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O anti-semitismo em Portugal.

por Luís Menezes Leitão, em 21.11.16

Julgava que no meu país as pessoas tinham respeito pelos outros e não alinhavam em discursos de ódio e em actos de intimidação. Mas parece que afinal há um partido, que está praticamente no governo, que considera normal apelar a um restaurante para que não participe num evento culinário internacional em Israel. E quando o restaurante decide apesar disso participar nesse evento, tem como resposta a vandalização do seu espaço, que esse partido qualifica apenas como acção directa. Isto porque o apelo anterior tinha sido uma "acção indirecta alimentada por cartas educadas a apelar para que Avillez não participasse". Já se fica assim a saber o que acontece a quem não se deixa intimidar por este tipo de "acção directa" que este partido apoia, a fazer lembrar outras "acções directas" de triste memória. E também ficamos a saber o tipo de partidos que António Costa colocou em Portugal como sustentáculo do seu governo. Porque não haja ilusões: a imagem que está acima não é muito diferente da que está abaixo.


31 comentários

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De Luís Lavoura a 21.11.2016 às 09:38

Dois erros graves neste post.
1) Não vi nada nos artigos do Esquerda.net a dizer que o Bloco de Esquerda apoie o que foi feito. Apenas vi uma notícia, com citações de outros colocadas entre aspas. Não tem sustentação factual a afirmação neste post de que o Bloco de Esquerda apoia esta "ação direta".
2) A vandalização do restaurante nada tem a ver com a Noite de Cristal em 1938 na Alemanha. Nesta última foram visados judeus, devido à sua etnia de origem. No restaurante foi visado um não-judeu, devido a uma atuação sua. É totalmente diferente castigar uma pessoa por uma sua atuação de castigá-la pela sua origem étnica.
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De Manuel Silva a 21.11.2016 às 12:06

Os extremos tocam-se, é uma frase batida: este post mostra-o.
De um lado, um extremista, apoiante de um governo que nos governou até há pouco: que denuncia um partido extremista.
Do outro, um partido extremista, apoiante do governo que nos governa: que pressiona, indirectamente, um cozinheiro.
Ambos muito parecidos nos métodos de agitprop e de intimidação.
Estão muito bem uns para os outros.
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De jo a 21.11.2016 às 13:54

Vandalizar restaurantes é uma atitude condenável, mas não vejo no post citado nenhum apoio a essa atitude. Pelo menos cita o incidente, coisa que os outros partidos tiveram todo o cudado em evitar.
Parece que o governo israelita está acima de qualquer crítica. Qualquer ação que critique ações desse governo é rotulada de anti-semita. É o argumento "ad hitlerum" utilizado até à náusea. Talvez fosse altura de as pessoas se capacitarem que ter antepassados que foram gaseados nas câmaras de gás não é um livre-trânsito para bombardear crianças e hospitais.
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De T a 21.11.2016 às 13:55

Tão extremista que era o anterior Governo que até deixou que um partido que não ganhou as eleições e se coligou às três pancadas com dois partidos esses sim anti-sistema ficasse a governar. A sua atitude foi razoável e muito pouco extremada, parece-me. É que extrema no léxico político não é ser nem contundente nem figurar na Fuel TV, é ser anti-sistema, como referi anteriormente. É melhor rever a matéria.
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De Pedro a 21.11.2016 às 18:10

"Tão extremista que era o anterior Governo que até deixou que um partido que não ganhou as eleições...."
Que altruístas, que sentido de Estado. "Se existe alguém na sala que faça melhor levante-se!" T parece que nas próxima eleições o PPC (ouvir entrevista na Sic, em março 2016) vota na geringonça.
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De T a 21.11.2016 às 19:21

"Que altruístas, que sentido de Estado. "Se existe alguém na sala que faça melhor levante-se!" T parece que nas próxima eleições o PPC (ouvir entrevista na Sic, em março 2016) vota na geringonça."

Eu não fiz juízos de valor, apenas constatei um facto. Fez-se birra? Lutou-se politicamente contra a ausência de costume? Foi isso tudo, mas ninguém se trancou nos ministérios, por isso a entrevista vale o que vale. A transição de poder foi tão pacifica como as outras todas anteriores.

