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James Evans, pai de Alfie, recebido pelo Papa Francisco no Vaticano/Foto:Alfies Army/Facebook

 

Alfie Evans não chegou a completar dois anos de vida. Morreu no Sábado de manhã no Hospital pediátrico de Alder Hey, em Liverpool, não conseguindo resistir mais a uma doença degenerativa rara no cérebro, que o tinha condenado a um estado semi-vegetativo. Alfie esteve cerca de um ano nesta condição, ligado a uma máquina de suporte vital, sem qualquer sinal de recuperação. Pelo contrário, os vários exames mostraram que quase todo o cérebro do bebé estava destruído. Para os médicos, nenhum tratamento existente poderia reverter o estado de Alfie e assegurar-lhe uma vida minimamente digna. Por isso, tomaram a difícil decisão de desligar a máquina de suporte vital. Mas o amor imenso dos pais pelo filho sobrepôs-se a qualquer evidência científica, com a esperança a imperar sobre a racionalidade. Dificilmente para um pai ou para uma mãe, poderia ser de outra maneira. E embora a lei inglesa dê aos pais o direito de procurarem o melhor tratamento para os seus filhos, não se trata de um princípio absoluto, visto que se uma entidade pública considerar que essa decisão possa implicar riscos significativos para a criança, então esse mesmo direito parental pode ser contestado.

 

E foi isso que aconteceu a 20 de Fevereiro quando o “High Court” deu razão ao hospital e reconheceu as provas médicas que foram apresentadas, ou seja, de que o pequeno Alfie não tinha salvação e que a ligação à máquina representava um prolongamento artificial da vida, com dor e sofrimento. Os pais do bebé acabaram por recorrer aos tribunais, incluindo o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, e é partir deste momento que a tragédia do pequeno Alfie começa a assumir contornos fracturantes no seio da sociedade inglesa.

 

No passado dia 23, depois de os pais terem perdido todos os recursos que interpuseram, os médicos desligaram a máquina de suporte vital. Desde então, o debate intensificou-se, com o Papa Francisco e o Estado italiano a prontificarem-se para receber a criança, defendendo que os pais estavam no direito de procurar novos tratamentos para o Alfie. As autoridades inglesas recusaram a possibilidade do bebé viajar para fora do país, apesar das insistentes diligências feitas pelo chefe do Vaticano.

 

Naturalmente, o lado humanista de Francisco impeliu-o a tomar uma posição sobre este assunto, a envolver-se, a sensibilizar-se, mas enquanto chefe da Igreja Católica teve que, obrigatoriamente, assumir este “combate”, perante o primado da ciência e da lei sobre aquilo que, para um crente, pode ser considerado um acto de fé, o de depositar o destino da vida de uma pessoa nas mãos de Deus. Aliás, Francisco, em jeito de aviso, enunciou um princípio conservador e imutável desde a fundação da Igreja: só Deus pode criar e tirar vida. E nas alas mais conservadoras, do outro lado do Atlântico, Newt Gingrich, num artigo na Fox News (onde podia ser mais?) não perdeu tempo ao afirmar que o pequeno Alfie foi “condenado à morte” pelo “assustador Estado britânico secular”. Neste texto particularmente agressivo, Gingrich, uma voz sempre activa em matérias fracturantes nos EUA, volta a lembrar que por causa das correntes progressistas que instituíram governos seculares de esquerda, os “our God-given rights” estão a dar lugar a “direitos” contratualmente estabelecidos com governos tiranos. Embora seja radical no tom, a verdade é que a posição de Gingrich não é (nem podia ser) muito diferente daquela que Francisco e a Igreja adoptaram no âmbito da problemática em torno do drama de Alfie Evans.

 

As questões fracturantes, por norma, tendem a polarizar-se em campos extremos, sendo que é possível encontrar argumentos válidos (ou pelo menos compreensíveis) em ambos os lados do debate. É assim há séculos: progressistas vs conservadores, ciência vs religião, lei vs fé, paixão vs razão… Seja como for, a convivência em sociedade vai-se fazendo através de cedências e negociações, mas não nas questões fracturantes. Para quem as vive e as sente, não há meios-termos, não há compromissos possíveis. Consoante o lado em que se está, há o certo ou o errado, há o moral ou o imoral, há o aceitável ou o inaceitável, há o preto ou o branco… Estes temas assumem contornos dramáticos e emocionais, onde há um vencedor e um perdedor, porque, de certa maneira, reflectem formas de estar em sociedade, das quais as pessoas não podem nem querem abdicar. E quando se trata de legislar sobre as mesmas, muitas das vezes é dada liberdade de voto aos legisladores, sob o argumento de se tratarem matérias de “consciência” individual. 

 

Se partirmos de um modelo de análise em que admitimos que, para as correntes mais conservadoras, a política faz-se sob o primado dos valores, da ética e da moral, e para as áreas mais progressistas, o fenómeno é visto sob a perspectiva positivista e científica – aceitando-se o primado da técnica e da razão –, então é possível enquadrar e antecipar determinados debates. Problemáticas, essas, que na Europa nem sempre são tão inflamadas como nos EUA, mas mesmo assim são fracturantes e criam rupturas. Veja-se, por exemplo, em Portugal, onde nos últimos tempos, temas como a eutanásia ou as “barrigas de aluguer” vieram para o topo da agenda política e mediática. Aliás, se considerarmos o pressuposto acima enunciado, é possível prever, com algum grau de certeza, a tendência de voto de alguns dos legisladores quando o assunto da eutanásia descer ao Parlamento. É também muito provável que, à medida que o dia da votação se aproxime, as diferentes correntes na sociedade façam ouvir a sua voz e se manifestem de forma emocional em diferentes campos.

 

O drama do pequeno Alfie Evans, e todo o debate intenso que suscitou, demonstra que as chamadas questões fracturantes continuam a despertar as convicções mais primárias que existem em cada um de nós, enquanto seres sociais, e que, apesar de uma certa uniformização comportamental nas sociedades ocidentais, há matérias que, pela sua natureza específica, enfatizam apaixonadamente as diferenças dos vários modelos de pensamento.

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84 comentários

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De Herr Von Kälhau a 30.04.2018 às 13:47

Concordando, mas adicionando:

O primado da Ciência não é o da Lei. O primado da Lei é a Moral e por isso ela é subjetiva, transitória, interpretativa. A Ciência é amoral, factual, objetiva e intemporal - a Gravidade é imutável no tempo e espaço humano.

"ciência vs religião, lei vs fé, paixão vs razão"

Estas dicotomias escondem uma interligação cíclica.

A Ciência procura responder às perguntas não respondidas da Religião. Não é por acaso que também o Branco é a cor do Laboratório. Os cientistas são os novos sacerdotes seculares.

Tal como a religião a ciência surge em virtude da verdade oculta. Fazem da morte o seu objecto.

A Lei deriva da Moralidade, e a Moralidade de um conjunto de preconceitos não verificáveis. Assim a Moralidade advém da Fé ( da Ideia que fazemos do como Deve Ser a Vida e não de Como ela é ).

