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O bispalho de Bolsonaro

por jpt, em 05.04.19

No aniversário da tomada de poder surge um bispalho católico a fazer a apologia da ditadura brasileira - agora readmitida no panteão da cidadania por este Bolsonaro, o qual vai a Israel dizer que o nazismo "é de esquerda", para gaúdio dos facebuqueiros lusos (e decerto que espanto dos locais, mais preocupados com outras coisas ...).

Bispalho esse a fazer jus ao passado da "santa" madre igreja, usando o púlpito para expressar o seu desejo de  envenenar Caetano Veloso, ainda condenável pela sua canção "sessentaoitista", a do "proibido proibir". Um clamoroso ignorante - numa igreja que se ufana tanto dos seus pergaminhos intelectuais "jesuíticos" - incapaz de perceber o óbvio paradoxo da expressão. E, mais do que tudo, um revanchista, que 50 anos depois ainda tem frémitos de vingança contra o satânico cantor. "Eles não esquecem" ...

Um bispalho fascista, apoiante de um presidente fascista. Apoiado no nosso rincão pelo pelotão dos "redessociailistas" da disfunção eréctil, todos vomitando o fel da impotência. No bolsonarismo, mais ou menos explícito, reclamado, dos do "Chega", do "Aliança", sapudos teclando. E dos do "CDS". Sim, do "CDS" - o partido de uma Cristas que acha necessário apartar-se de um militante que chama "fufa" a uma deputada mas que não se demarca da escumalha (cristã, advogada bem paga, provavelmente lobista) do seu partido que por aí bolsonara.

Sim, há música satânica.  Mas não é esta. Pois "keep on rockin ..".  Ao avesso do satanismo desses bispalhos. E seus paspalhos. Flácidos.

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34 comentários

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De Luís Lavoura a 05.04.2019 às 12:08

O que é que a disfunção erétil tem a ver com o bolsonarismo? Confesso que não vejo a relação.
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De jpt a 05.04.2019 às 13:45

Lavoura eu far-lhe-ia um desenho explicativo. Mas nunca tive talentos artísticos (e mesmo que os tivesse, não sei utilizar os mecanismos gráficos informáticos)
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De Vorph Valknut a 05.04.2019 às 12:09

Excelente....

Nas Escolas Brasileiras vão ensinar a matemática seguindo os principios de Deus...recorrerão à multiplicação dos pães para explicar as regras da multiplicação?....se o miudo for ateu, poderá ir a exame? Cá em casa os meus miudos estavam tramados.

https://youtu.be/0jsh6BzHA3Y
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De jpt a 05.04.2019 às 13:47

A bem da verdade esta mulher foi logo demitida, acho que nem tomou posse. Mas, e a bem da verdade (repito), esta gente chegar ao poder dá nisto.
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De José Luis Silva a 05.04.2019 às 12:48

Ó JPS, foda-se pá! Você é uma gajo mesmo estranho. Eu concordo totalmente com metade do que você escreve. A outra metade, fico de boca aberta com a sua agressividade e violência retórica, a cavar trincheiras mais fundas que as da 1ª Guerra Mundial Você não precisaria de conversar com algum guia espiritual? Sei, lá, um padre, por exemplo.
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De jpt a 05.04.2019 às 13:56

1. jpt, sff. 2. Gosto da invectiva (mas está-me vedada, como já o referi em postais anteriores, por reclamação familiar, a utilização blogal/facebuqueira de parcelas basto relevantes do léxico português). 3. Concordo e muito, e até com maior conhecimento de causa do que V. tem. 4. Sou eu que cavo trincheiras? Ou são os candidatos a deputados, os faladores televisivos, ou os "quadros" colunistas da "imprensa de referência" ou "apasquinada" que se deliciaram com Bolsonaro só porque o homem disse coisas que soam avessas ao BE de cá? Repudio essa qualificação que de mim faz, de cavador miliciano ... 5. Ateu, não creio nessas coisas do espírito (e respectivos guias) - deixo para os crentes no prémio Pessoa, cardeal de Lisboa, que reclama contra o actual défice de exorcistas na igreja católica. É f ..., não é? Ter essa escumalha intelectual em postos tão .... respeitadinhos pela sociedade portuguesa? Parece tão mal dizer a tralha que são. 6. Um guia? Um "treinador pessoal" (os patetas usam o inglês para os definir) para a reconstrução (iim)possível não seria mal pensado. Que isto não vai grande coisa, a marreca vai-se acentuando e o fôlego esvaindo.
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De Vento a 05.04.2019 às 14:09

Esgalhou por aí umas letras porreiritas, jpt.

