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O "direito" a prejudicar outros

por Pedro Correia, em 29.04.19

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Cenas destas ocorrem todos os dias, em milhares de passeios deste nosso país, onde basta um veículo assim estacionado para criar sérios problema de locomoção a qualquer pessoa que se desloque a pé. Basta pensar em cegos, velhos com bengala, jovens de muletas, gente que transporte malas, alguém que se mova em cadeira de rodas ou empurre um carrinho de bebé.

Vivemos numa época em que a todo o instante há quem reivindique direitos sem jamais mencionar a incómoda palavra dever - que todo o direito implica, pois são duas faces da mesma moeda. Alguns dos que mais clamam por direitos são os primeiros a mandarem às urtigas o mais elementar civismo. Ignorando que nenhum direito é absoluto, desde logo quando corre o risco de colidir com o exercício de direitos alheios.

O indivíduo que estacionou assim o carro em zona proibida é daqueles que têm uma concepção absoluta dos seus direitos. Talvez repita até à exaustão nas redes sociais palavras pomposas, como solidariedade e justiça. Aposto que será dos primeiros a exigir aos outros - incluindo entidades públicas - aquilo que ostensivamente não pratica. É o que mais há por aí. Alguns até se atrevem a dar lições de rigor moral e ética comportamental a quem vão encontrando pelo caminho.


4 comentários

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De Luís Lavoura a 29.04.2019 às 14:39

Uma solução que eu tinha, dantes, para casos destes (quando eles eram muito mais frequentes que atualmente), era andar com uma faca de mato comigo. Quando dava assim com um carro, ademais numa rua deserta como esta, espetava-lhe a faca num dos pneus (às vezes, em dois pneus).
O automobilista poderia não ser multado, mas ficaria bem prejudicado na mesma.
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De Pedro Correia a 29.04.2019 às 15:07

Mas isso é solução, andar a furar pneus alheios?
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De Luís Lavoura a 29.04.2019 às 16:22

Infelizmente, creio que não era solução, porque os automobilistas não faziam a associação entre o pneu esfaqueado e o delito que tinham cometido.
Mas pelo menos era uma boa vingança.
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De Pedro Correia a 29.04.2019 às 16:55

Porque não chamar o reboque? Escusa de praticar um crime.

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