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O pior ministro do Governo Costa

por Pedro Correia, em 24.08.16

1061811[1].jpg

 Centeno no Eurogrupo com o seu homólogo grego (11 de Julho de 2016)

 

 

«A razão de ser da divergência da economia portuguesa é a má qualidade das nossas instituições.»

Mário Centeno, in O Trabalho, uma Visão de Mercado

 

Garantem-me que Mário Centeno foi opção de primeira hora do actual chefe do Governo para ministro das Finanças. É tempo de concluir que se tratou de uma opção desastrosa.

Especialista em “mercado do trabalho”, Centeno foi arrancado em Março de 2015 ao merecido anonimato em que funcionava na pacatez do Banco de Portugal, como assessor especial da administração, para coordenar o programa eleitoral do PS no capítulo da economia. Com “medidas inovadoras”, como não tardámos a ler nos panegíricos de turno. A principal era o contrato único, destinado a “substituir os contratos com termo incerto ou indeterminado, os contratos a prazo e os contratos temporários”.

Divulgado a seis meses das legislativas, este programa apontava para um cenário digno do País das Maravilhas: crescimento económico médio anual de 2,6% durante a legislatura - muito acima da média comunitária - e défice das contas públicas reduzido a 0,9% no final do exercício governativo. Na linha aliás do irrevogável optimismo de António Costa, que pouco antes enaltecera perante hipotéticos investidores chineses o facto de Portugal se encontrar então numa "situação bastante diferente daquela em que estava" quatro anos atrás, prestando uma homenagem involuntária ao Executivo de coligação PSD-CDS.

 

Centeno[1].jpg

 

Convidado para a pasta das Finanças, em Novembro, Centeno anunciou ao País o primeiro orçamento expansionista desde 2011, com 300 milhões adicionais de gastos, "alavancados" na mirífica recuperação do consumo interno. Esquecendo porventura que quando se aposta na intensificação do consumo enquanto motor da economia accionamos o circuito de importações, com o consequente agravamento da balança externa.

A sua proposta de contrato único ficara pelo caminho: Costa apressou-se a desautorizá-lo ainda antes das eleições, deixando cair a medida emblemática do professor de Economia do Trabalho. Nada que roubasse o sorriso ao ministro das Finanças: com os votos garantidos do PCP e do Bloco de Esquerda, o orçamento de Centeno baixou em dez pontos percentuais o IVA da restauração, fazendo aumentar as margens de lucro dos empresários do sector sem benefício para os consumidores, e - após hesitações iniciais logo varridas por Costa - decretou a semana laboral de 35 horas na função pública, introduzindo novos factores discriminatórios ao manter à margem da medida os trabalhadores do Estado com contratos individuais.

 

Centeno[1].jpg

 

Entretanto o País das Maravilhas contemplado no Orçamento do Estado deixara de ser o mesmo do risonho documento anterior: as perspectivas de crescimento económico haviam baixado para 1,8%,  pecando ainda assim por excessivio optimismo, o que suscitou reprimendas ao Governo por parte da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Ambas as instituições previam entre 1,4% e 1,6% para a expansão da economia portuguesa - já abaixo das estimativas médias para a eurozona.

A 11 de Julho, à boleia da vitória portuguesa no Europeu de Futebol, Centeno apareceu na reunião do Eurogrupo com cachecol patrioteiro ao pescoço e um sorriso mais rasgado que nunca. De nada lhe serviu a tirada demagógica para fotógrafo registar: 48 horas depois a Universidade Católica desfazia qualquer dúvida que pudesse restar sobre o desempenho da economia portuguesa, cifrando em 0,9% a previsão do nosso crescimento para 2016. Metade da meta fixada no Orçamento do Estado.

Depois disso, ao divulgar os dados da execução orçamental do segundo trimestre, o Instituto Nacional de Estatística arrefeceu ainda mais os ânimos: o cenário da estagnação económica tornou-se uma ameaça real. Com o crescimento - se ainda podemos chamar-lhe assim - a situar-se em 0,8%. Cerca de metade da expansão de 1,5% ocorrida em 2015, o que impõe o  congelamento de salários da função pública para o próximo ano.

