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O primeiro muro derrubado pelo Syriza

por Rui Rocha, em 30.01.15

O primeiro muro derrubado pelo Syriza não é, ao contrário do que dizem, o da austeridade. Esse é um jogo de tabuleiro em que se estão ainda a fazer os movimentos iniciais. Mas, entretanto, está aberta uma brecha de significativa dimensão na paz podre do rame-rame político. Independentemente das consequências das medidas aprovadas pelo governo de Tsipras, há um facto incontornável: estão a ser cumpridos na frente interna os aspectos essenciais do programa apresentado a sufrágio. Não há muitos por aí que possam orgulhar-se de tal coisa. O curioso é que este primeiro impacto provoca danos sobretudo à esquerda. Não propriamente à direita, uma vez que a distância do discurso esbate a viabilidade da comparação. Nem, naturalmente, às áreas da esquerda que genuinamente assumem uma agenda próxima da defendida pelo Syriza. Mas, claramente, naquela zona da esquerda povoada por passageiros de circunstância que tentaram aproveitar de forma oportunista a onda Syriza. O problema para estes é que fica cada vez mais evidente que, apesar das proclamações de circunstância e da tralha demagógica em que se vão entretendo, jamais seriam capazes de concretizar decisões como as que o novo governo grego aprovou nos últimos dias. Não faltará por aí quem vá tentar passar entre os pingos da chuva nos próximos dias.


31 comentários

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De William Wallace a 30.01.2015 às 15:57

"Mas, entretanto, está aberta uma brecha de significativa dimensão na paz podre do rame-rame político"

Como somos uma cambada de mansos acho que nem a mostrarem-nos a caminho lá vamos.

Mas a esperança é a ultima a morrer embora a minha já esteja moribunda.
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De rmg a 30.01.2015 às 16:06


Cambada de mansos?
Fale por si, está bem?

Mostrarem-nos o caminho?
E já sabe se o caminho vai dar onde V. quer?

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De saltando o muro a 30.01.2015 às 16:57

Correr com os onzeneiros de Dickens e alapar-se debaixo das patas do autocrata
da grande rússia.
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De lucklucky a 30.01.2015 às 18:07

Para o William qualquer Maduro já serve. Embora fique com pena que não seja um Castro pois esse controlaria ainda mais a vida dos outros.
E é essa a questão controlo sobre os outros.

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De William Wallace a 30.01.2015 às 19:09

Prefiro ser controlado oficialmente do que oficiosamente para deleite de uma minoria como políticos e empresários monopolistas que sabem tudo o que faço e o que não faço e usam essa informação para manter-me agrilhoado numa teia de mentiras e meias verdades.
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De William Wallace a 30.01.2015 às 19:21

Caro RMG quem tolera políticos como o srº silva, quem vota no 44 depois deste dar uns aumentos de 3% aos FP quando logo a seguir tira 5%, e o governo a seguir tira o resto e ainda tem á lábia para mentir com todos os dentes antes da eleições de 2011 quando já tinha negociado com a troika.

Tem razão, além de mansos, são retardados mentais !

É obvio que com o PS, PSD e CDS não há nada que possa ser feito pois as suas clientelas e donos são grandes e poderosas por isso há que vir gente nova.

Para sua informação eu sou a favor da economia de mercado, tenho valores cristãos e metade da sua idade mas estou farto de pessoas sem o mínimo de decência, valores éticos e morais á frente da minha Pátria.
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De rmg a 30.01.2015 às 20:49


Caro William Wallace

Quem lhe disse que eu estou contente?

E o que é que tem a ver a idade de cada um para o caso?

Que tal usar toda essa sua energia reinvidicativa a mobilizar gente nova para a luta em vez de perder tempo com declarações inflamadas nos blogues?

Já reparou que para si está sempre tudo errado e os outros é que são sempre os retardados mentais?

Mas pelos vistos não está errado para si ter certezas absolutas sobre uns tipos que chegaram há 3 dias ao poder e que ainda têm que provar tudo aos gregos, que a esses é que a coisa dói.

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De William Wallace a 30.01.2015 às 21:39

Não sou empreendedor, gosto da minha zona de conforto além de que a minha pieguice me impede de ter os MEIOS NECESSÁRIOS para acabar com algumas pouca vergonhas existentes por aí.
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De rmg a 30.01.2015 às 22:19


Resolveu ser engraçadinho.
Está no seu direito.

Fez uma piada de que só você se riu e perdeu uma belíssima oportunidade
de mostrar que vale mais do que aqueles que critica.
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De da Maia a 30.01.2015 às 23:57

Meus caros,
como bem sabemos, todo o contexto em que estamos é suficientemente pantanoso, para que possamos com confiança enterrar os pés e dizer que esse é um lugar seguro.
No caso concreto, estou aqui a ouvir um pseudo-economista a dizer que está chocado com a votação grega, e com outras expressões populares, quando por outro lado parece que não o chocava a situação calamitosa a que tinham chegado as respectivas populações. A novidade Orwelliana é o povo votar obediente em quem o deixa no caos financeiro. Ok, mas Portugal é diferente.

