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O degrau do alarme ao pânico

por Pedro Correia, em 18.03.20

A população, cordata e cívica, tem respeitado as normas do isolamento social ditadas pelo estado de alerta em vigor. Por iniciativa própria e adesão voluntária, consciente da inequívoca gravidade da situação.

Os serviços mínimos - e máximos possíveis, na saúde pública - têm decorrido sem abalos nem constrangimentos, salvo aqueles que decorrem das chocantes carências do Serviço Nacional de Saúde em matéria de equipamentos técnicos e recursos humanos. Porque a censura social dirigida a quem incumpre as normas sanitárias é mais forte do que qualquer decreto.

Neste cenário, proclamar o estado de emergência pode complicar muito mais do que solucionar. Desde logo, corresponde à descida de um degrau por parte do Estado - o degrau que conduz do alarme ao pânico. Com as péssimas consequências no plano anímico que daí decorrem.

Introduz, além disso, um precedente perigoso em matéria de supressão de direitos, liberdades e garantias. Questão que justifica reflexão séria e profunda, não um carimbo automático para picar o ponto. É isso que espero dos deputados que se mantêm em funções. Mesmo de um deputado como Rui Rio, alegado "líder da oposição", que se mostra «disponível para abdicar do debate», reduzindo a função parlamentar a quase nada. 


38 comentários

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De Bea a 18.03.2020 às 10:15

Espero que ponderem de forma assisada a decisão, atendendo às consequências que terá.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 13:46

E que haja debate antes da decisão. O debate é o sal da democracia. Sem ele, não existe diferença entre uma democracia e uma ditadura.
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De Luís Lavoura a 18.03.2020 às 10:23

Concordo sem dúvida com este post.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.03.2020 às 10:37

Concordo. Manietar o país seria desastroso. A contenção foi acatada com serenidade e civismo. O pânico, é como diz, e só iria causar desespero e paranóia .
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 13:49

Há uma diferença grande entre alarme e pânico. O alarme é útil, ligado ao nosso instinto de sobrevivência individual e colectiva.
O pânico funciona, muitas vezes, ao contrário.
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De Sampy a 18.03.2020 às 10:39

É, está visto que os italianos foram muito precipitados em declarar o estado de emergência. Para já não falar dos palermas dos espanhois.

Sugiro que se discuta a implementação da medida mais uma semana. Ou duas. Nestas coisas é preciso ponderar muito bem. Não se pode ter pressas.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 11:20

Há escalões intermédios. O estado de alarme público, que já vigora, ou o estado de calamidade pública.

Declarar o estado de emergência implica que você necessite de um salvo-conduto de entidades policiais ou militares para se deslocar, por exemplo, entre uma sua residência e outra, ou a de um seu familiar muito próximo - um pai solitário, uma mãe a necessitar de cuidados.

Que isto seja decretado quase sem debate, e com o próprio "líder da oposição" a anunciar de antemão que preferia até que nada fosse discutido no parlamento, é um péssimo sinal. E constitui um péssimo precedente para outros dias e outras noites que hão-de vir.
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De sampy a 18.03.2020 às 11:44

É, parece que não há maneira de aprender com os múltiplos erros já cometidos.
Que fique claro: tal como para outras medidas anteriores, não é uma questão de "se" mas de "quando".
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 13:50

Será uma questão de "quando", admito. Para mim, o quando não é agora.
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De Andre Miguel a 18.03.2020 às 12:01

Sampy, actualmente estou em Espanha e concordo em absoluto com o Pedro Correia.
V. Exa. imagina o que é sair às compras e a policia multa-lo em 600 euros porque não levava consigo o talão das compras como prova?
Imagina trabalhar em logística e transportes e ter de explicar muito bem à policia que tem mesmo de ir ao escritório caso contrário aquela mercadoria não chega ao supermercado e o sr. agente não compreender porque "está a cumprir ordens"?
Imagina os portos a colapsar pois não há pessoal suficiente e falta equipamento?
Imagina estar, como eu, obrigado a permanecer no estrangeiro e não poder visitar a família em Portugal para os apoiar caso necessário?
Pois muito pior que isto seria o estado de emergência. Calma e ponderação exige-se mais que nunca, pois em Espanha passámos do oito para o oitenta de um dia para o outro, sem planificação alguma, com consequências que se adivinham desastrosas.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 14:44

Em Espanha passaram do gigantesco desfile das mulheres a 8 de Maio (só há dez dias), com várias ministras e a própria mulher do PM a contaminarem e a ser contaminadas, alegremente e irresponsavelmente, ao panorama actual, que é sinistro. A caminho dos 600 mortos por coronavírus.
Com todos agora metidos em casa e a polícia e a tropa a patrulhar as ruas e até as praias, entretanto declaradas interditas seja a quem for.

