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O Covid-19 em Portugal

por jpt, em 20.05.20

velho restelo.jpg

(Fotografia de Miguel Valle de Figueiredo, Sete Rios, Lisboa, Abril de 2020; inscrição recente no prédio arruinado que foi sede da escola da PIDE-DGS, incidência quase certamente inintencional dado que essa memória não está sinalizada no local.)

Aquilo do estar confinado foi uma era insone. Aqui em Nenhures deu-me para escrever sobre o que se passava alhures. Por isso escrevi um texto sobre o Covid-19 em Portugal, a minha versão. Uma desnecessidade de 42 páginas. Agora como parece que tudo já é passado, nos disseram para regressarmos à vidinha, botei o que escrevi, para o caso de alguém ter paciência para o ler. Aqui fica a ligação para o texto: 

“P’ra melhor está bem, está bem, p’ra pior já basta assim”: o capitão MacWhirr e o Covid-19"

 


5 comentários

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De Vento a 20.05.2020 às 12:54

Antes de mais gostaria de dizer que não existiram medidas de controlo epidémico e sanitário, apesar de se ter legislado sobre isto desde 2009. Existiu, isto sim, um bater em retirada com alguns médicos a cuidarem daqueles que pelo bicho foram mordidos; e alguns deles e outros mais também a levarem a ferrada.

Usar o termo "pelo bicho mordidos" não é uma expressão casual, pois a mesma permite-me comparar o antes e depois para poder dizer que se antes as pulgas caíram no cachorro agora parece-me que basta sacudir o pêlo para as pulgas saltarem. Afinal era simples.

E sim, o tufão parece-me que só agora se inicia, procurando todos contabilizar as vitimas.
Desde o início teve oportunidade de postar e questionar situações, que em tudo vão ao encontro do que diz o seu sobrinho.
Assim, contabilizaremos no período os danos provocados pelo bicho em relação aos danos provocados aos que não foi mordidos pelo bicho.

Se algo me demonstrou a situação nos escalões intercalares foi que desde a OMS e até nós o bicho é mais confiável e previsível.
Sousa reagiu bem e intuitivamente, mas a sua reacção, estado de emergência, serve mais agora para justificar que apurar.

Por muito que alguns se esforcem a mostrar que são a lei e a constituição, continuo a afirmar a minha liberdade de consciência e pessoal.
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De jpt a 22.05.2020 às 08:56

Continuo na mesma, não discuto a opção assumida, e, como refiro no meu texto, reclamei-a em raciocínio assente nas expectativas que tive, e no meu bom senso feito de senso comum. Agora discordo do que diz, julgo que Sousa não esteve assim tão bem, tal como as estruturas administrativas portuguesas da tutela dormem na forma - ao longo do tempo. Mas, claro, é a minha versão.
Obrigado pela sua paciência, tornada leitura do meu texto.
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De Vento a 22.05.2020 às 12:05

Eu também o compreendo e não critico a opção de muitos ao refugiarem-se por desconhecerem o que daí poderia vir, do bicho. Eu mesmo salvaguardei idosos, privando-me de os contactar pessoalmente logo em Fevereiro. Mas não os descurei e, no que respeita às obrigações, salvaguardei-os: pedindo meios de diagnóstico, emissão de receitas para criação de algum stock em virtude de eventual constrangimento futuro nos canais de distribuição de medicamentos. E também salvaguardei a obtenção das colheitas para diagnóstico.
Mas tudo isto por minha inciativa e não porque estivessem salvaguardados esses mesmos canais, pois verificou-se um cancelamento em massa de consultas quer no público quer no privado.

Isto demonstra um bater em retirada sem salvaguarda de cuidados básicos e elementares, e também revela a falta de medidas epidemiológicas.

O regresso à actividade a que se assiste faz-se por motivos meramente económicos e não porque se tivesse assistido a um qualquer controlo. O único controlo que se verificou foi precisamente evitar-se o entupimento dos serviços de saúde e administrativos.
Foi esta a epidemia controlada.
E o estado de emergência salvaguardou futuras litigâncias judiciais.
Portanto, volto a assistir que, sem o intuito de fazer rolar cabeças, se apure o que aconteceu durante o período para se salvaguardar o futuro. E o seu sobrinho é também parte privilegiada para integrar esta possível comissão de apuramento.
Fazer isto também é ciência.
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De Vorph Valknut a 20.05.2020 às 14:12

Obrigado pela ligação
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De jpt a 22.05.2020 às 08:53

Eu é que agradeço o interesse. A escrita gratuita é (bem) remunerada em leituras.

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