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O presidencial puxão de orelhas

por Pedro Correia, em 04.07.17

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 Foto: Paulo Novais/Lusa

 

O Presidente da República forçou hoje o ministro da Defesa, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro, e o chefe do Estado Maior do Exército, general Rovisco Duarte, a acompanharem-no numa visita a Tancos. Uma visita onde nem sequer faltou uma espreitadela aos paióis de onde foram roubadas dezenas de granadas, centenas de munições e dezenas de quilos de explosivos neste momento talvez já a caminho do Médio Oriente.

A visita terá incluído uma vistoria às 25 torres de controlo em risco de colapso e confirmado que o sistema de videovigilância se mantém há dois anos desactivado e que o perímetro de segurança foi violado como se estivéssemos numa fita de políticas e ladrões, além de as patrulhas serem ali feitas por sentinelas sem munições, talvez como medida de poupança. Isto apesar de o Ministério da Defesa ter devolvido em 2016 às arcas do Estado 242,2 milhões de euros que estavam orçamentados e não chegaram a ser gastos.

Marcelo Rebelo de Sousa fez assim aquilo que o próprio Azeredo Lopes e o CEMGFA deviam ter feito logo quando a notícia que deu a  volta ao mundo se tornou conhecida.

"Foi muito útil, em termos informativos, a vinda cá. É completamente diferente ter uma noção distante. A vinda ao terreno é outra coisa", acentuou Marcelo Rebelo de Sousa. Deixando ainda mais claro, para quem não percebesse, o que o levara àquelas instalações militares, que há décadas não recebiam a visita de um Chefe do Estado em funções.

O ministro Azeredo Lopes nem abriu a boca. Fez muito bem, depois da sua lamentável intervenção da passada sexta-feira na SIC, onde foi entrevistado por Clara de Sousa.

Quanto ao Presidente, se eu fosse militar, fazia-lhe continência. Assim limito-me a tirar-lhe o meu chapéu.

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11 comentários

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De JSP a 04.07.2017 às 23:45

Os Três Estarolas...
Já lá escrevia o outro, "não é um país, é um lugar mal frequentado"...
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De Pedro Correia a 04.07.2017 às 23:53

Queriam "pôr Portugal no mapa". Objectivo concretizado.
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De Maria Dulce Fernandes a 04.07.2017 às 23:49

Nem mais, Pedro.
Não faltarão jacobinos detractores, é claro, mas isso é um pormenor de somenos importância.
São os factos que contam e os factos que se conhecem devem ser analisados com imparcialidade e não através de apenas algumas cores do prisma óptico e rancores de estimação.
O Sr. Presidente da República, como comandante máximo da Nação, tem cumprido digna e inteligentemente a sua função, talvez até como nenhum antecessor o tenha feito até ao momento.
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De Pedro Correia a 04.07.2017 às 23:57

A intervenção de hoje do Presidente da República, mandando o ministro da Defesa segui-lo em direcção a Tancos, é um exemplo típico da "magistratura de influência" de Marcelo Rebelo de Sousa. Exerceu na plenitude a sua função de comandante supremo das forças armadas.
E deu uma lição a Azeredo Lopes.
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De Vlad, o Emborcador a 05.07.2017 às 07:54

Dulce, os factos são fátuos se deles não decorrerem consequências. E a importância de um facto avalia-se pela resposta que lhe damos. E até agora, na prática, muitíssimo pouco sucedeu
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De Pedro Correia a 05.07.2017 às 07:56

Não posso acreditar que a memória destas 64 vítimas mortais seja enxovalhada para salvaguardar a negligência e a impunidade de alguns. Seria algo intolerável.
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De Vlad, o Emborcador a 05.07.2017 às 08:13

Mas nada de novo. Veja a vergonha que foram as Comissões de Inquérito à Banca. Grotescas, sobretudo a do BPN e o inquérito a Oliveira e Costa (até bolo o homem comeu de boca aberta, enquanto respondia gozadamente - seria bolo-rei?)
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De Pedro Correia a 05.07.2017 às 08:28

Lembro. Mas aqui morreram 64 pessoas, o que faz toda a diferença.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.07.2017 às 09:28

Concordo. Muito pouco ou quase nada. E os inquéritos e as comissões serão longos e demorados. E a verdade chegará até nós como uma renda de bilros.
O PR tem tido uma excelente prestação independentemente dos resultados factuais. Facto.
É isso e apenas isso que até ao momento ninguém deverá negar, mas infelizmente a realidade é algo que cada um interpreta à sua maneira
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De rão arques a 05.07.2017 às 09:43

"Marcelo Rebelo de Sousa fez assim aquilo que o próprio Azeredo Lopes e o CEMGFA deviam ter feito logo quando a notícia que deu a volta ao mundo se tornou conhecida."
Entretanto, até se fazer o que deveria ter sido feito Marcelo andou a dormir na forma.
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De Jordão a 05.07.2017 às 09:55

O ministro se tivesse vergonha na cara, depois deste enxovalho demitia-se. Mas é mais um parasita dependente do Estado que engole todos os sapos para manter o tacho.

E espero que percebam todos quais são as consequências das famosas cativações que permitem à geringonça martelar o défice para Bruxelas ver. Depois não há dinheiro para funções básicas de soberania, entre outras, mas enchem a boca com os "serviços públicos". Ao se fossem os direitolas a fazer isto...

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