É pela paixão que é guiada a Razão. Pensamos racionalmente sobre o que nos Apaixona. Sobre o que Tememos. Se nada amamos , ou nada tememos não pensamos , pois teremos, nesse caso , já todas as respostas.

Finalizando o grande travão à Evolução da Ciência é e será sempre a Moralidade da Lei .

A questão aqui prende-se, sobretudo, em terem havido médicos italianos que prometiam uma nova abordagem - Rome's Bambino Gesù Hospital https://en.m.wikipedia.org/wiki/Bambino_Gesù_Hospital

E para os pais a dúvida do que poderia ter sido, e nunca mais será, não desaparecerá.

A Ciência Moderna trabalha sobre probabilidades e não sobre certezas. É isto que a distingue da antiga Ciência Mecanicista e da Religião milenar.

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De Luís Lavoura a 30.04.2018 às 14:24

Eu pergunto: se as máquinas que mantinham o bebé vivo tivessem sido mantidas ligadas, os pais prontificavam-se a pagar todos os custos daí decorrentes (incluindo a diária hospitalar)?

É que, é muito fácil defender que as máquinas não devem ser desligadas, quando quem paga o seu funcionamento são os outros...
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De Herr Von Kälhau a 30.04.2018 às 14:57

Meu caro, tem filhos?
Era capaz de dar a vida por eles? Veja bem, racionalmente não faz sentido dar a vida pelos nossos filhos, se ainda estamos numa idade fértil, e podemos ter muitos outros. Mas quem lhe disse que somos racionais? Assim se deve pensar esta questão, não racionalmente, mas afectivamente!
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De Sarin a 30.04.2018 às 16:19

Afectivamente não conseguirá nunca que alguma máquina seja desligada excepto a dos esquecidos. Ou dos que deixam herança e abutres.

Têm que ser analisadas todas as premissas não na óptica dos outros mas do indivíduo - o que se pode fazer e até onde suporta que se faça.
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De Herr Von Kälhau a 30.04.2018 às 18:56

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150326_vert_fut_cura_milagrosa_cancer_ml

Existem muitas mais coisas do que aquelas que se vêem! A começar pela electricidade...
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De Sarin a 01.05.2018 às 11:01

Hipócrates demandava pelos humores do corpo, hoje sabemos que não é assim.


A esperança é, como disse, legítima; mas e o custo para o indivíduo, não interessa?
Há um ponto onde a insistência na esperança deixa de ter espaço entre as limitações da ciência e as limitações do corpo. Nunca é fácil dizer adeus.
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De Sarin a 30.04.2018 às 16:13

Portanto, quem tiver doenças crónicas que se lixe, que os seus impostos não são para pagar recursos a quem não tem cura, é isso?
É uma opinião.
Espero que se manifeste contra o SNS quando chegar a hora. Estarei do outro lado da mesa.

A questão para o hospital passará também por aí, mas se for esse o princípio e o fim, para que diabo se meteram tribunais a avaliar as certezas e limitações da ciência e o direito dos pais a prolongarem o sofrimento da criança na expectativa de uma resposta positiva algures?
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De Luís Lavoura a 30.04.2018 às 17:09

quem tiver doenças crónicas que se lixe

Eu não escrevi tal coisa.

Aqui não estamos a tratar de um problema de doença crónica, mas sim de uma pessoa virtualmente morta (em estado vegetativo irrecuperável).
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De Sarin a 30.04.2018 às 17:23

Sobre o assunto em causa, os pais tinham um hospital disposto a acolher a criança e a suportar as despesas, pelo que a sua pergunta nem sequer tem razão de existir e daí ter sido interpretada genericamente.
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De Luís Lavoura a 01.05.2018 às 17:24

tinham um hospital disposto a acolher a criança e a suportar as despesas

Deveras? O hospital ofereceu-se para ter lá a criança de borla por tempos infindos? Tenho dificuldade em acreditar!

Mas se fôr assim, então compreendo bem a posição dos pais. Se não são eles a arcar com as despesas, então pois claro, são a favor de que o filho seja mantido vivo. É sempre fácil ser-se a favor de algo quando é outrém quem arca com os custos.
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De Sarin a 01.05.2018 às 20:40

Portanto a questão que lhe coloquei inicialmente mantém-se.
Cá nos encontraremos para falar do SNS, eu a favor e o Luís contra, obviamente.

Sobre esta matéria em específico, sou contra o prazo de manutenção do suporte básico de vida ser definido em função da declaração de IRS.
Por falar nisso, já fez o seu Testamento Vital? Mais vale prevenir dilemas merdosos aos seus herdeiros.
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De Luís Lavoura a 02.05.2018 às 12:01

Eu jamais disse que fosse contra o SNS.
Pelo contrário, tenho razões de sobra para estar agradecido ao SNS, que tratou o meu filho de cancro gratuitamente e com qualidade (tanto médica como hoteleira).

Quanto à manutenção do suporte básico de vida, é evidente que ele deve ser mantido quando há razoáveis esperanças, com base na ciência médica, de que a pessoa recupere. Já quando essas esperanças são nulas ou muito remotas, como no caso de Alfie - e como nos casos, que me interessam muito mais, de muitas pessoas internadas em instituições portuguesas, muitas delas não pertencentes ao SNS - sou contra.
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De Sarin a 03.05.2018 às 01:54

Que é contra, percebi. Mas apenas lhe li o argumento económico, e é isso que não percebo muito bem onde começa e onde acaba.
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De Herr Von Kälhau a 30.04.2018 às 21:25

E as pessoas vivas irrecuperáveis, que fazemos com elas?

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De Luís Lavoura a 30.04.2018 às 15:30

Enquanto os europeus se debatem com merdosas questões éticas como esta, os chineses, sem escrúpulos éticos, fazem avançar o mundo.
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De Herr Von Kälhau a 30.04.2018 às 16:29

Não se preocupe com os chineses e a falta de ética. Se o Luís conseguiu íntegra e integralmente, então há esperança!
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2018 às 20:39

Uma frase que deve ter sido usada por muitos filo nazis e falo comunistas nos anos 30.
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De Luís Lavoura a 01.05.2018 às 17:25

reductio ad Hitlerum
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De João Pedro Pimenta a 02.05.2018 às 23:17

Pode pôr reductio ad Maozedongorum, se quiser ser original
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De Luís Lavoura a 30.04.2018 às 15:42

Para os médicos, nenhum tratamento existente poderia reverter o estado de Alfie e assegurar-lhe uma vida minimamente digna. Por isso, tomaram a difícil decisão de desligar a máquina de suporte vital.