Melhor prova não podia haver da falência do modelo centeniano: a "recuperação do poder de compra", sob o olhar cada vez menos complacente de Bruxelas, deixou de constituir prioridade e a "criação de um quadro correcto de incentivos para os investimentos das empresas e dos trabalhadores", que ele havia defendido no seu livro O Trabalho, uma Visão de Mercado, nunca passou do tinteiro.

As coisas são o que são.

 

Centeno[1].jpg

 

Nove meses após ter tomado posse, o pior ministro do Governo Costa já deixou um rasto nada invejável: Portugal com o segundo mais débil desempenho económico da zona euro, dívida pública a subir para um nível inédito (representando 131,6% do PIB), investimento em queda, contas externas cada vez mais desequilibradas, Novo Banco pronto a ser vendido por um valor simbólico, longos meses de gestão caótica da Caixa Geral de Depósitos e  humilhação sem precedentes da maior instituição financeira portuguesa pelo Banco Central Europeu, que chumbou a nomeação de oito administradores, remete três outros para acções de formação e força o novo presidente da Comissão Executiva a renunciar à presidência simultânea do Conselho de Administração no prazo de seis meses.

De caminho tornou-se evidente que o Governo agira como se desconhecesse o Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras vigente desde 2014 e procurou remendar a situação anunciando uma apressada alteração do quadro legal que conta com a  oposição declarada dos seus parceiros de esquerda. Com tantas atribulações, a Caixa viu fugir 1,4 mil milhões de euros em depósitos entre o início de Abril e o fim de Junho.

 

No entanto, apesar de tudo isto, olhamos para o ministro e verificamos que ainda não perdeu o sorriso.

O que me leva a questionar pela segunda vez: afinal Centeno ri-se de quê?

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54 comentários

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De Luís Lavoura a 24.08.2016 às 10:41

O Pedro Correia poderia ter usado os mesmos argumentos para castigar o governo PSD-CDS, que também se apoiou em previsões de uma "austeridade expansionista" que depois foram estragadas pela realidade. Portugal teve nos primeiros anos desse governo um desempenho económico muito pior do que o que era esperado.
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De lucklucky a 24.08.2016 às 11:34

O que é que quer dizer a palavra melhor e pior?

Crescer 3% e endividar-se 10% é melhor ou pior que crescer 1% e endividar-se 0%?

Nunca escrevem, falam do crescimento menos endividamento.



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De Tiro ao Alvo a 24.08.2016 às 12:48

lucklucky não vale a pena dar ouvidos ao Lavoura, ela fala por falar, quase sempre contra, muitas vezes com argumentos esfarrapados, como é o caso em apreço.
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De Luís Lavoura a 24.08.2016 às 15:47

quase sempre contra

Não é bem assim. Eu muitas vezes concordo com os posts.

De facto, eu não estou contra este post, só acho lamentável a dualidade de critérios do Pedro Correia, ao avaliar o atual governo com uma bitola diferente daquela que urilizou para o governo anterior. Porque é verdade que o atual governo está a ficar muito abaixo dos seus objetivos, mas o anterior governo também ficou.
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De Luís Lavoura a 24.08.2016 às 15:44

Pior em todos os sentidos: o PIB decresceu mais do que o que era esperado e endividamento (como percentagem do PIB) cresceu mais do que o que era esperado. Não há, neste caso, qualquer ambiguidade no adjetivo "pior".
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De V. a 24.08.2016 às 13:40

Concordo: 4 fotos repetidas desta carantonha que desenha um arco perfeito entre o atraso mental e a alarvidade é uma tortuosa tortura. Este post está nos limites da Convenção de Genebra.
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De AntónioF a 24.08.2016 às 11:13

Confesso , caro Pedro, que reconheço alguma inabilidade politica neste ministro, eivada de alguma ingenuidade. Porém, permita-me que confesse, prefiro esta inabilidade politica deste ministro à inabilidade técnica, eivada de alguma arrogância e sobranceria, da anterior titular desta pasta!
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De Luís Lavoura a 24.08.2016 às 15:50