Para esclarecimento. Na realidade a Igreja é Santa, cheiinha de pecadores em torno da Santidade; Santa, na medida em que Cristo é a "Pedra Angular"; pecadora, na medida em que a "Pedra" veio para os "doentes" e não para os sãos. Pretendo com isto dizer que a igreja não é uma comunidade de justos, mas de justificados, pelo Justo. Não é uma comunidade de salvos, mas de gente convidada a salvar.
Entenda-se por salvação a "descontaminação" do que cada homem em si recebe pela tradição e que em si e por si mesmo produz. Portanto, o autor, tal como qualquer outro, também é parte nesta oferta Universal, gratuidade. E como qualquer oferta, qualquer um é livre de aceitar ou rejeitar.
Esclarecida esta matéria sobre igreja (eclésia ou assembleia), constituída por "pedras vivas", isto é, todos os seus membros, realço que a sua unidade é constituída pela diversidade. Ao contrário do que os actuais pregadores da moral e bons costumes pretendem. A saber: os avançados civilizacionais interpretam e propagam a unidade como uniformidade.

No caso concreto, a igreja latino-americana (que é constituída por outras tantas igrejas), também possui essa diversidade em seu curriculum. Recordo-lhe o denominado "bispo vermelho" D. Hélder Câmara, no Brasil, e outro ainda, D. Óscar Romero (assassinado), de El Salvador.

Portanto, o bispalho fascista (cito), no ordenamento jurídico, tem direito a ser o que quiser ser. No entanto, compreendo que agora os puros, isto é, os santos, sejam outros que se consideram outsiders, mas que se congregam em assembleia nestas correntes que buscam ser predominantes.
Na teologia cristã só um santifica. Portanto, os santos são a expressão dessa mesma santificação, que nunca se produz por seus próprios méritos, ao contrário da nova teologia dos avançados civilizacionais; fazendo de si mesmos e por seus próprios méritos deuses e santinhos. A ciência, melhor, os novos "cientistas", têm destas coisas.

Quanto ao "veneno de rato", não passa de veneno de coração e tudo vai ficar em águas de bacalhau. A sociedade brasileira, devido aos erros e pecadilhos dos avançados civilizacionais que pulularam nos últimos 13 anos pelas governanças da nação, encontra-se galvanizada numa esfera que procura, e conseguirá, contrariar muitas das aberrações que pretenderam impor durante o citado período; e não admira que "veneno de rato" seja mais uma expressão catártica que propriamente desejada.
Certamente que a expressão "é proibido proibir", que surge também no Maio de 68, é estúpida, a somar a tantas outras que a humanidade expressa nos denominados anos dourados de sua juventude; e que, em alguns ainda nostálgicos, se julgue possível materializar. Pretendo com isto dizer que, nos citados 13 anos de tal governança, proibindo, isto é, interditando outros à sua expressão, o tema social foi "é proibido proibir". E isto é mesmo uma imbecilidade.

Caetano Veloso não deve levar a peito uma matéria que acabará por ir pelo ralo. E vai pelo ralo, porque o tal "bispalho" não alude uma só vez ao nome de Caetano Veloso. Houve muitos a cantar tal imbecilidade. Em conclusão, a afirmação continua a ser imbecil, mas isto não significa que a pessoa seja e permaneça imbecil por esta matéria. Uma coisa será desejar dar veneno de rato, e outra coisa seria dar esse mesmo veneno. Portanto, e na mesma ordem, a afirmação é imbecil, mas isto não significa que a pessoa seja e permaneça imbecil por nesta matéria. Entenda-se imbecilidade por ignorância, como nos mostra o léxico.
A quantos ratos não gostaríamos de ter dado veneno? Hitler foi um deles; Stalin, outro; Pol Pot, outro; e por aí além. Será que alguma vez daríamos tal veneno?

É somente sobre esta matéria que comento.
Anexos:
http://tropicalia.com.br/identifisignificados/e-proibido-proibir

https://www.academia.edu/8468395/CAETANO_NOS_DESCULPE_MAS_CONTINUA_SENDO_PROIBIDO_PROIBIR

https://cameroun-ecotourisme.blogspot.com/2009/05/jean-paul-satre-proibido-proibir2.html
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De jpt a 05.04.2019 às 14:43

Vento, tenho que lhe agradecer em nome dos leitores do DO interessados na retórica cristã a lição que aqui com eles partilha. Sobre a pluralidade interna dos crentes (profissionais ou não) da igreja católica, à qual alude nos seus 3 primeiros e doutos parágrafos, julgo que o próprio título do postal (as tais "letritas porreiritas") é mais do que suficiente para a salvaguardar. E está lá assim, deste modo, exactamente para isso.