Curiosamente, há em Portugal dezenas de pessoas em situação similar à de Alfie (em estado semi-vegetativo há já anos e sem qualquer hipótese de recuperação), e as máquinas que permitem que elas continuem a viver nunca são desligadas. Eu conheço pessoalmente os casos de pelo menos três pessoas assim, que ficaram em estado vegetativo após terem sofrido paragens cardiorrespiratórias que lhes mataram boa parte do cérebro. E admira-me que na Inglaterra se desliguem as máquinas mas em Portugal o assunto nem sequer seja aflorado em discussão pública. Em Inglaterra ao menos fala-se do assunto e debate-se-lo. Em Portugal, faz-se como se fosse uma coisa que só acontece em Inglaterra.
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De Sarin a 30.04.2018 às 16:25

"Enquanto os europeus se debatem com merdosas questões éticas como esta, os chineses, sem escrúpulos éticos, fazem avançar o mundo."

Para que quer debater o assunto em Portugal se o assunto é uma merdosa questão de ética?
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De Sarin a 30.04.2018 às 17:00

Infelizmente este é mais um caso de muitos onde as dúvidas e as certezas se confundem com a vontade, legítima, de não desistir.

Mas se os pais, envolvidos na dor e na esperança, não vêem o sofrimento da criança, sobram os juízes para fazer o papel de juiz...

Francisco, pastor dos católicos e referência para muitos cristãos e não cristãos, disse a propósito "que só Deus pode decidir quem vive e quem morre". Muitos alegamos que a máquina de suporte básico de vida é uma contradição ao enunciado, e se a tal juntarmos o estado vegetativo degenerativo e o sofrimento, pergunto: que vida?
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De Herr Von Kälhau a 30.04.2018 às 21:23

"não vêem o sofrimento da criança, sobram os juízes para fazer o papel de juiz..."

Errado. Cabe aos médicos. Os juízes não distinguem um bactéria Gram + de uma -.
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De Sarin a 01.05.2018 às 11:05

Errado: cabe aos juízes. Os médicos falaram e os pais não aceitaram. Os médicos tinham, como têm geralmente, o conhecimento e a limitação científica; os pais tinham, como têm geralmente, a esperança ilimitada.
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De Herr Von Kälhau a 01.05.2018 às 15:05

Engana-se:

Uns falaram uma coisa, outros outra?

The Italian hospital had acknowledged it could not find a cure, but had proposed maintaining Alfie’s life for about two weeks while doctors tried to investigate his condition.

https://www.google.pt/amp/s/amp.theguardian.com/uk-news/2018/apr/26/alfie-evans-parents-to-meet-doctors-to-discuss-taking-boy-home

Não é o Estado que deve decidir, pelos pais , o que é melhor para os filhos. ...siga esse raciocínio e acabará na República de Platão, ou no Diunvirato de Esparta.
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De Sarin a 01.05.2018 às 17:23

Engana-se: eu não disse que era o Estado quem deveria decidir.
Disse que os pais por vezes estão de tal maneira envolvidos que recusam aceitar a inevitabilidade, e em nome da esperança comprometem o bem-estar dos filhos. É na defesa destes que o Estado intervém, não por saber melhor que os pais mas para evitar abusos, e Platão nada tem a ver com esta história.

Nada na notícia contraria o que disse, antes confirma: os médicos opuseram-se à saída para outro hospital noutro país, os pais não quiseram aceitar.
Mais, o Alder Hey aceitou a colaboração do Gesú Bambino para diagnóstico onde Alfie estava, mas Itália, o Vaticano e a direcção do H. Gesù Bambino continuaram a insistir na deslocação apesar de a equipa deste último reconhecer o risco da deslocação. O que tristemente reforça a dúvida que coloquei em resposta a Maria Dulce.

Os pais ficam com a consciência de que tentaram tudo o que entenderam dever tentar e não conseguiram fazer mais por Alfie.
Que poderia ter morrido em casa com os pais, que se poderiam ter preparado para lhe dizer adeus -foi nas vésperas da morte que aceitaram tal alternativa, não em Julho.
Nunca é fácil e o tempo é sempre escasso, mas o fim pode ser esperado com dignidade e conforto familiar.
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 07:51

"Tudo começa já no início da vida. Para que fosse evitada a influência de maus hábitos, os filhos seriam tirados de suas mães já no momento do nascimento"

Politeia", escrito por Platão entre 380 e 370 a.c.
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De Sarin a 02.05.2018 às 10:20

Se confunde o sofrimento infligido com a influência de maus hábitos, talvez seja melhor o Kälhau reler Platão.
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 17:05

Minha querida, Platão defendia que seria o Estado, representado pelo seu Conselho de Sábios, pelos seus Juízes, os únicos que saberiam qual o superior interesse da criança...vê o paralelismo?

Minha amiga Sarin, ando neste momento a concluir a minha segunda licenciatura, em Filosofia...deixe os seus conselhos pedagógicos para outros
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De Sarin a 02.05.2018 às 19:37

Então será este um excelente exercício, reflectir na diferença entre "ser o único" e "ser o último".

O meu caro Von Kälhau, à semelhança do aposentado Vlad, na tentativa de defender a dúvida e o seu contrário acaba brandindo analogias que o não são. Portanto não se amofine com conselhos pedagógicos, são de amiga.

A propósito, tenho lido que uma licenciatura em filosofia não faz um filósofo, mas como nenhuma das minhas especializações é nesta matéria, provavelmente perdi-me com o AO e não percebi o exacto alcance da frase 🙄
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 20:36

Sofismas:

A meu ver foram os médicos ingleses que confundiram o único com o último.

Quem aparenta certezas é a sô tôra. Se assim não fosse mandaria o Princípio da Precaução que se analisassem as outras abordagens diagnósticas e terapêuticas propostas pelos inter pares. Tendo em conta a decisão irreversível e irrecuperável definida pelos especialistas ingleses julgo que pouco haveria a perder seguindo a outra sugestão dos médicos italianos. Assim restará a memória da dúvida, independentemente do desfecho ter podido ser o mesmo. Ter podido....

Quanto às licenciaturas tem razão. O excesso de certezas dá a alguns um par de asas...e de mais alguma coisa.
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De Sarin a 03.05.2018 às 00:39

As sô toras e os sô tores que o acompanharam talvez tivessem várias certezas. Von Kälhau também, já que viu errados e certos até no cumprimento da legislação inglesa. Por mim, tenho muitas dúvidas e ainda mais perguntas - por exemplo, a que terapêuticas se referirá, quando no Gesù Bambino afirmaram não ter terapêuticas alternativas ou abordagens distintas e que o que pretendiam seria aprofundar o diagnóstico? Ou, como referi, será que foi pedida e recusada a entrada da equipa do G.B. no Alder Hey? Se não foi pedida, porque não o foi e porquê a insistência apenas na transferência? Se foi pedida e recusada, porque não o disseram Itália e o G.B., e porque recusou o A.H.? E porque atribuiu a Itália a cidadania só 4 dias antes do óbito?