Entretanto criou-se uma classe de perfeitos idiotas, que aprendeu conversa de burro nas mais respeitosas universidades, que pouco mais eram do que igrejas do catecismo neo-liberalista. O facto de toda a farsa ter sido desmascarada em 2008/9, de nada vale, porque burros velhos não aprendem línguas, a sua mais valia residia no papaguear que lhes foi ensinado. Assim, tudo o que saia fora dessa cartilha choca. Choca como profano, aos olhos dos devotos.

Ora, no caso concreto, a Grécia atingiu um ponto de saturação que permite perfeitamente ao Syriza estar à vontade. O junkie do Eurogrupo também deve ter ficado chocado, mas o problema é que o Syriza só perde for mais brando.
A pior situação que poderá ocorrer para a Europa será voltarem ao dracma, algo que basicamente só deixaria pior na Grécia quem tem dinheiro.
Por isso, se há quem tem interesse em negociar é a Europa, para não ver reduzido a zero o dinheiro que lá colocou.
Afinal, ali ao lado, a Albânia esteve durante mais tempo numa situação de isolamento total, e entretanto já estão a ficar melhor que uma boa parte dos gregos, sempre "protegidos" no abraço sufocante da UE.
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De rmg a 31.01.2015 às 01:49


Meu caro

Os seus dois 1ºs parágrafos são uma coisa , os 2 últimos são outra.

Dado o adiantado da hora não me vou esticar mas há aqui uma observação que lhe faço, para eventual seguimento.

Na Grécia já não há muita gente com tanto dinheiro (lá dentro, claro) para ficar muito mal com o retorno ao dracma ainda que alguma classe média com aforros ainda lá deva haver.

Ora como a Grécia não produz nada e importa quase tudo (a maior indústria nem sequer produz bens ainda que ocupe muita gente) não vejo bem como é que a generalidade da população vai viver feliz e contente.

É que as pessoas votaram no fim de uma austeridade que lhes vinha cortando empregos, apoios sociais, uma vida digna mas também e cada vez mais o acesso a um conjunto de bens sem os quais jovens e menos jovens já não sabem viver nesta Europa toda (Rússia incluída).
E esses bens, com o dracma a valer poucos euros ou dólares (para ricos e pobres), são todos importados.

Quanto à Europa, pois é uma dúvida que tenho.
Às vezes perde-se menos no médio-longo prazo deixando o dinheiro num negócio qualquer que correu mal do que ír lá meter mais ou abrir excepções quando há outros negócios em mão que também estão tremidos.
Exemplos não nos faltam e em vários contextos.

Uma boa noite para si

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De da Maia a 31.01.2015 às 19:18

Caro RMG, o seu raciocínio está correcto se considerarmos que uma sociedade tem que estar sempre a consumir, a produzir novas coisas, e a competir.
A única coisa que não há maneira de contornar é a alimentação, e em parte a saúde.
Se virmos a diferença entre o que foi colocado nos últimos 30 anos à disposição dos consumidores, reparamos que a única coisa de diferente que temos em nossas casas serão telemóveis e computadores. Não é a mesma situação de Cuba que ficou estagnada nos anos 50.
Por isso, se um país cuidar do que tem, se reparar electrodomésticos em vez de comprar novos, a diferença não é assim tão grande.
Aliás se notar, o que os portugueses fizeram foi isso - contiveram-se no consumo, algo que fariam obrigatoriamente se tivessemos logo saído do euro.

O problema da sociedade actual é a retracção, porque o consumo é menor do que a produção. Há um enorme desperdício, e as formas que se encontram de estimular consumo são as injecções de publicidade para telemóveis, ou as políticas de CO2, para obrigar a mudar de carro.
O caso grego é pior que o português, porque a agricultura é mais complicada na Grécia. Mas a UE existe para impor que compremos cereais à França, e há uma quantidade sem fim de lugares onde se poderia fazer melhor agricultura.

Agora, o problema não é a facilidade de um estado conseguir desenrascar-se sozinho, o problema é que o império do comércio mundial não quer dissidências e experiências fora de controlo. Por isso sempre arranjou maneira de implementar dissidências e guerrilhas internas nesses estados, quando não optou mesmo pela invasão externo, sob pretextos, uns mais ridículos que outros.

Por isso, se é verdade que há muita malta que gosta de comprar o último Cayenne, e contribui decisivamente para a prosperidade alemã, a necessidade real que tem do Cayenne, ou do último frigorífico da AEG, é nula.
O maior ponto seria a saúde, mas aí o problema é mais o valor exorbitante a pagar patentes, do que propriamente a sua manufactura. Curiosamente, a isolada Cuba até tinha fama de garantir um bom sistema de saúde.
O conjunto de bens a que sociedade habituou os jovens, são muito mais alienantes, e visam manter o registo de dependências de consumo - por exemplo, a ideia de ter o último modelo de telemóvel.

