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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 24.02.19

«São agora duas formas de falar o português, de tal forma que já não digo 'Português do Basil', digo Brasileiro, referindo-me à língua. Basta conviver com aquela malta (e o meu genro, papai da minha neta, é um desses casos) para perceber que não percebemos metade do que dizem: autonomizaram-se, e a vastidão do seu território (pensemos assim: a região do Pantanal tem sensivelmente o tamanho de Portugal, e é pouco habitada...) ajuda à vastidão do vocabulário, nomeadamente porque a língua reporta para o que nos corcunda, o que fazemos, etc., e temos realidades absolutamente distintas, donde...

Às vezes, falando com o Fellipe, não percebo metade do que diz, mas ele percebe tudo o que digo.

Depois, há que perder, de uma vez por todas, a aura do Portugal colonizador, essa bela porcaria, quando o Brasil é uma miscelânea absoluta: posso pegar no nome do meu genro, por exemplo: origens? portuguesas, africanas, alemãs, italianas, francesas e, motivo de muito orgulho, neto de uma pura Tupi-Guarani (não é à toa que defendo cada vez mais a miscelânea das gentes, que, aliás, produz belos espécimes: a minha neta tem um olhar asiático, a pele clara, um sorriso de desmaiar e, claro, fala incongruências lindas, aos 11 meses, mas seguramente terá o melhor dos mundos - muito mundo - dentro de si).

Ninguém se desviou do tema, que o tema é uma mescla (não será à toa que os brasileiros riem de ventre para cima com a treta do AO-Coiso).»

 

Da nossa leitora Alexandra G. A propósito deste meu texto.


15 comentários

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De V. a 24.02.2019 às 10:50

...
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De Anónimo a 24.02.2019 às 14:27

Nem valera a pena mexer no nosso Português.
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De Zeca a 24.02.2019 às 19:14

"a minha neta tem um olhar asiático, a pele clara, ... " Óptimo. O problema é se ela se vem a parecer como o avô materno.
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De Brasileiro a 25.02.2019 às 10:25

Que tristeza este comentário!

A emoção que como brasileiro senti em minha primeira visita a Portugal é inesquecível. Depois de tantos anos vendo outras línguas nas ruas de tantos países (o inglês e o espanhol, especialmente), há uma alegria dificilmente descritível em sair do Aeroporto da Portela e ver a minha língua, a NOSSA língua, as palavras que aprendi no regaço materno nos edifícios, cartazes, placas de uma terra tão distante! Não é meramente uma língua mutuamente compreensível, isso se passa com o castelhano igualmente, é ler por toda parte e em todo lado a minha linguagem primária e primeira. Isto tudo faz-me sentir próximo dos meus ancestrais que, desde o século XVII, deixaram a Terra-Mãe.

Beijos a todos!
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De Luís Lavoura a 25.02.2019 às 11:27

Os temas principais deste post são o genro e a neta. Sendo que o genro nem sequer foi uma escolha da autora, mas sim da filha dela.
Não vejo bem o que o genro e a neta da autora, as suas raças e a forma como falam, tenham a ver com a ortografia do português.
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De alexandra g. a 25.02.2019 às 19:57

Pedro,

agradeço que jamais VolteS a fazer de um comentário meu - no matter the reasons, those i do not own/know..., o Comentário da Semana, que não estou para ler bestas incultas/lavouras sem predicados/brasileiros sem noção da História, mas, above all, gente que não conhece aquela deliciosa expressão do J.L. (quem não conhece, busque, mas não o encontrará nos dicionários):

lapsus teclae (escrevo mt rápido e raramente releio o que escrevo (uso computadores around, say, probably 30 years.......................................)

temo bués a IURD, é um pedido que deixo, em desespero de causa!!!!

________

p.s. - os avós da minha neta: um faleceu, quando era ele muito menino. O materno, vive ainda, felizmente, adora-a e ainda hoje, apesar de ter engordado por conta de um acidente que o impediu de continuar a praticar Rugby, entre outras modalidades, continua a ser um homem muito bonito, com uma namorada absolutamente gira e simpática :D
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De Brasileiro a 25.02.2019 às 21:18

Não é culpa de todos os brasileiro que a senhora não consegue compreender o genro -- de modo algum o meu comentário revela ignorância historica, mas o seu revela relações familiares mal resolvidas. Nada que ver com a língua portuguesa, que é também a minha.
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De alexandra g. a 25.02.2019 às 22:45

Brasileiro, abro uma excepção, à qual não voltarei,

quem lhe disse que não compreendo o genro, como o sabe? Os seus comentários não só revelam ignorância histórica, como particular (a alheia).

e onde detectou a má resolução famliar? é, acaso, detective, a sua profissão? a minha, é a língua portuguesa (com o plus do FR + ENG).

seja feliz, contendo-se!
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De Cristina M. a 26.02.2019 às 22:44

que coisa tão estranha, isto tudo.
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De alexandra g. a 27.02.2019 às 00:16

one and last for the road, Pedro, e alembra-te: os comentários - com a excepção dos meus - foram todos de anónimos e, se há cousa que não gramo, é isto, gente sem casa, e não não se trata de gente migrante no Mediterrâneo............gente dando morta à costa, presa sem bóias de salvação, falamos de gente que navega segura...

promise me: no more of this, plizz.
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De alexandra g. a 27.02.2019 às 23:57

afinal, havia outro (comentário):

Cristina M.,

da estranheza, sou eu que posso falar, com absoluta legitimidade, que não sei rigorosamente nada das 'origens' de quem comentou este postal do P.C.

não gosto do anonimato, mas até admito que alguém abra um lugar vazio (vulgo. blogue) para comentar.

não sei se é exactamente isto, mas é como se alguém que comenta tivesse uma 'casa', e isso - o vazio nela - deixasse de me incomodar,
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De Cristina M. a 28.02.2019 às 16:25

alexandra g.,

da legitimidade, podemos todos falar.
do anonimato, não percebo o que diz / vem dizendo; o que não significa que queira saber.
da estranheza, digo-a sempre que se me apresenta.
autorizações, não careço.
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De alexandra g. a 28.02.2019 às 20:31

Cristina M.,

também gosto assaz de calçar botas de biqueira de aço.
As razões?
Várias: conforto, protecção, até elegância, mas tudo depende do outfit seleccionado :D
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De Cristina M. a 28.02.2019 às 22:25

pois está bem.
eu é mais botas da tropa.

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