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O exclusivo da cassete

por Cristina Torrão, em 03.08.20

A silly season está a ser abalada por uma polémica da vida política nacional. O Partido Comunista mostrou-se muito incomodado por o líder do “chega chega a minha agulha” lhe ter roubado o exclusivo da cassete.

«Não há direito», lamentou um porta-voz do partido. «Detemos este exclusivo há quarenta e seis anos e tudo faremos para impedir que outros se apropriem dele. Ainda para mais, sendo eles detentores de uma agulha. Que usem um disco! A luta continua!»

Pelo seu lado, o líder do “chega chega a minha agulha”, cada vez mais gordinho (um regalo de menino que orgulharia qualquer mamã) declarou não ter paciência para a ladainha daquela minoria. Entre duas colheradas de Cerelac, afiançou: «As cassetes são livres. E já reparou neste meu talento para criar slogans? Seria um desperdício. Apesar de a minha minoria ser mais minoritária do que a minoria comunista, ninguém me impedirá de usar a minha cassete, era o que mais faltava!» A fim de reforçar esta sua convicção, logo fez uso de uma das máximas já gravadas: «É que eu sou politicamente incorrecto!»

 

Cassete.jpg

 


45 comentários

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De V. a 03.08.2020 às 12:34

Como dizem os escoceses, cannae be arsed
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De Cristina Torrão a 03.08.2020 às 12:43

Bem, pelo menos deu-se ao trabalho de comentar.
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De V. a 03.08.2020 às 12:55

Ahahah, boa. Isso é o meu lado português.
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De Cristina Torrão a 03.08.2020 às 18:14

Por acaso, tem raízes escocesas?
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De V. a 03.08.2020 às 19:26

Não creio, não consigo poupar um cêntimo.. :)
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 03.08.2020 às 13:14

Cristina, isto não está famoso. Estando todos os partidos "responsáveis" da oposição reféns do PS quem não quer votar na continuação e vê no voto em branco uma inutilidade, fica sem grandes alternativas. O Chega pode suplantar o PC até em zonas tradicionalmente comunistas, como o Alentejo, e haver muitos eleitores que perante este esbulho, este desnorte, este compadrio, esta cabotinagem, opte, por raiva, votar em quem está mais longe do marasmo. No Chega.
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De Cristina Torrão a 03.08.2020 às 18:19

No Alentejo? A sério? Agora fiquei mesmo surpreendida.

Pois, os próximos anos serão difíceis e não só por causa da pandemia

Enfim, se o Rio não for na cantiga do chega chega, deve poder contar comigo. Há que fazer oposição ao PS! Se for (o que, na verdade, não acredito; escusava de ter dito aquilo, valha-me Deus) temos um problema. Bem, aí, também tinha uma opção, mas não a revelo, que não é própria deste blogue.
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De João Gil a 03.08.2020 às 14:06

Casaste só há uma. A patenteada pelo PCP, com os estribilhos dos “trabalhadores e do povo” e o de “a culpa é da direita”.
Ainda há dias o camarada cassete Jerónimo disse que a queda de 16,5% do PIB era culpa da direita. O camarada cassete está no governo há quase 6 anos. De quem é a culpa? Obviamente da direita, que não conseguiu formar governo e perdeu a maioria nas eleições.
Então não é que o homem tem razão?
Agora o Chega. Cassete só há uma. É como a poção mágica do Panoramix. Não bebe quem quer.

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De Carlos Marques a 03.08.2020 às 16:27

45 anos = governos em exclusivo de PS e PSD/CDS

Hoje em dia:
PS = Social-Liberal (Centro-Esquerda a Centro-Direita)
PSD = Democrata-Cristão, Neoliberal (Centro-Direita a Direita-Radical)
CDS = Neoliberal na economia, ultra-Conservador nos costumes (Direita-Radical a Extrema-Direita)

Geringonça = governo exclusivamente do PS, com acordos PARLAMENTARES com PCP, PEV, e BE.

Governo atual = exclusivamente PS, sem acordos escritos com ninguém.