Posso ainda dizer-lhe outra coisa... a tecnologia proibida é de tal ordem que, uma sociedade fora dessas proibições, poderia ver coisas que doutra forma nunca verá, e julgará só possíveis em filmes de ficção científica.

"Red Bull dá-te asas"... é muito mais um "Red Bull proíbe-te as asas":
http://odemaia.blogspot.pt/2012/04/homem-ciclo-voador.html

Abraço
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De rmg a 31.01.2015 às 21:34


Caro Da Maia

E o seu raciocínio está correcto se os gregos estiverem dispostos a continuar a prescíndir do último télémóvel, do último televisor, do último carro, das últimas férias algures etc, etc. e da sua utilização "comme de par le passé".

Se não estiverem - e eu acho que não estão - a coisa fia mais fino.

De facto nos últimos 30 anos não nos entrou só o que elenca (e bem) pela porta dentro.
Também entraram os hábitos e os custos que lhe estão associados e hoje fácilmente verifica que um número muito grande de pessoas, só em telecomunicações no sentido lato (télémóvel, TV Cabo variada, internet)
acaba a gastar algum dinheiro por mês.
Se a isto juntarmos o desejo legítimo de ter carro, mesmo que pouco se use, está a meter neste último - mesmo parado - mais um seguro, uma inspecção, um IUC e depois e em cima disso os variáveis (combustível, oficina)
Só viaturas ligeiras com seguro em dia registadas no ISP (e portanto a andar) são 5 milhões entre nós.

Isto para lhe dizer que a todas as outras despesas as famílias juntam pelo menos uns 100/150 euritos em média mensal para aqui (já nem falo da amortização do carro que novo, em 2ª mão ou em 4ª mão se desvaloriza sempre 25% no 1º ano e 40% até ao 3º ano, contas que quase ninguém faz).

Ora é exactamente aí que bate o ponto do que eu quis dizer.

Não sei se os gregos estão ou não dispostos a fazer esses sacrifícios todos mas não foi nisso que votaram, votaram num programa de governo que todos conhecemos e onde todos sabemos (não vale a pena dar voltas) que não há uma única palavra sobre sacrifícios e há muitas palavras sobre facilidades, que aliàs já começaram a ser passadas aos actos.

Ora não só a Grécia não produz nada de interessante onde os gregos um por um queiram ír gastar o dinheiro como no que toca à agricultura fica-se por ser o maior produtor europeu de algodão e pistachios, ficar bem visto nas azeitonas, arroz , figos e amêndoas.
Parece-me curto para um país que é um receptor líquido em termos de PAC e onde a produção agrícola até decuplicou nos últimos 15 anos.

Portanto há que continuar a vir comprar cá fora e para isso é preciso dinheiro e/ou crédito.
Dou-lhe só um exemplo: em 1975 e 1976 confiava-se tanto em nós que, quando se partia um propulsor de uma bomba centrífuga e não o tínhamos de reserva, só o deixavam saír de lá (fôsse o lá onde fôsse) depois do nosso dinheiro lá chegar, as fábricas aqui chegavam a estar um mês paradas por uma "merdinha".

Obrigado pelo debate
Abraço

PS- O Cayenne é um exemplo giro mas quem os compra são os chineses.
Faz lembrar a venda de VW em Portugal ser importante para os alemães: só em Xangai há 200 mil táxis Passat.
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De da Maia a 01.02.2015 às 00:17

Compreendo, caro RMG.
Deixe-me só esclarecer um pouco melhor o que eu disse.

Uma das razões para impostos elevados tem a ver com o desequilíbrio comercial - se deixasse de importar carros à maluca, não haveria necessidade de impostos tão grandes. É claro que há compensações ilusórias - a Autoeuropa, as fabriquetas de peças (plásticos, acessórios) para automóveis, etc.
No entanto, isso nunca equilibra a balança, e essas empresas acabam por ser cavalos de Tróia aqui, porque só se sustentam pela insustentabilidade nacional.
Foram induzidos padrões que levaram ao Hummer e todos os carros engordaram. Já tive carros com muito menores consumos do que tenho hoje, apesar da "preocupação" com a poluição... a manobra do Kosta para exigir carros semi-novos em Lisboa é uma paródia socialista.

A juventude é uma questão de modas... no meu tempo parece que o pessoal morria se não tivesse o Stereo com colunas XPTO, e hoje já ninguém liga a isso. Ficam contentes com uns auscultadores. A TVCabo é uma questão de despiste e controlo da populaça - eu prefiro ainda ir a um clube vídeo. Contas de telefone sempre houve... a grande diferença é a internet.

