Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




O melhor candidato

por Luís Naves, em 10.12.15

A crise nacional é mais funda do que parece e exige que na presidência esteja uma personalidade com indiscutível carisma e conhecimento do país. Marcelo Rebelo de Sousa é o único candidato presidencial com capacidade e autonomia para equilibrar o frágil sistema político, agora tornado ainda mais instável pela estratégia de poder do partido que perdeu as eleições. As reformas ainda não acabaram e os compromissos europeus não são algo de vago ou de retórico, mas um elemento central da nossa história dos próximos anos. Se falharmos, cairemos num patamar de menoridade, por isso estas eleições presidenciais são mais importantes do que tem sido tradicional. Marcelo é o único candidato que garante utilizar todas as ferramentas constitucionais ao seu dispor, mas também é um político reconhecidamente hábil e experiente, o que nos oferece garantias de uso inteligente desses poderes. Portugal precisa de um presidente capaz da moderação e da equidistância, precisa de alguém que dê garantias de confiança e firmeza, de um presidente colocado ao centro, capaz de negociar com as diferentes forças, proporcionando entendimentos entre elas. Portugal precisa de um presidente pragmático que conheça profundamente o sistema político e constitucional. Num período de crise, não se fazem experiências, elege-se alguém com experiência.


6 comentários

Sem imagem de perfil

De Peregrino a Meca a 10.12.2015 às 13:33


Pois, diagnostico perfeito. Mas a conclusão é surpreendente. Ora bem, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa:
- Nunca exerceu um cargo de responsabilidade política (ministro, presidente de câmara, coronel das forças armadas como TODOS os presidentes anteriores). As suas verdadeiras experiências são como vereador de Lisboa e uma muito fracassada passagem pela direcção do PSD- Consensual e conciliador é que não é. As histórias mais conhecidas são a de manipular a imprensa fazendo passar notícias, intrigar politicas através da sua projecção mediática e dar notas (!) à acção política
- Contrariamente à inteligência que lhe é amplamente reconhecida, a firmeza nunca foi um traço de carácter do Professor Marcelo Rebelo de Sousa (pelo menos até à segunda descida de Cristo à terra, depois disso não sei)

Enfim, um político falhado em reconversão como comentador ou um intriguista nato mascarado de político. Isto são factos e não opinião. Eis o provável próximo Presidente da Republica.

Se bem que depois do catastrófico actual, já estamos por tudo. Certo?
Imagem de perfil

De Luís Naves a 10.12.2015 às 21:01

Mas a experiência política esgota-se nos cargos? Marcelo Rebelo de Sousa participou em muitos dos momentos decisivos dos últimos 40 anos, foi uma personagem central de praticamente todos os episódios importantes da democracia. Experiência política é algo que não lhe falta, por aí estamos descansados.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.12.2015 às 14:44


Eu reformularia: "por aí não estamos nada descansados!"
Será difícil nomear uma intervenção feliz do Professor Marcelo Rebelo de Sousa nesses 40 anos de momentos de que nos fala. As infelizes não faltam, ver texto do Luís Menezes Leitão acima. Mas concordo com ele, já que estamos entregues às feras, escolhamos a menos má. Não poderá ser pior que a actual... ou pode?

Sejamos honestos. Experiência política para um cargo de Presidente da Republica mede-se em cargos sim. Faz apelo ao sentido de responsabilidade e de Estado que se espera do mais alto cargo da nação. Pode uma pessoa inexperiente candidatar-se, ganhar e fazer um bom trabalho. Eu acho que sim. Agora, não se venha vender experiência quando o que houve foi aventura mal encaminhada e pior (ou nem sequer) consumada.
Sem imagem de perfil

De Jorg a 10.12.2015 às 13:45

No fundo subscrevo o que escreve - mas há muito de "fé", especialmente no que respeita à capacidade de lidar com golpadas, como a presente.
Para se tratar com farsantes e farçolas é necessária uma dose inteligente de empáfia e dissimulação que o Prof. Marcelo nunca , nem mesmo em sua defesa, conseguiu exercitar- e.g. como líder do PSD onde a sua demissão é induzida pelo ter-se posto tão a jeito às "manobras" de Paulo Portas.
Percebo que isto implica uma grande dose de cinismo e mesmo malicia, e que tal ausência no Prof. Marcelo sera porventura uma das suas (muitas) qualidades apreciadas pelos seus eleitores, mas tal é, nestes tempos, quase fatal 'handicap' se não queremos o País apeado da Europa ou tutelado por "Troikas" e manietada por Tancredis e Sédaras subitamente Garibaldinos como na Sicilia do Risorgimento.
Sem imagem de perfil

De João de Brito a 10.12.2015 às 17:53

Marcelo é um lídimo representante do regime.
Mexe, como ninguém, todos os formalismos.
Sabe jogar, como ninguém, os joguinhos do poder.
Acontece que o regime que alimenta e de que se alimenta está completamente obsoleto.
Já não tem mais nada para dar.
Não se imagina Marcelo a respirar outros ares.
Conclusão:
- porque Marcelo é, de longe, o melhor candidato do regime, por essa mesma razão é o pior para mudar seja o que for.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 11.12.2015 às 00:43

Marcelo é a vaidade, futilidade e delitantismo do mediatismo.
Seria o retorno aos Presidentes criados pelos jornalistas depois do interregno Cavaco.

Como é óbvio será alguém que se estará nas tintas para as opiniões daqueles que votarem nele.
Já não se estará nas tintas para as opiniões do seu mundo mediático.

Comentar post



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D