"Dizer que partidos anti-sistema ficaram a governar é uma contradição nos seus próprios termos. Ou governam, ou são anti-sistema."

Conhece o objectivo comunista? Tem muitas fases e uma delas é a tomada de poder, nem que seja pela via democrática. O facto de ser anti-sistema não quer dizer que essa forma seja assumida em todos os actos ou passos perante um objectivo maior. Se acha que os BEs e PCP da vida deixam de ser anti-sistema só porque se vestem com a pele de cordeiro de "verdadeiros democratas", tem de mudar de óculos.
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De Pedro a 21.11.2016 às 21:16

T, a Constituição permite. Quanto a costumes valem o que valem, a antiguidade, infelizmente por culpa dos velhos, de hoje, deixou de ser posto - os velhos de hoje carregam ódios - os jovens deixaram de ter vergonha da ignorância, os velhos da frustração.
Quanto a comunistas tomarem o poder através de votos é uma aberração. Aliás participar em eleições é um absurdo. Segundo a doutrina o parlamentarismo é burguês - e têm razão, basta ver os órgãos de comunicação social e os "fazedores de opiniões" pagos pelos capitalistas.
T, acredite, não temos salvação independentemente de quem vá para lá. Nem o rei filósofo de Platão, Dioniso, o conseguiu.
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De jo a 21.11.2016 às 18:42

Dizer que partidos anti-sistema ficaram a governar é uma contradição nos seus próprios termos.
Ou governam, ou são anti-sistema.
A não ser que tivesse havido uma tomada do poder pela força de que ninguém se apercebeu.
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De Pedro a 21.11.2016 às 18:06

Atenção Luís. Há etnia cola-se sempre, aos interessados, rótulos - judeus/bacilos; judeus/controlo (acção) da finança internacional.
Quanto ao resto, a estupidez encontra-se em todo o lado. À direita, à esquerda, em cima e em baixo
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De Augusto a 21.11.2016 às 12:49

A direita radical portuguesa aliada ideológica da extrema -direita racista do governo de Israel. Seria melhor de em vez de escrever aleivosias sobre o BE, se informasse o que são os povos semitas. Se calhar chegava á triste conclusão de que anti-semita é o actual governo de Israel e os seus aliados como o senhor Leitão. Sobre a tinta atirada ao restaurantezeco do senhor Avillez, inicialmente pensei que fosse obra de algum cliente zangado , pelo exagero dos preços e a má qualidade do repasto, afinal enganei-me.....
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De Pedro a 21.11.2016 às 18:11

Não seja injusto. Passei por lá e não fiquei pelos preços, mas sim pela bicha...fila
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De T a 21.11.2016 às 19:26

"Seria melhor de em vez de escrever aleivosias sobre o BE, se informasse o que são os povos semitas. Se calhar chegava á triste conclusão de que anti-semita é o actual governo de Israel e os seus aliados como o senhor Leitão"

Com que então os judeus são anti-semitas! É melhor ir ler umas coisinhas primeiro :|
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De lucklucky a 22.11.2016 às 00:46

Tal como Karl Marx o Anti-semita que queria "Um mundo sem Judeus" a Esquerda Marxista depois do interregno do Holocausto em que depois de se aliar aos Nazis se viu contra o Nazismo voltou à sua natureza.

Note-se que há outros "Judeus" que a Esquerda Marxista odeia e ataca quando sente que não tem replica.
Karl Marx considerou que o caracter dos Judeus era um empecilho à expansão do Socialismo no mundo. Para ele os Judeus eram um ícone do Capitalismo tal como hoje Israel o é.
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De Pedro a 22.11.2016 às 17:14

A divida alemã no tempo entre guerras estava em meia dúzia de famílias judiaa (Rothschild, etc). E tal como em todas as crises os especuladores aproveitaram-se da desgraça alemã para encherem os bolsos. Tem ideia de quantos comunistas foram mortos em campos de concentração?
E a diferença entre comunismo e marxismo? O comunismo já existia na Idade Média.
E que dizer da doutrina social cristã e sua ligação aos movimentos fascistas?
E depois essa generalizações, "Note-se que há outros "Judeus" que a Esquerda Marxista odeia" - cheira a absolutismo intolerante, próximo daquele que os nazis defendiam quando acusavam todos os judeus da sua desgraça
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De lucklucky a 22.11.2016 às 23:46

Sabe qual foram as políticas económicas da 1GG com a Monarquia e da posterior R.Weimar?
Você sabe o que eram as MEFO e antes as Notegeld por exemplo?