Agora, sobre questões sérias, é óbvio que numa situação de ruptura, deixa de haver meninos copos-de-leite. Não pode ser feito à maluca, como foi feito em 1975, e muito menos com regimes lunáticos. O sujeito que fez a CUF (não me lembro do nome) soube exactamente o que fazer - controlar a produção totalmente. Porque se é independente, não pode ficar dependente de bombas centrífugas externas... se precisa, tem que as produzir.

A ideia de ter um país só a produzir produtos X é para manter a sua dependência de produtos Y. Por isso, a Grécia está cheia de falhas, é claro, porque nunca se preocupou com isso.
Por isso é que o Syriza é uma questão entre a pílula azul e vermelha... ou cai a sério na realidade, ou continua a negociar com os traficantes da sua dependência ao crédito.

Obrigado também pela resposta. Abraços.
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De rmg a 01.02.2015 às 15:19


Pois é, meu caro Da Maia, eu até concordo práticamente sempre consigo na generalidade, o pior é a especialidade.

No "modo" nada a dizer, o pior é o "tempo".

Todos os nossos males cá pelo burgo fossem as importações de carros, que com essas iríamos vivendo, não é nada de que as pessoas achem que têm que usufruír sem dar nada em troca.

Deduzo por uma frase sua mais abaixo que não é o seu campo (nem tinha que ser) ao falar em Alfredo da Silva e na CUF.
A CUF controlava um conjunto de produções integradas que começavam na pirite alentejana, daí tirava o ácido sulfúrico a que juntava os fosfatos marroquinos, passava pelos adubos feitos com ele e acabava nos sacos onde eram expedidos, mas nunca passou pela cabeça de ninguém fabricar bombas centrífugas nem peças para as mesmas.
Reparavam-se quando isso era possível, o que é muito diferente.
No Barreiro haveria certamente uns 5 ou 6 milhares de bombas, bombinhas e bombonas de todos os tamanhos e feitios (também por lá passei, a história que contei é de lá e nessa altura ainda não estava nacionalizada sequer).

O que eu disse é que não havendo dinheiro nem crédito exterior pode-lhe pifar o teclado do computador que bem se lixa à espera de outro, os que aí havia já esgotaram e ninguém se vai poder dar ao luxo de fazer stocks de peças que teve que pagar e que "talvez" venda, contabilísticamente os "stocks" saem muito caros e se acabarem "mortos" é o fim.

Como não passa pela cabeça de nenhum fabricante de automóveis fazer as milhentas peças que compõem o motor, assim não haveria negócio que se aguentasse.
Não concordo assim com as suas "compensações ilusórias" mas não insisto.

Claro que já houve carros com muito menos consumos e carros com muitos maus consumos e eu sou o 1º a achar patetas os pseudo-argumentos ecológicos (também por razões profissionais).

Contas de telefone sempre houve mas nem todos tinham telefone e os que tinham não passavam a vida agarrados a eles, os telefones de há 30 anos não eram apetecíveis para falar na rua nem levar para o cinema.

O facto do meu amigo ír ao clube de vídeo não é exemplo para nada.
Eu não vejo TV há 23 anos (zero absoluto) e portanto ainda sou menos exemplo para quem quer que seja.
A minha mulher vê, os meus filhos quando cá passam vêem, os meus netos quando cá dormem também: o que é que eu mudo no mundo por não a ver?

Caímos assim na juventude ser uma questão de modas: é e não é.
Aparelhagens XPTO não eram para todos, eram para aqueles que agora têm gadgets electrónicos também XPTO.

Mas depois os gadgets mudam todos os anos (e os programas antigos deixam de dar) e toda a gente os tem e os quer ter (e acho muito bem), ao contrário das aparelhagens XPTO que um filho meu com 45 anos ainda tem a funciona a que comprou quando acabou o liceu há 25.
Continua a tocar, em compensação o télémóvel do meu neto mais velho só deitando fora e comprando outro.

Está tudo errado na minha perspectiva?
Pois está.
E o mundo endireita-se nos próximos 10 anos ou nos próximos 100?
Não sei.

Portanto eu só disse que os descontentamentos e os problemas que nos devem preocupar são aqueles que têm solução num prazo razoável e por meios razoáveis.

Os padrões foram induzidos e estão aí, para ficar, com o forte apoio de comunistas, ex-comunistas, capitalistas , ex-capitalistas e uma notável maioria de habitantes do planeta que querem viver a sua vidinha.
Tudo o resto são utopias, frases bonitas, intenções grandiosas mas a malta sai à rua e está-se cagando para o desgraçado da porta ao lado.