O atual titular tem também a vantagem da honestidade e transparência: aparece sempre com a careca mais ou menos do mesmo tamanho e o cabelo mais ou menos da mesma cor, ao contrário da anterior titular que andava sempre a pintar o cabelo em maior ou menor extensão e com cor mais clara ou menos clara - mas sempre cor falsa, nunca nos mostrava a verdadeira cor - de tal forma que nunca sabíamos em que dia ela estaria mais loura ou menos loura do que no outro.
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De V. a 24.08.2016 às 20:50

Acho que era bem mais competente. Este é do PS e martela os números, atrasa e retém deliberadamente pagamentos aos pensionistas para ganhar juros e fazer volume na CGD. Todo o esforço que Portugal fez até aqui deitado fora com ARROGâNCIA, CINISMO e ALARVIDADE (um mix de Galamba, César e a banha conjunta do resto dos conjurados).
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De am a 24.08.2016 às 11:37

A culpa vai direitinha para o governo anterior, UE/ BCE de Angola e do pessoal que deixou de emigrar!

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De Pedro Correia a 24.08.2016 às 19:55

Dizer que as previsões do professor Centeno datadas de 2015 falharam porque o preço do petróleo baixou nesse mesmo ano, como julgo que alguém já terá feito nesta caixa de comentários, é uma injúria sem nome ao actual titular da pasta das Finanças.
Nem eu me atreveria a tanto. Desde logo porque me limito a criticar: nunca injuriei ninguém.
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De Lufra a 24.08.2016 às 12:44

O PS parece uma incubadora de idiotas! Claro que a culpa é do PPC.
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De JSP a 24.08.2016 às 13:09

Nunca falha : o simples reconhecimento do óbvio - a incompetência, aliada à superficialidade que roça o criminoso, do imbecilóide que faz de ministro das finanças - e aí temos a claque deste circo risível, que nos vai desgraçando em velocidade acelerada, a negar a realidade aos factos.
A velha escola comuna/súcia...
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De Diogo Moreira a 24.08.2016 às 14:17

Confesso que o texto me deixa algo confuso. O que é que o Pedro Correia está a alegar efectivamente?

De um ponto de vista técnico, não houve uma expansão da política fiscal, dado que as reposições que foram feitas tiveram a companhia de aumentos de impostos (como o que incide sobre os produtos petrolíferos, entre muitos outros). Desta forma, o estímulo do consumo interno não passou de uma bela intenção.

Depois, em segundo lugar, Portugal precisa de um contributo dos seus principais parceiros comerciais. E isto também não ocorreu - aliás, o parceiro de negócios (ou será negociatas?) que mais deu que falar nos últimos tempos foi Angola, a qual tem um enorme crise desde que o preço do petróleo começou a baixar.

Sem puxar por nenhum dos motores, como seria possível que a evolução Economia tivesse um bom desempenho?

Em termos políticos, temos que comparar o Centeno com os seus antecessores Albuquerque e Gaspar. Nem aqui vejo motivos para qualquer regozijo de nenhuma das partes - muito menos, na capacidade preditiva que os três tiveram acerca da evolução da Economia.

Qual é, então, a grande mácula do Centeno? Ser ministro num governo socialista, com apoio parlamentar do PCP e do BE?
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De Pedro Correia a 25.08.2016 às 08:17

O que é que você não entendeu do que eu escrevi? Posso sempre fazer-lhe um sumário. A ver se percebe melhor.
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De Diogo Moreira a 25.08.2016 às 09:02

Eu não percebo porque o Pedro insiste em colocar vários assuntos dispersos - por exemplo, qual a relevância de um Ministro, mesmo que seja das Finanças, de aparecer com um cachecol ao pescoço em termos do seu desempenho profissional?

Afirmações como esta: «Melhor prova não podia haver da falência do modelo centeniano: a "recuperação do poder de compra", sob o olhar cada vez menos complacente de Bruxelas, deixou de constituir prioridade (...)» são uma falácia. Como referi no comentário anterior, não houve política fiscal expansionária; houve uma tentativa de manipulação de expectativas dos agentes económicos, a qual não demonstrou significativos efeitos práticos.