"Tem ideia de quantos comunistas foram mortos em campos de concentração?"

Mais Comunistas foram mortos nos campos de concentração Comunistas que em todos os outros...

Não há um regime Comunista ao cimo da terra que não tenha feito julgamentos fantoche de Comunistas e não tenha assassinado outros Comunistas. Na URSS conta-se em milhões de Comunistas mortos pelo regime Comunista.

Fascistas? O Fascismo elogiado por Togliatti e mais outros dinatários Comunistas em 1936?
Os Fascismo Italiano que foi dos primeiros países Ocidentais a reconhecer a URSS?
O Fascismo Italiano que vendeu armas à União Soviética durante boa parte dos anos 30?


O Fascismo e o Nazismo que "Activistas" Comunistas transmutando-se como habitualmente em "Pacifistas" na Europa e nos EUA defenderam de 1939 a 1941?
Condenando a guerra contra o Nazismo como guerra "capitalista e imperialista" destinada a explorar os trabalhadores?
Até ao momento em que a URSS foi atacada...

Claro que sempre houve outros "Judeus" para exterminar pelo Comunismo:

https://en.wikipedia.org/wiki/Danube–Black_Sea_Canal
The canal was referred to as the "graveyard of the Romanian bourgeoisie" by the Communist authorities,[18] and the physical elimination of undesirable social classes was one of its most significant goals.

A Esquerda, O Marxismo, o Comunismo pensa em grupos nunca no indíviduo.



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De Pedro a 23.11.2016 às 17:42

"Sabe qual foram as políticas económicas da 1GG com a Monarquia e da posterior R.Weimar?"

Da monarquia retenho apenas a demência do Kaiser, provavelmente derivada de um trauma não superado na infância - paralisia do seu braço esquerdo. Veja-se o que dele pensavam a sua tia Vitória e os seus primos Jorge V e Nicolau II. Como era possível ser deficiente e ter como modelo o Super-Homem, o Homem de Caserna. Bismarck todas as concessões sociais que fez não foram genuínas mas tiveram um propósito - vencer a "esquerda social democrata" que se espalhava pela Europa. Enquanto os Estados da Europa avançados delegavam cada vez mais liberdades politicas nos seus concidadãos, Bismarck fazia o oposto - era uma anomalia temporal.
A república teve pouco tempo e com o tratado de Versalhes, crise de 30, não consigo avaliar se o destino teria sido diferente.

Como disse os sistemas ideológicos são por vezes aproveitados por protagonistas que tem como único objetivo o poder. Foi o que aconteceu na USRR, desde Estaline e outros países ditos comunistas. Tenho como modelo de governação a moral cristã, como pregada no Novo Testamento. O meu comunismo/humanismo provem dai. O meu modelo, Jesus Cristo. A economia e todas as ciências ao serviço do Homem, da sua afirmação como pessoa - independência económica, um trabalho digno, uma casa, uma família. Parece ser-lhe difícil a sua concretização? Nunca houve tanto dinheiro e tão mal distribuído. Defendo tectos salarias, sejam eles privados, ou não, pois recuso-me alimentar vícios (quando se ganham milhões por ano decerto que apenas se alimentam vícios) e ver outros, a maioria, a nem o básico terem
É por isso que a culpa da agonia da social-democracia é dos próprios socais-democratas - venderam-se aos mercados, aos lugares nas comissões não executivas de bancos. São os fariseus da Biblia.

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De Pedro a 23.11.2016 às 20:39

A Esquerda, O Marxismo, o Comunismo pensa em grupos nunca no indíviduo.