Conclusão: factualmente nunca houve um único governo com partidos à Esquerda do PS. Caso tivesse havido, de certeza absoluta que não tinhamos entrado na aberração chamada €uro, nem tínhamos tido a respetiva Crise do Euro (que os países com moeda própria não tiveram), nem andávamos todos os anos a passar cheques (BPN, Banif, BES/NovoBanco) para os vigaristas da banca privada lucrarem.

Último orçamento: voto contra do PCP, abstenção das restantes oposições, voto a favor do PS.

Esquerda = defender direitos do trabalho, mais distribuição equitativa da riqueza com melhores salários, impostos progressivos, banca pública, sem regras do €uro (com moeda própria, tal como países Nórdicos e R.Checa por exemplo).

Direita = defender privilégios do capital, mais desigualdade (ricos mais ricos, salários o mais baixo possível), impostos baixos para ricos (ou até mesmo off-shores para a fuga quase total ao fisco), banca privada (mas financiada pelos contribuintes), e regras do €uro (sem soberania monetária, e a perder numa moeda que nos prejudica, como a Grécia).

O PCP diz o que tem a dizer e, concorde-se ou não, a verdade é que raramente mente. Ao contrário do senhor que escreveu o comentário acima: João Gil.

Já os trauliteiros como você, Macartistas primários e voluntários para o felácio intelectual a fachos tipo Trump ou Bolsonaro (aka a normalização desta gente no debate público), gostam de repetir uma cassete bem pior, a do saudosismo ao pré-1974 ou a do elogio ao países com Constituições não-democráticas, como os EUA ou o Chile.

Não sou comunista, e nunca votei (nem irei voter) neles, mas uma coisa é factual: a cassete deles é a mesma desde os tempos em que lutaram contra a ditadura fascista, e eram perseguidos, torturados e assassinados pelo idiota que caiu da cadeira.

Já você, e outros, nessa altura ou eram palermas mansos, ou até mesmo colaboradores (e ai como vocês gostam desta palavra, que até a usam para substituir a palavra trabalhador), andavam felizes da vida a explorar os desgraçados e os africanos nas ex-colónias, e a debitar propaganda por todo o lado para fazer de conta que o que defendem é coisa boa. E 45 anos depois, a cassete é de facto a mesma...

Obrigado povo Soviético que foi aliado crucial da Europa e dos EUA e deu a ajuda que faltava para derrotar os Nazi-fascistas e a libertar os Judeus.
Obrigado MFA pelo 25 de Abril e pelo fim da ditadura fascista (a que o Chega, e os ex-CDS que agora votam Chega, gostava de voltar).
Obrigado Comunistas que lutaram pela Democracia em Portugal.
Obrigado Socialistas e Sociais-Democratas que a ajudaram a consolidar.
Obrigado a todos na Assembleia Constituinte que votaram por uma das Constituições mais democráticas do Mundo.
Obrigado PCP, PS, e UDP (hoje em dia BE) pela criação do SNS que nos tirou do 3º Mundo em que as pessoas morriam de "velhice" aos 50 anos.
Obrigado à Esquerda e à Direita democrática e moderada, por uma escola pública que acabou com o analfabetismo.
Obrigado Esquerda em geral por todos os direitos do trabalho, e aumentos salariais, que teriam sido IMPOSSÍVEIS com governos de Direita.
E mais recentemente, obrigado PAN por levar este país para o séc.XXI no que à defesa dos animais diz respeito.
E obrigado Livre e Joacine por colocarem a nu todo o racismo existente.

Só não vos agradeço por três coisas, que foram erradas: o perdão dado aos colaboradores da ditadura e PIDEs assassinos e gente da extrema-direita terrorista nos anos 70 (tipo Miguel Júdice), a falta de julgamento dos retornados pelos crimes cometidos contra os africanos, e um Tribunal Constitucional pouco rigoroso, que permitiu a austeridade inconstitucional de 2011-2014 e permite dois partidos fascistas: PNR e Chega.
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De João Gil a 03.08.2020 às 18:42

Ufff...
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De Anónimo a 03.08.2020 às 19:47

Caro Carlos Marques estou de acordo consigo e com o seu comentário
Excepto num pequeno ponto que não posso concordar:

"E obrigado Livre e Joacine por colocarem a nu todo o racismo existente."

Neste ponto o Carlos não tem razão,pois Portugal não é um país racista na sua generalidade, mas como em todo mundo existem pessoas imbecis.