Felizmente, por cá, tem bastado o estado de alarme para que os portugueses, na esmagadora maioria, tenham um comportamento cívico irrepreensível.
Se algum pecou, já com a epidemia a alastrar, foi o PR, que não abdicava de beijinhos e abraços até à náusea. Agora, pela lei das compensações e talvez por ter um peso na consciência, ele mesmo quer aplicar a medida máxima.
Que - insisto - é desproporcionada face às circunstâncias concretas do momento.
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De Anónimo a 18.03.2020 às 12:42

Em nada me aproximo das tristes figuras que Jair Bolsonaro, Boris Jonson e Trump estão a fazer, mas neste momento só temos uma certeza: o mundo não vai acabar, longe disso...

Logo, os que cá ficarem, (que serão mais ou menos os mesmos que por cá andam agora - isto dito com todo o respeito por aqueles que infelizmente já morreram e vão morrer por causa do maldito vírus), têm de viver com as consequências das decisões que forem tomadas neste momento.

Acho que pouca gente está a pensar nisto.

Decretar o tal estado de emergência tem um significado simples: tentar eliminar um problema de saúde pública com à força (polícias e militares nas ruas?) e limitando gravemente as liberdade das pessoas.

Pergunto-me apenas se esta estratégia resultar optaremos por estratégias semelhantes no futuro com outros problemas de saúde pública, conhecidos ou desconhecidos, que igualmente entopem os hospitais e matam estupidamente milhares de pessoas por ano. Assim de repente lembro-me do tabaco, por exemplo.

Mas logo se vê.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 20:21

Preocupa-me o precedente. Justificações haverá sempre muitas e decerto louváveis.
Mas é assim que as democracias terminam. Geralmente é pela porta dos fundos ou por um acesso lateral, nunca é pelo portão da frente.
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De o cunhado do acutilante a 18.03.2020 às 13:34

Cara Sampy.
Não obstante a diatribe do seu comentário, sendo a medida urgente, também não pode ser tomada sem alguma ponderação.
Um estado de emergência é uma coisa grave, em que para lá do que o Pedro Correia já mostrou, até o direito à expressão é interditado.
Tecnicamente é a supressão dos direitos do cidadão.
Mas se for mesmo necessário, pois que venha que o bem comum está acima de quaisquer regalias.
Em todo o caso hoje se saberá.
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De João Lopes a 18.03.2020 às 11:45

Gostaria que alguém me explicasse toda a histeria que se vive à volta de um vírus que matou, até agora e no MUNDO INTEIRO, o dobro do que o vírus da gripe comum matou SÓ EM PORTUGAL em 2018/2019
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/mais-de-3-mil-pessoas-terao-morrido-devido-a-gripe-em-portugal-no-ultimo-inverno-11396230.html
Portanto, vivem-se tempos estranhos: ou a verdade toda não nos está a ser contada, ou temos (uma vez mais) uma amostra bem exemplificativa do péssimo trabalho que a comunicação social tem feito, causando um alarmismo irracional sem ter nunca o cuidado de comparar os números por forma a relativizar toda esta questão. E depois temos os políticos, "tudo bons rapazes"...
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 20:24

Pelo contrário, a comunicação social está a fazer um excelente trabalho. Com meios cada vez mais insuficientes, em condições cada vez mais precárias, com recursos humanos confinados muitas vezes a quase nada - pois os jornalistas (e os seus familiares) também adoecem, jornais e rádios e televisões fazem autênticos milagres quotidianos para levarem informação célere, completa e credível aos cidadãos.
Sem jornalismo só teríamos "notas oficiosas" e propaganda política.
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De João Lopes a 19.03.2020 às 22:19

Não! Reitero que a comunicação social está a fazer um péssimo trabalho! De cada vez que passo por um canal televisivo, daqueles que supostamente devem informar, vejo meros locutores a representar tragédias gregas, como se de actores se tratassem. Vejo sobretudo a falta de relativização: será que aqueles que morrem de uma simples gripe, e só em 2018/2019 foram 3000 pessoas no nosso país, tinham menos importância que os 4 que (infelizmente) faleceram de covid-19? Será que as 11000 pessoas que morrem por mês na Europa de pneumonia não valem nadinha, a ponto de ninguém ter a coragem de fazer uma simples comparação, de forma a desmistificar toda esta patranha ? Cada vez mais me convenço que isto é uma forma de testar até que ponto a carneirada se vai deixar manietar, demitindo-se da responsabilidade de pensar.
Por isso digo e repito: a comunicação social tem tido um papel fundamental na criação desta histeria colectiva, criando "novelas mexicanas" em vez de analisar os números!
Eu sei que a minha opinião é apenas isso mesmo, uma opinião. Mas os factos sobre a gripe comum e sobre a pneumonia são indesmentíveis.
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De Pedro Correia a 19.03.2020 às 22:36

