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O léxico dos candidatos (4)

por Pedro Correia, em 11.01.16

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ABRIL

«Como candidato ou como Presidente da República defenderei, intransigentemente, os ideais libertadores de Abril, a nossa Constituição da República e o regime democrático que ela consagra e projecta.»

AMARRAS

«Comprometo-me com a causa da libertação das amarras da pobreza, encarando-a como dever do Presidente da República, na imperiosa tarefa de intervenção na defesa dos direitos humanos, na promoção de uma sociedade democrática assente nos valores da dignidade humana, da Justiça Social e da responsabilidade colectiva.»

CIDADANIA

«Na Constituição da República, o Presidente da República não governa, mas não renuncia à sua cidadania e, muito menos, aos deveres de defesa do interesse nacional.»

COLECTIVO

«Esta candidatura é indissociável de um colectivo que a impulsiona e inseparável de uma memória viva, de uma longa história de resistência e de projecto.»

CONSTITUIÇÃO

«A exigência do cumprimento e respeito pela Constituição tornou-se um factor crucial na defesa do regime democrático, um referencial para qualquer política que se assuma como patriótica e de esquerda.»

DEMOCRACIA

«A alternativa à democracia existente é mais e melhor Democracia.»

LABORAL

«Comprometo-me a tudo fazer quanto à salvaguarda da “Constituição Laboral”, naquele que é o capítulo sobre os direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores.»

NATUREZA

«Quem acolhe o grito da Natureza? Quem responde pelos danos humanos e ambientais, como o das aldeias sem vida, da desflorestação, dos fogos florestais, dos mares e dos rios poluídos, da destruição das fontes de água doce e dos obstáculos ao fundamental acesso à água potável e pública?»

OFENSIVA

«A degradação do regime democrático é inseparável de uma intensa e prolongada ofensiva contra os direitos económicos, sociais e culturais dos trabalhadores, e de uma persistente desvalorização do trabalho.»

PATRONATO

«Quando o grande patronato aumenta o seu poder sobre os trabalhadores, generalizam-se as formas de precariedade no trabalho, é brutal a violência do ataque aos direitos laborais, aumenta a exploração e a liquidação de direitos e conquistas - como se verifica em relação ao direito à contratação colectiva.»

POSSÍVEL

«Defendo que um outro Portugal é possível. Com uma economia mista que defenda os recursos e a produção nacional, o emprego, que promova a ciência e a tecnologia, que desenvolva e modernize as capacidades produtivas nacionais, que desenvolva a economia do mar e apoie os pescadores, apoie e incentive as micro, pequenas e médias empresas.»

RAPINA

«Existem práticas de exploração, de injustiças e de rapina, benefícios que só a alguns poucos aproveitam, formas de dominação em função do lucro, que são a raiz profunda da desordem.»

RETROCESSOS

«Existem em muitos aspectos da realidade presente desfiguramentos e retrocessos, e uma clara degradação do regime e da ética democráticas a que é necessário dar resposta.»

RUMO

«Esta é uma candidatura que afirma que há um outro rumo e uma outra política capazes de responder aos problemas de Portugal.»

RUPTURA

«A ruptura com a dependência e subordinação externas - nas suas variadas expressões, dimensões e domínios de política de Estado – constitui uma condição crucial para a afirmação da independência e soberania nacionais.»

 

Da declaração de candidatura de Edgar Silva


10 comentários

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De Anónimo a 11.01.2016 às 19:16

É o nº4, mas só agora atentei nesta abordagem.
Bem visto!
Porque sublinha o perfil essencial do pensamento de cada um dos candidatos.
Parabéns!
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De Pedro Correia a 11.01.2016 às 19:19

Obrigado.
Espero ter tempo e paciência (e material disponível) para trazer aqui os seis restantes.
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De BELIAL a 11.01.2016 às 19:38

COREIA, diz que diz algo sobre a COREIA...
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De Pedro Correia a 11.01.2016 às 22:19

É omisso sobre esse tema.
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De Ali Kath a 11.01.2016 às 19:53

os sovietes já assaltaram e tomaram conta do governo

falta o assalto a pr para se montar a nova urss

temos béria para montar a kgb, hospitais psiquiátricos, gulags
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De Pedro Correia a 11.01.2016 às 22:22

Só vi e(s)te.
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De isa a 11.01.2016 às 20:47

Imagino a trabalheira se... tivessem sido uns 20 ;)

Pena que, os postes, estejam muito separados, porque o 1º saiu no início de Dezembro... e um, dos meus preferidos, já ficou muito para trás ;)
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De Pedro Correia a 11.01.2016 às 22:22

Pois, Isa. Meteram-se as festas e os pré-candidatos tornaram-se invisíveis. Depois meteram-se os debates e houve que dar prioridade a isso. Acresce que nem todos os candidatos têm um programa específico e detalhado.
Os que o tiverem passarão seguramente nesta rubrica.
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De M. S. a 11.01.2016 às 23:44

Caro Pedro:
Hoje ouvi este senhor candidato usar a seguinte terminologia para caracterizar a acção do anterior governo, que teria feito um «devastador terrorismo social».
Há meses, ao falar dos cortes nos salários e pensões, o secretário-geral da agremiação, de seu nome Jerónimo de Sousa, apelidava-os de «roubo nos salários e pensões».
Eu vivo numa autarquia de maioria comunista desde 1976, a qual, por sinal, tem tido desde sempre os impostos municipais mais altos do país: estou a referir-me ao IMI; à não devolução dos 5% do IRS; às taxas de Derrama de IRC; este ano à não aprovação do IMI Familiar para quem tem filhos (218 das 308 câmaras aprovaram-no, mas, no distrito de Setúbal, onde 11 das 13 câmaras são do PCP, só as 2 socialistas e uma comunista - Sesimbra - o aprovaram).
Mas a qualidade dos espaços públicos, dos serviços prestados e da gestão é um autêntico desastre.
Por isso houve 61% de abstenção nas autárquicas de 2013, o que permitiu transformar uma votação de 17,98% de votos expressos do corpo eleitoral na coligação CDU em maioria absoluta de 46%.
Alguém quer dar um palpite sobre a adjectivação a aplicar a este esbulho fiscal comunista nas autarquias que domina, pois as do distrito de Setúbal têm tido desde sempre - desde 2004 - as mais altas taxas de IMI do país, por exemplo?
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De Pedro Correia a 11.01.2016 às 23:59

Uma excelente questão que vale a pena ser suscitada. Após a campanha eleitoral, meu caro, sugiro-lhe que puxe novamente por este tema para ter o destaque que merece. É um escândalo os municípios de Setúbal, de gestão CDU, terem o IMI mais caro do País.

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