Quanto à diversidade da igreja latino-americana, que realça no parágrafo, idem, idem, aspas, aspas. E lembro, já agora, o conhecido Leonardo Boff, autor de um inadmissível texto após o atentado à Charlie Hebdo, reclamando limites ao direito à blasfémia ("gato escondido com o rabo de fora"), logo partilhado/apoiado por inúmeros intelectuais lusos em nome do "respeito à diferença", ao "multiculturalismo", tantos deles "ex"-comunistas (daqueles que descobriram o valor da democracia "formal", entenda-se o BE ou o PS em finais de 1980s ou após 1991): "les beaux esprits se rencontrent", que um pequeno dito que em muito ultrapassa em pertinência esta apatetada (mas malévola) confusão entre nazismo e esquerda.

Tem o bispalho fascista o direito de botar o que quer, como V. aventa (perdoe-me o trocadilho, mas é justificado). E tem também o direito de ser pontapeado verbalmente, sem que se escude na retórica dos intérpretes da fé.

Vamos ao que interessa? A expressão "proibido proibir" é o que é, um chavão de época, e utilizada naquele país exactamente no cume do poder que agora os bolsonaros, os bispalhos, os candidatos de santana lopes, de assunção cristas e do energúmeno do Benfica, saúdam, mesmo relativamente. E não é estúpida, é propositadamente paradoxal - e para quem vem com invectivas, como V. vem, às certezas dos "novos cientistas" e novas mentalidades, bem que poderia ter mais humildade na aversão aos propósitos de uma poética paradoxal.

Quanto ao cantor. Não é o ter sido dito o nome não, não é o temer-se uma hipotética caça às bruxas ou autos-de-fé, muito pouco prováveis. É mesmo o ambiente, intelectual e político, que uma coisa destas demonstra. Subjacente a tudo isto está algo que a sageza hermenêutica faz esquecer: é tão filhodaputa um apoiante da ditadura de uma cor como o apoiante de uma ditadura de outra cor. Seja ele um execrável bispalho brasileiro, seja ele um ilustre militante do CDS ou quejando. E é um pecado (repare no termo) não lhe chamar filhodaputa.
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De Anónimo a 05.04.2019 às 15:38

"...energúmeno do Benfica"
Agora é que você mexeu na merda. Só lhe falta passar à política já que tem andado p'la religião.


Aequitas
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De Vento a 05.04.2019 às 21:25

Não me agradeça pelos outros, jpt, mas por si, que foi o que usou santa entre aspas. Certamente que não estava a fazer uma citação. Portanto, se admite que o bispalho possa botar o que quiser e tenha o direito de ser pontapeado, também admite que outros se pronunciem para me agradecer. Mas também que qualquer outro se pronuncie sem que necessariamente seja interprete das retóricas da fé.
Aliás, o jpt confunde retórica de fé com interpretação real do significado das palavras.
A fé é algo bem diferente que não se enquadra no universo da hermenêutica (arte da interpretação, bem patente na origem grega da palavra); e esta, a fé, vive-se sem retórica.
Portanto, compreenda o jpt que cada um pode botar o que quer, mas não significa isto que o que bota tenha consistência. No entanto, para não dizer que se trata de ignorância no que se bota, sou levado a acreditar que botou o que botou em matéria de santidade por fé e por retórica. Em matéria de fé espero que me tenha feito compreender.

Conheço Boff e a sua obra, um dos também seguidores da teologia da libertação, e também eu fui um dos que aqui escrevi que não era Charlie Hebdo, e mantenho. E?

Se o jpt tivesse lido os anexos certamente que compreenderia a razão porque os incluí. Tudo isto estava relacionado com a expressão "proibido proibir" e com o contexto da polémica que trouxe para a sua posta. Concluindo, não vou pela retórica e fico por aqui. Somente para dizer-lhe que escreve sobre matéria fora do contexto.

