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«Para quem nasceu já depois de acontecida a Revolução, sinto que aos poucos, poucochinhos, estamos a perder a liberdade que me dizem ter sido tão aclamada nesses tempos. E, como é óbvio, duvido das verdadeiras conquistas desse dia, pois não tenho "termo de comparação" a não ser a atualidade.
Quando questiono quem me rodeia sobre as suas opiniões relativas a estas e outras novas censuras, ouço que naquele tempo antigo era pior. Ou então percebo que alguns apenas defendem as antigas liberdades pelas quais se lutou na Revolução e não entendem que o mundo mudou e que existem tantas outras correntes que amarram a nossa nova necessidade de liberdades ao ponto de ser necessária uma nova revolução (figurada ou não).
A bandeira dessa luta tem de ser redesenhada, reinventada. Os princípios fundamentais têm de emergir e abarcar a nova realidade.
Neste caso em concreto, em vez de limitarem/censurarem a cobertura por parte dos media, censurem as campanhas dos partidos políticos, para que se abandonem as campanhas circenses e se faça política "à séria", pois a política é uma ciência e não um acto de palhaçada.
A política existe para e pelos cidadãos e não para e pelos partidos.»
Do nosso leitor Jhonny M. A propósito deste texto do Sérgio de Almeida Correia.