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O criador controla a sua criação

por Luís Naves, em 25.06.16

Frankenstein-1931.jpg

 

Nas televisões nacionais, o Brexit parecia o fim do mundo. Mudávamos de canal, para estações estrangeiras, e havia um tom de seriedade e preocupação, mas sem histerias: a vida continuava. Os nossos jornais e redes sociais transbordam de catastrofismo ou de indignação. Lemos comentários a celebrar o fim inevitável da UE, essa coisa horrível que acabou com as nossas vidas e encontramos toneladas de textos sobre uma Europa que nunca existiu nem vai existir.

Em Portugal, à esquerda, cresce um discurso que retrata a UE como a tropa de choque do capitalismo e do poder financeiro, promotora da destruição económica, do empobrecimento geral e de políticas que os povos rejeitam. Esta tese delirante sustenta que o voto britânico representou a recusa do neo-liberalismo ou das barreiras à imigração. A Europa será a partir de agora obrigada a reformar-se num sentido que a fará mais solidária, terminando todos os muros e a asfixia da austeridade. Há outra versão: a União Europeia é um pesadelo burocrático que não serve para nada. Quem não obedecer, leva. Os países deixaram de mandar na máquina. O criador perdeu o controlo do monstro e ele anda pelas aldeias a assustar criancinhas.

Estas duas lendas ignoram os benefícios que o País obteve ao longo dos últimos 30 anos. Portugal nunca na sua História enriqueceu tão depressa, nunca se modernizou tão rapidamente. Recebemos uma montanha de dinheiro, transformámos a economia, há justiça, liberdade e segurança, a sociedade mudou em todos os sentidos. Hoje, exportamos facilmente para um mercado de 500 milhões de consumidores, circulamos sem limitações por um espaço geográfico gigantesco, temos investimento externo como nunca antes vimos, para não falar na adopção de leis modernas e da necessidade fundamental da estabilidade política. Sem Europa, o País seria muito mais pobre. O fim da UE representaria a destruição de centenas de milhares de empregos, a falência de milhares de empresas, o regresso ao caos político e ao endividamento crónico. E, apesar de tudo isto ser tão evidente, parece que uma parte do País deseja regressar aos tempos da Primeira República e outra parte aos tempos do orgulhosamente sós.

A UE tem deficiências? Claro que tem. O Brexit mostra algumas dessas falhas, obriga a pensar sobre as reformas de que a organização carece. Como escreve Luís Menezes Leitão, em post anterior, os países defendem os seus interesses nacionais. É por isso que a política europeia converge para o mínimo denominador comum, insuficiente para alguns desses interesses, excessivo para outros. Ao contrário do que afirma Marine Le Pen ou do que pensa Pacheco Pereira, a Europa é uma construção democrática controlada pelas suas nações e pelos seus eleitores. Os benefícios da UE são evidentes: paz, prosperidade e liberdade. E os críticos evitam sempre mencionar as obrigações das alianças e até chegam a confundir saídas com permanências. Humilhados e ofendidos? É exactamente o inverso: somos mais livres, mais ricos e estamos mais seguros.

 

Em outros blogues foram publicados excelentes textos que nos ajudam a reflectir sobre um assunto tão complexo. Destaco estes: Francisco Seixas da Costa aponta para a necessidade de haver prudência na atitude portuguesa perante as alterações ao projecto europeu; João Miranda escreve com ironia sobre o mesmo tema; um texto lúcido de Luís Rocha, a explicar o carácter liberal da UE; ainda este alerta de Carlos Guimarães Pinto, com a evolução das dívidas públicas e o que isso sugere sobre o que aí vem; finalmente, dois textos bem pensados em Quarta República, de Suzana Toscano e Margarida Corrêa de Aguiar.


12 comentários

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De Bic Laranja a 25.06.2016 às 12:03

«Portugal nunca na sua História enriqueceu tão depressa» — Boa! — E sem trabalhar, que ainda é o melhor.
Cumpts.
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De tric.Lebanon a 25.06.2016 às 23:59

nunca pensei que chamassem ao endividamento enriquecimento...
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De ariam a 26.06.2016 às 12:14

Isto deve ser o Luís Naves a fazer um Teste, para ver quantos "ceguinhos" comem ainda a treta, do "termos enriquecido" quando arranjámos, dívida para nós e até aos trisnetos que ainda nem sequer nasceram.
Deve ser a ilusão do fulano que pede dinheiro emprestado ao Banco para comprar uma mansão e passa a sentir-se rico, até ao dia que lhe apareça, à porta, o cobrador por falta de pagamento. O único que enriqueceu foi o Banco que lhe emprestou "dinheiro virtual" (os Bancos podem ter lá 100 mas emprestar 1100) e, "outros" que podem ter ganho umas "comissões" na transação da mansão. As ilusões são perigosas e, geralmente, acabam mal, nem que seja o simples choque quando se cai na realidade.