A poética paradoxal, como V. alude, tem como propósito fazer-lhe notar que não é assim tão paradoxal a atitude dos novos "cientistas" relativamente ao que pretendem apresentar como contraditório. Isto é, as suas alusões e posturas em tudo se identificam com aquilo que dizem pretender contraditar. Logo, a poética não é paradoxal: é exactamente a mesma com título diferente. Serve também esta apresentação para que melhor se enquadre a palavra "humildade".

O ambiente intelectual e político atinge sempre o seu apogeu em tempo de crise gravíssima. Como o jpt afirma "não é o temer-se uma hipotética caça às bruxas ou autos-de-fé, muito pouco prováveis", então, a coisa em apreço na realidade nada mais demonstra que o antagonismo pessoal em torno de figuras.

Em termos de hermenêutica, a arte da interpretação, pecado significa errar o alvo. Em termos de fé acreditamos, os cristãos, que o Cristo é o que nos leva - a todos, jpt incluído - a acertar.
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De jpt a 07.04.2019 às 17:34

Mas é claro que admito que outros lhe agradeçam o teor do comentário. E, sob palavra de honra, não apaguei nenhum comentário que tivesse chegado com esse intuito. Julgo também que tenho o direito de saudar (e agradecer) o contributo que faz para a ilustração dos leitores do blog.
"Santa" foi com as aspas do contexto, claro.
Pois, quanto ao que afirma sobre o valor taxativo das palavras, e da indiscutibilidade dos ditos assim afirmados, derivados da fé, vou ali e já volto. Desde a adolescência que não discuto essas temáticas - eram belas as amigas com as quais o fiz. E confesso, ainda com algum pesar, que de nada me valeram esses debates. Passo mesmo. Pura e simplesmente porque não tenho paciência para a mera arrogância, prosélita ou não. Este é o meu enquadramento da "humildade".
De facto, e para responder ao seu último parágrafo, já que quis trazer a discussão não sobre um bispalho mas sobre a religião cristã (que não era o tal alvo do texto) eu terei que a terminar, ou pelo menos o meu argumento: é uma deficiência intelectual. Respeitável, como qualquer maleita, adquirida ou congénita. E como tal não falo sobre isso.
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De Vento a 07.04.2019 às 22:36

Eu não esperava qualquer saudação dos leitores, mas peço-lhe que não use o meu comentário como arma de arremesso para outros, ainda que em tom de agradecimento.
Percebo-o, relativamente à humildade. Eu dou outro sentido a essa palavra. A tradição impõe sentidos que não existem de todo no sentido da palavra. Mas não só das palavras.

Mas também compreendo que o jpt usou o bispalho para poder chegar a outro nível da retórica. Foi, digamos, uma boa estratégia de sua parte o ter usado o bispalho como pretexto para atingir o alvo intimamente desejado; e bem mais à mão que o bispalho.
Fazer prosélitos ocorre em todas as áreas da sociedade, é uma questão humana também ligada à sobrevivência do grupo. O cristianismo tem algo a ver com o Conhecimento. Só quem não conhece pode afirmar que aqui existe proselitismo.
O cristianismo é uma notícia nova, como tal anuncia-se. Novidade esta que ainda não perdeu o que de novo oferece. E também deve ser anunciado aos bispos, aos sacerdotes, aos pastores e aos leigos que pululam pelas igrejas cristãs. E a mim também.
Mas como esta notícia tem muito que ver com os outsiders, estou em crer que a mesma, por isto mesmo, e sempre que oportuno, também lhe deve ser anunciada. Como vê, nem arrogância nem proselitismo. Simples informação, simples posta.
Na sua posta eu não vi arrogância nem proselitismo, nem informação nem formação. Somente fúria, alguma carga de quem se sente atraiçoado e solidão. E algo mais.
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De António a 05.04.2019 às 14:26

Que nunca lhe doam os dedos caro jpt.
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De jpt a 05.04.2019 às 14:52

A artrite, vinda com a já provecta idade, o síndroma do canal cárpico, inimigo dos teclistas, fazem-se já sentir. Mas depois um tipo vê o vôvô do grunge Neil Young a rockar como no filme acima partilhado e acha que ainda pode andar mais um bocado ...
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De Octávio dos Santos a 05.04.2019 às 15:30

Que se registe e se realce: um colaborador do Delito de Opinião chamou a advogados e a cristãos «escumalha».