O caro Kälhau "julga que nada havia a perder" - o risco da transferência, concreto e identificado por ambos os hospitais, a ausência de terapêuticas alternativas, a dor associada ao entubamento e às infecções e à degenerescência, a consequente falta de repouso... penso que seriam perdas suficientes para a criança; mas, e isto é que é importante, os juízes ingleses terão pensado assim e agido de acordo com as leis inglesas.
Talvez o caso por lá reabra o debate sobre o direito de os pais decidirem sobre os tratamentos dos filhos menores.
Talvez por cá também, e até se opte por eliminar o Plano Nacional de Vacinação, dado haver cada vez mais pais relutantes nesta profilaxia. Ou talvez deixem de obrigar as crianças Testemunhas de Jeová a receber transfusões sanguíneas, já que os seus pais também saberão o que é melhor para elas.


As licenciaturas não serão em excesso - algumas pessoas é que poderão ter uma excessiva propensão para achar que o facto de as terem lhes valida qualquer argumento. Nem todos ganham asas, caro Von Kälhau, alguns ficam enredados no discurso.
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De Herr Von Kälhau a 03.05.2018 às 15:12

"por exemplo, a que terapêuticas se referirá, quando no Gesù Bambino afirmaram não ter terapêuticas alternativas ou abordagens distintas e que o que pretendiam seria aprofundar o diagnóstico"

É terapêutica vem a seguir ao diagnóstico. Para o diagnóstico estabelecido pelos médicos ingleses a abordagem estaria certa . A dúvida, dos italianos, estaria assim no diagnóstico

"Se não foi pedida, porque não o foi e porquê a insistência apenas na transferência? "

Eu ajudo. Porque os exames complementares adicionais porventura pedidos pelos italianos teriam de ter autorização do Director de Serviço /Hospitalar. Haveria uma subordinação aos médicos ingleses e portanto uma ausência de liberdade clínica dos italianos.

Quanto ao resto, infecções potenciais são suposições são isso mesmo. Potenciais. Dor, caso, estivesse em coma induzido seriam mínimas.

Quanto à intransigência dos Jeóva foi o que me fez lembrar, não os médicos italianos que, procuravam alternativas, mas o Estado inglês .
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De Sarin a 03.05.2018 às 19:08

Alfie tremia e tinha convulsões ao toque. Os pais procuravam cura.
Estiveram 3 médicos italianos do Gesù no Alder Hey. Nenhum informou ter solicitado exames adicionais, muito menos que lhos tivessem negado. Confirmaram ser inútil tentar procurar uma cura ou alívio para as convulsões além do já feito e afirmaram não ter alternativa terapêutica. Propuseram traqueostomia e gastrostomia para prolongar a vida de Alfie por um período não definido. Um especialista em pedoventilação afirmou serem procedimentos inadequados.
Outro especialista afirmou que ninguém poderia definir ao certo o nível de dor ou até mesmo se Alfie teria noção da dor, mas que se sentia o toque de uma mão então também conseguiria sentir as picadas afiadas durante os tratamentos.
https://www.google.pt/amp/s/www.independent.co.uk/news/uk/home-news/alfie-evans-ill-baby-treatment-futile-child-a8189956.html%3famp


Quem falou em aprofundar o diagnóstico foi a Administração, não os médicos. Que depois de voltarem ao Gesù pensaram melhor e reformularam a sua opinião sobre a continuidade do diagnóstico.
https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-04/enoc-papa-pede-para-fazer-o-possivel-e-o-impossivel-por-alfie.html


Finalmente, em Abril, Mariella Enoc falava em nada fazer, apenas acompanhar até ao fim natural.
https://www.google.pt/amp/s/www.ilfattoquotidiano.it/2018/04/16/alfie-evans-bocciata-richiesta-dei-genitori-di-portarlo-al-bambino-gesu-di-roma-ora-lospedale-puo-staccare-la-spina/4296641/amp/



Quanto mais leio sobre este caso mais dúbias me parecem algumas motivações. E mais acredito que foi tomada a melhor defesa dos interesses de Alfie, apesar da dor que causou aos envolvidos.

(Talvez queira desconfiar um bocadinho das puras motivações da Administração do Gesù e interrogar-se sobre a melhor salvaguarda dos interesses de Alfie se se recordar que o hospital precisa de lavar um escândalo muito recente. Não sou dada a teorias da conspiração, mas é mais um facto no meio de todos os outros.
https://www.google.pt/amp/s/observador.pt/2017/07/14/vaticano-fundos-para-casa-de-cardeal-bertone-foram-desviados-de-hospital-pediatrico/amp/)

Sobre o coma induzido, propunha manter Alfie em coma para evitar a dor, e com suporte básico de vida - até advir uma sepsis ou falhar o abastecimento eléctrico, talvez? As faculdades neurológicas já estavam mesmo comprometidas, por isso nada a perder, certo? Mas olhe que nem os ingleses nem os italianos consideraram tal hipótese - talvez porque a consideraram infrutífera. Fútil, como os médicos chamaram à intensificação e ao prolongamento dos testes de diagnóstico. Futilidade que a imprensa correu a dizer ter sido atribuída à vida de Alfie, veja como são as coisas.


Os Jeovás são intransigentes na sua fé como o são os Católicos.
Acontece que muitos Católicos - e peovavelmente muitos não-Católicos - se indignaram pela interferência do Estado na saúde de um dos seus, e no entanto aplaudem quando o mesmo Estado interfere na saúde dos filhos dos outros, com minúscula.
Parece que afinal só alguns pais sabem o que é melhor para os seus filhos ;)
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De Herr Von Kälhau a 03.05.2018 às 21:20

Alfie Evans judge questions medical evidence after watching emotional video of desperately ill baby 'yawning'

Mr Justice Hayden said in court: "I look at the video of the yawning, and it just seems to be the most spontaneous, natural, pleasurable yawn.

He said that watching the video of Alfie yawning caused him "particular difficulty".

He has asked for Alder Hey doctors to give their views on them, because he “could not easily reconcile” what he saw of Alfie with some of their evidence about his condition

https://www.mirror.co.uk/news/uk-news/alfie-evans-judge-questions-medical-11994598
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De Sarin a 04.05.2018 às 12:47

Obrigada pela partilha.
Num dos artigos que lhe enviei, não me lembro se é o Juiz ou o Advogado do Alder Hey que diz qualquer coisa como "uma das maiores dificuldades deste caso é que olhamos para o Alfie e, vendo-o rosado e quieto, esperamos que abra os olhos e sorria como qualquer criança ao despertar".


Como o meu caro Von Kälhau disse, e desculpe se o não cito correctamente (não me dá jeito ir procurar e transcrever), "há mais para lá daquilo que se vê, e não é a electricidade..."
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De Vento a 04.05.2018 às 15:07

A propósito da intransigência da fé, deixe-me mostrar-lhe a sua, Sarin.

"The Brits might not be able to stop an Islamofascist from turning a concert or sidewalk into a killbox for their Allah, but they could keep the Pope from trying to save a kid’s life for God."

