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O mundo às avessas

por Pedro Correia, em 30.09.16

jorgecoelho[1].jpg

 

Jorge Coelho (militante do PS)

«A pobreza só se resolve com o crescimento da nossa economia, só se resolve com a criação de empregos, com a criação de trabalho. É preciso haver estabilidade na nossa política fiscal porque isso é importante para o investimento externo.»

 

0[4].jpg

 

Pacheco Pereira (militante do PSD)

«Uma política que pretenda diminuir as desigualdades passa também por taxar uma parte da riqueza e por garantir que essa riqueza não cria um mecanismo de acumulação que gera cada vez mais desigualdade. Há muita gente em Portugal que ou foge para os paraísos fiscais e não paga o imposto que devia ou que é muito menos taxada do que são os mais pobres.»

 

Na Quadratura do Círculo (SIC Notícias), 22 de Setembro


32 comentários

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De Lufra a 30.09.2016 às 11:46

Pacheco militante do PSD? É para rir?
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De Pedro Correia a 30.09.2016 às 14:43

E com as quotas em dia, tanto quanto sei.
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De Lufra a 30.09.2016 às 15:30

Tenho um amigo benfiquista, doente, que para poder ver mais jogos de futebol também é sócio do Sporting, e paga as cotas!

Militante = pessoa que defende activamente uma causa ou um movimento; partidário activo!

Traidor = desleal para com um amigo ou pessoa (grupo) com quem se tem algum laço de solidariedade ou outro tipo de compromisso!
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De Pedro Correia a 30.09.2016 às 16:16

Eu, como sportinguista, agradeço o contributo financeiro do seu amigo ao meu clube.
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De Lufra a 30.09.2016 às 18:12

Esteja descansado que lhe transmitirei o seu agradecimento.
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De Luís Lavoura a 30.09.2016 às 12:05

É preciso haver estabilidade na nossa política fiscal porque isso é importante para o investimento externo.

Todos estamos de acordo com isso. Mas, questiono, como pode haver rigorosa estabilidade na política fiscal, quando o dinheiro dela resultante é insuficiente, isto é, quando há défice, e quando a Zona Euro exige que esse défice seja rapidamente eliminado? Parece-me evidente que, em tais apertos, não pode haver estabilidade na política fiscal. Ou se criam novos impostos, ou se aumenta a taxa dos impostos já existentes, ou se aperta o torniquete sobre a fuga ao fisco.

Não foi Vítor Gaspar quem efetuou um "enorme aumento de impostos"? E nessa altura não se falou desta necessidade de estabilidade fiscal... Porque é que nessa altura não se falou e se fala agora?
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De Pedro Correia a 30.09.2016 às 14:45

Nessa altura o País estava sob resgate financeiro internacional, apertado pelo garrote da tróica e mergulhado em recessão - ou "crescimento negativo", como os tecnocratas de turno preferem dizer.
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De Luís Lavoura a 30.09.2016 às 14:56

É verdade, mas o facto permanece de que o nosso défice permanece demasiado alto e que a Zona Euro continua a exigir que o reduzamos.
Os propagandistas da "estabilidade fiscal" têm a obrigação de nos explicar como é que deveremos reduzir o défice sem alterar os impostos. Que sugestão têm? Que o Estado deixe de pagar os tratamentos aos cancerosos? Que se faça "default" à dívida? Que se deixe de pagar aos bombeiros para eles apagarem os fogos? Que deixemos o défice continuar alto e a Zona Euro que se lixe? Ou quê?
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De sampy a 30.09.2016 às 16:36

Lavoura, queres que te explique o que é não alterar os impostos? Tipo não descer o IVA da restauração, abrindo mão de 200 milhões, sem resultados visíveis na economia, e tentando depois compensar o buraco pela cobrança de sobretaxas tão estupidamente desenhadas que só permitirão arrecadar um décimo do que se pretenderia?
Mais valia que andasses na rua a oferecer manuais escolares, pá.
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De Luís Lavoura a 30.09.2016 às 17:24

Quem retirou a estabilidade fiscal à restauração foi o governo anterior, que decidiu aumentar o IVA de 13% para 23%. Não percebo porque é que você não condena o governo anterior por esse bárbaro aumento de importos...
Eu concordo consigo em que o IVA da restauração não deveria ter sido baixado. Mas, já agora, proporia outras quebras da estabilidade fiscal: taxa máxima (23%) de IVA sobre o vinho e imposto especial sobre todas as bebidas alcoólicas, em vez de ser restrito às aguardentes. Está de acordo?
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De Pedro Correia a 01.10.2016 às 11:05

Pois. Além do mais, a putativa medida legislativa, ainda por cima difundida com tanta antecedência em nome da marcação do terreno ideológico, permite a partilha antecipada do património para evitar acumular "fortunas". Neste quadro, os 200 milhões de euros pré-anunciados como receita são miragem no deserto, como qualquer aluno do ensino básico perceberá.
Os aprendizes de feiticeiro confundem a própria demagogia com a realidade.
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De Pedro Correia a 30.09.2016 às 16:54

O problema central é o crescimento económico. E a economia só cresce com criação de empresas e criação de emprego. O peso tributário é fortemente dissuasor do investimento externo, de que tanto carecemos. E como atrair capital para o nosso país se o quadro europeu, em que nos inserimos, está ainda longe de consagrar a harmonização fiscal? Nem precisamos de sair da Península Ibérica para o confirmar: Andorra e Gibraltar são a prova viva disso.
Este é o problema de fundo: o Estado consome há longos anos recursos financeiros que a economia não gera. Claro que a solução não pode passar pelo exemplos que enuncia: há que avaliar sempre os custos sociais das medidas.
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De Luís Lavoura a 30.09.2016 às 17:14

