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O medo e a coragem.

por Luís Menezes Leitão, em 08.01.15

Um dos ataques mais brutais à civilização ocidental é a criação de um clima de medo que acaba por condicionar a liberdade de expressão. O exemplo desse medo é a fotografia abaixo referida que encontrei na internet. Para ilustrar o ataque é exibido o jornal atacado, mas o órgão de informação recusa-se a exibir a caricatura de Maomé que o jornal tinha publicado.

 

É por isso que me parece de especial louvor a capa do i de hoje que o Pedro reproduz abaixo. Penso que foi o único jornal que se atreveu a quebrar um interdito que o medo está a criar: a interdição nas sociedades ocidentais, por natureza laicas, de representações do profeta Maomé. Os terroristas estão neste âmbito a criar através do medo uma censura implícita que os jornais consciente ou inconscientemente aceitam. O i não aceitou esse condicionalismo e com isso prestou uma muito melhor homenagem às vítimas do que a colocação de um fundo negro no jornal. Hoje por isso tive um grande orgulho em ser colunista do i.


6 comentários

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De Pedro Correia a 08.01.2015 às 21:02

Tens toda a razão em orgulhar-te disso, Luís. Porque essa capa revela uma coragem exemplar. Infelizmente rara neste tempo em que tantos claudicam perante o terror.
Porque é muito mais fácil elaborar uma capa em fundo negro com a legenda 'Je suis Charlie', inócua e vazia.
Honrar os mortos é reproduzir-lhes a obra, propagando o que mais incomoda os talibãs. Celebrar a liberdade de imprensa é não ceder aos novos inquisidores.
Sem medo.
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De Vento a 08.01.2015 às 22:55

Não vejo que seja necessário coragem para oferecer um cartoon bem elaborado, nada ofensivo e com um sentido bem definido como esse do jornal i que refere.

Aprendi de meu pai, aos dezoito anos, que a verdadeira coragem não se revelava por aceitar-se o confronto extremo, mas por evitá-lo e até mesmo virar as costas a este. Porque é aqui que o Homem revela o verdadeiro domínio de si mesmo.
No caso em apreço continuo a afirmar que ali não está nenhum acto que visa coarctar a liberdade de expressão. Mas sim um acto de vingança sanguinário por parte de alguém que se sentiu frustrado por não ter encontrado eco a petições anteriormente elaboradas.

Espero que este caso não esteja aí para criar na opinião pública a ideia que tudo quanto de errado ocorre e ocorreu no médio oriente justifica-se por este facto.

Creio que a verdadeira coragem que necessita ser desenvolvida na sociedade actual é a capacidade para contrariar informações demasiado elaboradas mas pouco consistentes. A mente também se vicia.
É necessário muita força para não permitir que o choque impeça o desenvolvimento desta coragem.
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De lucklucky a 09.01.2015 às 11:28

Como esperado um marxista a mentir com textos dignos do newspeak the 1984.

O cartoon do I é ofensivo porque representa Allah, essa é a primeira.

Para você escrever este pusilânime texto veja-se as manipulações do que escreve. Você tem de escrever de modo a parecer que antes das piadas do Charlie Hebdo nada se passou, não houve milhares de mortos com base nos escritos do Islão.
Tudo começou com Charlie Hebdo .

"continuo a afirmar que ali não está nenhum acto que visa coarctar a liberdade de expressão."

"alguém que se sentiu frustrado por não ter encontrado eco a petições"

Tal como um marido bate na mulher porque esta não o ouviu. O pobre homem estava frustrado.

Tudo conversa para tansos e parvos vindas do manual do PCP.


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De Vento a 09.01.2015 às 13:10

Continua com solucinhos. Diga à mamã para colocar-lhe umas fraldinhas secas. Vai ver que passa.
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De Muito bem a 09.01.2015 às 14:59

Muito bem.
Os terroristas não cortaram a página de internet do Charlie, mas ela foi logo substituída por imagem, e perdeu-se entretanto o acesso à página anterior.
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De Vento a 09.01.2015 às 22:01

Permita, Luís, que lhe revela outras facetas da coragem:

http://economico.sapo.pt/noticias/charlie-hebdo-despediu-cartonista-por-antisemitismo_209597.html

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