Ao passo que a Direita pensa apenas em grupos económicos

Desculpe a quantidade de respostas...vou-me lembrando entre o ir e o vir.
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De Pedro a 22.11.2016 às 17:22

Muitos dos revolucionários de esquerda eram também judeus, daí as perseguições que se fizeram na Rússia czarista (anteriores a Marx) - os judeus foram sempre revolucionários, destruidores de dogmas - Jesus Cristo, Freud, Einstein, etc. O problema da relação entre esquerda e judeus é mais recente e prende-se com a relação de Israel com os EUA. A comunidade internacional condena também a ocupação dos territórios palestinianos pelos judeus, numa clara violação do direito internacional
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De lucklucky a 22.11.2016 às 23:59

O problema da Esquerda com os Judeus começa com o problema de qualquer Socialismo com a não subjugação ao Estado.
Foi Karl Marx que pediu "Um mundo sem Judeus".

A Esquerda não tem problema nenhum com a ocupação da Palestina pela Jordânia. A Esquerda aliás está-se nas tintas para os Palestinianos, como para qualquer outro grupo que diz defender.

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De Pedro a 23.11.2016 às 17:26

O problema da Direita é com aqueles que se recusam a perder a sua liberdade para os chamados Mercados - "não podem votar no partido x , pois isso assustaria os mercados e aumentaria os juros da divida". Chamam-se neoliberais, mas desconhecem o que é o Liberalismo.

Os sistemas ideológicos são apenas danosos quando postos em prática por indivíduos que usam esses mesmos sistemas para atingir ambições pessoais - foi o que se passou na URSS, Coreia do Norte....Tal como os defensores do mercado livre defendem que o seu sistema é perfeito e que a crise foi apenas resultante da não aplicação dos princípios neoliberais, penso poder dizer que nunca país algum viveu em comunismo/marxismo. ~

Quanto quanto a citações antissemitas, Alexandre Herculano tem uma quantas nos Opúsculos tomo I, isso faz dele um antissemita? E falavam dos judeus precisamente quando referia que este era presa da banca internacional que sugava toda a riqueza produzida para pagamento dos empréstimos - outra vez a história que se "repete".
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De Pedro a 22.11.2016 às 21:10

Marx era um judeu anti- capitalista, e portanto adversário dos capitalistas judeus - e convenhamos que a imagem do judeu ambicioso, traidor, mentiroso, sujo é um arquétipo que surgiu muito antes das lutas politicas ideológicas. Ela teve origem nas guerras religiosas, tendo continuado até aos dias de hoje (ainda hoje em gracejo, quero acreditar, aproveitamos esta imagem para criticar um comportamento. Tal como o fazemos com um alentejano, um espanhol, com alguém de Lugo, um inglês, com um irlandês,etc)

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De Pedro a 23.11.2016 às 18:21

"Consideração do trabalhador como sujeito e não como objecto de qualquer actividade. O homem português terá de libertar-se e ser libertado da condição de objecto em que tem vivido, para assumir a sua posição própria de sujeito autónomo e responsável por todo o processo social, cultural e económico." 

"defesa do direito à greve ("meios necessários para uma permanente e contínua subordinação da iniciativa privada e da concorrência aos interesses de todos e à justiça social"); a possibilidade de nacionalizações para garantir o "controlo da vida económica pelo poder político"; a defesa do "saneamento" e do "julgamento dos crimes constitucionais de responsabilidade, de corrupção, contra a saúde pública e os consumidores e, dum modo geral, contra a vida económica nacional, bem como dos abusos do poder." 

a) Planificação e organização da economia com participação de todos os interessados, designadamente das classes trabalhadoras e tendo como objectivos: desenvolvimento económico acelerado; – satisfação das necessidades individuais e colectivas, com absoluta prioridade às condições de base da população (alimentação, habitação, educação, saúde e segurança social); – justa distribuição do rendimento nacional. b) Predomínio do interesse público sobre os interesses privados, assegurando o controlo da vida económica pelo poder político (…). c) Todo o sector público da economia deve ser democraticamente administrado (…) . d) A liberdade de trabalho e de empresa e a propriedade privada serão sempre garantidas até onde constituírem instrumento da realização pessoal dos cidadãos e do desenvolvimento cultural e económico da sociedade, devendo ser objecto de uma justa programação e disciplina por parte dos órgãos representativos da comunidade política. (…) f) Adopção de medidas de justiça social (salário mínimo nacional, frequente actualização deste salário e das pensões de reforma e sobrevivência, de acordo com as alterações sofridas pelos índices de custo de vida, reformulação do sistema de previdência e segurança social, sistema de imposto incidindo sobre a fortuna pessoal preferentemente ao rendimento de trabalho com vista à correcção das desigualdades)." 

