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O contra-ataque.

por Luís Menezes Leitão, em 14.03.14

 

Houve dezenas de manifestos nos últimos tempos por tudo e mais alguma coisa. Poucos ligaram a eles, por muito justificados que fossem. O manifesto pela reestruturação da dívida causou, porém, um coro de reacções indignadas, desde o Primeiro-Ministro ao Presidente da República, levando até à demissão de consultores da Presidência. Agora até o Secretário de Estado Carlos Moedas se vê obrigado a abjurar anteriores declarações suas no mesmo sentido. Pelo caminho, tivemos argumentações inqualificáveis como esta carta a uma geração errada por parte de alguém que, apesar de ter quase 50 anos, se julga um jovem promissor, pronto a elaborar um programa de governo, e que defende por isso que tudo não passa de um conflito de gerações. 

 

Porque é que ocorreu este contra-ataque? Porque o manifesto diz o que é óbvio e toda a gente sabe, mas os actuais governantes não querem assumir, preferindo viver numa realidade virtual. Em lugar de os seus apoiantes apresentarem ataques ad hominem contra os autores do manifesto, eu gostaria de ter visto era alguém demonstrar com argumentos convincentes que esta dívida é sustentável. Eu, não sendo especialista na área, leio este estudo de David Salanic e fico com a certeza absoluta de que a reestruturação da dívida é inevitável. E por muitos Moedas que surjam a abjurar as suas anteriores declarações, parece-me sempre ouvir ao mesmo tempo eppur si muove.


2 comentários

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De Luís Lavoura a 14.03.2014 às 12:12

Porque é que ocorreu este contra-ataque? Porque o manifesto diz o que é óbvio e toda a gente sabe, mas os actuais governantes não querem assumir

Exatamente. Anda toda a gente a fingir não ver que o rei vai nu e, quando o menino o diz, todos se viram enfurecidos para ele e dizem-lhe para se calar.
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De Vento a 14.03.2014 às 20:56

O que me parece mais grave em toda esta questão é o facto de sentir, e sentir com total convicção, que este governo de meninos pretende dar a mão à(o) senhor(a) Merkel/Schauble e outras instituições no sentido de lhes permitir uma saída limpa para a bagunça feita em Portugal e também na Grécia e Irlanda.
A atitude irlandesa abriu uma oportunidade airosa que permitisse empurrar Portugal para uma situação semelhante, mas que resultará na subordinação quase ad eternum deste povo e deste país sem que se faça pensar que o descalabro ocorrido em Portugal e na Grécia tem nomes próprios e sujeitos identificados. Para tal é necessário dar-lhe o nome de programa cautelar.

Na realidade, se nos reportarmos aos acontecimentos anteriores, durante e posteriores à crise 1383-1385, chegaremos à conclusão que aquilo que nos fará pensar como incentivo a uma atitude de libertação é a pergunta então colocada: "Quando Adão usava a enchada e Eva fiava, quem era o Senhor (de senhorio)?".

Pois é esta relação aleivosa que os governantes estabelecem com um povo, e que o penhora através do estabelecimento de uma relação de feudalidade a instituições e líderes incapazes de se sustentarem também a si mesmos em matéria de justiça governativa e conhecimento para a concretizar, que nos obrigará mais cedo ou mais tarde a constituir novas cortes e a apoiar um D. João que seja capaz de concretizar esta ânsia de cortar com o malicioso cordão umbilical.

Os Moedas, os Josés e outros tantos que destas regras se esquecem irão escrever, sim, e proclamar, também, o seu próprio erro e ignorância.

E tanto é verdade a necessidade da restruturação da dívida que é este desgoverno, depois de ter anunciado a obtenção de boas notas através de douta inspecção por parte dos mandatários da 11ª. avaliação, que logo de seguida tira da cartola medidas que de todo não correspondem a uma nota que não se pauta num qualquer quadro quanto mais num de honra.

Por último, sim, Portugal transformou-se em terras de mouros para conquistar e saque de guerra para distribuir.

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