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O raspanete

por Pedro Correia, em 26.03.20

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Em tempo de emergência, e não estando em funções o governo de unidade nacional que o ex-ministro socialista Marçal Grilo reclama, a oposição cumpre o seu estrito dever fiscalizando o Executivo e criticando-o, se for caso disso. Seja aqui, seja em qualquer outro país democrático. Aliás, não é preciso inventar nada: basta proceder agora, por exemplo, como fez o PS quando militou na oposição activa à coligação governamental PSD-CDS durante a grave emergência financeira que durou de 2011 a 2014.

Mas com Rui Rio investido no papel de "líder da oposição", o padrão altera-se. Este presidente do PSD continua a opor-se não ao Governo mas ao seu partido. Anteontem quebrou um prolongado silêncio para criticar duramente os seus deputados, dando-lhes um público raspanete. Porque assinaram a folha de presença e desapareceram, como fez o secretário-geral José Silvano na legislatura anterior? Não, porque se encontravam presentes no hemiciclo de São Bento, cumprindo a função para que foram eleitos.

«Tenho aqui um conjunto de senhores deputados que não deviam estar aqui e estão. E vou ser o primeiro a sair para dar o exemplo àqueles que aqui estão e não deviam estar.» Foi este o raspanete que Rio deu ao grupo parlamentar, com as televisões a registarem em directo e os socialistas a assistirem de poltrona. Como um menino queixinhas e birrento, abandonou a sala das sessões e deixou todo o hemiciclo atónito com esta desqualificação inédita aos seus deputados. Não aos "tenebrosos passistas", como Maria Luís Albuquerque, Luís Montenegro, Hugo Soares ou Miguel Morgado, que já não integram a bancada, mas por gente que ele escolheu.

 

É pena que Rio, tão indignado com os seus, não tenha reservado uma réstia dessa energia para se indignar contra a falta de condições dos hospitais públicos no combate à pandemia, cumprindo à risca o assumido lema de «colaboração com o Governo» que dias antes anunciara. Isto impediu-o, portanto, de questionar o primeiro-ministro sobre a grave carência dos meios de saúde pública no combate ao coronavírus: faltam médicos, faltam camas hospitalares nos cuidados intensivos, faltam ventiladores, falta equipamento de protecção individual. O que tem levado os profissionais de saúde a fazerem desesperados apelos a empresas para a oferta de máscaras e luvas. E agem assim por saberem melhor que ninguém o que lá se passa: neste momento, 8% do número total de infectados em Portugal com Covid-19 são profissionais de saúde.

«Continuam a chegar-me todos os dias vários relatos de médicos que trabalham sem condições mínimas de segurança, por falta de equipamentos básicos para todos os profissionais de saúde», denunciou o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, contradizendo o primeiro-ministro, que na fleumática entrevista ao Jornal das 8 da TVI, segunda-feira, garantira sem hesitar: «Até agora não faltou nada e não é previsível que venha a faltar o que quer que seja.»

Para Rui Rio, nada disto parece importar. Daí que ninguém se admire ao vê-lo protagonizar o passatempo habitual deste partido: fazer oposição a si próprio. O país real, como de costume, vai passando ao lado.


40 comentários

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De Anónimo a 26.03.2020 às 00:27

Boa noite , alguém sabe o que se passa na Suécia ?
Peço desculpa pelo comentário não ser sobre o post , mas sobre Rui Rio só tenho a dizer o seguinte , é um traidor que andou sempre oposição ao ultimo estadista que Portugal teve , Pedro Passos Coelho .