Nem no tempo colonial, se pode dizer que Portugal era um país racista, mesmo com alguns atropelos,mas compare a colonização portuguesa com a francesa, a britânica, a holandesa ou sobretudo a belga e depois falamos.

Os verdadeiros extremistas, os verdadeiros racistas e os verdadeiros perigosos anarcas e/ou xenófobos são na verdade aqueles que acusam terceiros de o ser.

Maldito Portugal este que é tão racista que até tem um primeiro-ministro de ascendência goesa, uma ministra da justiça e três deputadas negras.

A Joacine é uma pessoa agressiva, com falta de educação e até de cultura democrática,basta ouvir os seus discursos de ódio e de incitamento a violência, aliás em sintonia com SOS racismo.
Esta gente tem uma agenda própria, como é evidente.
O racismo é o ganha-pão desta tropa fandanga. É dele que se alimentam. Se não criarem estes supostos problemas perdem votantes, perdendo votantes, perdem o tacho.

Pois a unica coisa que tem para oferecer é a violência do negro sobre o branco, a TV devia de ter coragem de mostrar todos os actos de violência gratuita registados em imagens feitos pela etnia cigana e por negros neste período de confinamento sobre as autoridades portuguesas.

Nojo! De transformarem um homicídio efectuado por uma pessoa desequilibrada, sobre um actor negro em Moscavide num acto de racismo, mas quando um rapaz branco de 20 e poucos anos foi esfaqueado até a morte por três indivíduos de raça negra no Campo Grande, não ouvi Joacines, Bloco de esquerda,Mamadou Ba.

Sinto um profundo nojo desta gente!!!
( Joacines de Mamadou Bas e todos que incitam discursos de ódio e violência sejam brancos,negros,amarelos, verdes...etc)

António Dias





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De Anónimo a 03.08.2020 às 22:19

Muito bem!
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De Jorge Roque a 03.08.2020 às 22:27

Dinossauro ortodoxo que devia estar extinto em Portugal como aconteceu nos outros países de nível superior, a papaguear alarvidades.
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De singularis alentejanus a 03.08.2020 às 22:42

E o PRP, os SUV, as Brigadas…….
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De s o s a 03.08.2020 às 22:42

obrigado, Carlos Marques.
Por recordar, partilhar.

O que lá vai, já foi, era. Sim, houve muitissima tolerancia ( impunidade ) para com os colaboradores de salazar. Mas por outro lado, terá sido o preço pago, para os reduzir e portanto nao conseguirem tomar o poder...plenamentre.
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De Francisco Almeida a 04.08.2020 às 00:47

É característico da extrema-esquerda ignorar a realidade moldando-a às suas concepções ideológicas distorcendo e, quando necessário mentindo.

A pré-concepção do espectro partidário apresentada apenas teria alguns laivos de verdade se fosse referida aos eleitorados. Mas é evidente que os partidos são as suas máquinas e as suas direcções.
Citando apenas dois casos, Rui Rio está no limite do centro-esquerda e o governo de Costa, excluindo o caceteirismo herdado do Partido Democrata - "quem se mete com o PS leva", "dá-me gozo malhar na direita", "vamos partir as pernas aos banqueiros alemães" - a utilização do aparelho de Estado como se fosse uma coutada privada com famílias inteiras nela instaladas, e a corrupção que vem de muito longe, desde os "empregos" dados a Mário Soares pelos Espírito Santo durante os seus exílios em S. Tomé e em Paris, aos negócios de armamento e diamantes no eixo Macau-Angola, é essencialmente formado por amigos de Costa, herdeiros de Sócrates e q.b. de políticos que poderiam estar no BE sem mudar o discurso, p.ex. Pedro Nuno Santos, Galamba de Oliveira ou Jamila Madeira.

Fascismo como sabe quem não quer esquecer, foi um termo político que nasceu em Itália contando-se a história de um pai que antes de morrer, reuniu os filhos, deu a cada um uma espiga de trigo e disse-lhes para a quebrarem o que fizeram com facilidade; depois deu a cada um um pequeno molho (=feixe) de espigas e disse-lhes para o partirem, o que não conseguiram. Feixe, "fascio" em italiano é assim a origem do fascismo e reside na ideia expressa no aforismo popular que a união faz a força.
Este união ou fascismo em Itália foi aplicada ao sindicalismo (outra ideia de esquerda) por Mussolini, ele próprio ex-socialista.