A sua opinião está completamente desajustada da realidade. Vê-se bem que você não vive em Itália, onde nas últimas semanas morreram 3.405 vítimas deste coronavírus, ou em Espanha, onde nas última semanas morreram 767 pessoas atingidas pelo Covid-19.
Só na região de Madrid morre uma pessoa de 16 em 16 minutos.

A culpa, claro, é sempre da comunicação social...
Os jornalistas são culpados até daquelas pessoas que insistem em manter a cabeça debaixo da areia.
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De João Lopes a 20.03.2020 às 10:46

A gripe sazonal mata 60000 pessoas por ano na Europa. Não Vi que se tenha decretado estado de emergência ou fecho de fronteiras por causa disso, mas talvez quem morre de gripe fique menos morto que quem morre de covid-19. É possível, mas a comunicação social, impoluta e omnisciente, devia esclarecer que existem diversos graus de morte...
Ah, e claro que admito que estou desajustado da realidade.
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De Pedro Correia a 29.03.2020 às 18:26

O Covid-19 mata neste momento uma pessoa a cada dois minutos e infecta uma pessoa a cada dois segundos na Europa.
Confira as suas estatísticas. Talvez enfim perceba que o coronavírus é muito mais letal do que a gripe sazonal, como você alega.
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De sampy a 18.03.2020 às 12:02

A ironia disto tudo é estarmos aqui a trocar argumentos quando se sabe que a verdadeira razão de o estado de emergência não ter sido ainda decretado é apenas uma: quer as forças militares quer as forças policiais estão completamente sem meios para o fazer aplicar.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 13:13

Esse é o menor dos males, Sampy. Se há questão que deve ser debatida, é esta. Mau é verificarmos que o maior partido da oposição desiste do debate e advoga até que nem devia haver funcionamento da Assembleia da República.

Se as questões relacionadas com direitos, liberdades e garantias não justificam debate, então debatemos o quê? A bola? Mas agora nem há bola.
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De sampy a 18.03.2020 às 16:02

O último "grande debate" na AR decidiu em favor do direito à morte. Nas mãos do Estado e de alguns dos seus funcionários. Depois disto, o que é que há realmente a esperar dos debates no nosso Parlamento? Ainda acabaremos com um voto de congratulação por 2020 estar a mostrar-se um excelente ano para o eugenismo.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 20:18

Razão tinha aquela santa senhora: nada melhor do que suspender a democracia por seis meses. Ou seis anos, sei lá.
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De sampy a 18.03.2020 às 23:09

Melhor seria declarar já a quarta bancarrota desta linda democracia cor-de-rosa.
Mas, como de costume, vamos esperar que nos obriguem.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 23:33

Não é preciso decretar: vai acontecer, com toda a probabilidade. E não só em Portugal. Em Espanha, por exemplo, prevê-se já a perda de um milhão de empregos por consequência imediata e directa da pandemia em curso.
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De José Mendonça da Cruz a 18.03.2020 às 16:20

Caro Pedro, talvez não saiba mas prestou um serviço público: hoje o mercadinho biológico já tinha bicha longa. Um abraço de um vizinho e leitor
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 20:17

Ó diabo, a coisa complica-se. E com o recolher obrigatório não ficará mais fácil.
Darei nota no meu diário de discretas alternativas que for encontrando por aí - a menos que a Patrulha do Estado de Emergência me tolha o passo.

