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Aqui escrevem os comunistas puros e duros. Sem punhos de renda, como antes da queda do Muro de Berlim. Com linguagem típica de Guerra Fria. Querem derrubar nas ruas o Governo português, que recusam qualificar de democrático, aplicando a cartilha marxista-leninista sobre "violência revolucionária". Enquanto se enfurecem ao ver as ruas da Ucrânia e da Venezuela encherem-se de protestos do povo, a quem não hesitam em chamar fascista.

 

Sobre Portugal:

«Urge apressar o derrubamento deste governo de máscara democrática que é na prática uma ditadura do capital.»

Sobre a Ucrânia:

«Uma vaga de anticomunismo selvagem varre grande parte da Ucrânia. Na capital e nas cidades da Ucrânia Ocidental, organizações de extrema-direita praticam crimes abjetos, perante a passividade do exército e das polícias. Desde o III Reich nazi que não acontecia algo comparável na Europa. O fascismo exibe na Ucrânia, com arrogância desafiadora, a sua face hedionda.»

Sobre Portugal:

«Anima-me a convicção de que o povo português, ao reencontrar-se com a História, volte em breve a assumir-se como sujeito. O aumento torrencial das lutas sociais e da combatividade das massas reforça a esperança de que os trabalhadores, liderados pela CGTP, se mobilizem para enfrentar e afastar do poder os que hoje os oprimem, roubam e humilham.»

Sobre a Venezuela:

«Uma campanha de desinformação, que envolve os grandes media dos EUA e da União Europeia, transmite diariamente a imagem de uma Venezuela onde a violência se tornou endémica, manifestações pacíficas seriam reprimidas, a escassez de produtos essenciais aumenta, a inflação disparou e a crise económica se aprofunda. Ocultam a realidade. Quem promove a violência é a extrema-direita, quem incendiou lojas da Mision Mercal que vende ao povo mercadorias a preços reduzidos, quem saqueia supermercados é essa oposição neofascista que se apresenta como "democrática".»

Sobre Portugal:

«A demissão deste governo, que há muito já deveria ter ocorrido, torna-se cada dia mais urgente. Não é previsível que Cavaco Silva assuma – como não assumiu outros – o dever constitucional de o fazer. Está nas mãos e na luta do povo realizar essa tarefa essencial de saneamento político e democrático.»

Sobre a Ucrânia:

«Os desmandos e violências em curso dos grupos fascistas são inquietantes. Nas cidades que controlam destruíram estátuas de Lenine, ilegalizaram o Partido das Regiões (que apoiava o Presidente) e o Partido Comunista da Ucrânia e em alguns casos fecharam as suas sedes. É transparente que o fascismo ucraniano exibe o seu rosto hediondo.»


54 comentários

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De Paulo Sousa a 25.02.2014 às 11:33

Não fosse o rasto de sangue que o comunismo deixou na história e seria caso para dizer que são uns cómicos...
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 13:02

E ainda se escandalizam ao ouvirem falar em "estalinismo" e "práticas estalinistas". Se pudessem, proibiriam estas expressões que lhes ferem os tímpanos.
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De lucklucky a 26.02.2014 às 00:07

Concordo com a critica ás "práticas estalinistas" , tal expressão é só possível por outros Comunistas apoiantes de práticas leninistas, trotskistas, maoístas, pol potistas, hoxistas, Kim Il Sung...istas, etc...

Práticas Comunistas é bem mais correcto.
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De Pedro Correia a 26.02.2014 às 10:42

Percebo o seu ponto, mas estalinismo é uma expressão mais precisa e concreta. (E que dói mais aos verdadeiros estalinistas, como se percebe). Porque, convenhamos, existem diferenças substanciais entre um Estaline e um Pol Pot, e um Dubcek, que também foi comunista.
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De JSP a 25.02.2014 às 12:29

A filial continua a (tentar) vender mercadoria , fora de prazo e fora de moda, mesmo depois da falência da Casa - Mãe " , in " illo tempore".
A freguesia é que vai escasseando...
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 13:01

Não admira que seja cada vez mais escasso o número de quem segue estas patranhas, que invertem o ónus da prova: os carrascos tornam-se vítimas e estas são "fascistas" e até "nazis".
Mas de quem continua a branquear alguns dos maiores crimes cometidos no século XX em nome da utopia comunista e a justificar grande parte das violações do direito internacional hoje cometidas em nome da geopolítica não é de esperar outra coisa.
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De Luís Lavoura a 25.02.2014 às 12:37

Com linguagem típica de Guerra Fria.