(
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De Carlos Marques a 03.08.2020 às 16:27

Isto não é uma cassete, é a realidade, que muitos vos custa a engolir, caros saudosistas do pré-1974, e/ou outros irresponsáveis (como o João Gil) que acham que defendem a Democracia ao atacar o PCP e ao normalizar o Chega. Não, pá, isso é o caminho para o desastre!! O PCP, por mais polémicas e estupidez que diga em relação a regimes como o Venezuelano, é um pilar da Democracia Portuguesa. E se falamos de apoios a regimes pouco recomendáveis, que tal falar do apoio da I.Liberal ao Chile com a Constituição de Pinochet, do PS à ditadura Angolana nas mãos do MPLA, ao PSD e CDS no apoio à guerra ilegal no Iraque ou no apoio cego ao regime de APARTHEID em Israel?

Só 3 partidos do Parlamento é que nunca apoiaram oficialmente qualquer regime autoritário: BE, Livre, e PAN. Por mais acusações mentirosas que se façam a estes partidos, é esta a verdade. E no caso do BE esta posição anti-autoritarismo é tão "radical", que até são contra o próprio autoritarismo atualmente instalado na UE, uma instituição em que a corrupção e o discurso demagogo e xenófobo se instalou, e onde os valores Europeístas já só são uma memória do passado, no tempo da CEE pré-Maastricht e pré-Euro.

Já o Chega (e vários outros quer no CDS quer na I.Liberal, quer na ala mais radical do PSD, os Passistas) gostavam de ter cá um regime diferente do atual regime democrático. Daí andarem sempre a atacar a Constituição. Em 2015 até a queriam mudar à pressa, para impedir que a MAIORIA do Parlamento, eleita pela MAIORIA dos eleitores, não pudesse escolher um governo diferente da PàF. E isso não é uma cassete, é uma discográfica inteira a debitar propaganda, em jornais, blogs, TV, e redes sociais!
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De Cristina Torrão a 03.08.2020 às 18:21

Este seu comentário tem umas coisas interessantes.
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De João Gil a 03.08.2020 às 18:44

Oh camarada cassete.
Porreiro, pá!
Saudações democráticas para si também
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De Anónimo a 03.08.2020 às 22:21

Reforço o meu apoio a mais este seu comentário acertadíssimo!
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De Francisco Almeida a 04.08.2020 às 00:48

Em Portugal houve antes do Estado Novo uma ideologia fascista não totalitária pois até era monárquica, os Camisas Negras do dr. Rolão Preto cujos sindicatos foram perseguidos e na prática desmantelados logo no início do Estado Novo pelos militares e ainda antes de Salazar assumir o poder.
Por outro lado o partido Nazi - Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães - era e foi uma ideologia clara de esquerda com um Partido único que se apropriou do Estado e sem nenhum aspecto liberal na política nem na economia - o Estado fixava os salários e os patrões denominados Führer na empresa, como Hitler no governo, tinham o poder absoluto dentro da empresa mas seguiam as orientações do governo em preços e até gamas de produção. Foi assim que foi possível que fábricas de material agrícola fossem reconvertidas para produzir blindados iludindo as fiscalizações de franceses, ingleses e americanos.
Falar em nazi-fascismo em relação a Portugal é apenas distorção e propaganda pura como feita sistematicamente pelos PCs do mundo e seus apparatchiks e em especial por aquele PC que foi até à queda do muro a secção portuguesa do Partido Comunista da União Soviética.

Chamo a atenção que Carlos Marques referiu o "povo Soviético" entidade que nunca existiu excepto na concepção ideológica do Partido. Existia o povo russo
historicamente imperialista e dezenas de outros povos do império soviético que se tornaram independentes assim que puderam. Quem fala em povo soviético, não deixa dúvidas a ninguém.

Voltando ao "fascio", à união faz a força, os únicos que vejo adoptarem essa visão política são os mesmos que passaram anos a manifestar-se com a palavra de ordem "O povo unido nunca mais será vencido" e hoje sentam-se na esquerda do hemiciclo. São esses os verdadeiros fascistas.
Já Churchill tinha dito premonitoriamente que no futuro, os fascistas chamar-se-iam a si mesmos anti-fascistas.

