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O programa de Le Pen

por Pedro Correia, em 05.05.17

171157[1].jpg

 

Destaques do programa eleitoral da candidata presidencial francesa Marine Le Pen, líder da Frente Nacional:

 

1. Renegociação dos tratados europeus.

2.  Recusa intransigente dos tratados de comércio livre.

3. Convocação de um referendo sobre a integração da França na União Europeia.

4. Restabelecimento de uma moeda nacional francesa, restaurando a soberania monetária do país.

5. Expulsão de todos os estrangeiros comprovadamente associados a movimentos fundamentalistas islâmicos.

6. Criação de uma agência unificada de combate ao terrorismo, sob a dependência directa do primeiro-ministro.

7. Repor a pena de prisão perpétua para os crimes mais graves.

8. Recrutamento de 15 mil novos elementos para as corporações policiais.

9. Aumento para 2% da percentagem mínima do orçamento do Estado destinado à defesa, com esta cláusula garantida na Constituição, e progressivo aumento até 3%.

10. Retirada da França do comando integrado da NATO.

11. Pôr fim à venda de palácios e outros edifícios públicos, mantendo-os integrados no património do Estado.

12. Alicerçar a diplomacia francesa nos princípios do realismo, reforçando os laços com os países francófonos.

13. Elaboração de um plano nacional de promoção da igualdade de género e de luta contra a precariedade laboral e social.

14. Inscrever o princípio da laicidade no código laboral.

15. Interdição de todo o apoio orçamental do Estado a locais de culto.

16. Fixação nos 60 anos da idade legal para a reforma, com 40 anos de contribuições para o sistema público.

17. Pôr fim à aquisição automática da nacionalidade francesa através do casamento.

18. Simplificar os mecanismos de expulsão de imigrantes em situação ilegal.

19. Restabelecimento das fronteiras nacionais, com a denúncia unilateral do Espaço Schengen.

20. Retirada da bandeira europeia dos edifícios públicos franceses.

21. Inscrever na Constituição o princípio da prioridade nacional, estabelecendo o primado da cidadania francesa.

22. Introdução de um sistema eleitoral proporcional nas eleições para os órgãos do Estado.

23. Criação de referendos de iniciativa popular, a partir da recolha de 500 mil assinaturas.

24. Redução do número de deputados (de 577 para 300) e de senadores (de 348 para 200).

25. Restabelecimento do mandato presidencial de sete anos, não renovável.

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16 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 05.05.2017 às 18:27

Doida!
Quanto ao:

1. Renegociação dos tratados europeus.


2.  Recusa intransigente dos tratados de comércio livre.


....não tenho pachorra para pôr mais "smiles". Tudo uma maluquice do principio ao fim

Ainda quanto ao:

25. Restabelecimento do mandato presidencial de sete anos, não renovável.

Salvo, julgo eu, um caso de Emergência Nacional, com suspensão "temporária prolongada" da Constituição.
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De Pedro Correia a 05.05.2017 às 23:17

Populismo em estado puro. E duro.
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De Alexandre Policarpo a 05.05.2017 às 18:58

É curioso como 10 das medidas defendidas pela Mme Le Pen, também são defendidas em Portugal pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP: 1, 3, 4, 10,13,14,15,16,19 e 20. Com uma leitura mais pormenorizada destas 25 medidas, provávelmente encontrar-se-iam mais afinidades entre o programa da candidata da Frente Nacional em França e o que BE e PCP defendem para Portugal.
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De Pedro Correia a 05.05.2017 às 23:15

Curioso, sim.
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De Anónimo a 05.05.2017 às 19:54

Boa noite Pedro Correia
Quanto ao programa desta senhora, que me inspira receios vários, se ganhasse o que parece não irá acontecer (nas legislativas a coisa pode vir a ser diferente), coloca-se porventura uma questão de dinheiro como observado já para as 25 de Macron; para lá disso, a questão referendária listada em vários pontos pode questionar-se; se ganhasse, creio que também não procederia a redução de deputados e senadores; tenho dúvidas que viesse de facto a tomar a atitude à "De Gaulle" quanto à NATO; a questão da aquisição automática de nacionalidade por casamento tem dois "gumes", porque também permite a malandragem. Fico por aqui.
António Cabral
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De Pedro Correia a 05.05.2017 às 23:16