O meu acordo total à parte final do seu texto

Abraço e obrigado





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De da Maia a 01.02.2015 às 20:20

Meu caro, muito obrigado pela refutação de grande qualidade.
Penso que entendo o seu ponto fulcral, o pragmatismo, e é claro que idealismos chocam mal com pragmatismos.
No entanto, também concordará que o pragmatismo não nos tira de onde estamos, e as mudanças são sempre idealistas e algo utópicas na sua concepção.
Só há que sair de onde estamos, se não formos para pior, mas é certo que quando vemos o mal aproximar-se, não nos mexermos é má política.

No caso vertente, para o que interessa, ou a integração europeia é total, e todos somos tratados da mesma forma na Europa, ou é ridículo uns estarem a sofrer mais que outros, por uma independência que não existe.
O que falei era nessa perspectiva de independência, porque estamos a ser mal tratados na nossa dependência. É claro que não chegou ao ponto da total indignação, como parece ter chegado na Grécia, e por isso o burro vai aguentando com mais uns pesos - ninguém põe a carga toda de uma vez!

Enquanto português pode-me desagradar o contexto, enquanto europeu nem tanto - a emigração é de facto uma possibilidade. Porém isso não diminuíria a minha incomodidade, porque a humanidade não foi feita para resolver o problema de uns e estar-se a cagar para os outros... não, a humanidade tem uma consciência que lhe permitiu interagir e tirar o melhor do conjunto usando as capacidades de todos. Essa qualidade é também o defeito - não pode pensar que "o outro não sou eu", porque a reflexão é isso mesmo, é pensar que "o outro poderia ser eu". Foi a reflexão que nos fez subir, e sem ela caíremos de alto, porque todos se estarão a cagar para todos. Não há nenhum grupo imaculado que o proteja desse monumental caganço.
É esse o principal problema - a humanidade não foi feita para resolver o seu probleminha e recostar-se num canto a ver a paisagem. O contexto é global, tem que ser resolvido como um todo, e quem não vir isso será engolido sem um soluço, pela merda produzida com o caganço de tanta gente.

Não leve a mal o corte da retórica, mas creio que assim fica mais claro o meu ponto de vista. O radicalismo neste momento não é dos radicais.

Obrigado de novo, e um abraço.
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De rmg a 01.02.2015 às 23:36


Caro Da Maia

Eu não refutei nada, dei o meu ponto de vista a alguém com quem gosto de dialogar, como ressalta da sua análise é tudo uma questão de pragmatismo versus idealismo e os seus tempos e modos de o fazer.

Por isso falei "no tempo e no modo".
Eu não tenho uma visão assim tão diferente da sua, como espero que reconheça.

O pragmatismo não nos tira de onde estamos mas pode permitir que muitos de nós continuem a comer enquanto as ideias pelas quais lutamos e que esperamos não utópicas aguardem para se impôr.
Isto é tudo lindo mas a médio prazo uns estarão mortos, a longo prazo estarão outros, os que se dizem preocupados com isso é que não estarão porque senão andavam a fazer pela vida em vez de andarem a fazer discursos.

Só quem come todos os dias e acha que o dia de amanhã não lhe trará nada de inultrapassável no que respeita ao seu conforto material se pode dar ao luxo de pôr o idealismo à frente do pragmatismo.

Com o risco de algumas pessoas aqui me criticarem digo-lhe que, com estas premissas, eu poderia fazê-lo demasiado fácilmente.
Mais ainda: nunca por aqui o escondi, ao contrário de muitos.

Não partilho da sua visão de dependência e independência porque, demos as voltas que dermos, essa "dependência" de que fala levou-nos a um salto qualitativo e quantitativo no nível geral de vida que não foi nada despiciendo.
Não há almoços grátis e isso foi bom para a grande maioria do povo português, ainda que talvez não o tenha sido para si ou para mim.
Se algo é bom para metade dos portugueses mais um então é bom para mim, ainda que me lixe a vida num ponto ou outro.

Claro que estamos do lado da "dependência", já Caio Júlio César o disse no "A guerra das Gálias" uns 50 anos antes de Cristo, sempre estivemos na cauda da Europa e continuaremos a estar.
Fizemos alguma coisa de especial para ultrapassar alguém?
Ou alguém acha que os outros ficavam à espera que os ultrapassássemos?

De emigração percebo algo.
Um filho meu emigrou , desimigrou e voltou a emigrar durante os últimos 20 anos, quando ninguém emigrava, agora ficou cá, quer ver crescer a filha.
Outro filho meu ía estuporando a vida toda numa "aventura" dessas, ao fim de uns meses "acordou", está aí e percebeu que a solução é lutar aqui.
Eu próprio trabalhei no Japão em 1979, os telefones eram caríssimos e as cartas demoravam uma semana a vir e a resposta uma semana a chegar (a minha filha na altura com 3 anos foi atropelada e ninguém me disse, não havia "skype" para eu ver que estava bem).
Hoje não se emigra, muda-se de cidade, só quem vive longe dos jovens não o percebe e faz disso um drama, o mundo não é global só nas conversas que nos convêem.