Será de agradecer a lembrança que o BE é a antiga UDP exactamente a mesma que que recorreu à tortura (no Regimento da Polícia Militar e no Ralis) e ao assassinato (lembro-me do Director-geral dos Serviços Prisionais mas houve mais) e escaparam impunes para evitar identificar outros responsáveis que incluíam o major Dinis de Almeida (o Fittipaldi das Chaimites) e o próprio Otelo Saraiva de Carvalho para citar os dois mais conhecidos. Será de facto bom que as pessoas não se esqueçam que por detrás das meninas do BE está a estrutura política da UDP.

Apenas para identificar uma mentira não é claro que o "último Orçamento" fosse o Orçamento de Estado para 2020 ou o recente Orçamento Suplementar mas, para qualquer deles é mentira que o PCP tenha sido o único a votar contra. No último além do PCP e de PEV votaram contra o CDS a Iniciativa Liberal e o Chega; no primeiro só o PS votou a favor, votaram contra PSD, CDS, IL e Chega e absteve-se toda a esquerda que, assim o viabilizou.

Seria inacreditável (se fosse outra pessoa) referir que o povo sovético ajudou a libertar os judeus. Toda a Rússia tinha um passado de anti-semitismo bem mostrado no excelente filme "O Violino no Telhado" e, muito embora muitos judeus pequenos funcionários, tivessem integrado várias organizações políticas do pós- czarismo o que é certo é que foi da União Soviética que saíu uma imensa quantidade de judeus que foram para Israel.
É apenas sintomático que a actual extrema-esquerda mundial odeie Israel.
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De Anónimo a 05.08.2020 às 05:50

Só para sublinhar o seu argumento relativo aos judeus: a cidade de Tel Aviv (Nova Primavera) foi fundada pelos primeiros judeus perseguidos pelos bolcheviques logo após a revolução de 1917. Estes exilados atravessaram grande parte da Ásia Central a pé para chegarem a Israel. Para melhor compreender este êxodo, aconselho a leitura do "Exodus", de Leon Uris (jornalista e repórter de grande envergadura) que nos dá um retrato extraordinário do fenómeno neste livro magistral que relata o êxodo dos judeus europeus desde a revolução russa, passando pelo nazismo alemão e terminando em 1948 - ano em que a ONU aprovou a fundação do estado de Israel

J M
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De Francisco Almeida a 06.08.2020 às 11:33

Obrigado pela achega.

Eu li o "Exodus" com 16/17 anos e li-o numa noite. Comecei a ler a seguir ao jantar e apaguei a luz do quarto já era dia (nesse tempo eu conseguia ler cerca de 100 páginas por hora) e, claro, de pouco me lembro. Mas ficou a cultura, aquilo que se sabe depois de esquecer tudo o que se aprendeu, e o ódio das extrema-esquerdas aos judeus, fossem elas nacionalistas alemãs ou internacionalistas russas, foi um dado cultural que permaneceu talvez também ajudado pelas actuais, encobertas, anónimas ou orfãs, mas que nesse ódio se continuam a revelar.
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De Makiavel a 04.08.2020 às 09:28

Isto convém, de vez em quando, lembrar os factos aos distraídos e deturpadores.

Bom comentário.
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De Makiavel a 04.08.2020 às 09:33

O PCP está no governo há 6 anos? Qual é o ministério que está sob a sua responsabilidade?

Olha qu'isto não é um qualquer grupo de wahtsapp da famiglia bolsonaro. As mentiras aqui têm contraditório.
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De João Gil a 04.08.2020 às 12:45