Na verdade, a UE nem quer "a mansão" de volta, quer, apenas, ter-nos presos pelos... (um sítio que eu cá sei) e, se não formos obedientes, vai-nos dando uns valentes apertões... podemos uivar de dor mas, ficamos enroladinhos, sem sair do sítio.
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De Costa a 25.06.2016 às 21:21

Isto está decerto bem melhor agora do que há uns anos. Ou décadas. Em estritos termos de disponibilidades materiais ao serviço do cidadão, sem dúvida. Ainda que caiba perguntar se é justo o preço a que por cá é cobrada - e gera lucro, bom lucro como é orgulhosamente anunciado - a modernidade.

Mas alguns enriqueceram de forma que creio poder afirmar foi e é bem desproporcionada face ao enriquecimento do país. Se o homem é o lobo do homem, o português é-o, definitivamente, do português. A "Europa" deu-nos um grupo de eleitos do regime (que decerto já cá estavam, claro) que beneficiaram largamente desses dinheiros vindos desse misterioso e miraculoso lugar, enquanto o foi, chamado Bruxelas. E deu-nos também, creio, a generalizada ideia, entre pobres e ricos, de que, entre nossos folguedos e irresponsabilidades, a Europa haveria de limpar a porcaria que fizéssemos.

Houve, um dia, que tomar tal remédio... Os efeitos secundários são os sabidos e já nos dedicamos empenhadamente a repetir as asneiras.

De resto, escreve V. de um endividamento crónico que nos afogaria se não fosse a UE. Ele cá anda, creio bem que impagável - um problema que, houvesse por cá estadistas e um Soberano (povo) dignos desse nome, ou finalmente dignos desse nome, depois de uma geração de doidos e de desvarios, na melhor das hipóteses se saberia dolorosamente gerir e com ele ir vivendo - e tendo precisamente a Europa como grande credor.

Dessa "montanha de dinheiro", como lhe chama, ficamos então conversados. Para quê continuar se afinal por cá tudo ou quase correu mal e não há culpados.

E invoca a Justiça, como outro grande benefício da nossa integração europeia. Tenho grossas dúvidas que por cá haja Justiça (evidentemente, saibamos com quem nos queremos comparar). A justiça, como sabe, tem para verdadeiramente o ser, que ser tempestiva e servir um direito que de facto o seja. Caso contrário transforma-se num floreado processual iníquo e onde o ganho de causa quando chega de bem pouco vale, e o lento arrastar de um nome sob suspeita desgraça um inocente e dá honras de mártir a um culpado.

Vivemos sob o jugo de uma Justiça que se move à velocidade que conhecemos, que cobra despudoradamente para se mexer um palmo e que serve um Direito que, em certos aspectos (veja-se o fiscal), mais parece uma colectânea de disposições provindas das longas e erráticas azias de um senhor feudal insaciável e desprovido de humanidade.

E isso nem a Europa conseguiu por cá corrigir. Aliás, por estes dias, à Europa interessa é que paguemos o que se deve. A que custo para nós, é coisa em bom rigor irrelevante. E é seu direito, concorde-se ou não, pensar assim.

Isto posto, não me interprete mal: uma nossa saída seria calamitosa. Para nós. Apenas não nos deixemos, sugiro, iludir excessivamente: seria calamitosa bem mais por nosso demérito, receio, do que por mérito da União.

Costa
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De lucklucky a 26.06.2016 às 05:13

"Portugal nunca na sua História enriqueceu tão depressa, nunca se modernizou tão rapidamente."

Reescrever a História.
O período onde se enriqueceu mais depressa foi na Ditadura Salazarista.


A União entre outras coisas serviu para Portugal não aprender a ser.
Foi uma barreira pois protegeu Portugal das consequências dos seus actos até há pouco.

Serviu para Portugal continuar durante 40 anos sem aprender coisa alguma num país dominado por jornais, TV's populistas, por partidos populistas de um regime populista que nunca se reformou porque viveu essencialmente às custas de 3 coisas durante 40 anos:

-Baixa dívida vinda da Ditadura que lhe permitiu ter sempre défices para comprar votos.
-subsidios da CEE e Unionistas
-demografia favorável até há pouco.

Portugal não sabe ser.
E é dominado por um complexo politico-jornalista Marxista que levará o país para uma neo-Venezuela.

Pertencer à União parece que impede Portugal de pensar.
Como aliás a sua critica correcta ao histerismo em curso e eu adianto má fé - quem discorda dos Unionistas sofre de fobia, uma situação clinica a aventar internamento virtual- demostram.


-----
O fim da União é irrelevante a não ser que se formem barreiras comerciais.
Aliás até pode ser melhor se se derrubar barreiras comerciais que existem hoje contra outros países que não da União.


