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O baile do acaso

por Luís Naves, em 31.08.19

baile do acaso.jpg

Sempre me fascinou aquela ideia de que existem almas gémeas para cada um de nós e nestes dias modernos até se escrevem algoritmos para tentar iludir o grande baile do acaso em que vivemos e onde é possível que dois parceiros ideais se cruzem muitas vezes no meio da multidão sem jamais se encontrarem de facto. Há quem se apaixone em numerosas ocasiões na vida, há quem infelizmente não tenha ilusões sobre o amor, cada um sofre à sua maneira. Um dia, de forma cruel, podemos encontrar a nossa alma gémea já em fase adiantada dos anos e podemos talvez pensar no que teria acontecido se o destino nos fizesse encontrar a ambos mais cedo, mas será demasiado tarde para desfazer o que foi, as crianças que nasceram e cresceram em vez das que nunca existiram, as memórias que ficaram em vez das que nunca foram inventadas. Sempre me fascinou este mito enraizado de se esconder na escuridão furtiva do tempo aquela pessoa perfeita que era só para nós. Sempre me fascinou o mito de que há uma estação do nosso caminho onde fatalmente nos devemos encontrar os dois, desviando cada um a sua linha de vida, para ser tudo divino até à estação terminal onde morreremos tranquilos, na beatitude do amor autêntico e completo, o único que não passando pelas coisas corriqueiras da biografia humana é, por isso mesmo, inatingível.


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