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O Presidente em Tancos.

por Luís Menezes Leitão, em 05.07.17

Se Marcelo quisesse actuar como um verdadeiro Presidente, exigia as demissões dos Ministros. Foi o que Sampaio fez com Armando Vara e Luís Patrão no episódio da Fundação para a Prevenção e Segurança perante um governo, que até era do seu partido, num episódio com gravidade muito inferior ao que se está a passar. Mas Marcelo sempre foi um "entertainer" político, pelo que prefere recorrer a actos de "show off" como uma passeata a Tancos, que naturalmente não terá quaisquer consequências. Outros podem apreciar este estilo. Eu não. Acho que o Presidente deve estar em Belém a exigir do governo as medidas que se impõem e não a passear por quartéis para a comunicação social ver. De um presidente eleito por sufrágio universal espera-se que assegure o regular funcionamento das instituições e não que se dedique a operações de propaganda. Para a mesma, já basta a que vem do próprio governo.

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16 comentários

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De Desconhecido Alfacinha a 05.07.2017 às 08:21

"...e não que se dedique a operações de propaganda. Para a mesma, já basta a que vem do próprio governo."

A sério: Está-lhe no sangue, ele não consegue resistir a tal abordagem...
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De Anónimo a 05.07.2017 às 08:38

A minha pregação de hoje:
Deixemo-nos de anedotas quando é visível a olho nu que o Sr. Presidente da Republica foi nas miseráveis situações de Pedrogão e Tancos o primeiro a apressar-se a debitar na salvaguarda de um governo desgovernado.
Ainda agora deixa que o espertalhão de sempre passe sem levar uma traulitada??
Desta vez está a deixar que a poeira assente e a onda de calor arrefeça para não se deixar chamuscar feito barrote queimado.
Até o deixam dar-se ao luxo de não comparecer na reunião agendada com os comandos militares e parece que participada por Marcelo e o inimaginável ministro.
O que devia ter sido feito para começar ficou para o fim, mas já com o cu apertado.
O aconchego ao governo e ao seu chefe vindo de cima de avançou sempre primeiro.
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De Anónimo a 05.07.2017 às 10:54

Pois mas, como sabe, há gente que ao mais leve sinal de dificuldade só pensa em demissões. Cabeças a rolarem como eles gostam de dizer, cheira mais a sangue. Pensam que correndo com os políticos tudo se resolve.
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De rão arques a 05.07.2017 às 11:53

O sinal principal deve ser dado na exigência aos políticos. A grande maleita reside no facto de a participação e representação política ser um exclusivo bem guardado pelos acantonamentos partidários. Uma nova lei eleitoral que abra o leque para o exercício de uma efetiva pratica de cidadania não pode ser deixada á iniciativa de quem está bem assim.
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De Anónimo a 05.07.2017 às 18:57

"Uma nova lei eleitoral que abra o leque para o exercício de uma efetiva pratica de cidadania...". Com a presente lei, qualquer cidadão pode inscrever-se num partido e pode fundar um partido (caso não goste de nenhum existente). E pode candidatar-se às autarquias, a Presidente da República sem partidos. Não vejo que uma nova lei adiante muito.
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De rão arques a 05.07.2017 às 21:44

Percebi. Para um pleno exercício da cidadania é necessário fundar um partido ou juntar-se a um dos existentes. Em todo o caso convém lembrar que não são os eleitores que elegem os seus deputados, mas sim as direções partidárias. No mínimo é necessário instalar um sistema que respeite a vontade expressa nas urnas de todos e de cada um. No mínimo quero escolher o meu deputado e disso não prescindo.
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De Anónimo a 06.07.2017 às 11:54

Bem, eu (e o problema é que há muitos como eu) prefiro escolher o partido e não o Zé ou o Manel que vai para deputado. Aliás quando há eleições sem partido (Presidente da República, por exemplo ou Rui Moreira no Porto) a primeira coisa que pergunto é qual é o partido que o apoia. A fim de me situar ideologicamente; interessa-me mais a ideologia do que o nome da pessoa (que não me diz grande coisa salvo se ela me esclarecer quanto à sua ideologia).
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De Anónimo a 06.07.2017 às 14:50

Eu prefiro avaliar as pessoas pela consideração que possam merecer e não pelo autocolante que trazem pendurado na lapela. Também existem na política apelativos rótulos para contrafeitos.
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De rão arques a 05.07.2017 às 11:44

Mais uma vez por distração minha saiu anónimo. Sou o Rão Arques.
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De Jorg a 05.07.2017 às 09:38

