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O Delito de Opinião

por Helena Sacadura Cabral, em 03.11.14

Já uma vez aqui disse que não percebia muito bem porque é que me tinham convidado para escrever nesta casa. E, na altura, o Delito ainda falava de outras coisas para além do futebol e de política. É verdade que eramos menos e talvez a intimidade fosse diferente. 

Por razões que não vêm ao caso, este fim de semana dediquei-me a ler com atenção uns post's que, por versarem esse tipo de matérias, me interessaram menos e havia deixado para leitura posterior. Fiquei impressionada. O núcleo duro deste blog é mesmo a política. O que, para quem goste, não será um mal maior. Mas descobri algo que, a mim, me pareceu novo. É que o Delito se transformou numa plataforma de pré campanha eleitoral. Não entro em detalhes nesta análise porque todos os "delituosos" me merecem igual respeito. Todavia e a meu ver, existe um começo de "excesso". Talvez seja eu que esteja errada. Mas, confesso, gostava mais do DO de quando entrei!


39 comentários

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De rmg a 03.11.2014 às 23:56


Também eu, já somos dois.

Por duas vezes desapareci, por duas vezes voltei.
Não haverá 3ª vez nem isso tem qualquer importância.

Excelentes autores, com preocupações mínimas de independência e honestidade intelectual, que escrevem artigos sérios sobre temas sérios, não se deviam misturar com autores mesquinhos convencidos (sabe-se lá porquê) que os futuros poderes do país (sejam eles quais forem) lhes vão trazer honras e proveitos só porque escrevem duas patacoadas ditadas pelo mau feitio do acordar ou postam siuações fora do contexto por conveniência pontual .

Não vai, os caceteiros não servem hoje a ninguém.


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De Vortex a 04.11.2014 às 00:08

tem toda a razão.
infelizmente a política e comentários estão inquinados pela frustação.

falta objectividade

um pintor desenhou o português a observar o rectângulo e o mundo através duma teia de aranha.

tentei encontrar, mas perdeu-se nas muitas mudanças uma receita de bolo de mel que minha MÃE fazia durante a IIGG. tenho outra já com açúcar. caso esteja interessada é só dizer.
só comecei a comer bolos aos 70. estreei-me a comer a sachertorte
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De Helena Sacadura Cabral a 04.11.2014 às 13:15

Vortex
Venha daí essa receita! Bem haja!
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De Isabel Mouzinho a 04.11.2014 às 00:13

Eu conheço o DO há menos tempo, talvez, mas também acho que ultimamente a política se tornou excessiva por aqui. E não é que eu não queira saber de política, mas tudo o que é demais...

Partilho por isso de certo modo a sua opinião e acho, sem ofensa para quem quer que seja, que se tem vindo a tornar menos diversificado (que era o que afinal eu achava mais interessante por aqui) e talvez um pouco mais maçador.
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De João Silva a 04.11.2014 às 08:17

Bom dia,

Como leitor deste blog, concordo consigo. O comentário político acaba por ser uma coisa natural em qualquer pessoa, ainda para mais se vivemos em tempos de crise, mas quem só tem para dizer política, muito pouco tem para oferecer aos outros, se entendermos um blog como uma forma de oferecer a quem o lê aquilo que são as nossas ideias, as nossas aspirações ou a nossa forma de ver o mundo. Também por se tratar quase só de comentário político o que aqui se escreve, venho agora menos vezes a este blog, acabo até por achar mais interessante ler nas noticias os comentários do Jorge Jesus treinador do Benfica, pelo menos deixa-me mais bem disposto.

Cumprimentos a todos os que aqui escrevem.
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De Apoiado! a 04.11.2014 às 08:26

Assino por baixo. As canções do século do Pedro Correia, as fotos do JAA, as graçolas do Rui Rocha, por exemplo, são descaradamente pré-campanha eleitoral.
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De Helena Sacadura Cabral a 04.11.2014 às 13:18

Exactamente. E então as minhas receitas gastronómicas são um descarado apoio ao PS - pudim salgado, claro!
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De João André a 04.11.2014 às 09:22

Olá Helena, não sei se concordarei assim tanto. Decidi fazer um exercício rápido: contei o número de posts que aparecem na página principal (sem seguir para os "mais antigos" no fundo da página) e contei quais deles estavam ligados de alguma forma à política nacional. Para tal contei uma piada sem texto do Rui Rocha e um post de "Ler os outros" do Pedro Correia. O resultado foi:

Total de posts: 44. Posts que toquem a política nacional: 12. Percentagem: 27%.

Apesar de tudo não me parece assim tanto. Há mais uns posts que tocam a política (sobre os EUA, os terroristas na Síria), mas o sabor a campanha eleitoral não me parece assim tão marcado no número e posts. Aquilo que podemos ver é que certas pessoas terão mais tendência a tocar estes assuntos (eu, por exemplo) do que outros e que esses posts são muitas vezes longos e "puxam" muitos comentários.