Quem mais tem utilizado tal linguagem, nos tempos mais recentes, são publicações inglesas e norte-americanas quando falam sobre a Rússia.

as ruas da Ucrânia e da Venezuela encherem-se de protestos do povo

Do povo não, de uma parte do povo. Há sempre partes do povo que protestam. Também em Portugal as ruas têm estado cheias de protestos "do povo" e o Pedro não se emociona tanto com isso.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 12:56

Protestos populares e manifestações de rua são parte integrante da paisagem urbana do mundo contemporâneo. Muito menos habitual, felizmente, e totalmente inaceitável é a repressão feroz desses protestos por parte das "forças da ordem". Repressão que na Venezuela causou pelo menos 12 mortos e dezenas de feridos
http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-26335287
e na Ucrânia provocou pelo menos 77 mortos e centenas de feridos
http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-26248275
Nada disto é normal. Nada disto é tolerável. Mais intolerável ainda é a posição daqueles que se colocam do lado de quem dispara. Chamando "terroristas" e "fascistas" a quem é morto e ferido.
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De Luís Lavoura a 25.02.2014 às 13:26

Verifico que do seu post para o seu comentário desviou um bocado as atenções. O que o pica deixou de ser a linguagem típica da Guerra Fria e as manifestações populares, a passou a centrar-se (e bem) na repressão das manifestações.
Considerando esta última, eu diria que:
(1) Na Venezuela, eu posso estar mal informado, mas creio que boa parte daquilo que se passa são lutas entre manifestações rivais, ou atos isolados de civis sobre manifestantes. Não é (creio, corrija-me se eu estiver errado) a polícia a agredir os manifestantes.
(2) Na Ucrânia o comportamento dos manifestantes foi tudo menos pacífico. Muitos dos mortos e feridos foram polícias. Aquilo que os manifestantes fizeram seria proibido em qualquer democracia. Não pretendo desculpar a violência policial, mas em nenhuma democracia se tolerari ocupações de praças e, muito menos, ocupação de edifícios públicos como ocorreram na Ucrânia.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 23:17

Na Venezuela, a violência parte sobretudo das milícias para-militares, armadas pelo Governo. A polícia está corrompida até à medula e é totalmente ineficaz: não por acaso, Caracas é a capital com mais homicídios 'per capita' do mundo.

Na Ucrânia, o Governo demissionário tentou passar a mensagem de que os "desordeiros" eram os manifestantes "fascistas". Algo não muito diferente do que a PIDE dizia em Portugal antes do 25 de Abril: os "agitadores comunistas" é que provocavam os tumultos.
Mas bastava ver as imagens da enorme Praça da Independência a transbordar de populares para se concluir que não poderia haver assim tantos "fascistas" em Kiev.
Foi precisamente a brutal violência policial, responsável pelo banho de sangue da passada quarta-feira, que levou o regime ucraniano a cair: o Presidente abandonou o poder, vários deputados do partido governamental mudaram de fileiras, vive-se uma fase de transição que (esperamos) culminará em eleições livres e democráticas. Sem mais violações de direitos humanos. Sem que as pessoas paguem com a vida o exercício de direitos constitucionais.
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De Nascimento a 25.02.2014 às 13:03

Ora bem.Bem assinalado. Quantas eleiçôes ouve na Venuzuela'?12. Quantas é que a oposição ganhou ?1.Comparar o caso Ucraniano ao caso Venuzuelano, revela bem o pensamento do dito cujo...
O sujeito mete tudo no mesmo saco, é fácil para quem "tenta" ser um engraçadinho. Tadito.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 15:39