O problema, agora em Tancos, antes nos fogos de Pedrogão, é que Marcelo é o melhor que as instituições tem para oferecer em termos de liderança substantiva- em Pedrogão, certamente disse o que não devia, mas foi a única referência naquele sábado e nos dias seguintes que não aparecia com ar desnorteado e "out-of-place". Nesta história de Tancos, com o Púcaro Costa de "bacaciones" e com um ministro que trata os militares como os "praças de ménage", acaba por ser o único que é ouvido e com disponibilidade para ouvir.
Tem muitas imperfeições, e o seu estilo "show off" é demasiadas vezes lastimável, mas acaba por ser a única referência, e consciência da Nação (que não só o "Estado") para responsabilizar as instituições para funções primeiras como gestão de Território, Defesa Nacional ou apoio aos mais desfavorecidos, nas periferias e províncias longe da gamela de dinheiros públicos.
O xuxa Costa, capataz da Geringonça, quando viu a sua 'safa de coiro', após ter sido eleitoralmente surrado, ser viabilizada no Parlamento, não teria propriamente em mente "administrar o Território", "acautelar Defesa nacional" ou, na sua componente social, verdadeiramente assegurar cuidados de Saúde e Educação a populações - já o ano passado, no Funchal, era topar a cara de "falta de chá" perante as exigências de "acção executiva" que as circunstâncias exigiam, e que já então Marcelo assinalava. A geringonça é parida para assegurar que os deserdados do Socretinismo - enfim, com umas pontuais emissões - estavam de volta a institucionais tachos, que se asseguravam uns lugares nas empresas do Estado e para-Estado para maltas tipo amigo "Lacerda, e que para isso se mandavam uns contabilistas pantomineiros a BXL e a Frankfurt para assegurar que "o dinheiro sempre aparece" e se compravam uns votos com "reposições" para os funcionários que asseguramresultados catitas nas sondagens.

Este governo e seu sortido de parlamentares "apoiantes" (a única restia de base democrática que "legitima" esta pantomina) não vê como sua missão cuidar das minudências de provincia e periferias com gente remediadas e esquecidas, das solicitações dos tropas que não servem para uma ou outra parada, ou a larga faixa da população que não podem mostrar em "Web Summits", exibir á Madonna, ou confabular nos giros do "Beau Monde" da Capital, Academias, Montados e locais de Veraneio selecto. Conhecem melhor Bruxelas que Castanheira de Pêra ou estão mais 'á l'aise" com os pontos de "summits" da Nato que nas instalações militares de Tancos. E foram populando os vertices do Estado com gente de mão (na Protecção Civil, parece, lá se topa mais um "boy" ligado ao PS e a Câmara de Lisboa, que se distingue por mudez ou olvidável aparições) que traz de volta, "alive and kicking" a "passerelle" de eunucos de panache ('being kind') dos tempos da sociopatia Socretina.

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De Vento a 05.07.2017 às 10:57

Da parte do governo não tenho visto muitas operações de propaganda. Até tenho verificado algo de muita importância e relevância para a nação. Bloquearam a lei das tendas, e penso que é preciso fazer mais a este respeito; a economia deu provas que só funciona com distribuição, ainda que a considere modesta; o conceito que se propagava relativamente às virtudes de que só os privados é que criavam riqueza, tem vindo a ser demonstrado ter sido uma falácia: quem cria riqueza é quem adquire e não os que acumulam receitas, receitas por benesses do Estado liberal para com uns à conta da miséria de outros.
Tudo isto, ainda que pouco diante do muito, para dizer que não há nenhum incêndio que queime o que já foi feito, não há nenhum diabo que arrefeça esta chama, não há nenhuma Maria que swap este capital.

Demitir não pode ser um acto para satisfazer o público de certas arenas, e diverti-los para desviar a atenção das nódoas por estes provocadas.

A oposição vai ter de marinar por mais algum tempo. É necessário que nesta condição a mesma adquira Sabor, isto é, Saber. Um país não é uma fábrica de enchidos. A matéria prima não é para ser comida, como foi.
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De Reaça a 05.07.2017 às 11:06

O Costa sabe enrolar tudo e todos, desde o Seguro até ao BE e Comunas, E ao próprio Presidente...

Mas isso é o menor mal, pena que o país já está estampado e desgovernado, e nós todos a ver.

Só certos ADNs raros, é que conseguem estes sucessos.

Mas descaramento fdp!
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De a P.I. do C. a 05.07.2017 às 13:05

"Foi o que Sampaio fez"
"Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades" e, principalmente, mudou o Tamanho da Dívida ou seja, o tamanho da nossa subserviência a "entidades externas".