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De O Santo a 26.06.2016 às 18:50

LOL! Desde quando é que o comuna do Salazar enriqueceu o país? Deve ter enriquecido uns quantos, devia ser um deles. Assim como o Estaline enriqueceu os seus amiginhos. O problema é que o tacho para alguns acabou desde 1974 é pena que não tenha acabado para todos. Como antes de 74 o país continua a viver das rendas e das casa senhoriais, em vez de ser da produção, do desenvolvimento e progresso tecnológico. Infelizmente o Português não é muito bom a competir com outros, pelos por cá, porque lá fora é coisa é diferente. Por cá estão demasiado agarrados às regalias, para deixarem crescer os mais novos.
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De lucklucky a 26.06.2016 às 21:12

Endoutrinado pelo jornalismo marxista?

O rendimento dos Portugueses passou de 1700 dolares em 1934 para 7000 dolares em 1974. Segundo Maddison.

Talvez também fique chocado se lhe disser que o perído onde mais decresceu a mortalidade infantil(até 1 ano de vida) em Portugal foi antes de existir SNS.
A maior parte durante a mesma ditadura.


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De anti-europeista a 26.06.2016 às 22:59

Desconfio que não viveu nesse tempo, senão não faria algumas afirmações.
Sem a UE, no tempo do Estado Novo construíram-se as primeiras auto-estradas, muitas centenas de quilómetros de estradas, centenas de quilómetros de vias féreas (que cobriam quase todo o país e que a UE ajudou a desfazer) , estações e apeadeiros de comboios, mais de 3000 escolas primárias (quase tantas com estes governos destruíram), escolas secundárias (liceus e escolas industriais e comerciais), construíram-se hospitais, pontes importantes e estratégicas para a nossa economia, na maioria das cidades do mais, barragens de grande porte (incluindo uma das maiores do mundo - Cahora Bassa), fizeram-se regadios, emparcelamentos rurais, surgiram os grandes grupos económicos e de dimensão internacional, como a CUF, as grandes empresas ligadas à metalurgia e à construção naval... tudo isto no Continente e nas "Províncias Ultramarinas".
Mentir sobre o Estado Novo tornou-se um hábito, mas sem fundamento de verdade.
Aliás, ainda ontem escutei um "Prof. Doutor", semi-analfabeto como a maioria dos seus "pares" actuais, dizer esta bacorada: "Depois do 25 Abril apareceram em Portugal, pela primeira vez, as pensões e reformas..."
Claro que o ignaro académico não sabe que as reformas e pensões foram criadas por Marcelo Caetano...
Quando se fala do "antes do 25 de Abril" mente-se a bandeiras despregadas. Parece que vale tudo... pois falta verdade e seriedade (e, quiçá, conhecimento de facto...)
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De ariam a 27.06.2016 às 19:47

Desconfia que ele não viveu nesse tempo? Da maneira como ele fez o resumo, eu tenho a certeza.

Passei por aqui várias vezes mas, nem me atrevi a responder, como gosto de explicar tudo, muito explicadinho, não me chegavam os 4300 caracteres.
Só quero louvar a sua paciência, de tentar responder ao Santo mas, desconfio que seja um cérebro, onde "o trabalho" esteja concluído, fechado e blindado, para não conseguir pensar "fora da caixa"

Quanto a valer tudo e haver falta de seriedade, ainda não percebeu que é propositadamente?
Para atingir o objectivo que, há muito tempo, está programado, têm que conseguir transformar as pessoas e, em vez de seres pensantes, passarem a ser, apenas, "recipientes de ideias", até elas não conseguirem pensar por si próprias e, apenas, dizerem ou fazerem, aquilo para que forem "programadas" ou seja, ficarem, mais ou menos, assim:

YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=SFUZ-xiXqHA
Stopped Escalator
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De Daniel Neves a 26.06.2016 às 20:34

"Portugal nunca na sua História enriqueceu tão depressa" Em 900 anos nunca enriquecemos tanto como no final do séc.XX? Isso é totalmente falso. Como a descoberta do caminho marítimo para a India e como o ouro do Brasil enriquecemos muito, mais muito mais.
E mesmo que isso fosse verdade, não fazia com a UE passa-se a ser um coisa boa. Seria o mesmo que eu ir ao banco pedir um empréstimo e sair de lá com 100 mi eurosl e gabar-me de nunca ter ganho tanto dinheiro num só dia. O que adiante ter muito dinheiro (emprestado) se depois vou passar anos a pagar a dívida.

"Recebemos uma montanha de dinheiro" Receber algo é quando isso nos é dado, não emprestado.

"Há justiça, liberdade e segurança". Já tínhamos isso antes do 25 de Abril. Sem querer comparar o incomparável, no livro de Orwell o partido Ingsoc gaba-se de ter inventado o comboio e o avião. A propaganda da UE diz que foram os eurocratas que inventaram a paz e a democracia.

