Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 18.11.17

«Aqui há ainda não muitos anos, os afectos ao PC faziam questão de repetidamente anunciar a soma global dos anos que os seus passaram nas prisões do anterior regime. O número, claro, impressionava e era imbatível como registo sacrificial.
Aqui há não muitos anos e, decerto, sempre que o vejam como apropriado.
Os mortos de uns valem mais do que os dos outros. Para alguns, talvez. Mas nada disso apaga o pacto celebrado com o Reich e o mais que por aqui já se denunciou. Nem menoriza os mortos dos outros e o esforço e dores dos outros. A simples lei dos números deve ser interpretada sempre com respeito e sem menosprezo pelos mais pequenos. Ou devia ser assim.»

 

Do nosso leitor Costa. A propósito deste meu texto.

 

 ................................................................................

 

«O camarada Estaline apenas se manteve em combate graças aos vastos fornecimentos de material de guerra americano que, ainda antes da entrada dos EUA na guerra, lhe foi fornecido: 14 mil aviões, 12 mil tanques, 44 mil jipes, 375 mil camiões, pólvora, explosivos, aço, rolamentos, botas, cobertores, petróleo, tudo a chegar, em contínuo, das fábricas "capitalistas". A vitória na frente Leste seria inconcebível sem o bombardeamento aliado da Europa ocupada, da França à Roménia, que degradou a capacidade industrial e de produção petrolífera dos nazis. E sem a segunda frente, aberta em Itália (sem sucesso) e na Normandia pelos aliados ocidentais, os milhões de mortos soviéticos não teriam valido qualquer vitória.

Quem esteve aliado a Hitler, entre Agosto de 1939 e a data em que este decidiu acabar com a aliança, foi Estaline, e com ele, as quintas colunas comunistas, que, obedecendo às ordens do Comintern, na França ou na Polónia, desertaram e sabotaram os seus próprios exércitos, e, nos EUA, militaram activamente contra a entrada do país na guerra. No Centenário da Gloriosa Revolução de Outubro (que, sintomaticamente, foi em Novembro), o que alimenta os comunistas é o mesmo de sempre: a mentira.»

 

Do nosso leitor JPT. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)


14 comentários

Sem imagem de perfil

De JgMenos a 18.11.2017 às 21:59

Partilha da Polónia com Hitler e massacre de Katyn.

Onde os totalitarismos selam uma aliança que lhes é natural.
Sem imagem de perfil

De Weltenbummler a 18.11.2017 às 22:18

I will close the sitting
see you in another galaxy

ciao. tante belle cose
Sem imagem de perfil

De Costa a 18.11.2017 às 22:40

Agradeço o destaque.

Costa
Sem imagem de perfil

De am a 18.11.2017 às 23:17

Referente a comentários:

" Este governo é como o micro-ondas, só serve para queimar e descongelar"

Lido no Obervador
Sem imagem de perfil

De Vlad, o Emborcador a 18.11.2017 às 23:24

Porra que vossas mercês são iguais aos comunas. Sempre a mesma cassete:

Sabem o que foi o Acordo de Munique, de 1938?

Mais:
Apenas 7% são material bélico proveniente dos EUA chegou à URSS em até 1944.

Harry Hopkins afirma que os americanos “nunca acreditaram que a ajuda Lend-Lease tenha sido o principal factor para a derrota de Hitler na frente oriental soviética. Que isto tinha sido feito pelo heroísmo e sangue do Exército russo".

Harry Lloyd Hopkins (August 17, 1890 – January 29, 1946) was one of President Franklin Delano Roosevelt's closest advisors. He was one of the architects of the New Deal.

Os próprios funcionários governamentais americanos (Raymond Goldsmith, George Herring, e Robert H. Jones) reconhecem que a ajuda Aliada à URSS foi igual a não mais do que 1/10 da produção de armas próprio dos soviéticos.

O DO deixou -me de interessar. É sempre a mesma ladainha. Adeus e vão dar todos uma ganda curva.

Pedro Afonso
Sem imagem de perfil

De JgMenos a 19.11.2017 às 11:45

Compreendo, há verdades que custam a emborcar.

