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O Estado a que chegámos

por Pedro Correia, em 26.02.20

20200212_223019-1.jpg

 

Depois de amanhã, na zona de Belém, é inaugurada uma exposição que está a ser muito propagandeada com cartazes distribuídos pela capital. Uma exposição do Museu Van Gogh, de Amesterdão, que conta com patrocínios oficiais - incluindo do Governo português e da Câmara Municipal de Lisboa.

Lamentavelmente, os cartazes da exposição estão redigidos praticamente na íntegra em inglês. Que nem é idioma oficial na Holanda, país de origem da exposição, nem de Portugal, país que a acolhe em lugar nobre e com o espavento que talvez mereça.

Nem uma frase em português, no título ou na legenda. Nem um arremedo de versão bilingue, que seria compreensível. Só faltou o endereço vir também impresso na língua natal de Boris Johnson e Donald Trump para a rendição ao idioma anglo-amaricano ser completa.

Que isto aconteça com tão elevados patrocínios diz muito do Estado a que chegámos na defesa, promoção e valorização do nosso idioma.


50 comentários

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De Luís Lavoura a 26.02.2020 às 11:55

Não conheço a exposição, mas avento a seguinte explicação: na própria Holanda, a exposição terá sido elaborada e apresentada em inglês, por se destinar, em grande parte, a ser visitada por turistas. Também em Portugal, a exposição será apresentada em inglês, pela mesma razão.

É normal, atualmente, turistas deslocarem-se a um país somente para nele visitarem uma grande exposição (ou outro evento artístico, como uma peça de teatro ou um bailado). Por esse motivo, deve ser normal grandes exposições serem elaboradas em inglês.

(Ainda para mais num país tão amigo do inglês como o é a Holanda.)
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De o cunhado do acutilante a 26.02.2020 às 14:42

Certo!
Vamos agora esperar pela divulgação do fado em New York toda elaborada em português.
Com algum vernáculo pelo meio para a compreensão se tornar mais acessível.
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De V. a 27.02.2020 às 14:34

"actualmente"
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De Pedro Correia a 01.03.2020 às 09:42

Os defensores do fim da caça aos animais continuam furiosamente a caçar consoantes.
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De João Brito Levandeira Silva a 26.02.2020 às 12:09

Há muito que somos uma mera colóna anglossaxónica.
E de segunda classe...

João de Brito
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 22:17

O cagatório e o vomitório do Trump. Com os basbaques a bater palminhas.
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De Pedro Oliveira a 26.02.2020 às 12:21

Dizer que Boris Johnson e Donald Trump falam a mesma língua é uma grande canelada no Boris.
O inglês expressa-se oralmente e por escrito em inglês coloquial; o americano,enfim, "tuita" e profere uns monossílabos.
Quanto ao cartaz parece redigido em americano trumpento. Atenção não quero entrar em polémica com o eng. Lavoura se ele defende que o cartaz de uma exposição em Portugal deve ser redigido na língua de Trump não sou eu que o vou contrariar.
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De Luís Lavoura a 26.02.2020 às 15:11

O problema não é o cartaz. O problema é a própria exposição. A exposição incluirá (calculo eu) filmes falados em inglês, explicações escritas em inglês, etc. Em suma, só vale a pena ir-se lá se se souber inglês. Caso contrário, não se aprenderá grande coisa.
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De Pedro Oliveira a 26.02.2020 às 17:36

Caro Lavoura,
Wrong.
Dei-me ao trabalho (não gosto de calcular, gosto de certezas) de visitar o sítio indicado no cartaz www.meetvincent.pt.
Será uma vasta experiência sensorial e coiso e tal, o conhecimento da língua inglesa é dispensável.
De qualquer modo o postal de Pedro Correia era sobre o cartaz não era sobre a exposição.
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De Pedro Correia a 01.03.2020 às 09:34

Sobre o cartaz, claro. Um abraço, Pedro.
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De Anónimo a 27.02.2020 às 01:51

Será que na exposição de Joana Vasconcelos em Roterdão (Nov.2019) só se ouviria falar em português.
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De Pedro Correia a 01.03.2020 às 09:34

Para as exposições da Joana Vasconcelos não há palavras, seja em que idioma for.
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De Samantha Em Chamas a 26.02.2020 às 12:27

Mais ainda: o estado a que chegámos no que toca ao desprezo pela própria sociedade portuguesa. Se é de cultura que falamos, o convite nunca é para nós - sabemos lá o que isso é, afinal?

Mais uma excelente e pertinente observação, Pedro. Começa já a ser tão habitual que reparo (eu incluída!) que por vezes já nem questionamos o idioma do que estamos a ler. A tomar mais atenção e a ser mais crítica no futuro, sem dúvida.
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 22:16

É como diz, caríssima. Com todas as letras e sem partes gagas.
Se todos andarmos um pouco mais atentos, a nossa língua deixará de ser tratada ao murro e a pontapé pelas chamadas "entidades oficiais" que têm por dever e obrigação zelar pelo património cultural português - desde logo pelo património linguístico.
O primeiro passo é protestarmos sempre que virmos, com chancela oficial, o nome de Lisboa ser pervertido para "Lisbon" e o nome do Porto ser travestido de "Oporto".
Fica a sugestão.
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De Anonimus a 26.02.2020 às 12:38

O Pedro parece estressado.
Recomendo ir descansar uns dias no All-garve ou fazer um cruzeiro relaxante no Oporto.
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 14:56

Many thanks pelas suas sugestões. Para já, I stay in Lisbon.
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De Anonimus a 26.02.2020 às 18:16

Put da crime, que está sol.
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De Pedro Correia a 01.03.2020 às 09:41

Por acaso hoje está de chuva. Devido ao "risco de seca extrema" que assola o País.
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De Anónimo a 26.02.2020 às 12:55

Portugal obnóxio
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 22:09

Obnóxio é o pai de todos os vícios.
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De Manuel Sousa a 26.02.2020 às 13:00

Portugal obnóxio.
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 22:10

Sem obnóxio não há "negóxio".
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De Anónimo a 26.02.2020 às 13:07

Os Salcedes dos nossos dias (lavouras&Ca.) acham "chic a valer".
É como se faz "lá fora"...


JSP


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De fatimap a 26.02.2020 às 15:37

Ohhhhhh …. tal e qual!!!
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 23:43

Sem tirar nem pôr.
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De Isabel Paulos a 26.02.2020 às 13:51

Tem razão, lamento a falta das traduções, mas neste post arranjei o melhor pretexto para voltar a Lisboa já em Março.
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 22:08

Welcome to Lisbon.
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De o cunhado do acutilante a 26.02.2020 às 14:33

O estado em que nos puseram: seria mais acertado dizer.
Não contribuí para a caminhada e puseram-me lá na mesma.
Como dizia o outro, para o filho renitente:
- Meu filho; quer tu queiras ou não hás-de ser bombeiro voluntário.
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De Pedro Correia a 26.02.2020 às 22:07

Somos todos bombeiros voluntários. À força.

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