Desculpe não lhe responder ao resto.
A Humanidade não me interessa, não sei quem são.
Interessam-me as pessoas que eu posso ajudar com actos concretos e quanto mais pessoas eu puder ajudar melhor.
Garanto-lhe que ajudo muita gente, seja em termos materiais (vivo bem mas não sou rico), quer em termos de apoio a decisões pessoais e profissionais (acabo de fazer 300 kms para vir apoiar amigávelmente com o meu conselho e os meus conhecimentos "empresariais" uns conhecidos, modestos funcionários de restaurante, a montar um negócio próprio).

E não tenho qualquer dúvida que desde o arrumador de carros da minha rua até ao senhor que me toma vagamente conta da casa no interior do país, passando por amigos e conhecidos que me telefonam a toda a hora a desabafar, devo ser muito mais útil à "Humanidade" que a fazer discursos grandiosos.

Porque eu sei que sou útil a pessoas concretas com problemas palpáveis, não porque eu pense que o outro possa ser eu mas exactamente PORQUE EU JÁ FUI O OUTRO.
Não parece ser esse o caso de quem só teoriza.

De resto só por distracção (não me atrevo a outra interpretação) pode o meu amigo pensar que eu acho que a Humanidade foi feita para resolver o meu probleminha e recostar-me num canto a ver a paisagem.

Eu não preciso que ninguém resolva o meu probleminha nem o dos meus filhos nem o dos meus netos: nós tratamos disso e, como é óbvio, damos tudo por isso.

Sempre é mais lógico do que vir para a blogosfera dizer que damos tudo pela Humanidade...

Um abraço
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De da Maia a 02.02.2015 às 03:27

Meu caro,
apesar da nossa língua ser suficientemente rica, é sabido que há sempre problemas de interpretação.

Quando escrevi "porque a humanidade não foi feita para resolver o problema de uns e estar-se a cagar para os outros...", sim, foi em resposta a "Tudo o resto são utopias, frases bonitas, intenções grandiosas mas a malta sai à rua e está-se cagando para o desgraçado da porta ao lado."
De forma que ao ler os seus parágrafos "Só por distracção...", pareceu-me que tomou isso como algo pessoal, o que manifestamente não era.

Compreenderá que uma crítica pragmática a idealismos, tenha como resposta uma confrontação idealista do pragmatismo. Esse era o único quadro abstracto colocado. É claro que se coloca exemplos concretos poderá pensar que o abstracto é mais geral e aplica-se - sim, mas nem sempre como parece.
O ponto é que o individualismo é anti-social, por definição, e só é saudável em sociedade como combate ao unanimismo, e porque o último propósito social é cada indivíduo.

Pragmaticamente a humanidade é quem conhece, mas esse grupo não é fechado, e qualquer desconhecido pode fazer parte dele, umas vezes mais simpaticamente que outras. Assim, queira ou não admiti-lo, só por retórica posso compreender o recusar dessa noção. Veja bem, faz pouco sentido falar aqui da Grécia ou da Alemanha, quando reduz a humanidade a quem conhece, por muitos gregos ou alemães que conheça.

Já li Júlio César, e procurei de trás-prá-frente e frente-pra-trás, e népias... essa frase sobre os Lusitanos não consta, nem no volume sobre a guerra na Hispania. Isso será uma invenção de alguém, não sei quem.
Aliás Júlio César governou-se muito bem na incursão alentejana até Lisboa, pois a partir daí passou a ter ouro para pagar directamente às legiões.
Sobre o resto da história portuguesa, se lhe varre o pano, eu não faço, aí discordaremos profundamente. Se há algum país que suplantou Portugal na sua influência mundial foi a Inglaterra, e por razões que não nos são alheias.
Ou seja, Portugal sempre apostou tudo na Inglaterra. Aliás, consta que D. Carlos, ao avô de Ferreira Leite, quando ele tomou posse como primeiro-ministro, disse-lhe: - pode fazer o que quiser, excepto declarar guerra à Inglaterra, e ao Brasil.

Agora, o meu caro acerta se me chama teórico. Sempre fui, desde que me lembro, porque nunca quis ser surpreendido. É claro que ninguém evita surpresas, mas pode imaginar cenários antes de ocorrerem. Só isso, e como lhe disse, o único propósito de informar, é para que saibam tanto ou mais que eu.

Agora eu nunca sou o outro, já quis pensar que sim, mas isso é egocêntrico. Compreendo que queira dizer com isso que sentiu falta de reflexão para consigo. O seu ponto importante, e muitas vezes aqui referido pelo Lucky, seria o direito a ser deixado em paz na sua individualidade. Isso merece consideração, mas esse tipo de reclamação é de quem está bem, e não de quem está mal e precisa de ajuda. Simplesmente a voz de uns não pode abafar a dos outros.
Conforme lhe disse, o propósito da humanidade é global e não local. Não é global para homogeneizar, mas sim para compreender na diversidade. Pode argumentar em contrário, que não há nenhum propósito, mas isso seria negar os propósitos que foi tendo ao longo da vida.
Sobre isso, não só tenho forte opinião, como até lhe poderia garantir com a máxima certeza absoluta. What's the meaning of life? - Compreender tudo, e especialmente compreender que a nenhuma entidade é possível compreender tudo.

