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O declínio da imprensa

por José Navarro de Andrade, em 31.12.15

Mesmo no fim do ano aparece um artigo solitariamente lúcido sobe a crise da imprensa. De quem havia de ser senão de João Carlos Barradas?

Clique-se à vontade porque vale a pena, mas para ler há que pagar. Se fosse à borla o artigo não existia - uma lógica simples, não?


2 comentários

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De Diogo Moreira a 01.01.2016 às 18:55

Essa "lógica" não bate certo com a realidade. Afinal, o que não falta aqui no Delito de Opinião é muita gente a oferecer a sua opinião a troco de nada. O problema de base é sempre o mesmo: a transmissão de conhecimento (em sentido lato) deverá ser onerada ou não?

O que acontecia com os jornais era a disseminação do que se passava pelo mundo, de acordo com um projecto editorial. As pessoas consumiam jornais que lhes abrissem as portas de situações próximas e longínquas, ancoradas em verificações factuais do que estavam a transmitir, ou tablóides que faziam ver a vida de uma perspectiva fora da norma.

Actualmente, muitos jornais parecem apenas câmaras de ressonância dos seus patrões, que vivem na voracidade dos tempos para conseguirem dar uma "notícia" em primeira mão (ou em regime de exclusividade) e, muitas vezes, não promovendo as diligências necessárias para confirmar o que estão a "noticiar" (como as várias personalidades cujas "mortes" foram anunciadas no Twitter e logo reproduzidas acefalamente por muitos periódicos ditos de referência).

Ao mesmo tempo, existem outros fenómenos de comunicação que eram impensáveis há anos - desde transmissão via satélite quase instantânea, até murais de redes sociais ou blogs - que concorrem com a distribuição de "informação" (verdadeira ou não), mas que é muito mais conveniente que o manuseamento de jornais (seja na forma de acesso com telemóveis ou computadores, à diversidade de fontes de informação ou o simples inconveniente de sujar as mãos ao ler um jornal).

Poderemos estar numa situação semelhante à introdução dos automóveis - isso colocou em causa toda uma faixa da sociedade que tinha nos cavalos e nos coches como a melhor forma de comunicação; apesar das críticas e do ataque ao meio de vida da altura, os automóveis ganharam o desafio. Será que os jornais são capazes de se reinventarem para atender às necessidades dos tempos actuais?
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De Fernando Torres a 02.01.2016 às 11:45

Caro José Navarro,

Antes demais votos de bom ano.

Tem razão e está bem escolhido o título do seu post de final de ano.

Leu, igualmente, o Público de 31 de Dezembro, último, com uma troca de adjectivos entre dois habitues colunistas daquele diário?

Em minha opinião, aquelas duas prosas, são, também elas, reveladoras desse declínio.
Pobre país!

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