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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 21.07.19

«É o século XXI. As mulheres representam apenas 30% das personagens dos bons guiões. Há que impor quotas (proponho para palavra do ano 2019…) para boas personagens femininas. As ideias surgem e acontece o spin-off feminista de Ocean's, de Steven Soderbergh. É um exemplo do que acontecerá ao “Bond, Jane Bond”. Um flop monumental, o plano do assalto de Sandra Bullock é tão fraco que a única regra que ela estabelece para a acção, que não haja nenhum homem no grupo, é traída no clímax, quando um actor realiza o elemento mais complexo. O feminismo “descabelado” traído na sua essência por erros básicos e elementares. Sherlock Holmes, que sobreviveu a adaptações onde as suas opções sexuais foram questionadas, a sua dependência da cocaína banalizada e recentemente até a sua fleuma britânica substituída pela veia de Indiana Jones, não sobreviverá à mudança de género. Nem com Meryl Streep lá chegarão, a não ser que Meryl interprete um travesti masculino, nesse caso ganhará o seu quarto Óscar!

Em tempos palermas a idiotice é o melhor remédio!»

 

Do nosso leitor Manuel Ó Pereira. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

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12 comentários

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De Anónimo a 21.07.2019 às 11:15

É pena, as mulheres não precisam de favores. Há tantos filmes de acção com mulheres protagonistas, Salt, Haywire, Atomic Blonde, Gravity, Revenge, Anihilation, Hunger Games. Era mesmo preciso ir ao Bond, James Bond?
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De Anónimo a 21.07.2019 às 16:15

Não esquecer Bollywood...


JSP
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De Anónimo a 21.07.2019 às 17:49

Guiões à força não. Há mulheres polícia e ladrão,escritoras e analfabetas(na família),directoras de departamentos de Informações e de empresa , lavadeiras,
catedráticas e mestre.escola,lutadoras premiadas de judo,pratiicantes de artes marciais,mestres de sedução e agentes duplas,etc. É uma questão de tempo para que os guiões se entranhem dessa realidade mas não por obrigação porque o resultado será sempre pífio. Aguardo para ver a Bond...
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De Anónimo a 21.07.2019 às 18:24

À força de quererem a mulher igual ao homem, transformando-a num "ser" viril e violento, no fundo o estereótipo dos heróis masculinos dos filmes de acção, só estão a diminuir a mulher naquilo que ela tem de melhor e de diferenciador. Passar a ver filmes de acção em que os Rambos e Shwarzenegres, entre outros, são substituídos por mulheres musculosas aos saltos com poder destruidor assassino é uma piada de mau gosto.
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De Rui Henrique Levira a 23.07.2019 às 03:00

O trágico é que essa transformação já se deu fora do mundo ficcional da grande pantalha. E isso não deixa de ser irónico.
Durante décadas, vimos, ouvimos e lemos movimentos feministas após movimentos feministas advogarem a bondade que as mulheres espalhariam neste planeta ao acederem a profissões tradicionalmente masculinas e a cargos com efectivo poder. Só posso chegar à conclusão que, nos dias que vivemos, a soldado que metralha o inimigo o faz com balas de açúcar e de amor e que a piloto-aviadora, quando larga a sua bomba "inteligente", essa mesma bomba transformará campos estéreis em férteis jardins e que os "danos colaterais" de crianças, mulheres (que não tiveram a sorte de entrar na quota de uma academia da força aérea...), velhos e homens serão mandados prematuramente falar com o Criador num acto de pura bondade e altruísmo humanitário (há que reduzir o excesso de população, claro está...).
Por outro lado, é bem sabido que o Executivo Sueco a primeira coisa que ordenou, numa maravilhosa demonstração de sensibilidade e de amor femininos, foi o encerramento da Bofors e da Saab, para que não mais os seus instrumentos de destruição lançassem a morte e o sofrimento sobre a espécie humana.
Não há meio de esta gente tão politicamente correcta entender um simples facto da vida: se há coisas em que homens e mulheres são e sempre foram exactamente iguais elas são o extremo altruísmo e amor ao próximo e a mais pornográfica canalhice e crueldade. O resto são agendas de tomada do poder, seja esse poder real ou fictício. Pelo caminho de um suposto progresso vão-se criando mitos e certezas absolutas com pés de barro.
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De Anónimo a 21.07.2019 às 19:14