Luis Almeida
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De Anónimo a 26.03.2020 às 02:16

Sim senhor.
O último, isso é que é memória. E o homem, ou melhor dizendo, a pessoa versada em negócios políticos só lá esteve quatro anos que o demito-me deixou.
Eu estava convencido que a pessoa versada era o refilão do insular.
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De sampy a 26.03.2020 às 06:27

O que se passa é que o governo sueco optou por medidas menos restritivas, confiando no sentido de responsabilidade pessoal da população, que normalmente nos países de tradição protestante é bastante elevado. E de facto, as pessoas estão na imensa maioria a ir além do que o governo estipulou.
Há também a questão da estratégia de imunidade colectiva, que estará a orientar algumas das decisões das autoridades. Veremos mais tarde quem afinal tinha razão.
E, claro, temos de lá uma óptima notícia: a Greta está de quarentena.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 08:18

O que se passa na Suécia é o mesmo que se passava no Reino Unido antes do Boris ser aconselhado a mudar de estratégia... Brevemente veremos os resultados dessa estratégia suicida. Por cá, se o grande estadista ainda estivesse no poder, certamente que nos diria para não sermos piegas que tudo não passa de uma gripezinha.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 08:25

Diria certamente o grande estadista que contrair o vírus deveria ser encarado como uma grande oportunidade, para reforçar o sistema imunitário ou para ir desta para melhor.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 01:45

Caro Pedro Correia, não leve a mal mas a sua descrição do episódio Rui Rio a ausentar-se da Assembleia da República parece um tanto ou quanto incompleta e parcial.
Não se conhecem todos detalhes da história, apesar disso não seria de admirar que um dia destes, mais cedo do que se imagina, Rui Rio decida deixar de vez aquele hemiciclo. Coerência no meio de tanta incoerência?.
Afinal quem gostaria de ser o responsável por uma bancada de deputados que não sabem fazer contas, nem se sabem organizar?. Escolhidos por RR?.
Decididamente é complexo exercício da política por ali. A forma de selecção dos representantes dos partidos na AR tem sido atribulada. O PSD junta-se assim ao Livre e mesmo o IL....
Se querem ser deputados em nome próprio, muito bem, mas assumam.
Porque não legislam nesse sentido?. Afinal até têm na sua mão esse poder.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 08:27

Incompleta, parcial e tendenciosa, como sempre.
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 08:35

Incompleto é quando falta a assinatura. Como no teu caso.
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De Antonio Vaz a 26.03.2020 às 16:23

Aparentemente, «parcial e tendenciosa, como sempre», confirma que sim... e tanto assim é que só pegou no "incompleto" e apenas com(o) um mero pretexto: «falta a assinatura»... esse estigma burocrático que, como qualquer "especialista" do PCP até sabe e insiste que sabe, impede muitos dos eleitos do seu Congresso, de se expressarem livre e sinceramente...
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 08:29

Sim, Rio é um incompreendido. Um dia destes abandona de vez o parlamento. Depois talvez abandone o partido. E a seguir talvez abandone o país.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 08:55

Então mas esse na se chama Durão Barroso?
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 09:47

Chama-se Sócrates. Abandonou o parlamento, depois abandonou o país ("comprando casa" em Paris) e a seguir abandonou o partido.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 11:07

Estava a falar de políticos, não de gangsters, se bem que...
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De Isabel a 26.03.2020 às 23:55

Eu fiquei chocada com a cena que me pareceu teatral e fora do ambiente adequado. O problema deveria ser resolvido no âmbito de uma reunião a sós com os seus deputados.
Quando ontem ou hoje ouvi não sei quem defender que, nestas crises é que é necessário juntar-se o bloco central para tomar as medidas adequadas que nunca obteriam o acordo do pcp ou do BE, entendi a atitude de Rui rio. É sabido que desde que é líder do psd essa coligação foi sempre a sua ambição.
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De Pedro Correia a 27.03.2020 às 00:00

Logicamente.
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De Anonimus a 26.03.2020 às 10:05

o Rio comportou-se como um puto mimado, mas o Dr. Ferro também parecia um daqueles papás a dar um ralhete.
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 10:21

Ferro Rodrigues voltou a ter uma atitude inaceitável, comportando-se como soba do hemiciclo.
Mais um motivo para criticar Rio, que deu «toda a razão» a Ferro.
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De Carlos Faria a 26.03.2020 às 09:28

Não haja dúvida que o Pedro tem um ódio de estimação a Rui Rio. O PSD está cheio disso. Eu até de Relvas sou capaz de o poupar, porque o homem também tem virtudes e nem tudo fez de mal, mas o jornalista Pedro não é capaz do mesmo em relação a Rio. Nem em situação de emergência o Pedro muda.
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 09:45

Fatal como o destino: cada vez que critico Rio aparece sempre algum dos seus apoiantes a dizer que o "odeio". As críticas que faço a outros políticos - e tenho visado quase todos, com destaque para António Costa, que não é poupado neste mesmo texto - são normais. "Ódio", só mesmo a Rio.