"And it’s not like the NHS gets to fall back on the same “cost to society” excuse that bureaucracies have been using to justify their twisted agendas since stone age cultures sent their sick off to die in the bush. When Alfie stubbornly refused to get the hint and die already, the government of Italy offered to literally take the entire nightmare off the NHS’s hands by making Alfie a citizen and airlifting him to a children’s hospital in Rome. The NHS refused. They were so bent on putting the kid in the ground, they walked into a fiscal and public relations beating, rather than let someone else take a punch. How far down the rabbit hole must you be to blow past “cutting off your nose to spite your face” on your way to “killing babies to spite life?"

Nota: NHS é o SNS britânico.

Aqui: https://personalliberty.com/killing-alfie/

"Lawyers for Life had taken the case to heart because "firstly, it isn't just a case. It's a child. A defenseless child. It's David against Goliath," she said. Boccardi also complained of "judicial harassment" by the courts."

"Alder Hey Children's Hospital has transgressed a few rules of proper conduct and hasn't acted in good faith. We should have reached the point where we'd be able to mediate procedures for a mutually agreed solution, working together with the hospital. In fact, a solution existed already and we simply had to arrange to meet. ... But Alder Hey chose to betray our trust instead, being the first one to rush to take matters to Court and then informing Liverpool's newspapers."

Aqui: https://www.churchmilitant.com/news/article/lawyers-media-on-alfie-theyve-killed-him

Como vê, Sarin, estou num debate elevado, para demonstrar que a esquerda coitadinha modernista e os associados, onde se inclui alguns afectos ao lóbi gay, que aparentemente, segundo as notícias da aci era o caso do juíz inglês, são uns religiosos fanáticos em sua fé. E isto a meu ver não é boa fé.

A esquerda coitadinha e modernista, com alguns de seus membros saídos das faculdades, demosntra que muitos desses membros não possuem muitas faculdades para um debate à cerca da vida. Em torno de argumentos pseudo-filosóficos encapotam uma teoria eugenista onde o fraco não tem direito no mundo, e tampouco direitos.
Espero que a Sarin continue a fazer-me justiça e que aceite este comentário como mais um produto de meus ventos, salvo seja e com o devido respeito.
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De Sarin a 04.05.2018 às 17:31

Acredite que não lhe farei a justiça que merece. Assumo a minha falta de fel.
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De Vento a 04.05.2018 às 20:48

Muito obrigado. Já vi que não lhe falta fé, mas fel. Era esta a questão.
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 17:06

Alfie Evans’s death prompts Italian prosecutors to consider opening case against Alder Hey Children’s Hospital

https://www.thesun.ie/news/2514322/alfie-evanss-death-prompts-italian-prosecutors-to-consider-opening-case-against-alder-hey-childrens-hospital/
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De Sarin a 02.05.2018 às 19:45

Conforme afirmei, cada vez receio mais que a matéria seja menos pelo interesse da criança...

A criança teria dupla nacionalidade, e veremos como o direito internacional vai dirimir esta questão política.
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De FatimaMP a 01.05.2018 às 01:34

Todas as perguntas são válidas, todas as reflexões são oportunas, todas as decisões são difíceis (e como!) numa situação como esta.
Mas, pelo amor da santa: "questão merdosa"?????
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De Sarin a 01.05.2018 às 11:06

????????
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De Sarin a 01.05.2018 às 11:12

Não entro em debates paralelos sobre outros comentários sem ser no seguimento dos mesmos e muito menos sem envolver os comentadores que lhe deram azo.
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De FatimaMP a 01.05.2018 às 18:58

Deus nos livre e guarde! Tem toda a razão.
Confesso: errei na hierarquia dos comentadores. Mil desculpas.
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De Sarin a 01.05.2018 às 19:58

Deus fará o que lhe aprouver, assim como qualquer uma de nós :)

Nada a desculpar, sendo sem intenção maledicente sobre terceiro comentador ;)
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De Vento a 30.04.2018 às 21:07

A história do pequeno Alfie não se resume a isso que escreve. O pequeno Alfie, após terem desligado as máquinas, reagiu durante 6 (SEIS) de forma absolutamente inexplicável pela equipa médica.
Este é um ponto.
O segundo ponto centra-se no facto de nenhum médico, nem o próprio estado, possuir capacidade e autoridade quer para tirar a responsabilidade dos pais em procurar tentar uma segunda oportunidade para seus filhos quer mesmo para afirmar o amanhã, o já agora, em termos científicos.
Durante 20 anos alguém viveu vegetativamente ligado a uma máquina. A ciência afirmava a incapacidade ou possibilidade de recuperação desse estado comatoso. No final, o homem veio à vida sem que a ciência o percebesse.

Mais ainda:
https://www.publico.pt/2017/09/25/ciencia/noticia/homem-em-estado-vegetativo-ha-15-anos-recupera-consciencia-apos-estimulacao-nervosa-1786687

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/03/neurocirurgiao-volta-do-coma-e-se-convence-que-ha-vida-apos-morte.html

http://notifam.com/static/homem-acorda-depois-de-passar-12-anos-em-estado-vegetativo-ele-revela-eu-tinha-consciencia-de-tudo.html

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,homem-acorda-apos-quase-20-anos-em-coma-nos-eua,20030709p30435

https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2013/01/18/interna_nacional,344269/apos-ter-morte-cerebral-constatada-mulher-responde-a-estimulos-em-sao-paulo.shtml

Não escrevi sobre moral nem sobre ética, simplesmente afirmei que a ciência não ainda não sabe.
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De Maria Dulce Fernandes a 30.04.2018 às 21:08

E se...
E se eu tivesse um filho no mesmo estado?
E se eu acreditasse em milagres ?
E se tivesse o apoio moral e material do Vigário de Cristo ?
E se pensássemos que as coisas más não acontecem só aos outros ?
E se ...
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De Sarin a 01.05.2018 às 11:46

É uma matéria muito difícil, já o é perante adultos que dizer quando em causa estão crianças. Dilacerante, se das nossas se tratasse!

Mas perante um hospital pronto a acolher e uma justiça lenta a decidir, fico na dúvida: o Gesu Bambino desde Julho de 2017 que queria acolher o Alfie. Porque não o permitiram? O que aconteceu?

E depois leio estas coisas e pergunto-me até que ponto Alfie seria mantido vivo pela questão espiritual, e até que ponto seria mantido vivo no interesse da ciência, do diagnóstico continuado ao qual alude Mariella Enoc...
Porque entre a vitória da Igreja perante as leis seculares e a vitória da ciência perante o desconhecido, não sei bem como ficaria o superior interesse da criança, por muito que admire Francisco e lamente Alfie ainda mais.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-04/enoc-papa-pede-para-fazer-o-possivel-e-o-impossivel-por-alfie.html
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De Vento a 01.05.2018 às 20:51

A ciência só é vitoriosa perante o que conhece. O que se conhece também hoje em termos de ciência é o seguinte: não existem doenças, mas doentes. Aquilo que o Papa fez a este respeito nada mais é que resumir uma constatação científica num pensamento milenar. O doente necessita de cuidados; e a morte dirigida não faz parte de qualquer tratamento, mas do suicídio e do homicídio.
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De Sarin a 02.05.2018 às 00:29

Desligar o suporte básico de vida não é nem nunca foi eutanásia.
E não convém confundir eutanásia com distanásia.

