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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 03.12.16

«Estou desiludido com o jornalismo em Portugal e a forma como deixaram adormeceram a sociedade durante estes últimos 15/20 anos.

É incrível como casos como o BES ou tudo que o está a vir a lume do caso Sócrates foram completamente ignorados durante tanto tempo.
Indigna-me que a aplicação generalizada da suspensão provisória do processo na Operação Furacão seja vista como uma vitória das finanças, que recuperaram não sei quantos milhões.
Não entendo como são abafadas notícias relativamente à economia e às empresas. Onde estão as notícias que a Mota-Engil foi multada em 13 milhões de euros e proibida de concorrer na Eslováquia ou acusada de cartel na Polónia? Uso como exemplo esta empresa de que ninguém gosta, mas é generalizado. Algumas notícias são claramente publicidade paga disfarçada.
Podia continuar mas já chega como exemplo.
Eu acredito que isto pode mudar. Por isso faço o pouco que posso, que na minha humilde opinião e' muito mais importante do que movimentos ou abaixo-assinados por uma sede: assino uma série de jornais em formato digital. Pago para ver.

P.S: Quando refiro jornalismo não me refiro somente aos jornalistas mas também e sobretudo a todo o meio que os rodeia e restringe.»

 

Do nosso leitor Daniel Marques. A propósito deste meu postal.


1 comentário

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De Tiro ao Alvo a 03.12.2016 às 21:03

Inteiramente de acordo.
De facto, lendo os vários jornais, hoje disponíveis em Portugal, quase todos parecem escritos pelo mesmo grupo de jornalistas. Algumas dessas "notícias" não enganam ninguém: têm o mesmo autor e apenas uma versão que, inexplicavelmente para mim, aparece, sem qualquer alteração, disseminada pelos diversos meios de comunicação. Parece-me que o "fenómeno" é ainda mais nítido nos jornais digitais, mas posso estar enganado.
Por outro lado, facilmente se constata que muitas dessas "notícias" são o trabalho de agências de comunicação e imagem, ou seja, que muitas são postas a circular na comunicação social (TVs incluídas), por “não jornalistas”, e orientadas para a defesa dos interesses dos seus clientes, por vezes ilegítimos, frequentemente fazendo eco de boatos, quando não de puras mentiras. Uma vergonha.
Lamentavelmente, no curto prazo, não vejo como será que "isto" pode melhorar.

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