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O inclusivo

por João Pedro Pimenta, em 24.11.18

Pedro Filipe Soares, o infeliz líder parlamentar do Bloco, escreveu esta semana no Público um artigo a louvar a "linguagem inclusiva", sendo exemplo disso a expressão que ele usou na convenção do seu partido: "camaradas e camarados". A esse tipo de linguagem, para "mudar mentalidades", já George Orwell lhe deu um nome no "1984": chamou-lhe novilíngua. Seja como for, não deixa de ser estranho vermos alguém afirmar-se "inclusivo" dias depois de afirmar que "não fala da direita porque esta não conta para o futuro do país". E Pedro Soares, conta para o quê, para além da invenção de novos termos?

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39 comentários

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De Bea a 24.11.2018 às 00:13

Foram palavras infelizes de facto. Temos de contar com todos: direita e esquerda; não é também por isso que somos democracia?
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De Anónimo a 24.11.2018 às 08:55

Democracia e democracio.
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De Terry Malloy a 24.11.2018 às 00:15

É isso.
Quase 40% dos eleitores [e as forças políticas que os representam] não contam.

São o "basket of deplorables" de que falava a Hillary.

O cenho até se lhes contorce na face, de nojo.

Tolerância marcusiana.
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De Sarin a 24.11.2018 às 00:51

Não percebo, falassem todos como falam as gentes das pescas e do mar, e resolvido estaria o problema:
"ah, amélinhe, 'tás tã benite, sê vaidose", "Vã doze, vã treze, vã catorze, nã tens nad'a ver com isse qu'o corpe é mê"

De onde se conclui que substituir "as" e "os" por "es" é hábite endémique e, inclusive, inclusive.

E, afinal, para que diabo quereria a direita ser falada por um tão conclusivo Pedro Filipe Soares?!
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De Anónimo a 24.11.2018 às 09:01

Filipe, triste ignorante.
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De Manecas a 24.11.2018 às 10:57

""ah, amélinhe, 'tás tã benite, sê vaidose"," Isso já o Presidente Ramalho Eanes fazia há muitos anos.
Mas se a palavra terminar em @ como é que deve pronunciar-se?
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De Sarin a 24.11.2018 às 13:23

Se o sapato e a sapata se substituirem por sapat@, sapataet fica demasiado snobe e sapatarroba faz lembrar sapatinho pequenino que roi pé... não sei, Manecas, perante tal hipótese melhor descalçar o @
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De Anónimo a 24.11.2018 às 03:34

Nós aqui também tivemos uma presidenta. E tivemos que engolir.
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De Anónimo a 25.11.2018 às 20:41

Reforças o estereótipo do brasileiro burro. Espero que nunca venhas viver para Portugal onde há democracia, saúde, segurança e educação.
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De Pedro Vorph a 24.11.2018 às 08:57

A língua portuguesa é sexista. Molda uma maneira de pensar machista . O substantivo antecedido por um artigo feminino conota-o de "frágeis e negativas propriedades " quando comparados com substantivos "masculinos"
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De Sarin a 24.11.2018 às 13:30

A língua portuguesa não é sexista, o seu uso e a sua interpretação é que a tornam sexista.

"Estamos todos reunidos", os indivíduos que ali estão.
Mas também "Estamos todas reunidas", as pessoas que lá podem estar. É opção nossa, a gramática permite-nos tal. Diz lá que não podemos ficar todas bonitas na fotografia, nós gentes :)
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De Pedro Vorph a 24.11.2018 às 19:37

Um exemplo da Dulce Maria Cardoso :

Fulano de tal é o maior escritor. Parte-se do princípio que engloba tanto escritoras como escritores.