Não foi Marx, nem nenhum xuxalista. Foi Sá carneiro. É a Social Democracia
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De Anónimo a 20.04.2019 às 19:20

Karl Marx era judeu
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De Anónimo a 21.11.2016 às 12:55

Diz-me com quem andas ...
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De Peregrino a Meca a 22.11.2016 às 10:27

Já sei que é inútil, mas vou escrever na mesma. O Estado de Israel é uma coisa. Os judeus são outra. Pode ser-se contra os actos do Estado de Israel (e mesmo contra o Estado em si) e não ser-se anti-semita (sim,o contrário fia mais fino). O acto é condenável por si mesmo. Não há necessidade de acrescentar anti-semitismo a não ser que possa provar que as pessoas que cometeram esse vandalismo o sejam.
PS Sim, já sei que com este Pseudónimo às potenciais respostas serão disqualificativas de qualquer discussão, mas enfim
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De Luís Menezes Leitão a 22.11.2016 às 16:30

Acho bastante difícil que alguém se proclame contra o Estado de Israel e diga não ser anti-semita. Afinal quem é contra o Estado de Israel, o que defende em relação aos judeus que lá habitam? Em qualquer caso, o que o ataque ao restaurante demonstra é uma aterradora similitude de métodos entre os anti-semitas alemães e os actuais opositores a Israel.

O post-scriptum era dispensável. Ninguém exigiu que mudasse o pseudónimo para "Peregrino a Jerusalém", ou "a Al-Quds", como preferir.
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De Peregrino a Meca a 23.11.2016 às 10:26

O PS não era para o Luís, se bem que não estou de acordo consigo, considero-o civilizado, senão nem sequer comentava aqui.
Quanto à questão entre o Estado de Israel e o anti-semitismo, eu sei que é um elo recorrente, nunca, até agora, ouvi, ou li, um único argumento pertinente que o sustente. Da mesma forma que repudiar acções ou omissões da Igreja (representada pelo Estado do Vaticano) não implica ser anti-religioso. Da mesma forma que considerar que o Estado Português tinha responsabilidades no processo de descolonização que não cumpriu não implica ser anti-português. Da mesma forma que achar que a eleição de Trump é uma das maiores ameaças às conquistas do mundo civilizado desde a 2a Guerra (estou consciente do potencial exagero e estou disposto a defende-lo numa discussão aparte) não faz de ninguém necessariamente um americano primário. Et cætera.
Mas a distinção que o Luís faz, é, mais uma vez, mais subtil e falaciosa. É de dizer que quem está em contra as acções do Estado de Israel, está contra a sua existência, tout court. Como dizer que quem está contra a primeira acção do Trump (peguemos o exemplo do muro mexicano, que evidentemente aplica-se aqui que nem encomendado) está contra a existência dos Estados Unidos.
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De Vento a 22.11.2016 às 11:07

Só para dizer que Costa não podia escolher outro tipo de partidos como sustentáculo para governar a nação, porque na realidade para além dos escolhidos não existem outros partidos. Tivemos durante 4 anos uma congregação de mordomos que foi abrindo as portas às maiores parvoíces que podiam emanar da Europa, e em particular de Schauble/Merkel.

Foi pior que uma Kristallnacht, não só espoliaram o estado dos já parcos recursos como nem a louça deixaram. Na realidade foi tudo muito bem partido e repartido.
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De Luís Menezes Leitão a 22.11.2016 às 16:32

Não queira dizer que o que se passou em Portugal nos tempos da "troika" foi pior do que a Kristallnacht. Não há comparação possível com o mal absoluto.
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De Vento a 22.11.2016 às 20:26

Em termos da violência simbólica com que produzi o comentário, sim. E se é simbólico obviamente que não enquadra as motivações que levaram a esse acontecimento quer na Alemanha quer na Áustria.

Temos uma população com 3 milhões de pobres, temos os anéis entregues por tuta e meia e, entre outros, temos os cuidados assistenciais absolutamente desmembrados. As consequências de tudo isso ainda se mantêm.
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De Joao Martins a 06.08.2017 às 17:11

Se na propria magistratura campeia o antisemitismo, o que esperar ...?

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