O PCP foi um dos partidos signatários do acordo com o PS para a legislatura anterior e é um dos partidos que viabiliza e apoia as políticas do PS no actual governo. Não está no executivo, mas é exactamente como se estivesse, uma vez que o programa de governo (na legislatura anterior) e os orçamentos deste (na actual legislatura) são negociados exclusivamente com o acordo do PCP e do BE e episodicamente do PAN (os verdes não contam, porque são uma delegação do PCP e não um partido político Independente).
Portanto, apesar do seu contraditório, legítimo, pode dizer-se com total propriedade que o PCP governa Portugal, em conjunto com BE e com o PS desde há quase 6 anos.
Podem querer fugir com o rabo à seringa, mas não vale a pena. São responsáveis pela política seguida na mesmíssima medida em que o PS e o BE o são. A culpa da queda de 16,5% do PIB que se registou agora pode ser de muita gente, mas não é de todo da direita. Se alguém é responsável pelas medidas do governo é o governo e quem o apoia e cauciona as respectivas políticas. Não é quem se lhes opõe.
O resto é apenas ficção política.
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De Makiavel a 05.08.2020 às 13:48

Um texto tão comprido e não me consegue dizer quais são os ministros do PCP e do BE do anterior e do actual governo. Não consegue porque não existem, logo, não governam.
QED
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De João Gil a 05.08.2020 às 19:00

Não penso, logo existo...
Uma variante possível do discurso do método.
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De Makiavel a 06.08.2020 às 16:08

Já é um começo. Para a próxima, pense antes de dar a existência comentários tendenciosos.
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De João Gil a 06.08.2020 às 18:42

Todos os comentários são tendenciosos. Não sabia?
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De Makiavel a 07.08.2020 às 08:32

Quis ser cordato quando classifiquei o seu comentário de tendencioso. Em última análise, todos o são. Mas se, para o classificar, apenas me ocorre essa característica comum, é porque nada mais se retira dele. Talvez tortuosamente tendencioso seja mais preciso. Ou mentiras disfarçadas de verdades implícitas. É todo um mundo...
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De João Gil a 07.08.2020 às 19:06

Agradeço-lhe a cordialidade. Mesmo que não goste da minha opinião. É uma opinião política e uma interpretação política. Tem a legitimidade inabalável e indestrutível de uma opinião política.
Eu também retiro pouco de muitas das opiniões políticas que se opõem às minhas.
É o mundo das convicções e da liberdade. É um bom mundo, portanto.




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De Makiavel a 07.08.2020 às 20:43

Não confunda opiniões políticas com mentiras.
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De João Gil a 08.08.2020 às 17:41

É todo um mundo novo.
Saudações

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De António José Sousa Fonseca a 03.08.2020 às 14:28

Querem um slogan para o CHEGA?
Aqui vai:
"Um referendo porque um boletim de voto não é um cheque em branco!"
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De Anónimo a 03.08.2020 às 14:35

https://www.youtube.com/watch?v=LfrDRhdwUM8



Smoreira
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De singularis alentejanus a 03.08.2020 às 14:39

Foi com o mesmo tipo de desdém aqui utilizado, por parte do povo alemão, que Hitler chegou onde chegou.
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De Marques Aarão a 03.08.2020 às 15:57

No tempo que passa a cassete que se destaca cavalgando todas as ondas
é a de malhar no "Chega".
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De Anónimo a 03.08.2020 às 18:05

Que artigo ridículo. As cassetes que é das coisas boas que tínhamos antigamente, ser violada por uma pessoa que só diz disparates neste artigo, misturando política com um dispositivo antigo e que não é nada inferior aos telemóveis, tablet's, consolas, computadores, étc, que temos atualmente.
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De Cristina Torrão a 03.08.2020 às 18:23

Lidei muito com cassetes na minha adolescência.
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De s o s a 03.08.2020 às 22:29

sorte dos leitores a cassete ser minoritaria, "pequenina", só ter 60 minutos.
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De Makiavel a 04.08.2020 às 09:24

Postal cheio de graçolas mas com pouca graça.

Falar de cassete e esquecer a cassete do marxismo cultural, ideologia de género, Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, tocada ad nauseam pelos baronetes apeados do PSD e CDS, é no mínimo estranho.

O cabeça de geleia não passa de um grilo falante da direita que perdeu o poder. Gente como Miguel Morgado, Nuno Melo e mais uns quantos menos "colunáveis" têm um discurso-cassete idêntico. Convém não esquecer que esse oportunista foi lançado pelo tecnoformas para a ribalta da política, com a candidatura à câmara de loures. Já nessa altura ele tinha a cassete do "problema dos ciganos" e não ouvi ninguém no partido dele a indignar-se.

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