Pois, todos nós gostaríamos que houvesse mais crescimento económico, mas isso é uma coisa que só acontece a médio prazo e que, mesmo nesse prazo, nunca podemos ter a certeza de que venha a ocorrer.
E entretanto temos um problema premente a resolver, que é a exigência da Zona Euro de que o nosso défice desça já no ano que vem. Não podemos descer (ou manter, vá lá) os impostos e ficar à espera de que, com eles mais baixos (ou estáveis), já no próximo ano centenas de empresas estrangeiras decidam instalar-se cá e façam o país crescer. Temos que ter uma solução imediata para um problema que é premente. E essa solução imediata é - aumentar os impostos (ou diminuir a fuga ao fisco).
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De Fernando S a 02.10.2016 às 18:10

Não me lembro de ver esta preocupação do Luis Lavoura com as finanças publicas e esta compreensão quanto à necessidade de aumentar impostos quando o pais estava sob resgate financeiro !....
Como já foi dito num outro comentário, este governo ve-se agora forçado a aumentar impostos porque entretanto gastou dinheiro com "devoluções" e comprometeu a recuperação do investimento e da economia fazendo "reversões" em vez de reformas estruturais !!
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De Tiro ao Alvo a 30.09.2016 às 18:00

Esqueceu-se que também podem ser congelados os salários dos funcionários públicos e que foi um erro grosseiro reduzir-lhes o horário para 35 horas. Um erro e uma injustiça.
E esqueceu-se de muito mais, a começar nas gorduras do Estado e a acabar nos erros tipo BANIF, passando pela reposição apressada dos salários e pensões a quem mais ganha e pela redução do IVA na restauração, numa palavra, na redução da despesa pública (corrente) e no alívio dos sacrifícios que os nossos filhos e netos vão suportar.
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De Pedro Correia a 01.10.2016 às 10:58

Baixar o IVA da restauração, introduzindo novas injustiças relativas no âmbito fiscal, foi um erro grave cometido por um governo tão carecido de recursos financeiros. Como tinha sido a reversão das privatizações dos transportes urbanos de Lisboa e Porto, que proporcionam um serviço cada vez mais degradado por absoluta carência de investimento público para a manutenção e reparação de carruagens e autocarros.
Desviar poupanças privadas para operações de tesouraria corrente do Estado central, mediante novos impostos, é um sinal erradíssimo que se transmite à sociedade num dos países da Europa já com menores índices de aforramento, como é Portugal.
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De Jorge a 30.09.2016 às 20:36

Rebemtem de vez com o país, taxem a 25, 30 % de IVA todos os produtos. Aliás, acabe-se de vez, com a pérfida iniciativa privada. Viva o bem público.
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De Pedro Correia a 01.10.2016 às 10:59

Bem apregoa o ex-ministro Teixeira dos Santos: "Não matem a galinha." Este filme já foi visto noutras paragens. E já foi visto também em Portugal, em épocas mais remotas e mais recentes.
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De Tiro ao Alvo a 02.10.2016 às 15:34

Desculpe, Pedro, mas o Teixeira dos Santos não é exemplo para nada, ou melhor, é apenas exemplo para mostrar o que se não deve fazer.
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De Pedro Correia a 02.10.2016 às 16:13

Tem razão. Mas invoquei o testemunho dele precisamente no contexto negativo que menciona.
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De Anonimo a 30.09.2016 às 20:58

Um livro branco sobre a (incontrolada) despeza do Estado.
Esperem sentados.

Interessante ouvir as sumidades do PS a afirmarem (sem vergonha) que vasculhar as contas bancárias é uma directiva europeia, óbvia mentira, a cumprir religiosamente.
Já a directiva de agir metade nos impostos, metade na despesa do Estado, essa já não é para cumprir, pelo PS e PSD.

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De Pedro Correia a 01.10.2016 às 11:00

Esse diploma governamental felizmente já foi vetado pelo Presidente da República.
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De Manuel a 02.10.2016 às 00:08

O "Porexit" já está no horizonte...
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De Pedro Correia a 02.10.2016 às 00:27

Olhe que não, olhe que não.
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De Manuel a 02.10.2016 às 08:01

O défice martelado e as dividas a crescer está-se mesmo a ver onde isto vai esbarrar. Depois será mais fácil fazer investidas pelo lado do "Porexit" do que tentar entrar pelo tal caminho que ninguém quer entrar, que é o de cortes e reformas no Estado. Para lá vamos.
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De Pedro Correia a 02.10.2016 às 16:15

As nossas contas públicas são auditadas pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu. Martelá-las faz pouco ou nenhum sentido.
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De lucklucky a 02.10.2016 às 06:11

Portugal um país doente onde a maior actividade da Ágora é como justificar ir buscar dinheiro aos cidadãos com a protecção da violência do Estado.

Não é inventar, nem criar, nem fazer. Ideias? tecnologia?
Discutir quais os impedimentos à criação, invenção em Portugal ? Nada disso interessa.

A Àgora discute o dinheiro e posses dos outros e como as extorquir.

Portugal um país doente.
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De JS a 02.10.2016 às 11:11

Exacto Lucklucky. E não se fala o que, como o Estado esbanja consigo.
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De Pedro Correia a 02.10.2016 às 16:16

O Estado esbanja com o Lucklucky?
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De lucklucky a 03.10.2016 às 11:49

Hehe.
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De Pedro Correia a 02.10.2016 às 16:18

"A pátria está doente." Faz lembrar a proclamação do general Carmona em 1925. Um ano antes do 28 de Maio, de que foi um dos protagonistas.
Não tem nada a ver esse período de agonia da I República com os dias de hoje, em que Portugal está inserido no espaço comunitário europeu. A melhor vacina contra as tentações totalitárias.

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