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O bom mau tempo

por Pedro Correia, em 09.01.18

Os canais de televisão que passam o ano a alertar as massas ignaras para os riscos do aquecimento global e polvilham os telediários com oportunas notícias sobre os malefícios da seca prolongada são os mesmos que chamam "mau tempo" aos dias chuvosos. Sem perceberem que mau tempo, para boa parte daqueles que os escutam, é haver semanas e meses sem um só pingo de chuva a cair do céu.

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35 comentários

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De jpt a 09.01.2018 às 13:47

Urbano-distraídos
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De Anónimo a 09.01.2018 às 15:49

Isto do bom ou mau tempo não é exclusivamente uma questão urbana.
No mundo rural também se reclama sol na eira e chuva no nabal.
Isto do tempo é como tudo: é bom quando convém e mau quando não convém (a cada um e em termos imediatos).
Afinal, não é o homem (cada homem) a medida de todas as coisas?!
João de brito
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De Rão Arques a 09.01.2018 às 13:48

A ignorância ao contrário da sabedoria vai ocupando todos os lugares. Até ao colo se montam.
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De Pedro Correia a 09.01.2018 às 17:25

Chova ou faça sol.
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De Vlad, o Emborcador a 09.01.2018 às 14:03

Mais curiosa é a publicidade em 1as páginas de jornais à vacina da gripe....." estirpe mais perigosa "....."caos nas urgências devido à gripe"....."ciclone bomba"....

Esta cultura do medo não pode ser inocente

Agora temos também o Estado a proibir certos alimentos. .....ninguém se dará conta? Estado Totalitário!?
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De Pedro Correia a 09.01.2018 às 18:23

O medo da chuva, o medo da neve, o medo do granizo, o medo do frio.
O medo é um valor-notícia, como dizem os teóricos da coisa.
O medo vende. Tudo gera medo: as gorduras, o fumo, o álcool, o sexo, a condução, o sol, o vento, o fogo, o rio, o mar.
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De Vlad, o Emborcador a 09.01.2018 às 19:16

A ameaça dobra vontades, Pedro.

A ameaça permanente surge nos manuais de tortura. Serve para quebrar a vontade, insidiosamente.
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De Pedro Correia a 09.01.2018 às 21:24

Quem anda à chuva molha-se.
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De Vlad, o Emborcador a 09.01.2018 às 21:49

Profundo!

E quem anda ao sol, queima-se.

E de água fria gato escaldado tem medo.

Comer laranja da manhã é ouro, à tarde é cobre e de noite mata? É assim? Não rima!
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De Anónimo a 09.01.2018 às 23:56

À tarde é prata (não cobre).
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De Pedro Correia a 10.01.2018 às 13:24

É prata, sim. Confirmo. O adágio, não o efeito real.
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De Vlad, o Emborcador a 09.01.2018 às 14:04

Quando me perguntam, perturbadamente:

- Amanhã chove?

- Sei lá. Logo vejo pela janela....

Cambada de maricas.
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De Pedro Correia a 09.01.2018 às 18:24

A notícia mais velha do mundo, entre nós, é haver chuva em Janeiro. Mas os órgãos de informação urbano-depressivos pegam no tema como se fosse novidade e transformam isso num folhetim dramático.
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De Vítor Augusto a 09.01.2018 às 14:22

No meu tempo de criança, anos sessenta, um inverno normal, tinha mau tempo, com muita chuva, muito vento, trovoada abundante, (as pessoas queimavam parte dum dos ramos de oliveira do Domingo de Ramos do ano anterior, que acreditavam, nos protegia das trovoadas assustadoras e perigosas) pinheiros e outras árvores caídas no caminho da escola (a escola não fechava por causa da invernia) e alguns dias sem energia eléctrica, em que tínhamos ao fim da tarde que fazer os deveres da escola à luz da vela. Isto era o inverno, sem avisos coloridos de uma entidade da meteorologia, que nem conhecíamos. Realmente, caminhamos para nova época das trevas, a do homo imprestável.
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De Anónimo a 09.01.2018 às 18:48

Tempos também em que o serviço público de rádio-televisão chamava a si a emissão de um boletim meteorológico diário, digno desse nome. Tempos de Anthímio de Azevedo, se se quiser invocar um símbolo desse serviço e da credibilidade que lhe era reconhecida.