Convinha ler muito bem o que disse a directora do hospital italiano: se não havia cura perante o diagnóstico, se queriam colaborar no aprofundamento deste e se o Alder Hey aceitava a colaboração meses antes, se admitiam o risco do transporte, se o Papa pediu para fazerem todos os possíveis, porque não se deslocou uma equipa do Gesù Bambino a Liverpool nestes 9 meses?
Pergunto porque a resposta pode ser simples ou pode abalar certezas - mas aparentemente não responderia pela melhor solução para o bem-estar de Alfie.
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De Vento a 02.05.2018 às 13:11

A questão, neste caso, não se centra na distanásia nem na eutanásia. A resposta do pequeno, quando desligaram a máquina, contrariou todas as teorias dos médicos ingleses. O que Enoc diz baseia-se no seguimento da teoria inglesa e não na observação in loco do pequeno. Eles não tinham que se deslocar a Inglaterra. Era aos pais do pequeno Alfie que se lhe devia atribuir o que de direito têm.
E nenhum juiz tem competência para decretar a morte de quem quer que seja. Estamos perante a arbitrariedade de um homicídio. O estado e suas instituições não existem para ser mentores ou árbitros de quem deve viver e morrer e/ou quando deve viver ou morrer. E nenhum médico tem capacidade, autoridade e ciência para entrar nestas matérias. A sua função é cuidar em todas as circunstâncias.
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De Sarin a 02.05.2018 às 18:28

Os médicos não disseram que Alfie morreria assim que desligado o suporte básico de vida - Vento aparenta desconhecer que Alfie esteve com suporte básico de vida mais do que uma vez.

E esse é o ponto da questão: "os direitos dos pais". Não eram os direitos dos pais que estavam em causa.
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De Vento a 02.05.2018 às 18:43

Então, consulte melhor a informação para não se pronunciar equivocadamente. Os links que deixei da aci ajudá-la-ão.
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De Sarin a 02.05.2018 às 21:50

Não me pronunciei equivocadamente.
As limitações da ciência existem, como tal também existem os casos que não consegue explicar - mas à luz do conhecimento que temos, continua a não ser lícito manter alguém em sofrimento na esperança de uma improvável cura. Assim o julgaram também os tribunais ingleses.
O suporte básico de vida mantém a vida mas causa desconforto e dores que podem ser excruciantes.

Dos exemplos que deu, devo acrescentar que nenhum é referido como dependente do suporte básico de vida.
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De Vento a 03.05.2018 às 08:47

Mas que esperança de uma improvável cura é que se refere? A Sarin coloca-se de joelhos perante um deus que veste uma bata branca, assumindo que este ou esta é detentor do conhecimento e da verdade absoluta. Como tal, não me admira que a opinião que prevaleça em sua consciência seja a dos médicos e juiz inglês, cerceando a resposta de outros que também actuam na mesma área.
Quero com isto dizer que todo o seu discurso é canalizado para um propósito que consciente ou inconscientemente atraiçoa a postura que pretende passar sobre um debate sério.

Mas quem foi que lhe disse que o fim da ciência médica é curar? Há muitas doenças, como maior ou menor grau de gravidade, que não são curadas. Simplesmente se aliviam os sintomas e retarda-se a evolução.

Mais uma vez, a criança reagiu quando foi desligado esse suporte; e posteriormente foi mantida hidratada e com oxigénio. As primeiras 6/9 horas a criança foi mantida sem qualquer suporte. Foi ao fim deste período, por se verificar que a criança resistia por si e contrariava a teoria dos médicos que morreria antes desse período, que lhe foi proporcionada a hidratação com oxigénio. Em resumo, a criança esteve um período em asfixia!
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 14:03

"porque não se deslocou uma equipa do Gesù Bambino a Liverpool nestes 9 meses?"

Porque é necessária autorização do "Conselho de Administração" e do Director Clínico do Hospital!

Sarin , se tem pouca experiência, não nade nessas águas...
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 14:07

Aceitar a visita dos médicos não significava "carta branca" para os médicos italianos realizarem os exames complementares que eles considerassem necessários....os médicos detestam interferência nos seus diagnósticos e nas suas abordagem clinica..."quase" uma questão pessoal
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De Sarin a 02.05.2018 às 16:45

Cf. resposta anterior.
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 20:38

Qual? E de quem?
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De Sarin a 03.05.2018 às 00:47

O meu, em resposta ao seu comentário das 14:03.

Que aparentemente ainda não foi publicado.

E que, mais coisa menos coisa, lhe perguntava se sabia alguma coisa sobre tal pedido e recusa,
e lhe dizia que, em matéria de experiências, uma das minhas passa por pensar e opinar sobre situações reais com base em factos e não em suposições.
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De Vento a 30.04.2018 às 23:01

Alfie foi um herói: resistiu!

https://www.acidigital.com/noticias/policia-inglesa-ameaca-quem-apoia-alfie-evans-em-redes-sociais-61532

https://www.acidigital.com/noticias/alfie-evans-juiz-que-impede-seu-tratamento-estaria-ligado-ao-lobby-gay-25046

https://paginabrazil.com/morre-alfie-evans-bebe-britanico-que-teve-aparelhos-desligados-pela-justica/

https://www.acidigital.com/noticias/alfie-evans-sacerdote-que-acompanha-a-familia-conta-como-o-corajoso-menino-resiste-41357
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De lucklucky a 01.05.2018 às 08:16

"E nas alas mais conservadoras, do outro lado do Atlântico, Newt Gingrich, num artigo na Fox News (onde podia ser mais?) não perdeu tempo ao afirmar que o pequeno Alfie foi “condenado à morte” pelo “assustador Estado britânico secular”."


E tem toda a razão o Estado Britânico é assustador.
Mas tem pouco que ver com ser secular ou não.
Até existia um hospital disponível. O Estado Inglês decidiu pela morte contra a Liberdade dos pais.
Não me admira nada olhando para a Inglaterra cada vez mais totalitária onde se pune pessoas por escreverem um poema.


"(onde podia ser mais?)"
Bom, exemplo do ódio Marxista. Ainda bem que existe a Fox News.
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De Anónimo a 01.05.2018 às 12:06

Os comentários confirmam o que o texto diz: há argumentos de todas as partes.
Compreende-se.
O que não compreendo nem aceito é que se entregue este tipo de decisões aos partidos.
Quanto a isso, ainda não vi qualquer argumento válido.
Só a inércia e o servilismo do "quanto mais me bates mais gosto de ti".
Se a democracia reside no povo e a facilidade da comunicação e da expressão são uma evidência, porquê tanto medo do referendo?!
Negá-lo, sob que pretexto for, é negar a democracia, é uma prepotência do estado é um ato de colonização interna.
Outra evidência!
João de Brito
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De Sarin a 01.05.2018 às 19:32

Aqui não se tratava de eutanásia mas sim, pela posição dos tribunais, de distanásia.