É um programa arrepiante, sob diversos pontos de vista. Mas alguma esquerda "radical" parece atraído por ele.
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De lucklucky a 05.05.2017 às 20:21

Entretanto a Fincantieri comprou os estaleiros Saint-Nazaire que fabricam os Porta Aviões franceses - o Governo Françês ficou com uma minoria de bloqueiro , os Italianos ganharam logo um contrato para 3 navios de reabastecimento.
O exército françês adoptou como arma uma espingarda de assalto da HK, Alemã, porque a França já não fabrica uma simples espingarda de assalto.
Também já não tem artilharia naval. A Creusot-Loire que fabricou as peças das nossas fragatas(até à Meko) já deixou de o fazer.
Aliás na Europa Ocidental já só há dois países a fabricarem artilharia naval: Itália, e Suécia e com uma gama incompleta -em mãos Inglesas. Por isso só os Italianos na Europa Ocidental.
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De Pedro Correia a 05.05.2017 às 23:16

Cuidado, Lucky: não abuse das cedilhas.
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De lucklucky a 06.05.2017 às 22:09

Mea culpa.
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De Pedro Correia a 06.05.2017 às 22:34

Tout va bien.
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De JS a 06.05.2017 às 10:31

Portanto tudo negócios, a pretexto de defesa, ao nível UE. Repito, da UE. Tudo bem.

Entretanto preocupação do futuro PR, francês, é a defesa, da "sua" França, da qual é, exclusivamente, PR.
Quanto à defesa da França, a Nação propriamente dita, contra o tipo de ameaças em curso, qual será a opção?.
Terá que se organizar numa política de defesa interna como a da Suíça e a de Israel?.
Ainda exequível na Suíça e em Israel, mas complicada de implementar nesta França?.

Esta UE ajudará na "defesa" da França?.
Ou, pelo contrário, já prejudicou que baste?.

Será que a eleição de um PR é um Benfica - Sporting em que o que interessa é que o "meu" clube ganhe?.
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De Pedro Correia a 06.05.2017 às 10:44

A França fechada ao mundo, como a pequena Suíça entrincheirada entre montanhas, seria uma péssima notícia para nós.
Atendendo ao facto, sobretudo, de lá viver mais de um milhão de emigrantes portugueses e lusodescendentes, de ser um importante parceiro comercial do nosso país, de ser a quinta potência económica mundial (e segunda europeia), de ser uma das raras potências atómicas do planeta e permanecer como um dos cinco países do mundo com assento no Conselho Permanente do Conselho de Segurança da ONU.
É difícil, para mim, perceber como é que há tanta gente aparentemente interessada em ver muitas Marines le Pens espalhadas por essa Europa fora, cada qual pretendendo transformar os respectivos países em estados-fortaleza, combatendo as sociedades abertas de braço dado com o fundamentalismo islâmico.
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De Mercado da Ribeira a 06.05.2017 às 00:45

É só nabos nestes comentadores incluindo o autor. Todos juntos valem uns 30 cêntimos no mercado.
Façam lá um exercício igual com os pontos em comum, por exemplo, com o cds (tão anti-europeus que eles eram...). Ou com o psd.
Se forem ao programa de qualquer partido vão encontrar pontos em comum com qualquer outro. Nabos.
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De Pedro Correia a 06.05.2017 às 07:25

Eis um clássico da blogosfera: um corajoso anónimo a chamar "nabo" a quem assina com nome.
Devolvo o termo. Nabo é quem assume que PSD e CDS têm no seu programa eleitoral o regresso ao escudo, a supressão do Espaço Schengen, a retirada da bandeira europeia dos espaços públicos, a renegociação dos tratados europeus, a oposição às livres trocas comerciais, a antecipação da idade da reforma para os 60 anos, a reposição da pena de morte e a saída de Portugal da NATO.

Pensando melhor, retiro o qualificativo nabo e substituo-o por outro. É preciso ser muito burro.
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De JSP a 06.05.2017 às 12:43

O ponto 7 peca por timidez...
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De Pedro Correia a 06.05.2017 às 22:35

Não pode ir mais além dado o consenso na UE de abolição da pena de morte.

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