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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 22.06.20

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«Bem, as coisas começam com o 25 de Abril (o de 2020) e a teoria de que uns poderiam fazer tudo e outros não. Depois o 1.° de Maio e a teoria de que uns poderiam fazer tudo e outros não. E o Avante! faz-se e pouco barulho. E morreu o Floyd. E, no fundo, os “outros” perceberam que os “uns” perderam a muito ligeira autoridade moral. Três mil e quinhentos polícias em Fátima, zero no 1.° de Maio? Só podem estar a brincar.

E agora? Festas de mil em Carcavelos, com outra ali ao lado, hoje já em Bragança, na praça principal, pois então, mais a outra em Lagos - e muitas mais, por todo o país. E a polícia ainda lá vai, mas como há por aí cartazes partidários “polícia bom é polícia morto”, e também porque já tiveram que passar a vergonha de se armarem até aos dentes para confrontar velhotes de cruz ao peito e vela na mão, que nem apareceram, e deixar à vontade vigorosos esquerdistas escavacar tudo, já não têm a mesma convicção.

Era de esperar que houvesse uma ligeira subida no número de infectados nesta fase do desconfinamento, não esperava o governo, que claramente não tem a mínima ideia do significado da palavra governar, tanta estupidez deste “povo exemplar”. Os números vão explodir de novo, só que não será já possível confinar nada. As pessoas não aceitarão e a economia termina. A que resta. E é aí que isto tudo tem a ver comigo, é que não sou reformado nem funcionário público, e já levei um tombo. Se a loja fechar vou ao chão - é que já disse tantas do PS que ninguém me vai arranjar um tachito.

Ora, graças aos políticos em geral, com distinção para o BE, como é que explico a um grupo de idiotas com os copos que me estão a tirar o ganha-pão? Serei apodado de fascista, reaccionário, xenófobo, machista, racista, e se calhar sovado e infectado.

Se morressem só os idiotas ainda vá, mas isto é como aqueles que andam na autoestrada em contramão e embriagados - geralmente morrem os outros.»

 

Do nosso leitor António. A propósito deste texto do JPT.


12 comentários

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De Anónimo a 22.06.2020 às 14:42

Talvez o COVID seja um vírus Fascista, só ataca os não Socialistas.


lucklucky, o kulak

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De Antonio Maria Lamas a 22.06.2020 às 15:11

"Eles" já se estão a marimbar para os velhos (eu tenho 71) e para os mais fracos.
A mortalidade até está a diminuir, bem como os internados, por isso " siga a marinha"
Vão deixar infectar tudo, desde que estes números se mantenham baixos dentro das expectativas. porque o que está em causa nas sua cabecinhas é a bola europeia e o Summit do palhaço Paddy.
A seguir vem o controle de danos de imagem. Aí vão funcionar os 15M e não tarda temos as TV´s a mentir ainda mais. que a "nova" D. Maria e a pespineta da saúde.
Cá por mim, abria tudo. Só fazia testes aos sintomáticos e os mortos "foi a gripe" que só chegou agora em vez de Janeiro.
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De jo a 22.06.2020 às 15:21

Um caso grave de paranóia "eles andam a tramar-me".
Não sou médico, mas sugiro que saia mais à rua e veja menos boletins da DGS.
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De António a 22.06.2020 às 19:31

Nunca deixei de sair. Se calhar vi o que você não viu, as ruas desertas, as praças vazias, as lojas fechadas, as escolas trancadas e silenciosas. Acho que vale bem um esforço colectivo para não ver isso de novo.
Quanto a paranóia, ontem mesmo um colega recebeu os resultados dos testes. Se não fosse tão “paranóico” com a higiene tinha contaminado muita gente. Conseguiu não contaminar ninguém. É incrível o que a “paranóia” consegue.
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De Anonimus a 22.06.2020 às 15:25

Peço desculpa, mas o Governo / DGS / Marcelo / pessoal que manda nisto, envia constantes mensagens com sentido oposto.
Fomos avisados de que teríamos de viver o Verão sem turismo estrangeiro, pois convém minimizar e restringir geograficamente as cadeias de contágio.
Afinal, fazem-se campanhas a pedir turistas. Os turistas são bons, podem vir de onde venham nos seus aviões com lotação a três terços, sem quarentenas, e a partir daí usar hoteis, restaurante, tuk-tuk e comprarem toda a bugiganga de cortiça que conseguirem carregar.
A bola tuga é de porta fechada, mas a Champions depende. De quem paga.
Devíamos fazer vida caseirinha, mas por outro lado mandam-nos (incitam?) sair, ir ao cinema, ao café, enfim, gastar. Consumir, que a restauração portuguesa precisa de facturar.
Mas isto afinal é o quê?
Convençam-se de que voltou tudo ao normal, não o novo, mas o normal, porque é tudo o que conhecemos. E portanto, é *normal* que os putos saiam à rua para beberem, fumarem, dançarem e fazerem todas essas coisas que os jovens fazem.
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De Luís Lavoura a 22.06.2020 às 15:43

Mas que dados existem que permitam afirmar que os novos casos de sars-cov-2 se devem às festas?
Que eu saiba, a DGS não divulga quaisquer dados precisos sobre os infetados, que permitam inferir se eles se infetaram em festas ou em quaisquer outros ambientes.
Que eu saiba, o que a DGS tem dito é que a maior parte dos infetados recentes o foram, como usualmente, em ambiente laboral ou familiar - não em festas.
Anda agora muita gente a dizer mal dos "jovens" e a dizer mal das "festas", mas creio que essas pessoas não sabem bem nem de que jovens nem de que festas estão a falar, muito menos sabem que jovens foram infetados em que festas.
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De Anónimo a 22.06.2020 às 18:19