Votos de boa saúde, vizinho. Abaixo o vírus - e quem o apoiar.
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De Miguel a 18.03.2020 às 16:34

Não faz sentido discutir as modalidades de confinamento sem conhecer os fundamentos técnicos que estão na base da arbitragem político. Para quem sabe francês, a título de exemplo esclarecedor, aqui fica a ligação para o relatório entregue ao Macron. Para reflectir.

https://solidarites-sante.gouv.fr/IMG/pdf/avis_conseil_scientifique_12_mars_2020.pdf
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 20:10

Um relatório muito pormenorizado. Dá que pensar, sim.
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De o cunhado do acutilante a 18.03.2020 às 17:07

E se uma miúda de 17 anos tiver razão?
Imagens de satélite mostram diminuição de gases poluentes no Norte da Itália.
Poluição, qualquer que ela seja não cria vida biológica, isso é certo.
Mas não será aceitável ponderar a probabilidade de proporcionar mutações? Ou despertar vida até então adormecida?
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 20:09

Já dizia o camarada Estaline, que percebia de epidemias: «O problema é o ser humano. Suprimido o homem, suprime-se o problema.»
Fácil, afinal. Demasiado fácil.
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De o cunhado do acutilante a 18.03.2020 às 22:03

Não interessa. A vida não pára mas não precisa de tanta aceleração.
Vejamos; vamos pelo mais fácil, uma vez que o traz à baila. Então o mais fácil é que se Deus fez este mundo, - e outros mas cinjamos-nos a este que é o que nos dá comichão, - dizia que se Deus fez este mundo, e perfeito como , se o dotou de recursos é porque queria que nós os aproveitássemos.
Facto objectivo e concreto. Mas, há sempre um mas a descarrilar as melhores intenções, ninguém prova que o aproveitamento do planeta fosse só para esta geração.
Na minha ideia, Deus fartou-se e disse:
Vão mais devagar, não comam tudo que os vindouros também são gente.
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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 22:52

Não sei se vem ao encontro do que pretende dizer, mas os ares em Veneza tornaram-se subitamente muito mais puros. E até já voltou a haver peixes naquelas águas antes putrefactas.
https://elperiodico.com.gt/insolito/2020/03/17/agua-de-venecia-limpia-ante-la-falta-de-turistas-en-sus-canales/

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De Costa a 18.03.2020 às 22:14

A miúda de 17 anos (ou quem criou o símbolo que ela é) tem evidentemente, e num plano abstracto, ideal, razão: a actividade humana é largamente agressiva para o ambiente; estragamos mais e mais depressa do que a Natureza repõe. Haverá quem discorde disto, mas arrisco dizer que a quase todos não provoca especial repulsa.

As imagens de satélite mostram os céus chineses despoluídos. Os venezianos notam uma inusitada transparência nas águas dos seus canais e afirmam que nelas se vê bem mais peixe. Eu, residindo em Lisboa, ouço um raro silêncio, paz, na minha permanentemente caótica rua.

Mas é isto sustentável? A nossa forma de vida é predatória, aceite-se, mas estamos prontos para outra? Temos escolha realista? Um punhado de dias, apenas, de chamado isolamento social e anuncia-se já o descalabro económico, a economia de guerra, o terror. Uma crise como ainda não conhecemos. E nós estamos aqui a elaborar sobre o pensamento - ou coisa análoga - da jovem de dezassete anos, usando recursos não exactamente amigos do ambiente.

É-nos a todos possível regressar "à terra"? Temos todos uma horta a que recorrer (diga o que disser certa figura)? E já agora um poço farto e salubre chova muito ou quase nada. Temos todos a casa dos avós, já nem sabemos onde, ainda habitável? Milhões de urbanos - e de rurais - estão dispostos, ou de todo podem, de um momento para o outro, ir cavar a terra, trabalhar a bosta da vaca, abandonar as centenas de canais televisivos, a electricidade, a água corrente e quente e o telefone irrestritos e usados com um clique distraído e irrelevante, "os copos" nas "movidas", as selfies nos sítios da moda e a meio mundo de distância, a banalidade de falar com toda a naturalidade e sem contar períodos com um familiar a meio mundo de distância (a jovem de dezassete anos saberá o que são, o que foram, "períodos"?), a roupa de marca, a electrónica que (se) exibe a maçã a cozinha de autor, o carro que nos leva onde quisermos - ou precisarmos - sem egoisticamente pensar duas vezes; ou porque não há escolha praticável? É tal mudança viável sem ser num contexto de "day after"?

Admito que caminhemos todos para tal desfecho. Admito que ainda se consiga evitar o pior (o pior). Creio que há nas mutações em curso mais do que a acção humana. Mas suponho que para a jovem de dezassete anos estas questões sejam menores. O cenário num horizonte que se vai, parece, aproximando, é distópico. E as distopias, as romanceadas e as reais, sempre tiveram a sua vanguarda, a sua elite. A que nada falta.

Costa

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De Pedro Correia a 18.03.2020 às 22:53

Candidata-se a Comentário da Semana, amigo Costa.
Saúde.
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De Costa a 19.03.2020 às 13:27

Saúde, meu caro. Mais do que nunca.

Costa

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