Quanto a Jair Bolsonaro ser (um presidente) «fascista», continuam a não ser visíveis as habituais consequências práticas dessa designação - de que, aliás, e por exemplo, Nicolás Maduro é muito mais merecedor. Ainda vai uma grande distância entre os actos e as palavras, embora não discorde de que, naquelas, o actual chefe de Estado do Brasil deveria por vezes ser mais comedido - mas não sobre os nazis terem sido socialistas, de esquerda, o que é correcto.
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De jpt a 05.04.2019 às 15:53

Octávio dos Santos, esqueci-me de lhe responder ao seu último comentário a um postal meu. No qual você me apareceu aqui a chamar-me, sem mais, "pai irresponsável". Confesso que fiquei assim, como dizer?, com vontade de alargar o meu léxico blogal. Como felizmente você surge identificado, algo que saúdo, cliquei para ver quem é. E lá, um co-bloguista, da minha idade. E imaginei, estou em conversa com os amigos numa esplanada - o bloguismo nada mais é do que uma conversa, por mais que alguns a pensem outra qualquer coisa - e o gajo da mesa ao lado, da nossa idade, que nenhum de nós conhece, levanta-se e vem ter connosco e diz-nos, sem mais, "vocês são uns pais irresponsáveis". Claro que o gajo pode ter aspecto de maluco e a gente, nesse caso, chamará o empregado para o enxotar. Ou então tem um ar mais ou menos normal, até de quem publica livros ... E eu sei, de antemão, que eu e amigos à mesa, cinquentões mais ou menos bem-postos na vida, decentes cidadãos, burguesotes, "quadros", plácidos, a primeira coisa que farão é guardar os óculos, deixados em cima da mesa, não se vão eles partir durante o necessário par de estalos que o pateta vai levar e a hipotética posterior confusão gerada. Ou seja, baixe lá a grimpa quando vem falar com a mesa do lado.

Quanto ao que aqui vem dizer desta vez: que se "registe e realce" sim, senhor, faça-se até uma placa alusiva. Avanço ainda que sim, ser advogado e cristão não exime a que se pertença a uma escumalha, que não se o seja. Ou julga que só os médicos e engenheiros é que a ela podem pertencer, que só hindus ou muçulmanos o podem ser? Longe vão os tempos dessa discriminação. Ou, dizendo-o de uma forma mais curta, senhor autor publicado, perceba o que está a ler (saiba interpretar) antes de se armar em galaroz.
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De jpt a 05.04.2019 às 15:54

Quanto ao seu apreço pelo escritor José Rodrigues dos Santos desejo-lhe boas leituras, mas é-me temática pouco relevante.
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De Octávio dos Santos a 05.04.2019 às 16:45

José Pimentel Teixeira, se quiser (tentar) dar-me um «par de estalos», numa esplanada ou noutro local, isso pode arranjar-se: o Pedro Correia (que me conhece pessoalmente e tem os meus contactos) pode servir, se ele não se importar, de «intermediário» e de «árbitro».

Quanto à minha «grimpa», eu baixo-a se e quando quiser - não é você ou outra pessoa qualquer que o determina. E se venho «falar com a mesa do lado» é porque você o permite e até o incentiva, ao abrir a caixa de comentários. Não quer conversas desagradáveis e opiniões incómodas? Feche aquela ou pratique a censura sobre aqueles.

Em relação a José Rodrigues dos Santos, não estou a ver onde foi buscar o suposto «apreço» que tenho por ele.
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De jpt a 05.04.2019 às 17:57

Não Uma coisa é uma conversa desagradável, uma discordância, um debate aceso. Outra é um pateta vir apodar-me (e a quem está ao lado) de pai irresponsável, por detrás de um ecrã e na cagança de quem é muito lido, culto e reflectido - mera cagança dado que, como se vê na patetice do seu comentário, nem consegue interpretar a sintaxe de uma mera frase.
O Pedro Correia conhece-o? Azar o dele.
Vá bugiar, para não dizer pior dada a auto-censura blogal. E, como é óbvio, as caixas de comentários dos meus postais ficam-lhe fechadas.
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De jpt a 05.04.2019 às 17:59

Quanto ao Rodrigues dos Santos, para argumentos de teoria políticos bacocos já ele os celebrizou antes desta fúria afascistada ignorante desta semana. Para a semana haverá outra brincadeira, para ver se se divertem.
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De jpt a 05.04.2019 às 17:52

o que tem isso a ver com isto?
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De Vorph Valknut a 05.04.2019 às 19:04

Bom, queria apenas apontar ,ao de leve, que o que se passa na Venezuela, embora trágico e sendo Maduro um lunático, não se pode compreende apenas pelo epílogo...