Não me querendo alongar sobre o assunto, e como as coisas absolutas transparecem pela sua evidência, fica uma frase auto-explicativa:
- O que existisse sem razão, não teria razão para existir.
E se lhe parecer simples, leia melhor, e verá que não será tão "terra-a-terra" quanto parece.

Por isso, meu caro, há um propósito, sim!
Das contas que fiz, ninguém paga mais do que consome, simplesmente uns adiantam-se no crédito, e depois têm que contar com os "juros" - afinal os mesmos que cobraram inversamente. Não é assim tão simples, mas a mecânica (os franceses chamam-lhe "Meca") tem isso tudo bem equilibrado, pode é demorar tempo a equilibrar grandes desajustes.

Ao prazer de falarmos noutro ponto, permita-me concluir por aqui este tópico. Um abraço.
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De rmg a 02.02.2015 às 16:08


Meu caro

“… o que manifestamente não era.”
Não era ou era sem o querer parecer.

“Compreenderá que uma crítica pragmática a idealismos, tenha como resposta uma confrontação idealista do pragmatismo”.
Não compreendo.

“Pragmaticamente a humanidade é quem conhece, mas esse grupo não é fechado, e qualquer desconhecido pode fazer parte dele,…”

Só entre as 4 horas de ontem e este momento em que lhe escrevo fiz 700 kms, dormi 4 horas e conheci 12 pessoas entre os 30 e os 40 anos que vão passar a fazer parte da minha vida porque os vou acompanhar (à borla, como é evidente) a tentarem construír uma nova vida (estão todos empregados mas querem ír mais longe).

“Veja bem, faz pouco sentido falar aqui da Grécia ou da Alemanha, quando reduz a humanidade a quem conhece, por muitos gregos ou alemães que conheça”.

Pois tem razão, apesar de eu não ter dito que reduzia a Humanidade a quem conheço, o que eu disse é que me preocupava em ajudar a resolver os problemas de quem conheço (neste momento algo entre as 300 e as 400 pessoas, uma caca para quem se preocupa com os biliões vivos, já falecidos ou por nascer, concedo).
Como também não sentido falar aqui da Gécia ou da Alemanha quando se reduz a nossa vida aos grandes desígnios a que nos propômos mas que não são concretizáveis por causa do mundo estar cheio de malandros que não lêem a caixa de comentários do DO ( e se a lêem ainda se riem!).

“Já li Júlio César”
Eu falei em Caio Júlio César, é outro.

“Sobre o resto da história portuguesa, se lhe varre o pano”
Não sei o quer dizer com isso e prefiro nem aprofundar…

“Agora, o meu caro acerta se me chama teórico. Sempre fui, desde que me lembro, porque nunca quis ser surpreendido”

Eu chamaria a isso ter medo de tomar decisões, mas não quero ser mal interpretado…

“…seria o direito a ser deixado em paz na sua individualidade”

Deve estar a falar de si, eu continuo a andar de um lado para o outro e a fazer muita coisa na vida juntamente com muita gente.
Acho que só, mesmo só, não chego a estar 2 horas por dia (de dia nunca estou quieto e muito menos em casa, não vejo TV há 23 anos mas falo todos os dias ao serão com todos os filhos e netos, esteja em que sítio do mundo estiver)

“…mas esse tipo de reclamação é de quem está bem, e não de quem está mal e precisa de ajuda”

Estou bem e nunca precisei de ajuda e de facto nunca ninguém ma deu nem eu a pedi.
Claro que a minha mulher teve um cancro o ano passado, a minha filha mais nova anda em exames por suspeita semelhante, um outro teve a septicémia mais estúpida do mundo há 4 meses, o 3º está num divórcio estúpido, mas isso é a vida para quem não tem medo dela, o mundo não pára por mais que a vida de cada um trema.

Os seus últimos parágrafos parecem-me falar por si.
Não estou de facto em condições de dialogar com quem tem uma opinião deste calibre sobre a sua própria superioridade moral e intelectual sobre tanta gente em geral (e sobre mim em particular).

Vai ter que arranjar outro parceiro de ping-pong, o meu bolar é manhoso, os gajos práticos não são de fiar com a mania que as pessoas têem que comer todos os dias em vez de se preocuparem com conceitos filosóficos abstractos.

