às 10:09

Caro António, o PSD apresentou uma proposta relativa às máscaras, porque o governo, ao retirar a sua proposta, que incluía os dois casos, não possibilitaria a discussão das máscaras, que o próprio António Costa acha pertinente.

Na minha opinião, Costa cometeu um grave erro, pois criou um estigma em relação à app, que, juntamente com as outras medidas, tem a sua utilidade. Teria sido bem mais coerente da sua parte apelar à utilização da app, tenho a certeza de que sensibilizaria muito mais gente. Em excesso de confiança, quis torná-la obrigatória (o que até é ilegal).

Sobre este assunto, acabei de ler um post interessante:

https://debaixodosarcos.blogs.sapo.pt/stayaway-demagogia-818269
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De Antonio Vaz a 21.10.2020 às 22:37

Cara Cristina, não foi propósito meu estar por aqui a defender as posições do governo (PS) contra as supostas, mais recentes, enunciadas por si, posições do PSD… é que se até me tem lido atentamente, já deve ter topado que, para mim, ideologicamente, o PS e o PSD até fazem parte do mesmo grupo e com o qual, não tenho qualquer afinidade. Significa isto que, para mim, entre PS e PSD, leve o diabo e escolha-os ou seja, não sou guerreiro nessa guerra.
Esquecendo isso: diz-me que, na sua opinião, «Costa cometeu um grave erro, pois criou um estigma em relação à app». Acredito que até leu os meus comentários de ontem, transversalmente – sim, admito que até por mea culpa: deveria ter recorrido à “técnica básica” para o Powerpoint, em vez de me ter posto a divagar e que, por isso, até lhe escapou que, na minha “Parte I”, mencionava que «li numa notícia que «De acordo com dados revelados hoje pelo INESC-TEC, mais de 177 mil pessoas descarregaram a aplicação StayAway Covid desde ontem, quarta-feira (14 de Outubro)» - sinceramente, acha que uma aplicação que foi descarregada por 177 mil portugueses, em menos de um dia, pode ter sido considerada como “estigmatizada” por eles?

PS. Li o “post” de que, gentilmente, até forneceu a ligação e sobre ele, a única que me apetece dizer-lhe é que tenho alguma dificuldade em seguir argumentos de gente que se julga iluminada e teima que eu, enquanto português, não tenho a capacidade de lidar de modo "norma"l (como eles) com mais do que um "problema" nas minhas preocupações políticas: «1. Desvia toda a atenção política para (…)»; «2. Retira espaço e oportunidade mediática (…)», etc… Sobre isso, sobre essa suposta inata incapacidade “tuga” até já escrito, ao de leve, na “Parte II” do meu comentário.

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