"Hoje, exportamos facilmente para um mercado de 500 milhões de consumidores, circulamos sem limitações por um espaço geográfico gigantesco, temos investimento externo" Praticamente todos os países fazem isso e os que não o fazem é o porque o governo não quer. Países como a Suiça, Noruega, Singapura, Coreia do Sul, EUA etc... não precisaram de entregar a sua independência para ter isso. Os país que eu citei teem isso em muito mais quantidade que nós.

"Sem Europa, o País seria muito mais pobre." Como a Suiça por exemplo?

"O fim da UE representaria a destruição de centenas de milhares de empregos" A existência da UE é que destruir milhares de empregos, particularmente na agricultura e nas pescas. Para um país gerar empregos precisa de baixos impostos, pouca regulação e liberdade econômica, não precisa de governado por apparatchiks não eleitos e sem rosto.
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De anti-europeista a 26.06.2016 às 22:36

Este texto deve ter sido escrito por uma questão de humor, ou então é para reinar com as pessoas que vivem do seu suor, exclusivamente.
Veja-se este parágrafo:

" os benefícios que o País obteve ao longo dos últimos 30 anos." - que foram muito poucos, mas a cada benefício correspondeu um ou malefício.

"Portugal nunca na sua História enriqueceu tão depressa" - não foi Portugal, mas sim alguns portugueses. Portugal viu destruída a sua agricultura, as suas pescas, o seu sector mineiro, as grandes industrias foram-se... se isso for enriquecer o país!

"Recebemos uma montanha de dinheiro" - não recebemos... eu não recebi nem um centavo. O dinheiro que veio para Portugal não paga a devastação produzida pela UE.

"transformámos a economia" - destruímos a nossa economia. Somos mais dependentes do antes; não consolidamos nenhum sector de forma sustentada... a única transformação for passarmos a ser pedintes endividados...

"há justiça" - qual delas? Justiça social? - nem vê-la... cada vez temos mais "escravos" da finança e do capitalismo, sem vida própria e sem capacidade de reivindicação. Justiça criminal? - só se for uma anedota...
"liberdade"

"segurança" - Nunca tivemos tanta criminalidade organizada e tanta impunidade. Nunca antes vivemos num lugar onde um bandido tem muitos mais direitos do que as vítimas. Nunca foi tão fácil exercer actividades criminosas de cariz internacional -assim funciona o tráfego criminoso, incluindo o tráfego de pessoas, de forma descontrolada, com as fronteiras escancaradas.

"a sociedade mudou em todos os sentidos. - sobretudo no sentido inverso aquele que necessitados - o do bem-estar, da justiça social e de um futuro cada vez melhor.

Eu só perdi coisas. Tenho mais obrigações, pago impostos para tudo, vedam-me uma infinidade de coisas, tenho cada vez menos regalias, ganho menos do que há 10 anos, a possibilidade de ter uma vida mais tranquila e melhor no futuro e para os meus descendentes é a mesma que eu tenho de ir a Marte de bicicleta.

Como humor, este texto está bem redigido... mas apenas como humor.
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De Vento a 27.06.2016 às 00:50

Bem, passando ao largo dos enriquecimentos e das liberdades que afirma a Europa nos proporcionou (afirmações que mais parecem um estilo literário para bordar aspectos de uma linha política que defende), penso que o Brexit (que não constitui qualquer novidade) está aí para firmar novos acordos e novas negociações.
Claro está que Cameron levou com um projéctil saído pela culatra, mas a Europa beneficiará com os resultados deste referendo. Temos dois anos para observar as movimentações e os acordos que se estabelecerão, em torno dos interesses económicos e financeiros, entre a UE (ao qual o UK ainda pertence) e o UK, com a Alemanha e a Holanda muito empenhadas em chegar a bom termo. Claro está que isto obrigará a alterações de políticas que retirarão paulatinamente a Europa do espartilho que Merkel/Sarkozy teceram.

Nada de novo debaixo do Sol. E debaixo do Sol sempre existiram histéricos e histéricas. Por isto mesmo concordo com a sua afirmação: "Nas televisões nacionais, o Brexit parecia o fim do mundo. Mudávamos de canal, para estações estrangeiras, e havia um tom de seriedade e preocupação, mas sem histerias: a vida continuava".

Espero que o Fernando Santos não deixe que as coisas aconteçam à moda inglesa, isto é, que diga que quer ficar para depois sair.
São os períodos conturbados que se vivem nesta Europa. Entra-se e sai-se sempre com os pés no mesmo sítio. É mesmo assim, saímos da Europa ou do Europeu para continuar nela ou nele. Em um outro momento, claro.
Os ingleses, nem sempre sabendo o que fazem, dão sempre um jeito para parecer que sim. Aguardem.

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