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O CDS no seu labirinto.

por Luís Menezes Leitão, em 15.01.14

O episódio da Meta dos Leitões, diga-se de passagem a meu ver o melhor restaurante da Mealhada, é apenas um símbolo. Está a verificar-se na opinião pública uma rejeição brutal aos partidos do Governo, cujo principal motivo reside na falta de ética com que o Estado apregoa a liberdade de quebrar unilateralmente dos seus compromissos. É fácil depois a qualquer restaurante vir dizer que da mesma maneira que alteraram unilateralmente as pensões aos reformados, ele também se sente no direito de aumentar unilateralmente o preço das refeições que fornece a essas pessoas. Mesmo que a história não esteja bem contada, aplica-se aqui o adágio do si non é vero, é bene trovato. Mas o que parece elucidativo é isto ter ocorrido com o CDS. É que enquanto o PSD se sente mais livre para fazer estas malfeitorias, pois tem um eleitorado transversal, que até é capaz de se sentir pouco solidário com os reformados, o eleitorado do CDS é maioritariamente constituído por estas pessoas. Esta ultrapassagem das linhas vermelhas representa assim o suicídio político do partido, como fica demonstrado com esta entrevista demolidora efectuada por Mário Crespo a Assunção Cristas. Neste momento o CDS só está a olhar para a floresta, perdendo de vista as árvores que são os seus votantes. E assim enfiou-se num labirinto: Ou concorre sozinho a eleições, e será o principal castigado eleitoralmente por todas as mafeitorias feitas pelo Governo ou concorre em listas conjuntas com o PSD, sujeitando-se assim ao abraço de urso que lhe retirará a sua identidade política. O Congresso albanês do passado fim-de-semana, em que só Filipe Anacoreta Correia foi capaz de quebrar o unanimismo em torno do estado de espírito irrevogável de Paulo Portas, é bem capaz de representar por isso o dobre a finados deste partido. O que é estranho é que os seus militantes não consigam ver isto.

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2 comentários

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De Vento a 15.01.2014 às 12:12

Assunção Cristas e outros tantos betinhos ou "cocós" do CDS e do PSD ainda não entenderam nada de nada desta merda sobre o sistema de pensões vigente (o que eles querem é entregar mais um subsídio de inserção social - RSI - a uma qualquer empresa seguradora privada. Ainda não bastam as PPP´s iniciadas por Cavaco).

Dizem estes betinhos e/ou "cocós", armados ao pingardelho intelectual, que o sistema de pensões não se insere num esquema de capitalização, e que as pessoas não descontam para a sua pensão, dizendo que são as actuais gerações que pagam as pensões das anteriores.
Mas eu quero demonstrar a estes "papagaios" que o dinheiro então entregue pelas gerações que hoje recebem pensões são uma forma de capitalização directa e indirecta.
E isto constata-se numa equação muito simples:
As gerações que hoje usufruem de pensões e/ou reformas são precisamente aquelas que ao entregarem o seu dinheiro para o estado financiavam os ESTUDOS, a SAÚDE, a CULTURA, os TRANSPORTES e outras coisas mais que as gerações actuais também usufruíam e ainda usufruem.
Significa isto que a dita solidariedade inter-geracional é um sistema de capitalização na medida em que ao colocar nas mãos os instrumentos de inserção social e profissional destes papagaiozinhos estão obviamente a investir e capitalizar colocando nas mãos desta gente a foice, a enxada e ou o tractor que deve lavrar o alimento que antes lhes foi proporcionado.

Claro está que, também em nome de uma caridadezinha herdade de uma falsa catequese, ãlguns destes meus irmãos e irmãs católic(o)as, mas contraditoriamente pouco universais, debitam palavritas sobre a protecção aos mais frágeis. Contudo, curiosamente, nunca estes se tornam fortes e, para manter o sistema, semeiam ainda mais fragilidade. Curiosamente também, estes semeiam a parábola da multiplicação, mas desta feita das pedras.

Mas não desejando ficar por aqui, aquilo que eles transformam em pedras, que devia ser o alimento de todos, milagrosamente ostenta-se, e dá-se notícia disto mesmo, num banquete que tem como meta leitões.

É óbvio, e se me é permitido avançar para o lado daqueles outros cristãos que incidem sobre o crime e castigo nas suas atitudes sociais e particulares, que posso concluir, tal como autor do post conclui e muito bem, que ninguém pode optar por um crime e recusar a pena.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 15.01.2014 às 14:39

Equações leva-as o vento. A educação (OS ESTUDOS), a SAÚDE, e os TRANSPORTES, são alguns dos responsáveis pelo superendividamento do estado, portanto não foram pagos com os descontos dos pensionistas da CGA, têm sido sustentados por divida publica. Como é que descontos de 5 e 7% ao longo da maior parte da vida contributiva dos pensionistas da CGA cabem na sua equação para pagar pensões iguais, e muitas vezes superiores, ao último salário?
A solidariedade inter-geracional significa apenas que os seus filhos, se os tiver, sustentam a sua reforma, mas não vão ter quem sustente as deles, portanto andarão uma vida inteira a descontar, e no fim recebem népias. Bela solidariedade: quem vier atrás que "apague a luz e feche a porta".

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