O 'heroísmo russo' é um facto irrecusável e largamente estimulado pelo facto de a falta dele significar fuzilamento.
O ' sangue do Exército' é em boa parte o resultado da miséria e da falta de preparação baseada na confiança na aliança com Hitler.
Havia gente enviada para a frente que tinha por primeira missão obter uma arma de um caído, amigo ou inimigo.
E chegaram milhares de camiões americanos para que se pudessem produzir tanques...
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.11.2017 às 16:25

Vlad como já disse a outra pessoa , não deixe de aqui escrever...

WW
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 19.11.2017 às 19:30

Já tinha postado mas posso fazê-lo outra vez.

Nikita Krutchev nas suas memorias:

"I would like to express my candid opinion about Stalin’s views on whether the Red Army and the Soviet Union could have coped with Nazi Germany and survived the war without aid from the United States and Britain. First, I would like to tell about some remarks Stalin made and repeated several times when we were "discussing freely" among ourselves. He stated bluntly that if the United States had not helped us, we would not have won the war. If we had had to fight Nazi Germany one on one, we could not have stood up against Germany's pressure, and we would have lost the war. No one ever discussed this subject officially, and I don't think Stalin left any written evidence of his opinion, but I will state here that several times in conversations with me he noted that these were the actual circumstances. He never made a special point of holding a conversation on the subject, but when we were engaged in some kind of relaxed conversation, going over international questions of the past and present, and when we would return to the subject of the path we had traveled during the war, that is what he said. When I listened to his remarks, I was fully in agreement with him, and today I am even more so."


G.K. Zhukov. Marechal da União Soviética

Today [1963] some say the Allies didn’t really help us… But listen, one cannot deny that the Americans shipped over to us material without which we could not have equipped our armies held in reserve or been able to continue the war.
Sem imagem de perfil

De am a 19.11.2017 às 13:01

Por que razão a revolução de Outubro é festejada em Novembro?
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.11.2017 às 15:51

Por causa dos fusos horários e de uma greve dos telegrafistas. A notícia chegou com atraso a Portugal. O PCP, partido conservador, respeita essa diferença.
Na Rússia o problema nem se põe pois já ninguém festeja aquilo.
Sem imagem de perfil

De JPT a 19.11.2017 às 15:53

E eu aqui a esfalfar-me com uma resposta séria! Agradeço o destaque.
Sem imagem de perfil

De JPT a 19.11.2017 às 15:53

Era um piada. Até 1918, os calendários russo e ocidental eram diferentes. Desde o grande cisma, os primeiros seguiam o calendário juliano, e os segundos, desde o século XVI, o calendário gregoriano. À data da revolução, a mesma ocorreu em Outubro, mas a alteração de calendário (promovida pelos comunistas porque o mesmo era associada à religião ortodoxa), este avançou 13 dias. Assim, sendo incondicionais adeptos da "correcção dos erros históricos" (de detalhes destes, até às aldrabices do camarada Jerónimo, passando por imputar o massacre de Katyn aos nazis, e apagar Trotsky das fotografias), os comunistas sempre celebraram a Revolução de Outubro a 7 de Novembro.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.11.2017 às 16:29

Em relação ao seu comentário em destaque podia fornecer uma fonte dos números que refere no mesmo , obrigado .

WW
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 19.11.2017 às 20:17

Destroyer Soviético construído pela Orlando - da Itália de Mussolini - que fez a Itália reconhecer diplomaticamente a URSS logo que chegou ao poder em 1925 -

https://en.wikipedia.org/wiki/Tashkent-class_destroyer

Foto das provas de mar ainda com bandeira Italiana em 1938
http://www.naviearmatori.net/albums/userpics/15288/1474992710.jpg

Entregue em 1939 à Marinha Soviética ou seja depois da Guerra Civil de Espanha.

http://www.naviearmatori.net/albums/userpics/11615/1934_GUARDACOSTE_navigazione_a.jpg

1 dos 2 navios guarda costas contratados pelo Governo Soviético à Itália Fascista para a NKVD -baptizados Kirov e Dzerzinsky entregues em 1934. Fabricados pela Ansaldo de Sestri Ponente.
Foto das provas de mar ainda sem armamento.

Comentar post



O nosso livro





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D