Abraço

PS – A única coisa útil era encontrarmo-nos, eu vou ter a qualquer sítio, a qualquer hora e em qualquer dia, assim conheci outras pessoas por aqui.
E foi bom conhecer essas pessoas, em 2 horas percebi que a pessoa que escrevia aqui era igual à pessoa com quem estava a falar.
Mas isso era de esperar, as pessoas intelectualmente honestas não têm medo de se dar a conhecer.

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De da Maia a 02.02.2015 às 23:16

Meu caro,
sob pena de a nossa conversa estar a ficar mais para o desagradável do que para o agradável, conceda que aqui não lhe responda.
Muito obrigado.

PS: Agradeço o convite. À distância de um clique pode contactar comigo, através de email que depois verá facilmente no lado direito.
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De rmg a 02.02.2015 às 23:35


Caro da Maia

Desta vez dou-lhe (sinceramente) toda a razão.

De nada.

PS - Agradeço a disponibilização do "clique", de cuja existência não tinha tido conhecimento até hoje.
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De Manuel Sampaio a 30.01.2015 às 17:52

"estão a ser cumpridos na frente interna os aspectos essenciais do programa apresentado a sufrágio. Não há muitos por aí que possam orgulhar-se de tal coisa" (tanto à direita, como à esquerda, acrescento eu).

Resta saber, o futuro breve o dirá, quais os custos que, para os Gregos e para o resto da Europa, terá o cumprimento dos "aspectos essenciais do programa apresentado a sufrágio" pelo Syriza.

Quando não se quer saber dos custos para nada (ou da factura que necessariamente, mais cedo do que tarde, será apresentada), é tão fácil governar...

Ainda assim, boa sorte ao Syriza.
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De A Vida Costa a 30.01.2015 às 18:48

http://www.tvi24.iol.pt/politica/26-01-2015/antonio-costa-recusa-comentar-derrota-do-pasok-na-grecia
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De Ainda há gente séria... a 30.01.2015 às 18:51

http://observador.pt/2015/01/30/jaime-gama-perdao-da-divida-publica-grega-e-absolutamente-impensavel/
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De ze luis a 30.01.2015 às 21:54

O RR acha que os Siryzas de cá não cumpririam o programa que sujeitassem a sufgrágio? Olhe, em tempo de antena, esta noite, o querido BE abriu a sua programação com... a eleição do Syriza.

Eles fazer, fariam... agora chegar lá, deus nos livre, é que não poderiam :)
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De Vento a 30.01.2015 às 23:03

Na realidade Passos Coelho para avançar com seu programa "ideológico" precisa(va) mostrar a "determinação" e a "convicção" que em Sócrates era genuína, eis a razão das aspas.
Sócrates estava errado por convicção e ideologia, mas Passos Coelho usa truques para mostrar que está correcto mantendo o mesmo caminho.
Aqui chegados, depois do golpe a José Seguro eu não vejo que o dito centrão tenha a energia, a destreza e a lucidez que revelou o Syriza não só na gestão da crise Grega como também no programa de afrontamento que já iniciou. Portas revelou isso na irrevogável política.

A geração que compõe o Syriza, na mesma faixa, não é idêntica à mesma geração que compõe o centro em Portugal. Estes últimos absorveram a cultura mimética que vem de suas raízes, apesar das excepções de referência como Sá Carneiro, Mário Soares, Álvaro Cunhal, Adelino Amaro da Costa, Adriano Moreira e poucos mais à esquerda e à direita. Ainda à esquerda do PS surgiram duas grandes figuras que podem inspirar a dinâmica pró-futuro: Miguel Portas e Francisco Louçã, um excelente economista e os dois visionários.
Não admira portanto que o circulo da hipocrisia passe por proclamar a reivindicação de grandes valores e nunca os concretizar.

Continuo convencido que o homem da mudança, Seguro, caiu no golpe precisamente por ser discreto qb, pragmático qb e saber que o tempo corria a seu favor com a originalidade e genuinidade que conferiu à política portuguesa depois e com aqueles supra referidos. E também estou convencido que ele genuinamente acabaria por concertar estratégias com forças à esquerda.

Por último, julgo que Marinho Pinto está aí para dar uma varridela a todo este sistema que caracteriza o centrão. E ele fará determinar o pleno no futuro.

É necessário, mesmo cometendo erros, ousar mudar.
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De Haja Paciência a 31.01.2015 às 12:15

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=162222
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De Vento a 31.01.2015 às 13:49

O meu caro tem de ter coragem para assumir sua identidade habitual na caixa dos comentários e assim poder partilhar suas ideias comigo.
O que me apresenta em nada contraria os meus comentários. Mas eu sei que tem dificuldades em entender o que eu penso e escrevo.
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De gmr a 31.01.2015 às 19:50

Gosta assim?
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De Vento a 31.01.2015 às 21:51

:-)
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De Já faltou mais a 31.01.2015 às 15:11

Qualquer dia o Kostas jura que o PS nunca foi nem será o PSOE. Semelhantes criaturas simplesmente agoniam...

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4374393

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