Concordo com referendos, mas concordo ainda mais com a discussão pública e séria sobre a eutanásia: somos um estado laico e as considerações religiosas apenas respeitam aos próprios, pelo que qualquer argumento deste cariz não deve ser sequer usado como base para legislar. Acredita nesta possibilidade?
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De Vento a 01.05.2018 às 20:34

O legislar é um acto de bom senso e não de laicidade. A laicidade implica que existem valores substantivos a ser discutidos não por um qualquer deputado ou deputada ou grupo de deputados, mas por uma nação.
Um braço do PS, em matéria de eutanásia, entende-se, tal como outros, que são a moral da nação. Aliás, o problema da esquerda é ter transformado a sua participação pseudo-legislativa num mero acto moralista e de "modernidade".
Não admira, portanto, que apareçam alguns ditos de esquerda a surpreender-se com a "modernidade" em outros grupos, pensando ter o monopólio desta. Muitos destes, os de esquerda, actuam para parecer modernos, e não por ser ou não adequado.

Alguns sectores da esquerda portuguesa nada mais demostram que uma ruralidade reprimida num ambiente citadino. Isto é, é necessário parecer. Por isto mesmo, hoje o provincianismo político e social encontra-se nos grandes centros desta nação, em particular Lisboa e Porto.
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De Sarin a 01.05.2018 às 23:56

Legislar é um acto de bom-senso e de laicidade quando a religião pode interferir na matéria legislada.
Como é notoriamente o caso da eutanásia.
Laicidade nada tem a ver com ser "um deputado" ou ser "a nação", mas discutir implica ignorar dogmas, seja na Assembleia seja em referendo.

Não sei o que pretende exactamente com o seu discurso, além de teorizar sobre o que acha da esquerda ou de uma parte da esquerda.

Permita-me esclarecê-lo sobre a minha afirmação, uma vez que me interpelou: esta matéria, eutanásia, não se prende com esquerdas ou direitas mas com o direito que atribuímos ao indivíduo de decidir por si ou o dever que lhe impomos de obedecer ao que decidimos sobre a sua vida no sentido mais estrito.
É aqui que a religião inquina a discussão, porque se Francisco exorta cada um a viver, outros houve e há que exortam a não deixar morrer. Um discurso aparentemente igual, substancialmente diferente. Que afecta milhares de crentes.
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De Vento a 02.05.2018 às 13:31

A laicidade não é nada disso. A laicidade das instituições significa que nenhum grupo social ou económico deve ser privilegiado. Mesmo que alguém receba um ordenado directo ou indirecto, ou outras regalias, como subsídios de viagens, de qualquer desses grupos ou até mesmo instituições do estado.

A laicidade não discute sobre quem vive ou morre, defende a vida em todos os seus estágios. A coberto de um pseudo-humanismo, em particular a esquerda dita moderna e os lóbis que se lhe associam, semeiam a mortandade.
Quem não quer viver, mate-se. Não arraste outros em suas ideologias ou teorias. Assuma per si e com coragem toda a responsabilidade.
A partir do momento em que alguém adoece a matéria passa a ser de saúde e cuidados, e não sobre deixar viver ou morrer.
E sim, a esquerda dita moderna é de um provincianismo recalcado. Estas matérias, tal como o aborto, também lhes dizem respeito.
O valor máximo de uma nação é a Vida, a de um Cristão é o Amor. Amar também é sacrificar-se, e se necessário morrer por esse mesmo Amor.

Em última instância, façam um referendo e deixem de armar ao pingardelho em matéria que de ciência nada tem!
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De Sarin a 02.05.2018 às 18:18

Quando falei em discussão séria referia-me exactamente à prevenção deste tipo de argumento: se vai desrespeitar os conceitos plasmados no direito e inventar significados à sua medida e à das suas convicções, só posso rir.

Vento não quer discutir, apenas expôr e impôr a sua ideia.
Bom proveito...
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De Vento a 02.05.2018 às 18:54

Parece-me que a prevenção para si é não falar do que é inconveniente. A laicidade que expressa é aquela que persegue, multa e, se necessário, aprisiona quem derruba uma árvore, em nome da ecologia e da preservação da vida, mas aceita o aborto e outras formas de tirar a Vida humana como matérias modernas e progressistas. Eu gostaria que me explicasse a primazia dita ecológica sobre a ecologia do Ser.

Sobre o direito, a que direito se refere? Ou quererá referir a lei?
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De Sarin a 02.05.2018 às 22:11

Tem razão, era ao Direito que me referia, lamento o lapso.

Mas Vento insiste em inventar conceitos à medida, além de se arrogar a capacidade de saber sobre os outros o que os outros são ou pensam sem sequer os ouvir... isso não corresponde ao meu conceito de debate.

Não considero nenhum tema inconveniente - mas considero alguns comentadores sem perfil para discussão. Não que as suas opiniões valham menos - simplesmente não debatem, apenas exigem que com eles se concorde.
Vento está assim nesta tentativa de discussão.
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De Vento a 03.05.2018 às 08:27

Chegados a um consenso em matéria de Direito, o que é que pretende discutir? Que o sofrimento faz parte dos coitadinhos e que os coitadinhos tão sensíveis da esquerda dita moderna encontraram a fórmula de remediar em definitivo as angústias da humanidade, matando-a?

Que os coitadinhos sensíveis da esquerda dita moderna, que tem também a sua ala no PS, decidiram reinventar a ciência da vida oferecendo a primazia à morte em detrimento do cuidar de quem vive, mesmo que isso implique sofrimento?

Que os coitadinhos sensíveis da esquerda dita moderna encontraram a fórmula do paraíso terrestre acabando em definitivo com a morte, a ontológica, matando?

Bem, a minha falta de perfil parece que serve para ajudá-la a perceber que não tem perfil para ser questionada. Só para debater no vazio.
Por último, sim, também imponho. Na relação entre o forte e o fraco é a liberdade da lei que oprime, mas é a lei da liberdade que deve libertar. E esta Lei é uma lei natural e não está dimensionada à medida de coitadinhos sensíveis que semeiam um dolorismo insensível.

Por último, e uma vez que coloca a questão em termos pessoais, minha cara Sarin, se eu quisesse a religião e religiosos a governar, em nome de uma laicidade à medida, não seria cristão. Talvez fosse ateu, moderno, progressista, abortista, não comeria sal nem açúcar, seria um ecologista de bradar aos céus e inventaria uma perseguição antitabagista privilegiando uma boa charrada... Em resumo, seria um coitadinho sensível numa esquerda modernista.
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De Sarin a 03.05.2018 às 14:06

Poderia ser muita coisa, Vento.
Mas nesta discussão tem sido apenas mais um cheio de certezas sobre os outros. Cheio, portanto, de vento.

E em termos pessoais tem o Vento colocado o seu discurso; mas talvez seja também apenas mais um que só vê a fulanização quando lhe beliscam o braço.