Nenhum regime é comparável ao da Venezuela, em que o actual Presidente costuma dialogar com o falecido antecessor, que costuma visitá-lo em forma de passarinho.
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De Luís Lavoura a 25.02.2014 às 16:42

Concordo com o Pedro em que o presidente da Venezuela é um tolinho.
Porém, foi votado pelo povo em eleições livres. Tem legitimidade para ser presidente. Pode ser tolo, mas temos que o gramar.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 22:50

Tem legitimidade formal para ser Presidente, é certo. Mas não para agir fora dos parâmetros constitucionais, violando a lei fundamental que jurou cumprir. Organizar milícias para-militares para atacar oposicionistas, fechar todas as televisões não-governamentais, deter dezenas de jornalistas e cortar o acesso à internet em várias zonas do país ultrapassa qualquer mandato democrático.
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De Paulo Sousa a 26.02.2014 às 00:21

Ok. Vou fingir que o sr chaves não foi retocando o peso eleitoral de cada circulo eleitoral de forma a tornar mais importante às regiões onde era mais popular. Nem mandou fechar jornais e televisões, nem mandou prender opositores. Sim, tirando isso a Venezuela é de facto uma democracia exemplar.
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De Pedro Correia a 26.02.2014 às 17:47

Sim, Paulo. Tirando tudo aquilo em que a Venezuela começa a assemelhar-se a olhos vistos com uma ditadura, existe ali uma democracia perfeitamente normal.
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De Nascimento a 27.02.2014 às 18:10

Há quem o tente visitar em forma de Águia.Não é?Pois.
Mas aquilo é uma ditadura, não é? Pena que, de 335 regiôes, sejam 18 a "revoltarem-se"...giro, uma das ditas, fica assim, muito juntinho á Colombia.
Já agora, quanto aos "mérdia" " mui "democráticos", estamos conversados. É só ver o que tem sido dito e visto, nos ditos cujos!!! ISENÇÃO DA PURA!Ai, atão nã se vê?
E o pitról, nesta bagunça? Nadinha a vêr!!!
Ja sei ,se for das arabias tá bem, eles até são amigos, e podem cagar ouro, e ter um séquito de trols atrás, e casinhas na Suissa.Sempre ajuda a economia de mercado. A malta tá habituada ao tipo de "democracia",nê?
Agora se por mero acaso, digo eu, for para comprar 800 bus á China ( dos quais 60 ,foram agora incendiados pelos ditos " democratas", ou não viu?)Ou se for empregue em Escolas etc, aí já não, pá! Isso é delapidação dos recursos naturais, nê?Tadito.
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De Pedro Correia a 27.02.2014 às 18:34

Inflação em 56% (ao nível da Síria, que está há três anos em guerra), moeda a cair a pique, défice de 10% nas contas públicas, uma das maiores taxas de homicídios no planeta (23 mil assassínios em 2013), criminalidade urbana cinco vezes superior à existente em 1998, descontrolo do comércio ilegal de armas, investimento externo em fuga, bens de primeira necessidade ausentes dos circuitos de distribuição.
Tudo isto num país que é o nono maior exportador de petróleo do mundo e que tinha portanto todas as condições para ser próspero mas é incapaz de manter a economia a funcionar.
Até um cego vê estes dados. Mas dizem que o pior cego é sempre aquele que recusa ver.
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De Nascimento a 04.03.2014 às 14:05

23 mil? Sim?Tem a certeza? Não está aconfundir com nenhum bairro de NY?Quanto progresso social foi realizado nestes ultimos anos? Também há estatisticas, é só consulta-las, não é?Pois, realmente, ver só com um olho, é pena.Mas...


ps. E sabe uma coisa?C...para aquilo, o que eu mais gostei foi vê-lo tão "democrata"...ahahahah. Adoro quando eles batem no peito!!!
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De Pedro Correia a 06.03.2014 às 00:49