Quanto às instituições internacionais, independentemente do consenso que se vai solidificando no mundo académico, e nem sequer tomando em consideração as avaliações negativas que os seus departamentos internos têm demonstrado à saciedade que a austeridade não ajuda, antes prejudica a evolução favorável da Economia, insistem em querer amarrar Portugal a uma persecução de políticas falhadas (e a eterna promessa das sanções) - o que, naturalmente, se reflecte no desempenho anémico da evolução do PIB.

Mas o Centeno falhou em todas as previsões que fez! É verdade - tal como é verdade que os seus antecessores têm um registo de previsões ao mesmo nível. Esta afirmação não é abonatória para o Centeno - é apenas uma constatação que prever o futuro é, efectivamente, quase impossível de fazer. E, por isso, não se deve sacrificar um Ministro das Finanças num qualquer altar, a não ser que as ditas previsões sejam estapafúrdias (como, por exemplo, prever um crescimento do PIB ao nível percentual da China ou da Índia nas actuais condições de mercado).

Apesar de noutros comentários fazer questão de frisar que este não é um Ministro qualquer, mas é o Ministro das Finanças, faz com o que a parte do seu texto original (em que critica o desempenho desfavorável na persecução de políticas na pasta do Trabalho) perca sentido. "A César o que é de César".

Em termos técnicos, temos indicadores para todos os gostos. Desde o desemprego que está nos níveis mais baixos dos últimos anos (que o economista Fernando Rosas não se cansa de desmentir, com toda a razão) até ao controlo da despesa estar a ser um sucesso (como se diz hoje no Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/despesa_esta_controlada_mas_gaspar_conseguiu_melhor.html), como a indicação que as taxas de juro voltaram a baixar a barreira dos 3% (por efeito do trabalho do BCE, com a sua política monetária expansionista), tanto dá para um lado como para o outro. Eu desconto cada uma das supostas "vitórias" e "derrotas" com o que está a acontecer por acção de outros agentes económicos.

No meu ponto de vista, a grande vitória do Mário Centeno como Ministro das Finanças tem sido o adiar da aplicação de maior carga fiscal na Economia Portuguesa. Com isto, está a mostrar empiricamente que Portugal se sai melhor sem austeridade do que com ela. E, politicamente, ainda não sucumbiu como o Tsipras, estando a dar novo fôlego à ideia de uma alternativa/união dos países do Sul da Europa para terem mais voz dentro da União Europeia.

Isto faz dele um bom Ministro das Finanças? Não. Apenas um Ministro que se está a aguentar razoavelmente.

Mas o que faz dele o pior Ministro do Governo do Costa? Deverá ele ser julgado por situações que fogem da sua alçada ou pelo seu aspecto físico? Ou sequer pela cor do seu cartão partidário e dos seus actuais compinchas no Parlamento?
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De Pedro Correia a 25.08.2016 às 09:14

Repito: é o pior ministro do Governo Costa.
Nenhum outro ministro do Governo Costa prometeu há 16 meses que poria o País a crescer 2,6% com base no aumento da procura interna.
Falácia monumental, como logo demonstrou o OE 2016, prometendo afinal um crescimento de 1,8%.
Falácia ainda maior quando as mais recentes previsões, de organismos credíveis, já cifram a expansão económica em 0,9% ou 0,8%. Pouco mais de metade do crescimento registado em 2015.
Nenhum outro ministro do Governo Costa se enganou tanto em tão pouco tempo como o professor Centeno.

P. S. - Não sei quem é o economista Fernando Rosas.
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De Diogo Moreira a 25.08.2016 às 09:25

Como o Pedro disse noutro comentário, aqui não apresenta dados novos e insiste na mesma ideia. Deixa no ar, no entanto, que a condição única e necessária para se fazer um bom Ministro das Finanças é a capacidade de adivinhar o futuro. É a sua opinião, com a qual não concordo minimamente.