O melhor Bond - Roger Moore
O melhor filme da saga - Da Rússia com Amor
Na minha modesta opinião

WW
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De Vorph Valknut a 21.07.2019 às 20:21

O melhor Bond:

O Homem das Pistolas de Ouro.
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De Rui Henrique Levira a 23.07.2019 às 03:22

O próximo vai intitular-se " A Mulher das Unhas de Platina" e vai ser ainda melhor...
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De Vorph Valknut a 23.07.2019 às 08:48

Ou então:

A Mulher do Vibrador Atómico
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De Bea a 21.07.2019 às 19:32

Não aprecio o género, mas gostei do último Bond. Parece-me que as mulheres se impõem naturalmente ou sai asneira. Querer virar tudo que é masculino para feminino pode ser apenas pobreza de espírito em vez de espírito aberto. E nem isso me parece necessário, a verdadeira luta é outra.
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De Rui Henrique Levira a 23.07.2019 às 02:18

"Off the topic" (ou, talvez, nem tanto...): as acusações da Senhora Mayorga contra Cristiano Ronaldo acabam de ser retiradas. Razão? Segundo a Justiça federal norte-americana não há nas alegações da dita senhora nada que prove, para além de qualquer duvida razoável, a veracidade das mesmas. É a versão polidamente jurídica do "a coisa não ter ponta por onde se lhe pegue".
Espero, agora, que aqueles indignados que, há uns tempos, rasgaram as vestes e surfaram o seu momento #MeToozinho, venham agora jurar pela santinha da sua devoção.

"On the topic": já lá dizia Oscar Wilde (esse genial femeeiro impenitente carregadinho de uma pavorosa masculinidade tóxica) que tudo nesta vida tem a ver com sexo a não ser o próprio sexo - esse tem a ver com poder.
O que certos movimentos fundamentalistas que se dizem feministas querem não é a igualdade entre sexos (a igualdade de "género", desculpem-me a franqueza, que a dêem como levedura aos porcos, pois eu recuso-me a aplicar algo que veio dos estudos linguísticos - o conceito operativo de género - a discussões que envolvem diferenças físicas imediatamente notáveis e notórias); o que eles verdadeiramente querem é o domínio total.

O que nos vai sobrar de tudo isto é uma sociedade em permanente guerra civil não declarada, na qual as hostilidades começam no quarto, passam para a sala e hão-de chegar a todo o lado e durante o tempo todo, atomizando a grei em inumeráveis clubezinhos de "género" que se hão-de canibalizar até ao paroxismo nihilista em que a sociedade deixará de existir como tal e passará a ser o mero espaço onde se cruzam biliões de heróis e de heroínas (e tudo entre uma coisa e outra) de si mesmos.
Quanto ao resto, espero ansiosamente pelo D. Quixote de saias e unha feita, pelo Roskolnikoff em "transição", pela Gabriela do Amado que Gabriela não é mais, pois fala grosso e tem ainda mais grossa bigodaça, emborca cachaça como se não houvesse amanhã e galhardamente cospe para o chão, pelo Carlos da Maia que jamais incestuosamente se chegará à Maria Eduarda, pois o que ele agora diz ser é uma Carlota da Maia que cura a "masculinidade tóxica" vivendo em união de facto com o Ega, comendo, em substituição do paio com ervilhas, panadinhos de tofu em prazenteiros pique-niques na Praia do Portinho da Arrábida, enquanto vêem os mimosos javalis tomarem banhos de mar ao pôr-do-sol.
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De Rui Henrique Levira a 23.07.2019 às 03:18

Pois é, a verdadeira luta é outra... Mas essa luta que interessa passou para segundo plano sendo completamente silenciada pela POEC (Palhaçada Ocidental Em Curso).
Para o constatarmos, basta lembrar-mo-nos de que o movimento #Metoo foi, na sua génese e essência, um movimento de mulheres afro-americanas que se batia pelo progresso global (laboral, económico, social, cultural, político e sexual) das suas vidas como mulheres. O que aconteceu? Está à vista de toda a gente: o #MeToo foi parasitado e, finalmente, completamente tomado por uma turbamulta de senhoras da elite burguesa de Hollywood mais interessadas em tirar desforço (queimando-os na fogueira dos novos autos-de-fé dos meios de comunicação acéfalos) daqueles que consideram responsáveis pelos seus fracassos na vida. Um grande avanço na luta política das mulheres, é o que é...

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