Progresso social? Pergunte aos trabalhadores que vêem os salários serem comidos pela inflação galopante, a maior do planeta. Pergunte às donas de casa que esperam horas nas filas dos supermercados muitas vezes para voltarem a casa de mãos vazias, sem acesso a bens alimentares essenciais no país que é o maior produtor de petróleo da América Latina. Pergunte aos estudantes a quem o Governo corta o acesso à internet para não se atreverem a criticar o poder político nas redes sociais.
Também quanto a Nova Iorque você anda a precisar de actualizar as suas leituras. O bairro mais perigoso de Nova Iorque é mais seguro do que o bairro mais seguro de Caracas, a capital do mundo onde se registam mais homicídios: a cada 21 minutos uma pessoa é ali assassinada. Em 15 anos, o número de mortes violentas quadriplicou na Venezuela.
http://en.wikipedia.org/wiki/Crime_in_Venezuela

Bem-vindos ao "socialismo do século XXI", o paraíso na Terra...
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De sampy a 25.02.2014 às 13:20

Mas também não convém confundir Kiev e Caracas.
Há notáveis diferenças a ter em conta.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 15:33

Claro que há diferenças. Idêntico é o olhar com que os comunistas mais radicais - aqueles que ainda não se conformaram com a queda do Muro e acreditam que o Gulag era um campo de férias - encaram as oposições locais, tanto em Kiev como em Caracas. Protestam contra o governo? São todos "fascistas".
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De Anónimo a 25.02.2014 às 16:22


O seu problema não é só meter Kiev e Caracas no mesmo saco. É que ainda enfia Portugal, para deixar as coisas mais claras. É uma piada este post, só pode...
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 16:48

Piada é o defunto Chávez visitar o camarada Maduro em forma de ave canora para o orientar nas grandes decisões estratégicas.
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De Anónimo a 25.02.2014 às 18:13


Olhe, fique-se então com mais esta piada:

"Volte mais vezes, com amizade e confiança"

Passos para Maduro, no ano passado.

E esta, que lhe assenta particularmente bem:

"respeito pelas questões internas da Venezuela, que são dos venezuelanos e de mais ninguém".

Portas, apenas há um mesito atrás.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 22:59

Nada mais natural. Não se esqueça que vivem cerca de 500 mil portugueses na Venezuela, havendo mais de um milhão de lusodescendentes naquele país. É o segundo país com maior presença portuguesa na América Latina, a seguir ao Brasil.
E, a propósito, aqui lhe deixo algumas pistas de leitura:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3525770
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=100108
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2838883
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De Anónimo a 27.02.2014 às 18:31


Não esqueço, não. (e obrigado pelas pistas) Quem se esqueceu foi o Portas quando desancou o Chavez no Sol pouco antes de ser ministro, lembra-se? "é um ditador e só não vê quem não quer". Se calhar só lhe disseram dos 500 000 quando chegiu ao mne.

De resto se acha que nada é mais natural, só me resta dar graças por não haver tantos portugueses na Coreia do Norte - o anormal podia atirar a família toda aos cães, que o governo diria: é um problema dos coreanos... e: amigo volta sempre! (mas não tragas os cães)

O Maduro pode matar, esfolar e fazer o que quiser, sendo assim - nada mais natural.
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De Pedro Correia a 27.02.2014 às 23:36

Maduro - tal como Chávez antes dele - foi diversas vezes criticado neste blogue. Basta clicar na etiqueta 'Venezuela' para comprovar isso. Mas estou de acordo consigo: ainda bem que não há portugueses na Coreia do Norte.
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De Anónimo a 25.02.2014 às 13:43

Acho que me vou repetir: já tenho ido votar apenas para qualquer um dos outros partidos ter mais um voto. E é bom os casmurristas volta e meia mo recordarem, evitam que me abstenha.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 15:35

E é bom continuarmos a votar, sem restrições. Usufruindo até do direito à abstenção, sem esquecer que o voto é um dever cívico.
E é bom, já agora, defendermos que este direito/dever a elegermos quem nos governa e quem nos representa seja estendido a todas as regiões do globo. Porque nem todos os sistemas políticos se equivalem. Nenhum é superior à democracia.
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De Ferrugem (13:43) a 25.02.2014 às 16:54