Parecendo que não, isto diz muito do actual presidente do PSD, que sempre conviveu muito mal com as vozes críticas. Quem o contesta só pode ser movido por "ódio", nada mais.
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De Anonimus a 26.03.2020 às 10:06

Cada vez mais me convenço de que o parlamento é o local ideal para Joacines e Venturas.
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 10:22

Joacine tem mantido um comportamento impecável: há meses que não abre a boca.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 26.03.2020 às 11:06

Pedro, tinha ficado combinado na conferência de líderes que os partidos se fizessem representar por menos deputados do que o normal, seguindo os planos de contenção do Covid-19. Era para estarem 18 deputados do PSD. Estavam 36. E Rui Rio não achou piada à minorização que alguns deputados e alguns portugueses fazem da actual situação de pandemia. Quanto às críticas que Rui Rio deveria fazer às afirmações do PM... Tem razão. Não devendo fazer política usando o estado de calamidade, deveria apontar as mentiras ditas por António Costa. Abraço
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 12:44

Ferro Rodrigues "faltou à verdade" (como agora se diz). Não estavam 36, como a imprensa relata. E, mesmo que estivessem, não era motivo para ter falado como falou, armado em mestre-escola do PSD, dando ralhetes aos deputados. Gostaria de saber se falaria assim se fossem deputados do PS...

Razões acrescidas para que Rio evitasse fazer coro com Ferro. Mas não só secundou o presidente da AR no raspanete aos deputados do PSD, como até engrossou o tom da crítica.

Atitude lamentável, tanto mais que na mesma sessão voltou a silenciar qualquer crítica ao Governo, deixando passar em claro a evidente "inverdade" (como agora também se diz) de Costa na entrevista à TVI.

Rio tarda em perceber (e talvez nunca perceba) que a oposição existe para controlar e fiscalizar o Governo em sede parlamentar, pois só assim serve o País. Ser conivente com a mentira torna esta "oposição" inútil e dispensável.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 13:29

"...que a oposição existe para controlar e fiscalizar o Governo em sede parlamentar, pois só assim serve o País....".
Só as oposições?.
O Governo, as acções do Governo, têm que ser fiscalizadas por todos os deputados, inclusivé os "representantes dos eleitores" que foram inscritos nas listas pelo partido do PM ... como "representantes do eleitorado".
O PM é eleito, nominalmente, por todos os deputados. Portanto estes têm a responsabilidade, e o dever, de o fiscalizar e até remover, constitucionalmente.
Os erros, persistentes ou não, cometidos pelo PM/Governo são, em última análise, responsabilidade dos deputados, todos os deputados.
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 14:15

Certíssimo.
Rectifica bem: a fiscalização deve ser feita não apenas pelos deputados dos partidos da oposição, mas por todos os deputados.
O que mais reforça a minha argumentação.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 15:50

O imune Presidente do Brasil autorizou por decreto a realização de assembleias religiosas.
Se os bancos e outras instituições financeiras estão autorizadas a funcionar abertas ao público, porque não as assembleias religiosas que são uma fonte financeira. A quarentena do dízimo era pior que o novo coronavirus.
Assim, continua a haver dinheirinho do dízimo e, afinal, todos os anos sempre se vai morrendo de resfriado/gripinha.
Até os ayatolas, mesmo lavando os pés e as mãos várias vezes por dia, têm mais sentido do ridículo.
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 16:05

Há sempre gente pronta a branquear a ditadura teocrática no Irão.
Acontece que o Irão - de que mal se fala - tem sido um dos países mais flagelados com o coronavírus.
Segundo dados oficiais, 514 pessoas já morreram lá. E 11.364 estão infectadas. São números muito inferiores às estatísticas reais.