Fulana de tal é a maior escritora. Será que é a melhor entre as mulheres, escritoras, ou também entre os escritores, homens?
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De Sarin a 24.11.2018 às 23:22

Pedro, as regras da gramática são semelhantes nas línguas românicas, não apenas na Língua Portuguesa.
Resolve-se tal questão recorrendo a "indivíduos", "pessoas", "gentes" - termos indiferenciados. Não se tem de apelar a alterações por decreto, muito menos cair no ridículo de inventar term@s. Porque continuarão a haver audiências mistas e plateias só de homens e assistências só de mulheres. Quanto às pessoas que se reclamam do terceiro género, a sua indecisão é um problema de cada indivíduo, não da comunidade - e esta deve defender as minorias, não vergar-se às minorias. Caso contrário, não sou eu que preciso de óculos para a miopia, é o mundo que tem de ser maior à distância.
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De Manecas a 25.11.2018 às 18:07

Já que estamos a falar de línguas, já viu, Sarin, o grave erro gramatical que cometeu em "Porque continuarão a haver audiências".
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De Sarin a 25.11.2018 às 18:46

Não, não vi...
Agradeço o alerta e a explicação - o alerta já está, aguardo a explicação :)
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De Manecas a 25.11.2018 às 21:18

Como não viu? É o verbo haver que é esquisito. A frase correcta é "Porque continua a haver audiências". Esse erro é muito irritante e está a tornar-se frequente na TV e não só. Por vezes dizem "houveram muitos casos de sarampo ..." Mas o correcto é "houve muitos casos de sarampo ...". O verbo haver quando significa existir vai para o singular mesmo que se refira a alguma coisa no plural. Assim, "há muitas pessoas ..." e não "hão muitas pessoas..."
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De Sarin a 25.11.2018 às 21:55

Continuo a não ver... esse erro que indica é, de facto, muito irritante; mas, repare, o verbo da frase é Continuar, não é Haver - que se encontra precedido por preposição e é perfeitamente dispensável na frase, funcionando como complemento.

Talvez tenha ali um erro, e acredite que me fez pensar; de tal modo, que até já submeti ao ciberdúvidas.
Mas se quiser tentar outra explicação... essa não serve.

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De Manecas a 25.11.2018 às 22:13

Serve. Como não acredita , não vale a pena continuar a discussão. Se me permite o conselho, consulte uma gramática.
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De Sarin a 25.11.2018 às 22:34

A questão não é acreditar, a questão é a sua explicação; porque quer corrigir-me, e talvez tenha motivos para tal, mas para o fazer fala-me da conjugação de um verbo que não é o verbo conjugado. O verbo haver nem é principal nem auxiliar. E se não sabe explicar melhor, talvez deva pensar no que escreve antes de se propor a explicador(a).
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De Manecas a 25.11.2018 às 22:43

Como sou um maníaco da gramática e como cita o ciberdúvidas ainda volto à discussão. Esta é tirada do ciberdúvidas:
"HAVER
1. No sentido de existir , é impessoal e fixa-se na 3.ª pessoa do singular ["Há muitas pessoas aqui"]. 2. Nas formas compostas, o verbo haver transmite a sua impessoalidade ao verbo acompanhante ["Deve haver problemas"]. Cf. Cf. VERBOS."
Como vê a forma "Devem haver problemas" está errada. Isto segundo o ciberdúvidas. Eu tenho a mesma opinião, diferente da sua.
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De Sarin a 25.11.2018 às 23:58

Cf. lhe disse, a sua explicação anterior não servia.

Esta fala em verbos compostos, aproxima-se do caso mas ainda não me esclarece totalmente: "Continuar a haver" considera-se verbo composto, apesar da preposição?

É isto que Manecas não soube explicar antes, nem agora. Como maníaco da gramática, penso que lhe poderia ter sido mais fácil perceber o que lhe respondi antes.
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De Sarin a 26.11.2018 às 17:39

Já recebi resposta do Ciberdúvidas: "continuar a haver" é um verbo composto.