Abstive-me por desencanto algumas vezes, até ter encasquetado uma ideia afinal simples: esses democratas de trazer pela URSS vão lá todos, pelo que há que fazer o mesmo. Pela minha parte, é o que sempre faço. E eles encarregam-se de me robustecer a convicção, por exemplo, através de afirmações como as citadas.
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 22:59

A si e a muitos mais, pode ter a certeza.
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De Uma liderança e peras a 25.02.2014 às 13:57

http://www.publico.pt/politica/noticia/ja-so-restam-11-trabalhadores-nos-estaleiros-navais-de-viana-1625705
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 23:02

Há relação entre os estaleiros de Viana e a Venezuela? (Julgo que sim.)
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De joão Melo a 25.02.2014 às 15:37

Pedro tens o teu lugar no ceu por leres o diário. Aliás nunca é demais lembrar que o homónimo em papel -orgao semi oficial do pcp- foi a primeira empresa a estrear a figura do despedimento colectivo ..que o pcp tinha criticado
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 17:14

'o diário' em formato digital é tão absurdamente sectário e tão fanaticamente militante a favor das causas mais indefensáveis como era na versão em papel, João. E, como bem lembras, os despedimentos colectivos na imprensa portuguesa começaram ali, em 1990, quando o jornal foi encerrado e os trabalhadores foram postos na rua.
O seu responsável máximo continua a abraçar o estalinismo com o mesmo desvelo e o mesmo vigor de antes. Ou talvez até um pouco mais. 'Old loves die hard'.
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De am a 25.02.2014 às 15:51

O Partido Comunista português nunca, jamais foi democrático.

Todo aquele rol de deputados não é mais do que um conjunto de farsantes democratas...

Façam um plebiscito na antiga RDA, Polonia, Hungria, Rússia, Rep Checas, etc e verifiquem quantos comunas quarem voltarem ao antigamente.

E quantos Cubanos dariam tudo para serem livres ... livres no trabalho e iniciativa, livres de viajarem, LIVRES...

O PCP é um embuste!
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 22:48

Tem sido preocupante a deriva proto-ditatorial da Venezuela, onde já estarão neste momento cerca de 30 mil militares e "cooperantes" cubanos. Numa espécie de tutela de Havana ao regime de Caracas.
Os resultados estão à vista.
Um governo que proíbe todos os canais de televisão privados, que impõe como voz única nos ecrãs a do Presidente, que manda prender deputados e autarcas da oposição, que detém dezenas de jornalistas, que organiza milícias para-militares destinadas a dissuadir movimentos de protesto, que manda cortar o acesso à internet nas cidades dos dois estados onde é a maior a contestação ao Governo.
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De Desconhecido Alfacinha a 25.02.2014 às 17:30


Caríssimo,

Apenas para lhe dar um abraço e congratula-lo pela frontalidade corajosa. Neste nosso pais que fizemos estamos - como bem sabe - muito necessitados..

Forte abraço
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 22:35

Obrigado, meu caro. É sempre um gosto vê-lo por cá.
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De Gui Abreu de Lima a 25.02.2014 às 20:11

Ao menos estes editores assumem onde nadam e não enganam o próximo. Ao contrário de uma ampla ala esquerda que não é PCP, tão febril, que uma pessoa não pode dizer nada que é logo fascista ou tem alma salazarenta. Preocupa-me esse fenómeno na sociedade portuguesa, que pronuncia uma desunião assustadora à custa de ideologias. Nem parece que a democracia chegou há 40 anos!
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De Pedro Correia a 25.02.2014 às 22:37

Dizes bem, Gui. E a preocupação em colocar etiquetas continua a ser uma obsessão permanente. Se é dos "nossos", só pode ser um grande revolucionário ou um admirável patriota ou etc e tal. Se é dos "outros", só pode ser um patife ou um canalha ou um fascista ou até nazi.

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