Às tantas parece-me que quem critica alguma coisa considerada de "fracturante" é apodado de comuna, ou fascista.... Parece-me que mais do que com a Rússia, ou a Venezuela, devemos temer os EUA....a propósito, sabe o jpt que a crise dos misseis de Cuba foi antecedida pela colocação de misseis nucleares na Turquia...bem sei que isto parece desligado, mas jpt, isto anda tudo baralhado e misturado....ou então sou eu

https://www-history-com.cdn.ampproject.org/v/s/www.history.com/.amp/topics/cold-war/cuban-missile-crisis?amp_js_v=0.1&usqp=mq331AQECAEoAQ%3D%3D
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De jpt a 05.04.2019 às 19:39

A sério, isso da crise dos mísseis, antes do "é proibido proibir" e "sous les pavés, la plage"? Já agora, também li, algures, que o maluco do Castro - o velhinho de fato-de-treino com o qual o Sousa foi tirar fotografias - queria que os russos disparassem os mísseis. Para maduro, maduro e meio ...
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De Vorph Valknut a 05.04.2019 às 21:41

Bom fim de semana....temi, por instantes, que me mandasse bugiar ..


Sobre essa do Castro, aponto outra do Truman, que pretendia dizimar umas dezenas de cidades soviéticas nos pós IIGG:

https://www.businessinsider.com/the-pentagon-estimated-204-atomic-bombs-could-destroy-the-soviets-2014-10


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De jpt a 07.04.2019 às 17:26

A gente sabe, os americanos são a mãe de todas as maleitas. Felizmente que em breve chineses e russos ("a mais" os iranianos e etc.) deles darão cabo
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De António a 05.04.2019 às 20:51

Sem querer ser chato;
- não conheço nenhuma anedota de advogados onde sejam bem tratados
- há muita escumalha entre os cristãos
Se é lamentável? É. Mas é verdade.
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De sampy a 05.04.2019 às 16:41

Em tempos de abundância de "fake news", toda a prudência é pouca. Talvez valha a pena ler com alguma calma o contraditório (enquanto não vier a lume o registo áudio para dissipar as dúvidas):

https://arquidiocesemilitar.org.br/nota-de-esclarecimento-de-dom-jose-francisco-falcao-de-barros.html

Ainda para enquadrar: trata-se do bispo auxiliar castrense.
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De jpt a 05.04.2019 às 17:51

Eu sobre bispos castrenses a única vez que reflecti foi quando o capelão das forças armadas portugueses, julgo que graduado em general, fez críticas públicas ao governo (o último, se não estou em erro). Que lhe deveria ser, ao general padre, dada voz de prisão. Algo difícil no respeitinho pela "santa" madre igreja, contextualizada acima.
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De jpt a 05.04.2019 às 17:57

Seja. Vamos lá a criticar um ptista, que tudo está bem, seja lá qual for o método e o conteúdo.
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De Anónimo a 05.04.2019 às 22:51

Você vomita ódio, não passa de um paspalho enjoado. Vá à merda com a sua moderação.
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De singularis alentejanus a 06.04.2019 às 10:18

Da mesma forma qua a religião é o ópio do povo, segundo Lenine, o esquerdismo é o ópio dos frustrados.
Comentário a um artigo no Sapo-24.
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De Vorph Valknut a 06.04.2019 às 14:20

Essa é boa!!! Eu diria que sendo alentejano deve ter tido algum trauma após o 25 de Abril. Ou lhe caçaram uma herdade ou o papá era um comuna autoritário.

A Social Democracia é uma ideologia de frustrados?....diria que são os de Direita mais a sua mundivisão simplista, conservadora do "antigamente é que era bom" um bando de traumatizados.
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De singularis alentejanus a 07.04.2019 às 16:00

Caro Pedro, apesar do citado não ser da minha autoria, ser de Esquerda é uma coisa totalmente diferente de ser esquerdista. Quanto ao resto, fique com a sua sapiência, a qual nem no meu lixo tem lugar.
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De João Pedro Pimenta a 06.04.2019 às 18:27

Olha que o dito bispo não deve colher muita simpatia dos seus pares. A Conferência Episcopal Brasileira é normalmente apelidada de "reunião de comunistas".
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De jpt a 07.04.2019 às 17:24

Nem faço a mínima ideia, fujo dos eclesiásticos como o diabo da Cruz

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