Ainda assim, mea culpa, deixei cair a minha série de fotografias ao domingo e parei de falar de ciência. Preciso de recomeçar com ambos :).
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De Helena Sacadura Cabral a 04.11.2014 às 13:22

Meu caríssimo João André até me ri com a tua análise. Eu far-te-ia outra por conteúdos... mas, acredita, os teus post's são sempre gostosamente lidos!
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De João André a 04.11.2014 às 13:28

É bom sabê-lo Helena, com a escassez deles, acabo por poder concentrar-me mais na qualidade. Quantidade e qualidade deixo para outros que o consigam melhor :) (juro que não estou a ser modesto).
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De Fora de Jogo a 04.11.2014 às 09:47

Tem visto assim muitos posts sobre futebol? Eu não (coisa que não me incomoda nada), mas se calhar tenho de ir ao oftalmologista...
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De Helena Sacadura Cabral a 04.11.2014 às 13:22

O seu problema é estar fora de jogo!
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De Marquês Barão a 04.11.2014 às 13:28

Há quem tenha o problema de fazer todos os jogos.
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De Marquês Barão a 04.11.2014 às 17:57

Fora o árbitro.
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De Carlos Faria a 04.11.2014 às 10:12

Venho ao DO diariamente pela diversidade de género de publicações: desde política nacional, cultura no domínio dos livros, fotos e música e questões internacionais, penso que cada um tem o seu espaço, tal como as suas publicações e já vi artigos contraditórios, pelo que ninguém fica comprometido pelos artigos dos outros por postar no mesmo blogue. Gosto do DO assim.
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De Helena Sacadura Cabral a 04.11.2014 às 13:24

Ainda bem Carlos Faria. Eu só emiti a "minha" opinião e admiti que o problema fosse eu poder estar errada!
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De Vento a 04.11.2014 às 10:32

Helena,

parece-me que a política é um reflexo do que se entende como prioritário. Melhor, a transformação da classe política que necessita dar uma volta muito grande. Mas isto será infrutífero se quem fala sobre política, ou calando consente, não der também uma volta à sua vida, eu incluído.
Mas também é um reflexo de quem se empenha por transformar um pouco tudo isto, espero que não seja só para mudar os móveis e a casa manter-se com poeira.

Mas não se vá, porque eu gosto muito de si e de lê-la. As suas receitas também me deixam "auguado". E há posts em que fiquei muito preocupado.

Olhe, naquele post em que a Helena falava de uma rapariga com pernas quilométricas e das outras que pareciam o arco da Rua Augusta, fiquei muito desassossegado.
Porquê? Porque a Helena também fez referência ao seu património, o 38/40. E eu disse para comigo:
Valha-me Deus!, a Helena ao expor o património ainda desperta a cobiça dos mercados. Tão desassossegado fiquei que pensei que uma OPA podia ocorrer. E pensei de imediato:
Não, não, não, o 38/40 é património da nação e nenhum chinês vai levar o que nos pertence! Como os políticos me deixam pela rua da amargura em matéria de euritos, mas como sou um rapazito vivaço, voltei a pensar:
Se os chineses se atreverem a uma OPA ao nosso 38/40 faço de imediato uma especulativa shortselling, que é uma transacção a descoberto, e faço com que o 38/40 fique na Nação. Depois vou falar com o Presidente da República e peço-lhe que decrete o 38/40 património intemporal dos Portugueses e bloqueio qualquer acção mais especulativa no futuro.

Mas graças a Deus os chineses ficaram quietos. Helena, só para dizer que eu ando atento às reacções dos mercados e dos mercadores.
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De Helena Sacadura Cabral a 04.11.2014 às 13:39

De Vento
Comentário delicioso!
Infelizmente o 38/40 era antes e pode mesmo ser guardado nas relíquias nacionais, quiçá, Panteão, pelos serviços prestados à Nação.
Hoje o 44/46 deixam o meu património imune à cobiça chinesa, brasileira e afins. Salva-se, talvez, a França, que começa a considerar que há uns 44 que valem mesmo a pena...desde que a idade não assuste!
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De Vento a 04.11.2014 às 14:21

Também está bem e a idade não assusta, Helena. Olhe, chama-se a isso Valor Acrescentado.
Mas a Helena fale baixo, porque a Maria Luís anda doidinha por uns cobres e ainda tributa-a pelas Mais Valias.
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De Marquês Barão a 04.11.2014 às 10:49

O Delito tem uma grande vantagem. Nada nos impingem entrando oficialmente pela casa dentro em todas as horas de TV e rádio. Aqui tudo é facultativo e para ler é preciso entrar. Melhor seria que nos preocupássemos mais com os excessos feitos abusos dos que nos martelam diariamente a granel sem medida. Note-se que desabafei aqui no Delito de Opinião, ao que parece com toda a propriedade, quando no casulo dos abusadores do costume nem me deixariam piar.
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De Helena Sacadura Cabral a 04.11.2014 às 13:49

Marquês
Aqui só vem quem quer e só escreve post´s quem é convidado.
A televisão e a rádio só entram se alguém as ligar. E tem botão para fechar ou mudar de canal. Portanto cada um escolhe a intoxicação que preferir com a certeza de que há sempre antídotos.
O seu comentário, aliás, só vem provar o que digo, ou seja que merece muitas dúvidas o facto de me terem convidado e eu ter aceite.
A única vantagem que terei é igual à sua. Ou seja, dizer sempre o que penso. E no meu caso não me interessar por política partidarizada, em que uns são sempre bons e os outros completamente demoníacos.
Ah! e não sou monárquica: nem marquesa nem baroa!
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De Marquês Barão a 04.11.2014 às 14:10

Intoxicação? Aqui não me sinto nada intoxicado. Em relação aos botões para desligar nunca me cansarei de os carregar.

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