Cf. lhe disse antes, agradeço o alerta. Lamento que não tenha percebido o meu pedido de explicação e, por isso, não me tenha explicado onde residia o erro, mas espero que isso não o impeça de apontar outros erros.
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De Manecas a 27.11.2018 às 10:07

Outro erro? O seu pseudónimo. É um veneno. Assusta.
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De Sarin a 27.11.2018 às 11:00

Sabe o que é, efectivamente, erro? Ser civilizado e dar atenção a quem tolamente envereda por matérias que desconhece. O meu pseudónimo, talvez contrariamente ao seu, tem história pessoal e não se esgota no limitado conhecimento que aparentemente o Manecas tem do assunto. Assusta-o? Manneken, go piss elsewhere.
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De Manecas a 27.11.2018 às 11:46

Vou mudar o meu de Manecas para Arsénio ou Curare.
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De Anónimo a 24.11.2018 às 15:27

O substantivo e a substantiva foram ambos passear, o substantivo traqueou e a substantiva foi ao ar.
Olha! ?? Vai ver ?? está a chover lá fora e a chuva é mó-lhada.
(ou vice-versa)
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De Anonimus a 24.11.2018 às 20:56

Isso.
Também mankind devia ser abolido, sexistas anglófilos.
E porque não mulier sapiens?

E australopitecas.
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 13:33

No português existem muitíssimas mais palavras com "género", do que neutras, quando comparadas com o inglês, o alemão, ou o escandinavo
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De Anónimo a 24.11.2018 às 10:42

Indigência intelectual, mascarada de "modernidade".
Escavando sob o delgadíssimo verniz que cobre estas imbecilidades, lá está o funcionário a "aviar a "encomenda" da transaccional transatlântica...
A filial portuguesa está em Coimbra.


JSP

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De Anónimo a 24.11.2018 às 12:22

Uma saída muito infeliz. Decidem à viva força que temos que partilhar e vivenciar as políticas que eles entendem para não dizer impõem. Com que cara este pessoal fala em democracia e está sentado na AR?
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De Tiro ao Alvo a 24.11.2018 às 12:53

"E Pedro Soares, conta para o quê, para além da invenção de novos termos?"
Eu responde:
Novos termos só se forem estapafúrdios; ele não dá para mais.
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De Pedro Vorph a 24.11.2018 às 13:07

Hurricanes With Female Names Kill More People, Study Finds

http://time.com/2813381/hurricanes-female-names/
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De Sarin a 24.11.2018 às 14:12

Não será pelo baptismo que são mais violentas as furacões (queria ver o Pedro Filipe Morais fazer o feminino disto!)

Quem as baptiza sabe que eram as Fúrias quem mais destruía, e a essas a mitologia fez fêmeas.
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De Pedro Vorph a 24.11.2018 às 18:37

As pessoas partem do principio que se tiverem nome feminino são menos sérias….
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De Sarin a 24.11.2018 às 23:33

Nem todas. Eu assumo o meu nome.

Durante anos fui Sarin sem que os meus interlocutores me soubessem mulher ou homem. Fui tratada com respeito e fui chamada de paneleiro e de puta. Nunca me dei ao trabalho de esclarecer o meu género, e do meu sexo trato eu e quem comigo.

Há alguns que efectivamente destratam as mulheres por serem mulheres. E para esses até nos poderíamos chamar todas João. Algumas de nós somos risonhas o suficiente para encarar tais imbecis com a seriedade que merecem
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De Anonimus a 24.11.2018 às 21:00

O Bloco, o tal da bicefalia, e que nem presidente ou lider tem, apenas coordenador(a).
Novilíngua é tramada.
Colaboradores, busca de oportunidades, deslocalização.
Bem podem pregar, mas há sempre um Robles que estraga o discurso.
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De Anónimo a 25.11.2018 às 20:44

O Robles não fez nada de ilegal. A dever justificações a alguém, deve-as ao seu antigo partido e a quem votou nele.
Já no PS, PSD e CDS há muitos políticos que cometem crimes, pelo que a direita radical não tem qualquer moral para falar em Robles, que não quebrou lei nenhuma.

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