Quanto ao economista, tem razão. O seu nome é Eugénio Rosas (não Fernando). Tem aqui (https://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2015/28-2015-DesempregoOficial.pdf) uma explicação dos números do desemprego para o Governo anterior, o qual é facilmente extensível ao actual governo (com a questão adicional do emprego sazonal na área do turismo ter dado um empurrãozinho este ano, como os próximos números deverão demonstrar).
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De Pedro Correia a 25.08.2016 às 11:31

Fazer previsões macroeconómicas que servem de alicerce a um programa eleitoral de um partido político a seis meses das legislativas é "adivinhar o futuro"?
Presumo que sua intenção não será essa, mas esta frase induz-nos a pensar que você equipara a ciência económica à astrologia.
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De Diogo Moreira a 25.08.2016 às 11:47

Como Economista, posso assegurar-lhe que é mesmo esse o caso. Uma piada que se conta nos corredores da Universidade por onde passei é: os Economistas hoje procuram as justificações para mostrar que as previsões que fizeram no ontem não se irão realizar amanhã.

Ou, se quiser, é como a previsão meterológica: por melhores que sejam os modelos matemáticos utilizados, há sempre uma parte da realidade que é abstraída e que, por isso, o resultado de uma previsão não é 100% fiável (sendo que, por vezes, falham redondamente). Com a enorme diferença que a previsão do estado do tempo cai no domínio das ciências naturais, enquanto que as previsões económicas são do domínio das ciências sociais - o Ser Humano é muito mais complexo!

Claro que é bom fazer previsões e colocar isso tudo num plano de Governo. Mas qualquer pessoa que já fez orçamentos rapidamente constará que existem sempre coisas imprevistas que teimam em estragar os planos tão laboriosamente criados. É simplesmente natural.
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De Anónimo a 24.08.2016 às 14:31

Quem ler este comentário fica com a sensação que este governo são um bando de incapazes e que o anterior deixou o país no auge da recuperação. Esqueceu-se que há muitas empresas que exportavam para Angola e que há mais de um ano, não recebem um dólar e como consequência também não exportam nada, enquanto não vierem os dólares que têm a receber. Isto tem um impacto brutal na nossa economia que ninguém esperava e de que ninguém fala. É um pequeno exemplo, do porquê da nossa economia estar mais parada. Também se esqueceu que este governo apenas restituiu o furtado pelo anterior e que se não fosse isso ainda estaríamos pior. Centeno, talvez se ria, da hipocrisia do mundo que o rodeia.
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De Pedro Correia a 24.08.2016 às 17:46

Quem leia o seu comentário fica com a convicção de que lhe falta algo fundamental para validar as opiniões que emite. Esqueceu-se de assinar.
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De Anónio a 24.08.2016 às 19:22

Eu acrescento, o que Victor Gaspar disse: errei nas medidas que impus, por isso, demito-me. A sua sucessora, incapaz de fazer diferente, continuou a fazer, o que ele disse estar errado. Como podem agora, os apoiantes do anterior governo, dizer algo que seja de Centeno ou do actual governo, quando tiveram uma ministra das finanças que o único que soube, foi fazer o errado.
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De Pedro Correia a 24.08.2016 às 19:52

"Anónio" (mistura de anónimo com António): você ainda não percebeu que o maior oponente de Centeno é o próprio Centeno.
Ou seja: o Centeno de 2016 desmente em toda a linha o Centeno de 2015. Como se fossem duas pessoas muito diferentes.
Todo o meu texto é escrito a partir deste raciocínio.
Se não entendeu, recomendo-lhe uma releitura.
E não se enerve. Em política, toda a crítica é legítima. E a crítica fundamentada com factos comprováveis ainda mais.
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De Anónimo a 24.08.2016 às 22:02

"Em política toda a crítica é legítima" tem toda a razão, mas não misture a simples falta do "m" para pôr o António ao barulho. Isso é que não faz parte da crítica e não é correcto. Não há motivo algum, para nervos, há sim, constatação de factos, bem reais. Também eu lhe apresentei o exemplo de Angola que está a ter um impacto brutal na nossa economia que nem o Centeno nem ninguém esperava que fosse tão mau. Repito-lhe porque parece desconhecer, mas há empresários que não vêem um dólar de Angola há mais de um ano e por arrasto deixaram de exportar. Quer isto dizer que saiu material, mas não entrou capital nem saiu mais nada, para entrar mais capital. Isto é apenas um exemplo, bem real e ninguém vê ou melhor ignoram ou querem fazer dos outros parvos.
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De Pedro Correia a 24.08.2016 às 22:13