E leia melhor o meu último comentário: não disse que queria discutir consigo. Talvez quando Vento conseguir questionar.
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De Vento a 03.05.2018 às 21:15

Obrigado pelos elogios e mimos. É um prazer recebê-la no meu beco. Fica-lhe bem o lacinho cor-de-rosa. Uma vez que a Sarin tem saída para tudo, então venha lá essa elevação sem fulanização. Eu fulanizo, argumentando sobre a matéria, dizendo que a esquerda coitadinha e modernista avança de marcha-atrás. E responde-me que eu estou cheio de vento, salvo seja.
Mas ofereça-me uma razão ou argumento substantivo para que eu possa deixar de fulanizar.
O seu argumento baseia-se em supostos dogmas, na religião etc etc etc.e bla bla bla, dos outros. E isto, para si, não é fulanizar. Portanto, tudo quanto lhe seja contrário está com vento, vento desfavorável à navegação.
Ainda não encontrei na esquerda modernista, nesta matéria e outras ligadas a mortandade, uma razão que não seja contrariar o vento desfavorável.
Quando questionada, a Sarin diz que não quer discutir. Tá bem. Então escreva.

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De Sarin a 04.05.2018 às 12:34

O meu argumento baseia-se em supostos dogmas e na religião dos outros?
Pelo contrário! Eu quero é ouvir coerência quando alguns, muitos, falam da Vida e do Direito à Vida e quando se chega à Dignidade e ao Direito de Escolha se refugiam, eles sim, em dogmas e autoritarismos. Não o fazem por serem crentes, há crentes que se questionam e confirmam ou contrariam os corolários; os que o fazem fazem-no porque repetem o que lhes foi dito sem se questionarem e sem admitirem que os questionem.

Não generalizei nem identifiquei credos ou facções, ao contrário do que Vento faz permanentemente.
Não teimo em subverter termos e conceitos para os adaptar ao meu discurso, como fez Vento reiteradamente.
Não me abstenho de responder quando questionada - mas Vento não me questionou. Generalizou, presumiu, afirmou e acusou. E depois disto ainda quer que eu lhe dê motivos para deixar de fulanizar :)

Reflicta no que acredita em vez de reflectir o que acredita. Se se conseguir questionar a si mesmo talvez então consiga questionar os que não pensam de igual forma.
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De Vento a 04.05.2018 às 21:18

Bem, a ver se a entendi. No seu primeiro parágrafo fico a entender que a Sarin pretende ser a voz dos sem voz. Logo, não é a sua voz que se expressa nestes comentários.
Ainda no primeiro parágrafo. O que é isso da dignidade que expressa? Será que é viver jovem, feliz, saudável até aos anos idosos onde também se perde a saúde a mobilidade e outras capacidades?
Bem, presumo então que um dia destes começará a fazer-se um diagnóstico pré-natal e, com base em genética e hereditariedade, matar-se-ão todos que não possuírem características de garantia para uma vida "digna" ou com "dignidade".
Outra coisa é alguém questionar ou questionar-se sobre situações angustiantes. Mas o que é que isto confirma ou ractifca na matéria em apreço?

Um pessoa bem pensante não menospreza o entendimento dos demais. A Sarin insinua; e, na realidade, eu chamo "os bois e vacas pelos nomes". Para quê insinuar se a finalidade aí reside. Claro, compreendo-a , quer impor-me o politicamente correcto. Para alguém que, em teoria, advoga direitos e o Direito parece-me absurdo e contraditório que o meu direito seja, por si, objecto de crítica.
Não, não. Deixei-lhe vários desafios em meus comentários. Não necessito ser explicito para alguém que até usa a arte da insinuação para parecer que não afirma o que está a afirmar.

A sua última tirada, se me permite, com toda a compaixão que me é possível ter, obriga-me a transmitir-lhe o seguinte: A Sarin, que até leio com prazer, não expressa sabedoria na sua apresentação filosófica. Quero com isto dizer, que reproduzir a sabedoria que outros já produziram não a torna sabedora. E sem ofensa, mas somente para usar uma metáfora, devo dizer que um papagaio também reproduz o que ouve. É sobre isto que, também, a desafio a reflectir.
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De Herr Von Kälhau a 02.05.2018 às 17:13

"Legislar é um acto de bom-senso e de laicidade quando a religião pode interferir na matéria legislada."

Essa é boa...toda a moral ocidental baseia-se, em maior, ou menor escala, na moralidade cristã - a começar pala Vida como Valor Sagrado e Absoluto...vá para Oriente, e leia o Bushido, ou o Confúcio. Recue até aos gregos, e veja os Espartanos!


"discutir implica ignorar dogmas"

Ora aí está um bom dogma

"É aqui que a religião inquina a discussão, porque se Francisco exorta cada um a viver, outros houve e há que exortam a não deixar morrer"

Estar vivo é o contrario de estar morto, certo? Nos vários graus do viver pergunto-me onde pomos um doente com Alzheimer? Hmmm
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De Vento a 02.05.2018 às 20:29

"Nos vários graus do viver pergunto-me onde pomos um doente com Alzheimer?"
Com todas as dificuldades, sofrimentos, trabalhos e até mesmo desespero, no coração. E por que razão repondo assim? Porque os que estão do outro lado são a memória dessoutros.
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De Sarin a 02.05.2018 às 21:08

1867 anos "na moralidade cristã - a começar pala Vida como Valor Sagrado e Absoluto" para abolirmos a pena de morte.


"Discutir implica ignorar dogmas"
não é dogma, é assertividade. Aquilo que alguns só usam quando dá jeito.

Estar vivo será o contrário de estar morto consoante a abordagem que fizer - entre a física e a metafísica terá muito a discutir, mas convém centrar a discussão no indivíduo e não no direito que pais ou o Estado poderão ter sobre a vida do mesmo.
Nos vários graus do viver, colocamos um doente de Alzheimer no exacto degrau da dignidade que um ser humano merece, promovendo o conforto físico e minimizando a dor do mesmo jaez - e de preferência de acordo com os desejos expressos pelo mesmo quando ainda na plena posse das suas faculdades.
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De Herr Von Kälhau a 03.05.2018 às 08:16

"Estar vivo será o contrário de estar morto consoante a abordagem que fizer - entre a física e a metafísica "

Fisicamente somos um insignificante conjunto de átomos iguais aos que se encontram no chão calcado. É a metafísica que nos dá Valor e Dignidade.

Use a Razão para avaliar a dignidade humana e produziremos, em nome da ciência, Monstruosidades científicas - a História está cheia de exemplos
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De Sarin a 03.05.2018 às 13:50

A par com as Monstruosidades religiosas, como Von Kälhau bem sabe.

Advogo o equilíbrio, não o primado absoluto de qualquer uma, portanto qualquer tentativa de me alinhar num extremo resulta inútil. Independentemente do que possa dissertar sobre os resultados que me destina, predestinada que estou no seu entender.

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