Porque é que o Presidente e o Primeiro Ministro dizem que as festas que não são da Esquerda são algo a punir?

lucklucky, o kulak
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De Anónimo a 22.06.2020 às 20:22

É a animação, festas em Carcavelos, Bragança, Lagos e por toda a Europa. Depois da festa vem a ressaca. O pior é que, como diz o António, a ressaca atinge sobretudo outros que não os foliões.
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De Isabel Paulos a 22.06.2020 às 21:14

Esqueci-me de assinar.
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De Elvimonte a 22.06.2020 às 23:44

Vou ser pragmático e não vou estar com "meias medidas", nem que para isso me tenha que auto-citar. Escrevia eu em em 7/5/2020 aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/oxala-11534806#comentarios:

«Por outro lado, hoje sabe-se muito mais sobre a doença e sobre aquilo que realmente conduz à morte nos casos mais graves. Para além da distribuição por faixas etárias, por sexo e patologias antecedentes, que os números já vinham a mostrar, fruto de 70 autópsias realizadas por patologistas em Itália foi possível concluir (artigo ainda não publicado) que se morre não por pneumonia intersticial, mas por deterioração da camada interna dos vasos sanguíneos (endotélio), o que conduz a micro-tromboses. Isto era algo que já vinha a ser teorizado a partir de observações clínicas e que encontra fundamento no bloqueio da enzima ACE2, à qual o vírus se liga. Podia citar artigos cientícos a corroborar, mas acho que não vale a pena.

Sobre o que referi acima tenho confirmação e, ao que parece, o protocolo de tratamento italiano estará a mudar para antibióticos, anti-inflamatórios e anti-coagulantes, o que ainda não consegui confirmar. Mas não deixa de ser curioso verificar que não há histórico de hospitalizações de doentes com artrite reumatóide, habitualmente tratados com corticóides (anti-inflamatórios potentes).

Não resistindo à citação de artigos científicos (enorme defeito) porque se trata de algo útil, deixo-lhe link de um artigo onde se mostra a importância da vitamina D no funcionamento do sistema imunitário, no que a este vírus diz respeito.

"Patterns of COVID-19 Mortality and Vitamin D: An Indonesian Study"»

Passados cerca de 45 dias após este meu comentário, eis que na passada semana é publicado (provisoriamente) o resultado de um ensaio clínico sobre a dexametasona (corticóide, glucocorticóide): "Low-cost dexamethasone reduces death by up to one third in hospitalised patients with severe respiratory complications of COVID-19", https://www.recoverytrial.net/news/low-cost-dexamethasone-reduces-death-by-up-to-one-third-in-hospitalised-patients-with-severe-respiratory-complications-of-covid-19.

Mas, interroguemo-nos: não era isso que o protocolo de tratamento MATH+ já vinha a contemplar de uma uma forma mais abrangente e, porventura, mais eficiente com o uso da metilprednisolona?

(https://covid19criticalcare.com/treatment-protocol/, https://www.evms.edu/media/evms_public/departments/internal_medicine/EVMS_Critical_Care_COVID-19_Protocol.pdf)

Recomendo, na linha do pragmatismo, a leitura da parte relativa ao tratamento profilático que figura no início do *.pdf anterior. Esclareço que o protocolo de tratamento MATH+ tem mais de 2 meses. Esclareço também que a quercetina e a melatonina são ionóforos do zinco, tal como a hidroxicloroquina. Realço a importância do zinco (vd. "Zn2+ Inhibits Coronavirus and Arterivirus RNA Polymerase Activity In Vitro and Zinc Ionophores Block the Replication of These Viruses in Cell Culture", "The Role of Zinc in Antiviral Immunity") e a importância da vitamina D, a que o comentário transcrito no início faz referência, bem como as respostas que dei a comentários a esse mesmo comentário.

Eis também que, na passada semana, vêm dois jornais britânicos publicar:

"Terrifying chart shows how Covid-19 patients who end up in hospital may be almost certain to die if they have a vitamin D deficiency"
(https://www.dailymail.co.uk/news/article-8432321/Government-orders-review-vitamin-D-role-Covid-19.html?ito=email_share_article-top)

"UK public health bodies reviewing vitamin D's effects on coronavirus - Exclusive: emerging evidence studied to see if ‘sunshine nutrient’ could lower Covid-19 risk" [realço o "exclusivo", para quem aprecia ironia]
(https://www.theguardian.com/world/2020/jun/17/uk-ministers-order-urgent-vitamin-d-coronavirus-review)

Voltando ao registo pragmático:

1- Tomar um suplemento de vitamina D (1000 - 2000 UI diariamente, é o que faço);
2- Em substituto da quercetina, da melatonina e da hidroxicloroquina, comer muita cebola, bróculos e beber chá (é o que faço);
3- Em substituto de suplementos de zinco, comer carne de vaca e frutos do mar (é o que faço).

Eyes open, no fear.


PS - Eu sou apenas um ignorante que sabe ler e faz pesquisa bibliográfica.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 23.06.2020 às 08:44

Comer muita cebola arruína na certa a vida social de qualquer um. Tem lógica, como profilaxia para festas

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