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O que importa saber

por Sérgio de Almeida Correia, em 23.12.15

Que a ex-ministra e o Banco de Portugal troquem acusações mútuas sobre a respectiva responsabilidade é o normal. E fazer uma auditoria "independente" em Portugal, mesmo externa, não deve ser fácil, porque haverá sempre alguém a tentar ocultar, dissimular, a proteger-se (e aos seus), a sacudir a água do capote e a apontar o dedo ao vizinho. Por isso creio que com ou sem auditoria o mais importante é saber para onde foi o dinheiro que foi enterrado no Banif. E para isto, como sabemos quando é que o Estado lá meteu a massa, só será preciso apurar (1) a quem foram concedidos os créditos, (2) as contas para onde foram e de onde sumiram, (3) por quem foram autorizados e (4) quando foram concedidos. O resto apurar-se-á por si, incluindo o que for mentira.

 

 


10 comentários

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De Anónimo a 23.12.2015 às 12:09

Isso seria o normal num país dito democrata, não só no Banif, como no BES, BPP e BPN. Será que o irão fazer? Duvido, mas nós que estamos do lado de cá, deveríamos impor que o fizessem.
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De Reaça a 23.12.2015 às 12:23

O António Costa paga aos espanhóis para se ver livre do BANIF.
Devia fazer o mesmo com a TAP, pagar a quem fique com ela.
Já se fez o mesmo com a EDP, com os CTT etc. etc.
Porque nunca nada foi nosso, a não ser o sol e as praias lusas.
O meu ídolo de Santa Comba é que nos viciou com enganos durante 40 anos e nós acreditávamos.
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De Anónimo a 23.12.2015 às 16:37

António Costa foi obrigado a fazê-lo por imposição da UE e devida à incompetência gerada pelo anterior governo. Afinal querem privatizar tudo e o privado é que é bom. Veja-se o bom que tem sido tudo o que é privado. São tão bons que fazem todas as trafulhices e no fim lá vai o Estado pagar as trafulhices.
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De Luís Lavoura a 23.12.2015 às 12:58

É fácil de ver que, se o Banif tivesse em 2005 emprestado dinheiro a um construtor civil para ele construir uns prédios, e chegado a 2013 o construtor não conseguir vender esses prédios e entrar em falência, o Banif tem de declarar perdido esse dinheiro.
Por isso não faz muio sentido perguntar "para onde foi o dinheiro". Ele foi para onde já tinha ido: para créditos duvidosos e que mais tarde se constatou serem incobráveis.
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De Sérgio de Almeida Correia a 23.12.2015 às 16:26

"Créditos duvidosos" de quem?
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De Luís Lavoura a 23.12.2015 às 16:32

Os créditos duvidosos podem ser de qualquer madeirense que comprou uma casa com hipoteca e depois caiu no desemprego. Ou de um promotor imobiliário que construiu uns prédios e depois não os conseguiu vender. Ou de uma empresa que pediu dinheiro ao banco para comprar matérias-primas e depois não conseguiu escoar a produção. Ou de qualquer outra coisa.
O que eu pretendo salientar é que não há, necessariamente, falcatruas. Há empréstimos em excesso e feitos com recurso a excessiva alavancagem. Quando a situação económica se deteriora, alguns desses empréstimos deixam de ser devolvidos e o banco lixa-se.
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De Anónimo a 23.12.2015 às 18:59

Uma das formas mais cínicas de manter a incompetência e a corrupção é reconhecer que tudo é muito complexo e difícil de fazer e explicar.
O tanas!
Criei e geri vários pequenos negócios durante décadas.
Hoje, são os meus filhos que os continuam.
Se tomarmos más decisões, aguentamos os prejuízos.
Temos de cumprir à risca com os colaboradores, os fornecedores, os bancos e os impostos.
Ninguém nos perdoa um centavo ou uma hora.
Por que raio é que os bancos hão de ser diferentes?!
Ah! Já sei. É que eles têm de pagar as refeições aos famintos, os medicamentos aos idosos...
Por amor de deus, não deem mais tanga ao povo.
O mínimo que têm a fazer é reconhecer que há que mudar de vida.
Já ontem era tarde.
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De fatima a 24.12.2015 às 09:43

Nem mais!
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De Ali Kath a 23.12.2015 às 14:48

é fácil fazer história
difícil é tomar medidas que se revelam úteis dentro de tantos e inesperados condicionalismos
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De Anónimo a 24.12.2015 às 06:02

Não é difícil. É preciso é querer. O problema é que estão todos trilhados. Espera-se que este governo faça o inquérito parlamentar e apurados os factos não hajam contemplações.

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