«A situação no Irão é dramática», acentua a agência France Presse.

Entretanto o aiatola máximo atribui a culpa do coronavírus a uma «conspiração dos Estados Unidos».

Uso aqui a tradução em inglês:
«The holy city of Qom is one of the epicentres of the crisis in Iran, and its prominent religious position could have contributed to this: Most of the city’s Shiite pilgrimage sites are still open, and touching or even kissing the shrines is part of the pilgrimage. Some are currently doing this particularly strikingly to prove their trust in God. And their steadfastness – because even Ayatollah Khamenei continues to rely more on conspiracy theories than on enlightenment.»

https://www.web24.news/u/2020/03/the-situation-in-iran-is-dramatic-2.html

Mas disto não se fala cá. E até alguns, como você, chegam a apontar o Irão como exemplo menos mau a seguir...
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De Anónimo a 27.03.2020 às 02:38

Nada disso. Quero lá saber dos aiatolas e das guerras do pitrol com os camones.
É do outro artolas. Encerrando as assembleias acaba o dízimo prometido.
O pior seria ele acreditar em cura ou imunidade por troca do dinheirinho para o negócio do imobiliário. Seria o cúmulo do ridículo.
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De Pedro Correia a 27.03.2020 às 06:53

Aiatola, aiatola... estarei infectado?
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De Anónimo a 26.03.2020 às 16:26

Não é por serem dos "nossos" que não merecem raspanetes, isso é a ideologia do PS.
Já agora onde anda Ti Celito ?

WW
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 19:02

Rio é muito previsível: critica os de dentro e elogia os de fora.
Previsível e original.
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De Anónimo a 26.03.2020 às 17:12

"Até agora não faltou nada e não é previsível que venha a faltar o que quer que seja".
Não é isso que pensam os profissionais de saúde, o Bastonário da Ordem dos Médicos, o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros e o Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos que enviaram uma carta ao primeiro ministro, dizendo o óbvio, que estava a mentir.
Em termos futebolísticos Rui Rio esta para Costa como a oposição do Sporting esta para Varandas.
SL
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De Anónimo a 26.03.2020 às 18:24

Só é pena que tanto o bastonário da ordem dos médicos como a bastonária dos enfermeiros não vistam as respetivas batas e vão para a frente de batalha, ajudar os seus pares e o pais, é que não faltam só equipamentos também faltam recursos humanos.
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 19:00

Não vão? Como é que tu sabes que eles não vão? Foi uma andorinha que te contou?
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De Anónimo a 26.03.2020 às 19:43

Isso não interessa nada...
Nem isso nem outras coisas tais descrever com pormenor o que se passou e como passou.
Já agora e uma vez mais o Pedro Correia esqueceu-se como alguém acima bem salientou que existem mais deputados que os do PSD e esses também devem fiscalizar o "governo".
O Pedro Correia também deveria fazer um post sobre a monumental irresponsabilidade de reunir na mesma sala os mais altos dirigentes da nação mas isso não interessa nada, adiante...
Por ultimo onde anda Ti Celito, já veio aqui ao Norte, zona mais atingida pelo coronavírus visitar alguém ?

WW
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De Pedro Correia a 26.03.2020 às 19:45

A verdade é que o PSD não fiscaliza o Governo. O "líder" do PSD limita-se a fiscalizar... a bancada do PSD.
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De João Marques a 26.03.2020 às 22:42

Rio é um incompetente aspirante a líder de oposição pouco interessado em ser PM, um autocrata acéfalo pior que o inenarrável Passos Coelho que deixa esse bonacheirão inepto que é o Costa de rédea solta para não governar o país.

Rio detesta o partido por este não ser um rebanho, do qual se julga cão pastor.

Marcelo adora Rio porque detesta líderes fortes no PSD.

Costa adora Marcelo que prefere um PSD fraco a ser ofuscado por alguém que também não será o rapazinho Montenegro.

Esquecendo o facto de o centro ser incompetente e a periferia à direita e à esquerda fanática, está tudo a correr bem.

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