Você repete o que já escreveu sem adicionar qualquer novo argumento. Invocar o caso de Angola para justificar o péssimo desempenho do quadro macro-económico português sob a batuta de Centeno é passar um atestado de incompetência ao ministro das Finanças.
Porque as previsões que o professor Centeno fez em 2015 colidem frontalmente com a realidade que o ministro Centeno enfrenta em 2016. Acontece que quando essas previsões foram feitas a drástica redução do preço do petróleo nos mercados internacionais e a situação angolana daí decorrente era mais que previsível: era já uma realidade.
Centeno deve portanto, antes de mais nada, queixar-se dele próprio.
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De rmg a 25.08.2016 às 00:21


Meu caro

Só o seu nunca desmentido cuidado em responder a toda a gente me parece justificar perder tempo com este "Anónimo" (ou João? ou MM?) que é a pessoa menos anónima que por aqui anda, pois a sua tendência para uma redacção de pontuação mais que original e uma argumentação permanente de "tiros nos pés" uns atrás dos outros é uma "assinatura" clara.

Tudo isto que está a acontecer era mais que evidente mas não é menos evidente que para um número considerável de comentadores que andam por aí - e não devem quase de certeza ter filhos ou netos - é bastante indiferente: desde que "o deles" vá chegando todos os meses e dê para os anitos da reforma que vão gozando, os que vierem a seguir que se lixem.

Aliàs já se lixam a contribuír com os seus descontos para o "bem estar", mesmo que relativo, desses mesmos cidadãos tão preocupados com o futuro de netos que não têem nem nunca vão ter...

Abraço amigo
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De Pedro Correia a 25.08.2016 às 08:23

Meu caro: de facto há pessoas que omitindo sempre a identidade se identificam afinal de forma transparente pelo estilo inconfundível.
É o caso de alguns patrulheiros de turno, sempre de atalaia na trincheira. De cara coberta mas desguarnecendo o flanco: o que julgam saber não dá para tudo.

Gosto de vê-lo por cá, como sabe. Um abraço amigo.
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De Marta Horrach a 25.08.2016 às 23:24

É lamentável a sua resposta a um comentador que julga-se o senhor da sapiência pura do blog, mas não é, não passando dum arrogante e muitas vezes extremamente mal educado. Este blog é isento e todos podem dar a sua opinião ou só são bem aceites aqueles que dizem amem a tudo? Se é, não presta porque pelos vistos o único que faz é propaganda a um Passos Coelho apagado e que quando abre a boca melhor nunca a abrisse.
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De Pedro Correia a 25.08.2016 às 23:30

A melhor prova de que todos podem emitir opinião é que você acaba de fazê-lo, como tantos outros já fizeram. Quer mais o quê? Um cafezinho?
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De André Miguel a 25.08.2016 às 12:32

Angola está em crise desde 2014, logo as previsões de Centeno em 2015 já eram um tremenda mentira.
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De Pedro Correia a 25.08.2016 às 12:46

Já referi isso mesmo a alguns leitores, André. Mas o "óbvio ululante" nem sempre consegue ser assimilado quando a vontade de não ver grita mais alto.
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De JS a 24.08.2016 às 15:45

Tudo bem, mas convém não tirar os olhos da bola. Centeno é apenas um simples ministro. Subserviente ao chefe como outros. Poucos se retiram a tempo com espinha intacta.
Tudo o que se passa é responsabilidade do PM Costa.
Ps. Aposto que nas proximas eleições o PS apresenta como candidato a PM uma carinha nova.
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De Pedro Correia a 24.08.2016 às 17:44

Centeno não é um simples ministro: é o ministro das Finanças.
Quanto a Costa, julgo ter sido claro no meu primeiro parágrafo.
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De ariam a 24.08.2016 às 19:52

"mas convém não tirar os olhos da bola"

Eu acrescentaria que será importante saber qual a "Bola" mais importante de onde não devemos tirar os olhos e, estamos estão distraídos com as "bolas caseiras" que nos podem passar despercebidas as outras, as mais importantes.