Pode continuar a pensar como um médico que vê todos os sintomas mas que não consegue descobrir a doença. Esta chama-se "Quem manda, não mora cá" e o resto é "teatro para as massas" mas, uma coisa podemos constatar, o nosso PR é Bom no que faz e, para além do paternalismo, os beijinhos são as "cerejas no topo do bolo".
Pensa que aquela: "o que se fez foi o máximo que se poderia ter feito". "Não era possível fazer-se mais, são situações imprevisíveis e quando ocorrem, não há prevenção que possa ocorrer" são palavras próprias de um Presidente... Presidente?
Posso não ter apanhado todos os convites mas, o nosso PR, na altura em que era Presidente do PSD (1996-1999) em 1998 também foi convidado para tomar um "chazinho de tília" no tal Grupo que os leva até ao Topo. Explica aquele suspense do "Concorro agora ou mais tarde a Presidente?"
Comentador na Estação de Balsemão, já tinham andado juntos no VIII Governo Constitucional. Balsemão... este, deve adorar "chá" (1981, 1983–1985, 1987–2008), só lhe ganha o Barroso, passou do chá a ser "xícara, prata da casa permanente (2017)"
No mínimo, não achou estranho todo aquele teatro de tirar Seguro e entrar Costa, com a desculpa esfarrapada do "poucochinho" e, tudo o que se seguiu foi "normal" e que tudo o resto é normal e que só faltam uns meros ajustes, pode crer que depois de "acordar" não há nada de estranho, faça confusão ou que precise de "ajustes".
Não lhe faz confusão, o PS ter tentado "meter a colher" para substituir Passos?
O Presidente mostrar estar, mais ao lado de Costa do que de Passos?
Passos não ter ido, ainda, tomar o "chazinho de tília", talvez contribua para esta "ânsia" em substituir Passos mas, isto sou eu a pensar alto
É tudo "normal" mas, depois de Portugal sair do PDE (não saímos quando a Dívida era 124% do PIB, agora estamos "muito melhor" com 137,97% ) não se esqueça do "Mas": "faltam detalhes e planos concretos de implementação em algumas áreas".
Para além da redução do Défice (esta, está visto, é conversa para as massas) que implementações e em que outras áreas?
Devem estar a precisar de alguém no outro Partido para ajudar nessas implementações mas, novamente, lá estou eu a pensar alto ;)
Cada palavrinha que lhes sai da boca, lhe garanto, não tenho "orelhas moucas" nem sequer bebo chá, prefiro café, forte e sem açúcar

Quer mesmo saber a Verdade ou continuar a tentar encaixar na Verdade, a sua Percepção da Verdade?
O desafio é que nossa visão da Verdade está intimamente ligada à nossa percepção sobre o que é Verdade e, se essa Percepção estiver a ser manipulada?
Suponho que a grande maioria queira saber tudo o que se passa na Realidade mas, nunca está preparada para a aceitar.
"People never want to be told anything they do not believe already"

A escolha é de cada um e, não há dúvida que há quem prefira continuar a acreditar na sua própria ilusão e, sejamos francos, para alguns é muito "conveniente" essa ilusão.
Para não me perder entre tanta informação e desinformação, "agarro-me" a Factos e Estatísticas, nada que não fosse feito por aqueles antigos jornalistas de investigação que, sobre assuntos "quentes", já não existem nos mídia "tradicionais"... outra mera "coincidência". Mas... abrem-se investigações sobre um jornalista que não deu o nome verdadeiro... tanta preocupação com algo que não se compara com a morte de pessoas... “Deus está nos detalhes” mas, "o Diabo também mora nos Detalhes".
Uma coisa eu sei estar em vantagem, como não tenho Partido Político, estou livre de, pelo menos, um véu à frente dos olhos
Quando Portas disse demito-me e, depois, já não me demito, tudo normal, incluindo um "chazinho" em Agosto de 2013. "Os Homens dos Triliões" superam a cerimónia do chá japonesa e, quem "não beber", já sabe que não chega "ao Topo" e, muito menos, conseguirá um lugarzinho (bem pago) nesse tal Futuro Governo Global.
Novo significado das palavras, patriotismo passou a populismo e Governo Global, onde votar não serve para coisa nenhuma, não é uma Ditadura porque Ditaduras são só "locais".
Futebol não falta!
https://www.youtube.com/watch?v=VllwRgSECcw
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De Anónimo a 05.07.2017 às 15:57

O maior problema das forças armadas portuguesas não é a falta de verbas e de meios, a existência de buracos nas redes e de assaltos a paióis, a corrupção endógena, a incompetência e a irresponsabilidade:
- o maior problema das forças armadas portuguesas é a sua própria existência.
João de Brito
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De V. a 05.07.2017 às 19:20

O problema é o mau gosto: é tudo achanatado.
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De singularis alentejanus a 05.07.2017 às 17:19

Quanto a mim, o meu Presidente, sabe mais a dormir, e ao que consta pouco, do que qualquer um acordado. Até hoje, onde a presença dele foi necessária como representante da Nação e do Estado, ele esteve lá. Quanto ao governo minoritário da geringonça, no momento necessário nunca lá esteve, só após para justificar o injustificável.
Há-de chegar um dia em que a geringonça, depois de tanta merda feita, irá dar o berro, e será nesse dia que o meu Presidente lhe tirará o tapete, e então ela cairá com um enorme e desmascarado estrondo.

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