Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Delito de Opinião

O que eles disseram de olhos nos olhos (6)

Pedro Correia, 10.12.25

ajs hgm.jpg


ANTÓNIO JOSÉ SEGURO:

«Precisamos de um Presidente da República com experiência política, que não venha ao improviso, que não venha aprender no cargo.»

«Sinto-me bem acompanhado. Tenho recebido apoio por todo o País. Na semana passada, 127 presidentes de câmara. Sou um candidato feliz.»

«Temos um sistema político desequilibrado. Precisamos que o campo político que eu represento tenha presença nos órgãos de soberania.»

«A grande diferença entre nós é que eu não utilizo o poder para humilhar os meus subordinados, como o senhor fez na Madeira. Quando rejeitamos a dignidade humana, não fazemos coisas como essas.»

«É indigno o que o senhor fez. Mostra como exerce o poder em público. Isso não o qualifica para Presidente da República.»

«Sou professor universitário: vivo do meu trabalho. Sou um pequeno empresário: vivo do risco de empreender. Não sou dependente da política.»

«O senhor não vai para Belém dar ordens aos partidos. O senhor tem de dialogar. Que experiência tem de diálogo com os partidos e com os governos?»

«Votar em si é uma aventura. É um tiro no desconhecido.»

«Liderar, em democracia, não é dar ordens. Liderar em democracia é fazer compromissos e alianças, é promover consensos.»

«Quando estava a ouvi-lo, parecia-me a Catarina Martins. Ela disse precisamente aqui os mesmos argumentos.»

«O senhor diz que é um candidato independente. Quem é que foi reunir com o líder do CDS, à noite, num bar de Lisboa? Foi o senhor. Quem é que foi almoçar, num almoço secreto, com o líder do Chega? O senhor. Quem é que escolheu como mandatário um ex-líder do PSD? O senhor. CDS, Chega, PSD - todos juntos. É isso que o senhor representa.»

 

HENRIQUE GOUVEIA E MELO:

«Portugal está à procura de um líder porque a Presidência é liderança.»

«António José Seguro não é um líder para os tempos modernos. O doutor Mário Soares disse isso de forma clara há 11 anos. Disse que o senhor é inseguro.»

«O senhor esteve onze anos fora da política e vem agora tentar reciclar a sua carreira política.»

«Nestes onze anos, eu estive presente. Estive em Pedrógão, estive no processo de vacinação, que foi difícil.»

«O senhor é um candidato nem-nem. Não é líder.»

«A minha alocução [na Madeira], naquele momento, parou um rastilho perigoso para as forças armadas. Se não percebe isso, não tem qualidades para ser comandante supremo das forças armadas.»

«A Presidência da República, para mim, é uma missão. E já provei essa capacidade na pandemia. Tive de lidar com uma grande desorganizazção. Estive presente, fui líder, apresentei resultados. Sou um profissional dos resultados.»

«Não me retirei perante um desafio.»

«O senhor é um líder  estagnação.»

«Eu represento o PS. O senhor representa uma facção do PS, nem consegue fazer o pleno do PS.»

«Eu não sou europeísta. Tenho um pé na Europa, tenho outro no Atlântico.»

 

Excertos do debate ocorrido ontem à noite na SIC, com eficiente moderação de Clara de Sousa.

9 comentários

Comentar post