Saiu na Reuters um comentário sobre uma notícia que saiu, no domingo, num jornal alemão, o Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung: "Germany to tell people to stockpile food and water in case of attacks: FAS"

Logo na primeira frase do artigo da Reuters:
"For the first time since the end of the Cold War, the German government plans to tell citizens to stockpile food and water in case of an attack or catastrophe" Ataque terrorista não será de estranhar mas, catástrofe?

"The population will be obliged to hold an individual supply of food for ten days," the newspaper quoted the government's "Concept for Civil Defence" - which has been prepared by the Interior Ministry - as saying."

"However, the precautionary measures demand that people "prepare appropriately for a development that could threaten our existence and cannot be categorically ruled out in the future," the paper cited the report as saying.

O quê?
a development that could... Threaten our Existence? and cannot be categorically ruled out in the future?

De qualquer modo, podem ler esta notícia aqui:
http://www.reuters.com/article/us-germany-security-stockpiling-idUSKCN10W0MJ
e, o melhor será... não tirar os olhos desta "Bola" e ver para onde irá rolar porque o Governo alemão sabe muito mais do que qualquer subserviente Centeno ou qualquer outra "bola caseira" ;)
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De ariam a 24.08.2016 às 21:11

A razão desta notícia ter chamado a minha atenção, terá sido por causa de não me ter esquecido de outra, saída a 31 de Maio deste ano:
"Barack Obama warns americans to be prepared for a Disaster" e, agências governamentais americanas mencionarem, especificamente: "citizen's responsability to be prepared for a disaster"

No fundo, até faz mais sentido a última parte do meu comentário, deixado no poste do Luís Menezes Leitão "Não aprenderam nada!", comentário esse, tão criticado por outros dois comentadores, aos quais deixei a minha resposta (ainda não publicada), se... eu já tivesse lido esta notícia da Reuters, talvez, nesse 2º comentário que ainda não saiu, certamente que teria alterado alguma coisa.
No entanto, uma coisa é certa, algo começa a cheirar muito mal nesta governação a nível global e, aquela obsessão das elites, de repetirem que há demasiada gente no Planeta é, definitivamente, um assunto importante. O que será que aqueles psicopatas andarão a tramar ou o que saberão eles para emitir tantos avisos?... e, não sou só eu a questionar as razões mas, o melhor, será nunca subestimar avisos.
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De Pedro Correia a 25.08.2016 às 08:31

Quanto ao comentário dirigido ao texto do meu colega, lamento mas nada posso fazer: aqui no DELITO cada autor gere os comentários que lhes são endereçados.
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De ariam a 25.08.2016 às 09:46

Neste momento, já foi publicado mas, o ter sido mais tarde, nada terá a ver com qualquer objectivo menos transparente, apenas terá coisas mais importantes para fazer. Nem todos podem estar, sempre, de plantão ao blogue. A culpa será minha por comentar num poste antigo mas, não podia deixar de responder aos comentários deixados no meu comentário ;)
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De Anónimo a 24.08.2016 às 17:00

Se pusermos de parte Oliveira Salazar, gostava que me demonstrassem qual o ministro melhor ou pior que o atual.
Se pusermos de parte os custos ou os benefícios de contexto por que cada um passou, parecem-me todos muito fraquinhos, todos nivelados muito por baixo.
Alguns aparentemente suicidas; outros claramente corruptos.
Politicamente falando...
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De Pedro Correia a 24.08.2016 às 17:43

Experimente ler o meu artigo outra vez. Com mais vagar.
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De José da Xã a 24.08.2016 às 17:52

Diz o povo: onde há muito riso há pouco siso!
Quão sábio este povo...
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De Pedro Correia a 24.08.2016 às 19:49

É verdade, meu caro. Tenho pensado muito em tão sábio ditado a propósito deste risonho ministro.

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