Depois foi a avalanche de jovens senhoras vestidas para permanente (e escaldante) Verão, fosse em que altura fosse, exibindo-se em curvilínea sedução - ou sua tentativa - à frente de um mapa com uns símbolos que nem os convencionais seriam, e que de meteorologia sabiam nada. Agora, tirando uma tentativa débil de informação minimamente detalhada, pela manhã, na RTP, a coisa dispensa mesmo a presença humana - a não ser a "voz off" que se limita em inútil redundância a repetir a informação gráfica - e esgota-se em poucos segundos.

Querendo saber mais, sobre o tempo por cá, e ficando-nos pela TV, é melhor ver e ouvir o boletim da RTVE. E tentar preencher a lacuna a que corresponde aquele rectângulo naturalmente ignorado, nas cartas da Península que lá se apresentam.

Costa
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De Anónimo a 10.01.2018 às 13:20

Os dias sem energia eléctrica nos anos 60 não eram consequência apenas do mau tempo mas sim da falta de infraestruturas. Era das trevas vivia-se nessa altura.
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De Justiniano a 09.01.2018 às 15:02

Velhas ideossincrasias que custam a morrer!!
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De Pedro Correia a 09.01.2018 às 16:36

E não se dissolvem com a chuva.
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De Vlad, o Emborcador a 09.01.2018 às 19:29

Justiniano, por onde é que andou?
Teve as finanças à perna?😊
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De Justiniano a 10.01.2018 às 08:04

Viva, caríssimos! Um bom ano!
Não, caro Vlad. Tive uma luxação nos dedos e, portanto, andei fisicamente impedido de acompanhar, com comentários, os caríssimos conspinscas por aqui . Acho, contudo, estranho que a realidade tenha seguido o seu curso mesmo sem o impulso dos meus comentários. Os dias sucederam-se às noites, e ambos indiferentes à minha ausência!!
Um bem haja a todos,
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De Vlad, o Emborcador a 10.01.2018 às 14:44

Isso é chato!

As melhoras
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De Anónimo a 09.01.2018 às 15:55

Assino por baixo, mesmo que neste momento, como referi no meu blogue, a chuva esteja a "empatar" trabalhos de renovação.
António Cabral
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De Maria Lopes a 09.01.2018 às 16:00

Aguardo ansiosamente pelo dia em que os canais de televisão nos alertem para algo que alguns de nós conhecemos como Inverno!
Deve dar pano para mangas, entrevistas em direto e ainda quem sabe, a admiração do entrevistado, pelo facto de existir uma estação com esse nome...
M. Lopes
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De Pedro Correia a 09.01.2018 às 18:44

Às vezes apetece mandá-los ir ver se chove.
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De Maria Dulce Fernandes a 09.01.2018 às 17:09

Vivemos uma cultura preper. Manter-nos aterrorizados e alerta para as tragédias e calamidades como se o mundo pudesse acabar a qualquer minuto é o propósito dos média há já algum tempo.
O friozinho, esse dispensava, que me faz parecer uma cebola, mas a chuva só poderia ser mau tempo se fosse de proporções diluvianas. Depois do verão que tivemos, poderia dizer da chuva a frase favorita da minha bisavó, quando se referia a algo muito bom :" Isto é volfrâmio "
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De Pedro Correia a 10.01.2018 às 13:30

Essa frase é interessante, Dulce. Anotei-a no meu caderninho de frases simbólicas e sintomáticas.
O medo é um poderoso ingrediente nos critérios editoriais, sobretudo das televisões. Apenas com o desígnio de prender audiências. Até por saberem que têm um espectro de consumidores cada vez mais envelhecido e à medida que os anos passam o medo aumenta. O medo difuso, incaracterístico, insubstancial.
Há que falar destas questões que nunca são abordadas no espaço mediático. Precisamente porque os órgãos de informação jamais se questionam a si próprios na praça pública.
Aqui há uns anos havia "provedores de leitores" nos jornais. Isso acabou em todos eles sem um sussurro de indignação dos jornalistas.
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De Anónimo a 09.01.2018 às 18:27

Tem mais substância e lógica qualquer diário desportivo nacional que os tele diários das tvs que passam o dia todo a contradizerem-se ...

WW
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De Pedro Correia a 10.01.2018 às 13:26

Já não arrisco tanto. Mas que os telediários se contradizem a todo o passo, isso é verdade.
Dou um exemplo: no mesmo noticiário em que se fala dos pobrezinhos, e das carências sociais e dos emigrantes forçados, na primeira metade, a segunda metade é dedicada a "publirreportagens" promovendo restaurantes com estrelas Michelin e hotéis de luxo. Com ementas capazes de exceder o salário mínimo.
E nenhum editor parece reparar no disparate de tudo isto.

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